sexta-feira, 29 de maio de 2026

Fraqueza e perda de força na terceira idade: é normal?



Conforme os anos passam, é comum perceber uma diminuição da força e da disposição para realizar algumas atividades do dia a dia. Porém, é importante entendermos que essa perda não deve ser vista como algo “normal” do envelhecimento. Em muitos casos, ela está relacionada à sarcopenia ou perda de massa muscular, que pode impactar diretamente na autonomia e na qualidade de vida do idoso, além de ser o principal motivo para as quedas tão frequentes na terceira idade (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2025?).

O que pode levar a perda de massa muscular na terceira idade? (Diz et al, 2015)

  • Sedentarismo;

  • Alimentação inadequada;

  • Doenças crônicas;

  • Uso de alguns medicamentos;

  • Processo natural do envelhecimento associado à falta de atividade física.

Quando devo me preocupar? (Diz et al, 2015)

  • Dificuldade para levantar da cadeira;

  • Cansaço ao realizar atividades simples;

  • Diminuição da força nas mãos;

  • Quedas frequentes;

  • Redução da velocidade ao caminhar e equilíbrio. 

Os hábitos saudáveis fazem toda a diferença na manutenção da força muscular na terceira idade. A prática regular de atividade física, especialmente exercícios de força, junto de uma alimentação equilibrada e rica em proteínas, o acompanhamento com profissionais de saúde e a manutenção de uma rotina ativa são fundamentais nesse processo. Esses cuidados ajudam a preservar a autonomia e independência do idoso! (Diz et al, 2015)

Referências

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Diagnóstico e tratamento da Sarcopenia. SBGG, 2025?. Disponível em: https://sbgg.org.br/diagnostico-e-tratamento-da-sarcopenia/

DIZ, J. B. M.; et al. Prevalência de Sarcopenia em idosos: resultados de estudos transversais amplos em diferentes países. Rev. bras. Geriatr. Gerontol., v. 18, n. 3, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgg/a/FFm9JS8N45hmRXgBPfLD5bb/?format=html&lang=pt

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

A importância da terapia ocupacional para idosos com demência

 


Sabemos que o cuidado à pessoa idosa com demência vai muito além do uso de medicamentos, envolvendo principalmente a promoção da autonomia, da qualidade de vida e do bem-estar. O objetivo é preservar, pelo maior tempo possível, as capacidades ainda existentes, respeitando o ritmo e a individualidade de cada pessoa. É aí que a terapia ocupacional se destaca como uma importante aliada, pois utiliza exercícios e estratégias voltadas às atividades de vida diária, contribuindo para que o idoso se mantenha ativo, independente, participativo e mais seguro em seu cotidiano (Lins e Gomes, 2019).

Como a Terapia Ocupacional ajuda na demência? (Bernardo et al., 2018)

  • Estimula a memória e outras funções cognitivas;

  • Mantém habilidades que ainda estão preservadas;

  • Ajuda na organização da rotina;

  • Reduz agitação e ansiedade;

  • Promove mais segurança e autonomia nas atividades diárias (Vestir-se, tomar banho, etc).

Atividades que podem ser utilizadas: (Bernardo et al., 2018)

  • Jogos simples e atividades de memória;

  • Organização de objetos;

  • Atividades manuais (como pintura ou artesanato);

  • Tarefas do dia a dia, como dobrar roupas;

  • Escutar músicas e relembrar histórias. 

A terapia ocupacional traz benefícios tanto para o idoso quanto para sua família, promovendo mais autonomia, autoestima e qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduz a ansiedade e a confusão no dia a dia. Para os cuidadores, oferece orientação prática, ajudando a adaptar a rotina e o ambiente, tornando o cuidado mais seguro e menos sobrecarregado! (Lins e Gomes, 2019)

Referências

LINS, V. S.; GOMES, M. Q. C. Terapia Ocupacional no cuidado ao idoso com demência: uma revisão integrativa. Rev. Interinst. Bras. Ter. Ocup., v. 3, n. 1, 2019. Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/ribto/article/view/13996/pdf

BERNARDO, L. D.; et al. Atenção ao Idoso com Demência: as ações dos terapeutas ocupacionais inseridos nas instituições de longa permanência de Curitiba-Paraná, Brasil. Rev. Chilena de Terapia Ocupacional, v. 18, n. 2, 2018. Disponível em: https://revistaterapiaocupacional.uchile.cl/index.php/RTO/article/view/50569/54527

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Semana da enfermagem: o verdadeiro significado do cuidar

 


Do dia 12 a 20 de maio comemoramos a semana da enfermagem, está data é muito especial e nos ajuda a reconhecer e valorizar os profissionais que estão presentes em todos os momentos do cuidado, desde os mais simples até os mais delicados,do primeiro suspiro até o último. Mais do que executar técnicas, a enfermagem é feita de presença, escuta, atenção e sensibilidade (Cofen, 2025).

O que realmente significa esse cuidado que sempre ouvimos falar?

Cuidar vai muito além de administrar medicamentos ou realizar procedimentos. É perceber o que muitas vezes não é dito, é acolher o medo, aliviar a dor e oferecer conforto. É estar ao lado do paciente e da família, principalmente nos momentos de maior fragilidade. Um gesto simples, como um banho, pode devolver dignidade, conforto e até mesmo mudar completamente a forma como uma pessoa encara uma doença ou internação (Silva, 2012).

A enfermagem une diretamente o conhecimento científico e as técnicas com a empatia, cada cuidado realizado possui um fundamento e lógica por trás. O banho no leito, por exemplo, segue uma sequência organizada, e não se limita à higiene, quando realizado com a técnica correta, ajuda na prevenção de infecções, melhora a circulação sanguínea e promove conforto. Além disso, é o momento ideal para se avaliar a pele e diversas partes do corpo, permitindo que a equipe de enfermagem seja a primeira a identificar alterações que muitas vezes não seriam observadas por outros profissionais da mesma forma (Lobo; Saraiva, 2017).

Esta é apenas uma breve homenagem da equipe Cuidados Alzheimer como forma de reconhecimento a todos os profissionais da enfermagem, no Brasil e no mundo, que dedicam sua vida a cuidar do próximo com conhecimento técnico, ética, empatia e respeito.

Referências

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Tema da Semana da Enfermagem 2026 será “Técnica, Ética e Política: Pilares Inegociáveis do Cuidado de Enfermagem”. Cofen, Novembro de 2025. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/tema-da-semana-da-enfermagem-2026-sera-tecnica-etica-e-politica/

SILVA, M. J. P. Ciência da Enfermagem.  Acta paul. enferm.; v. 25, n. 4, 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ape/a/7tyKhdxS9cKfjBMp4GzczvJ/?format=html&lang=pt

LÔBO, C. R.; SARAIVA, T. L. A. Importância do procedimento banho no leito para atendimento em enfermagem. Recien. v. 7, n. 20, 2017. Disponível em: https://recien.com.br/index.php/Recien/article/view/138

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Você conhece a Neuromielite Óptica?

 


A neuromielite óptica é uma doença rara que afeta o sistema nervoso central, levando a inflamação e destruição do revestimento dos nervos ópticos e a medula espinhal. Ela pode causar sintomas importantes, como perda de visão e dificuldades nos movimentos, impactando diretamente a qualidade de vida da pessoa (Levin, 2025).  

O que causa a doença?

É considerada uma doença autoimune, ou seja, as próprias células de defesa do nosso corpo passam a atacar estruturas saudáveis do corpo, principalmente o nervo óptico e a medula espinhal. Por ser uma condição pouco conhecida, muitas vezes pode ser confundida com outras doenças neurológicas, como a esclerose múltipla, porém o risco de se tornar incapacitado com a neuromieltie óptica é muito maior, o que reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce (Levin, 2025).  

Principais Sinais e Sintomas: (Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina, 2025)

  • Perda de visão em um ou ambos os olhos;

  • Dor ao movimentar os olhos;

  • Fraqueza ou paralisia nos braços e pernas;

  • Alterações na sensibilidade (formigamento ou dormência);

  • Dificuldade para caminhar;

  • Problemas no controle da bexiga e do intestino.

Diagnóstico e Tratamento 

O diagnóstico é realizado com base nos sintomas, exame físico e exames complementares, como ressonância magnética, para se descartar a possibilidade de esclerose múltipla, e exames de sangue específicos. Apesar de não ter cura, a neuromielite óptica tem tratamento e, por se tratar de uma doença autoimune, ele se dá principalmente por meio de medicamentos que diminuem a atividade das células de defesa do nosso organismo, tornando a pessoa imunossuprimida (Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina, 2025). 

Mesmo sendo rara, a neuromielite óptica traz impactos importantes na vida da pessoa. Informar-se é fundamental para reconhecer os sinais, buscar ajuda e oferecer apoio adequado, ajudando a controlar a doença, reduzir as crises e preservar a qualidade de vida.

Referências

LEVIN, M. C. Transtorno do Espectro de Neuromielite Óptica. Manual MSD, out. 2025. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais-da-medula-espinal-e-dos-nervos/esclerose-m%C3%BAltipla-em-e-doen%C3%A7as-relacionadas/transtorno-do-espectro-de-neuromielite-%C3%B3ptica-neuromyelitis-optica-spectrum-disorder-nmosd

SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE. Neuromielite Óptica. Governo de Santa Catarina, 2025. Disponível em: http://infosus.saude.sc.gov.br/index.php/Neuromielite_%C3%B3ptica

sexta-feira, 1 de maio de 2026

O trabalho na terceira idade

 


Em 1° de Maio é comemorado o Dia Internacional do Trabalhador e, por isso, esse período também é conhecido como o “Mês do Trabalho”. Diante disso, não poderíamos deixar de abordar um tema cada vez mais atual: o trabalho após a aposentadoria.

O envelhecimento ativo é um assunto cada vez mais presente no dia a dia das pessoas idosas e também daquelas que já começam a planejar essa fase da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2005), o envelhecimento ativo significa aproveitar melhor as oportunidades de cuidar da saúde, participar da sociedade e viver com segurança, buscando manter uma boa qualidade de vida ao longo dos anos.  

O tempo livre se torna uma oportunidade para se manter ativo e fortalecer o senso de pertencimento social, além de ressignificar o envelhecimento como uma fase de novas conquistas, projetos e objetivos voltados à própria qualidade de vida. Com isso, a aposentadoria, principalmente quando voluntária, pode representar um recomeço, rompendo com o estigma de que a idade limita a capacidade de produzir ou inovar (APRILE, 2020).

No entanto, ainda existem desafios a serem enfrentados, como o etarismo (preconceito relacionados à idade), a dificuldade em se reinserir no mercado de trabalho e as exigências de conhecimento e atualização sobre as novas tecnologias (APRILE, 2020).

Mesmo diante das dificuldades, o trabalho após a aposentadoria é promissor, contribuindo para a autonomia, autoestima e também como fonte de renda para os interessados em se manter nas atividades remuneradas. Assim, há uma nova onda de empreendedores, trabalhadores formais e informais que atuam de maneira remota e presencial que merecem ser celebrados (APRILE, 2020).


Referências


APRILE, M. R.; PAULINO, C. A.; BILOTTA, F. A. Trabalho e aposentadoria na perspectiva do envelhecimento ativo e da inclusão social. Saúde & Transformação Social, v. 9, n. 1/2/3, p. 15–27, 2020. Disponível em: https://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/saudeetransformacao/article/view/4321

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf