sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Doença de Alzheimer: depois do diagnóstico, e agora?

 


Receber o diagnóstico de Doença de Alzheimer pode ser um momento difícil, assustador e cheio de dúvidas, tanto para quem recebe a notícia quanto para seus familiares. É normal sentir medo e insegurança frente a um desafio ainda desconhecido. Apesar disso, o diagnóstico também pode ser o primeiro passo para organizar o cuidado e buscar estratégias que contribuam para preservar a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida da pessoa e de toda a família (Baldivia, 2023). 


Nosso objetivo aqui é trazer algumas atitudes que podem ajudar a tornar essa nova caminhada segura e acolhedora:


Busque informações confiáveis 


Em tempos de tecnologia, como o atual, existem muitas informações, porém nem todas são verdadeiras. Por isso, conhecer a doença ajuda a compreender as mudanças que podem acontecer ao longo do tempo e a se preparar para os diferentes desafios. Procure informações em fontes confiáveis, como esta, e converse sempre com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento (Diez, 2024). 


Mantenha o acompanhamento com profissionais de saúde


O acompanhamento regular é fundamental para acompanhar a evolução da doença, controlar sintomas e definir as melhores estratégias de tratamento para cada pessoa. O ideal é que essa equipe seja multiprofissional, unindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, etc. Dessa forma a pessoa e família receberam o suporte necessário em todas as fases da doença (Diez, 2024).


Converse sobre o futuro


Principalmente nas fases iniciais, a pessoa com Alzheimer ainda pode participar ativamente de muitas decisões sobre sua própria vida. Por isso, é importante conversar sobre seus desejos, preferências e cuidados que gostaria de receber no futuro, além de organizar documentos e outras questões importantes enquanto ela ainda consegue expressar suas vontades. Essa é uma parte essencial, para evitar brigas e discussões desnecessárias no futuro (Diez, 2024).


Nossa última dica é: sempre busque dividir os cuidados, familiares, amigos e profissionais são sempre bem vindos e ajudam muito a evitar a sobrecarga de apenas uma pessoa na família. É importante entender que esse é um desafio coletivo e se todos ajudarem o processo poderá se tornar bem mais leve para todos.  Depois do diagnóstico ainda existe muito a ser vivido, compartilhado e cuidado! (Baldivia, 2023)


Referências


BALDIVIA, G. Recomendações após o diagnóstico da Doença de Alzheimer. HDA, 2023. Disponível em: https://hospitalalvarenga.com.br/blog_da_saude/recomendacoes-apos-o-diagnostico-de-alzheimer/ 

DIEZ, G. O que fazer após o diagnóstico de Alzheimer: Um guia para os primeiros passos. Mancini Psiquiatria, 2024. Disponível em: https://mancinipsiquiatria.com.br/o-que-fazer-apos-o-diagnostico-de-alzheimer-um-guia-para-os-primeiros-passos/

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Setembro Azul: O papel da família diante da perda auditiva

 


O Setembro Azul é uma campanha dedicada à conscientização sobre a surdez e a valorização das pessoas surdas. Por isso, não poderíamos deixar de falar sobre um aspecto fundamental nesse processo: o papel da família na inclusão e comunicação (Silveira et al, 2024).

A perda auditiva afeta muito mais do que apenas a capacidade de ouvir. Para muitos significa dificuldades para participar de uma conversa ou conviver com amigos. Isso pode levar ao isolamento e afetar diretamente a autoestima, os relacionamentos e a qualidade de vida, principalmente das pessoas idosas (Kamil; Lin, 2015).

A família também pode sentir os impactos dessa mudança. As dificuldades de comunicação podem gerar frustrações, afastamento e até conflitos no dia a dia. Por isso, compreender essa nova realidade e aprender maneiras de facilitar a comunicação é importante tanto para a pessoa com perda auditiva quanto para aqueles que convivem com ela (Kamil; Lin, 2015).

Formas de se envolver positivamente nesse processo: (Silva, 2015)

  • Contato visual: Falar de frente com a pessoa, mantendo o rosto iluminado para facilitar a leitura labial;

  • Ambiente favorável: Reduzir ruídos de fundo (como desligar eletrodomésticos ou o rádio) no momento de conversas importantes;

  • Aprendizado mútuo: Caso a pessoa utilize a Língua Brasileira de Sinais (Libras), é importante que familiares e pessoas próximas também aprendam a se comunicar por meio dela, dessa forma a inclusão começa dentro do próprio lar.

A perda auditiva pode trazer desafios, mas o apoio da família pode tornar esse processo muito mais leve. Adaptar a comunicação, ter paciência e incluir a pessoa nas conversas são pequenas atitudes que fazem uma grande diferença. 

Referências:

SILVEIRA, A. C. S. L.; et al. Associação entre restrição à participação decorrente de perda auditiva e autopercepção de saúde, suporte social e qualidade de vida da pessoa idosa: estudo transversal. CoDAS, v. 36, n. 5, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/Rm7HdYLRyD58LRbYMgZ356B/?lang=pt

KAMIL, R. J.; LIN, F. R. The effects of hearing impairment in older adults on communication partners: a systematic review. Journal of the American Academy of Audiology, v. 26, n. 2, p. 155-182, 2015. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25690776/

SILVA, R. N. A. Assistência ao surdo na atenção primária: concepções de profissionais. Journal of Management & Primary Health Care, v. 6, n. 2, p. 189-204, 2015. ISSN 2179-6750. Disponível em: https://www.jmphc.com.br/jmphc/article/view/266.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: Solidão na terceira idade

 


A solidão é uma questão importante de saúde, pois pode estar associada a diferentes aspectos do bem-estar físico e emocional em condições como depressão, ao fato de morar sozinho e à pior percepção da própria saúde. Esses fatores podem comprometer a qualidade de vida e aumentar a vulnerabilidade da pessoa idosa (Sandy Junior; Borim; Neri, 2023). 

Quais são os sinais de alerta?

A solidão nem sempre é percebida facilmente. Por conta disso, é importante observar mudanças no comportamento e na rotina da pessoa idosa, principalmente quando estão presentes de forma persistente. Alguns sinais que merecem atenção são: (Mota et al., 2025)

  • Afastamento de familiares, amigos ou atividades que antes eram prazerosas;

  • Demonstração frequente de tristeza;

  • Redução da participação em atividades sociais;

  • Falas que demonstram desesperança ou falta de sentido na vida;

  • Mudanças importantes no cuidado consigo mesmo.

Como podemos ajudar na prevenção do suicídio?

A prevenção começa pela aproximação. Por isso, não devemos ignorar falas ou mudanças de comportamento por acreditar que a pessoa idosa está “querendo chamar atenção”. Este tipo de interpretação pode permitir que situações de sofrimento, isolamento e solidão perpetuem e se tornem ainda mais graves com o tempo (Gutierrez et al., 2020).

O que podemos fazer? (Gutierrez et al., 2020)

  • Procure conversar e ouvir a pessoa idosa sem julgamentos;

  • Incentive os vínculos com familiares e amigos;

  • Estimule a participação em atividades sociais e culturais;

  • Valorize as falas da pessoa idosa sobre sofrimento, desesperança ou morte;

  • Procure profissionais de saúde quando houver sinais de sofrimento emocional.

Prevenir o suicídio na terceira idade envolve muito mais do que identificar fatores de risco. É necessário fortalecer os vínculos, promover a participação social, oferecer espaços de escuta e garantir que a pessoa idosa seja acolhida e tenha acesso aos seus cuidados em saúde. Deste modo, é muito importante o envolvimento da família, comunidade e profissionais de saúde, que devem atuar na identificação de sinais de sofrimento e na promoção de um envelhecimento mais seguro, digno e com qualidade de vida (Mota et al., 2025).

Referências

GUTIERREZ, D. M. D.; et al. Pessoas idosas tentam suicídio para chamar atenção? Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 29, n. 4, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/bRxMdn5GJbDVCHwqqfQKVJg/?lang=pt

MOTA, C. A.; et al. Enfrentamento do suicídio entre a população idosa: uma revisão integrativa. REVISTA DELOS, v. 18, n. 67, 2025. Disponível em: https://ojs.revistadelos.com/ojs/index.php/delos/article/view/5217

SANDY JÚNIOR, P. A.; BORIM, F. S. A.; NERI, A. L. Solidão e sua associação com indicadores sociodemográficos e de saúde em adultos e idosos brasileiros: ELSI-Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 39, n. 7, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/THq8rXh7CDMD3Q9KqwWNYwd/?lang=pt

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Dormir mal faz parte do envelhecimento?

 


O envelhecimento faz parte da vida humana desde o primeiro dia. Todas as pessoas envelhecem com o passar dos segundos, minutos e horas, incluindo as dormidas. Durante as horas de sono, o corpo se reorganiza e toma mais vitalidade para o próximo dia e assim se dá a sua importância. Porém, com o passar dos anos, a qualidade do sono tende a diminuir independente das horas dormidas (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024).

Aproximadamente 50% dos idosos apresentam algum distúrbio do sono, evidenciando que esse é um problema frequente nessa fase da vida.

Entre os fatores fisiológicos, destacam-se: (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024)

  • Mudanças no ritmo circadiano;

  • Redução da produção de melatonina.


Já os fatores patológicos: (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024)

  • Síndrome da apneia obstrutiva do sono;

  • Insônia;

  • Doenças crônicas (como hipertensão e diabetes);

  • Dor crônica;

  • Incontinência urinária;

  • Transtornos psiquiátricos. 


Existem estratégias para melhorar a qualidade do sono, como medicações de acordo com a prescrição médica, exercícios físicos regulares, educação em higiene do sono e adoção de hábitos saudáveis (Carvalho et al., 2022). 

A higiene do sono engloba: (Carvalho et al., 2022)

  • Tornar o ambiente do quarto mais confortável ao sono;

  • Reduzir a ingestão de líquidos nas horas anteriores ao sono;

  • Ajustar o horário dos medicamentos diuréticos para diminuir idas noturnas ao banheiro;

  • Evitar telas no período anterior ao sono.


É importante manter uma rotina de sono saudável durante toda a vida, e especialmente na terceira idade são necessários cuidados mais minuciosos para ter um sono reparador e cooperar para um corpo e mente mais condicionados (Carvalho, et al., 2022).

Referências

ALBUQUERQUE, L. B.; CATALDO NETO, A. Fatores fisiológicos e patológicos com impacto na qualidade do sono no idoso: uma revisão de literatura. Debates em Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 14, p. 1–15, 2024. https://doi.org/10.25118/2763-9037.2024.v14.1197

CARVALHO, Khelyane Mesquita et al. Comparação de eficácia de duas intervenções educativas na qualidade do sono de idosos: ensaio clínico randomizado. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 56, e20220326, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0326pt. 


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Você conhece a Esclerose Múltipla?

 

Você já ouviu falar na Esclerose Múltipla? Ela é uma doença autoimune e crônica que afeta o nosso sistema nervoso central, que é formado pelo cérebro e pela nossa medula espinhal. Apesar de ser frequentemente diagnosticada em pessoas jovens entre seus 20 e 40 anos, a doença exige acompanhamento e cuidados por toda a sua vida (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, 2026?).

Na Esclerose Múltipla, nosso próprio sistema de defesa do organismo passa a atacar e destruir a mielina, uma camada que protege nossos nervos e permite que os comandos e informações sejam transmitidos entre o cérebro e o restante do corpo de forma rápida e eficiente. Quando perdemos essa proteção, a comunicação entre o cérebro e o corpo fica prejudicada, causando diferentes sintomas (Levin, 2025).

Quais são os principais sinais de alerta? (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, 2026?)

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra e costumam surgir em períodos chamados de surtos, alternados com fases de melhora. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Fadiga intensa e persistente;

  • Visão embaçada, visão dupla ou dor ao movimentar os olhos;

  • Formigamento, dormência ou sensação de queimação em diferentes partes do corpo;

  • Fraqueza muscular, tremores, dificuldade para caminhar e perda do equilíbrio;

  • Alterações no funcionamento da bexiga ou do intestino;

  • Mudanças emocionais, como ansiedade e depressão, além de alterações na memória e na concentração.

Existe tratamento?

Ainda não existe uma cura para a Esclerose Múltipla, mas existem tratamentos que podem reduzir a frequência dos surtos, controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. O acompanhamento com diferentes profissionais, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e educadores físicos é essencial para uma melhor autonomia e qualidade de vida (Levin, 2025).

É essencial reconhecer os sinais de alerta e procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico é realizado pelo neurologista por meio da avaliação clínica e de exames, como a ressonância magnética. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as possibilidades de iniciar o tratamento adequado e manter uma vida ativa e com qualidade (Levin, 2025). 

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE MÚLTIPLA. O que é a Esclerose Múltipla. ABEM, 2026?. Disponível em: https://abem.org.br/esclerose-multipla/o-que-e-esclerose-multipla/

LEVIN, M. C. Esclerose Múltipla (EM). Manuais MSD, 2025. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais-da-medula-espinal-e-dos-nervos/esclerose-m%C3%BAltipla-em-e-doen%C3%A7as-relacionadas/esclerose-m%C3%BAltipla-em


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Lesão por pressão: como identificar os primeiros sinais em idosos

 


A lesão por pressão ocorre quando uma parte do corpo permanece muito tempo sob pressão após longos períodos sentados, deitados ou em pessoas que possuem dificuldade para mudar de posição sozinhas ao longo do dia e permanecem na mesma posição durante horas. Essa pressão reduz a circulação sanguínea na região e caso aconteça por um período muito longo, a pele começa a sofrer danos que podem evoluir para feridas mais profundas (Farias; Queiroz, 2022). 

Pessoas idosas possuem maior risco para o desenvolvimento dessas lesões, isso ocorre por conta do envelhecimento, a pele se torna mais fina frágil e menos elástica. Além disso, doenças como diabetes mellitus, alterações da circulação, desnutrição, desidratação e redução da mobilidade aumentam significativamente esse risco (Santos et al., 2021). Reconhecer os primeiros sinais é muito importante, quanto mais cedo a lesão for identificada, maiores são as chances de impedir sua evolução. Observar diariamente a pele permite detectar alterações antes mesmo da formação de uma ferida aberta (Farias; Queiroz, 2022).

Os principais sinais de alerta são:

  • Vermelhidão persistente na pele que não desaparece alguns minutos após aliviar a pressão sobre a região. Em pessoas com pele mais escura, a área pode apresentar coloração arroxeada, azulada ou mais escura que a pele ao redor;

  • Dor e sensibilidade;

  • Inchaço, endurecimento ou mudança na textura da pele;

  • Pequenas bolhas ou rompimento da pele, indicando que a lesão está evoluindo.

A prevenção é a forma mais eficaz de evitar o aparecimento dessas lesões. Algumas medidas são: mudanças frequentes de posição, inspeção diária da pele, controle da umidade, uso de superfícies de apoio quando indicadas e manutenção de uma alimentação adequada, medidas capazes de reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da lesão por pressão (Santos et al., 2021).

Quando procurar atendimento?

Caso seja observada uma área avermelhada que não melhora após a mudança de posição, o aparecimento de bolha ou abertura da pele, é importante procurar atendimento de saúde o mais rápido possível. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado reduzem o risco de agravamento da lesão, diminuem complicações e favorecem uma recuperação mais rápida. 

Referências

FARIAS, Ana Patricia do Egito Cavalcanti de; QUEIROZ, Ronaldo Bezerra de. Fatores de risco para o desenvolvimento de lesão por pressão em idosos: revisão integrativa. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, Rio de Janeiro, v. 14, 2022. DOI: 10.9789/2175-5361.rpcfo.v14.11423

SANTOS, Maristela Silva Melo et al. Conhecimento da enfermagem e ações realizadas acerca da prevenção da lesão por pressão: uma revisão integrativa. Revista Enfermagem Contemporânea, Salvador, v. 10, n. 2, p. 324-332, 2021. DOI: 10.17267/2317-3378rec.v10i2.3159

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Você já ouviu falar em Reserva Cognitiva?

 


        Você já se perguntou por que algumas pessoas parecem “imunes” ao envelhecimento e chegam à terceira idade com a memória e o raciocínio muito bem preservados? Essa resposta pode estar em um conceito que chamamos de Reserva Cognitiva.

Afinal, o que é a Reserva Cognitiva?

A reserva cognitiva é uma representação da capacidade que o nosso cérebro desenvolve ao longo da vida para lidar com desafios e realizar novas ligações para resolver problemas e compensar algumas perdas que podem surgir com o envelhecimento ou com doenças neurológicas. Resumindo, quanto mais o cérebro é estimulado, melhor é a sua capacidade de se adaptar e manter suas funções por mais tempo (Le Wine, 2025).

Esse conceito surgiu quando pesquisadores observaram algumas pessoas que apresentavam alterações cerebrais compatíveis com a Doença de Alzheimer, porém elas não manifestaram nenhum sintoma característico durante toda sua vida. Isso mostrou que um cérebro mais estimulado tem uma habilidade maior para criar novas ligações e compensar parte desses danos e retardando o aparecimento dos sintomas. É importante lembrarmos que a reserva cognitiva não impede que a doença se desenvolva, mas faz com que seu avanço seja bem mais lento quando comparado a alguém com uma menor reserva cognitiva (Stern, 2019).

Como fortalecer a Reserva Cognitiva? (Le Wine, 2025)

O lado bom é que a reserva cognitiva pode ser estimulada em qualquer fase da vida. Algumas atitudes que ajudam são:

  • Manter o hábito da leitura;

  • Aprender uma nova habilidade, como tocar um instrumento, cozinhar ou estudar um novo idioma;

  • Cultivar uma vida social ativa, mantendo contato com familiares e amigos;

  • Realizar atividades que desafiem o cérebro, como palavras cruzadas, quebra-cabeças e jogos de raciocínio;

  • Praticar atividade física regularmente;

  • Ter uma alimentação equilibrada e cuidar da qualidade do sono.

Estimular o cérebro ao longo da vida é uma forma de promover um envelhecimento mais ativo e saudável. Embora não exista uma maneira de prevenir completamente doenças como a Doença de Alzheimer, manter a mente ativa pode ajudar a preservar a autonomia, a memória e a qualidade de vida por mais tempo (Le Wine, 2025).

Referências

LE WINE, H. E. O que é a Reserva Cognitiva. Harvard Health Publishing. Massachusetts: Harvard Medical School, 2025. Disponível em: https://www.health.harvard.edu/mind-and-mood/what-is-cognitive-reserve

STERN, Y.; et al. Reserva Cerebral, Reserva Cognitiva, Compensação e Manutenção: Operacionalização, Validade e Mecanismos de Resiliência Cognitiva. Neurobiol Aging. v. 83, p. 124-129, 2019. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6859943/