sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Dia Nacional da Vacinação: você conhece a Pneumo 20?

 


    No dia 17 de outubro é comemorado o Dia Nacional da Vacinação, um dia para relembrarmos da importância das vacinas, que são capazes de evitar mais de 3 milhões de mortes por ano no mundo inteiro (Conselho Federal de Enfermagem, 2025). Neste dia especial decidimos falar um pouco sobre a nova vacina adicionada ao calendário vacinal do idoso: a Pneumo 20. 

  A vacina pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20), previne contra formas graves de pneumonia e meningite causadas por uma bela bactéria conhecida como pneumococo. A vacina já estava disponível para idosos de 60 a 84 anos que vivem acamadas ou em instituições de longa permanência e agora está disponível para todas as pessoas com 85 anos ou mais (Brasil, 2026).

    A decisão do Ministério da Saúde se deu pela alta taxa de complicações e internações pela doença pneumocócica com o avançar da idade que está associada ao envelhecimento natural do nosso sistema imunológico. O objetivo é que 90% das 2.337.775 pessoas com 85 anos ou mais estimadas no país, estejam vacinadas com a Pneumo 20  (Brasil, 2026).

  Para se vacinar basta buscar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência e apresentar um documento que comprove sua idade. Em alguns casos a própria equipe de saúde da família irá realizar a busca ativa e a vacinação em sua própria casa. Não deixe de se vacinar, vacinas salvam vidas!  (Brasil, 2026)


Referências


CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Dia Nacional da Vacinação reforça papel da Enfermagem na imunização. Cofen, 2025. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/dia-nacional-da-vacinacao-reforca-papel-da-enfermagem-na-imunizacao/

BRASIL. Nova vacina: Ministério da Saúde vai ofertar pneumo20 para quem tem mais de 85 anos. Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/setembro/nova-vacina-ministerio-da-saude-vai-ofertar-pneumo20-para-quem-tem-mais-de-85-anos

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Outubro Rosa: novas recomendações para mamografia

 


O mês de outubro é mundialmente conhecido como Outubro Rosa, uma campanha que busca conscientizar a população sobre o câncer de mama e a importância da prevenção e da detecção precoce da doença. Embora o câncer de mama possa acontecer em diferentes fases da vida, o risco aumenta com o avanço da idade, tornando esse tema especialmente importante para as mulheres idosas (Brasil, 2026?).

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil. A idade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, por isso, manter o acompanhamento de saúde e estar atenta às alterações nas mamas são formas importantes de cuidado (Brasil, 2026?). 

A mamografia é um dos principais exames utilizados para o rastreamento e a detecção do câncer de mama. Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou suas recomendações para o rastreamento no SUS: a faixa etária indicada para a mamografia de rastreamento passou de 50 a 69 anos para 50 a 74 anos, mantendo a realização do exame a cada dois anos (Sociedade Brasileira de Mastologia, 2025).

A recomendação é destinada às mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos, como estratégia de rastreamento populacional (Sociedade Brasileira de Mastologia, 2025). 

E depois dos 74 anos?

Mulheres acima de 74 anos que desejarem realizar a mamografia de rastreamento também podem ter acesso ao exame pelo SUS, após conversar com um profissional de saúde sobre os possíveis benefícios e riscos. Quando existem sinais ou sintomas suspeitos, a mamografia pode ser indicada independentemente da idade. Por isso, estar atenta à própria saúde e manter o acompanhamento com profissionais de saúde continua sendo importante em todas as fases da vida (Sociedade Brasileira de Mastologia, 2025).

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Câncer de Mama. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026?. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama

SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA. Ministério da Saúde amplia acesso à mamografia a partir dos 40 anos. SBM, 2025. Disponível em: https://sbmastologia.com.br/para-o-medico/ministerio-da-saude-amplia-acesso-a-mamografia-a-partir-dos-40-anos/

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Dia Internacional da Pessoa Idosa


No dia 1º de outubro celebramos o Dia Internacional da Pessoa Idosa, sendo esse um momento de reflexão sobre o envelhecimento, os direitos e a valorização da população idosa. A data busca ampliar a conscientização sobre as necessidades e contribuições das pessoas idosas para a sociedade, além de estimular a construção de uma sociedade que respeite a velhice e promova a dignidade e a participação social. (Brasil, 2026)

Pensando nisso, decidimos trazer uma reflexão sobre a autonomia da pessoa idosa. Ela é um aspecto fundamental do envelhecimento saudável. Segundo a Organização Mundial da Saúde, promover o envelhecimento saudável envolve possibilitar que a pessoa mantenha sua capacidade funcional e participe das decisões relacionadas à própria vida. Assim, o cuidado à pessoa idosa não deve se limitar à assistência diante de incapacidades, mas também favorecer sua independência, suas escolhas e sua participação nas decisões sobre sua saúde e cotidiano (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2025).

Valorizar a autonomia, significa reconhecer a pessoa idosa como sujeito ativo de sua própria história, respeitando suas decisões e potencialidades. E a família tem um papel essencial nisso. Mas antes, é claro, se faz necessária a avaliação dos potenciais e limitações de cada indivíduo separadamente (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2025).

Existem diversas maneiras de estimular a autonomia da pessoa idosa: Respeitar as escolhas e opinião, estimular o autocuidado, evitar fazer tudo por ele, incentivar atividades físicas, estimular atividades cognitivas, incentivar a participação nas tarefas de casa, estimular a convivência social, oferecer ajuda apenas quando necessária. Precisamos enxergar as pessoas idosas e respeitar todo seu trajeto e conhecimento e não infantilizar ou diminuir suas capacidades (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2025).

Precisamos enxergar a pessoa idosa para além da idade, respeitando sua história, suas experiências e todo o conhecimento construído ao longo da vida. Cuidar também é reconhecer suas capacidades, ouvir suas escolhas e preservar sua autonomia, sem infantilizar ou diminuir aquilo que ela ainda pode fazer (Brasil, 2026). 

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da Pessoa Idosa. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Como decidir até o fim? Uma conversa necessária sobre autonomia. SBGG, 2025. Disponível em: https://sbgg.org.br/como-decidir-ate-o-fim-uma-conversa-necessaria-sobre-autonomia/

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Incontinência urinária na terceira idade, é normal?

 

Com o passar dos anos, algumas mudanças no corpo acabam sendo vistas como inevitáveis, e a perda de urina é um exemplo disso. Mas será que ela realmente faz parte do envelhecimento? A incontinência urinária é a conhecida perda involuntária de urina e, embora seja mais comum entre pessoas idosas, não deve ser considerada normal. Além do desconforto físico, ela pode afetar a autoestima, a rotina, a convivência social e a qualidade de vida (Reis et al, 2003). 


Existem diferentes causas para a incontinência urinária.  Alterações no funcionamento da bexiga e dos músculos do assoalho pélvico podem favorecer as perdas, mas outros fatores também podem estar envolvidos, como: (Reis et al, 2003)

  • Alterações hormonais após a menopausa;

  • Alterações na próstata;

  • Dificuldade de locomoção e mobilidade reduzida;

  • Diabetes e outras condições de saúde;

  • Constipação intestinal;

  • Uso de alguns medicamentos;

  • Doenças neurológicas e alterações cognitivas, como as demências.

O que pode ajudar?

Existem diferentes formas de tratar e controlar a incontinência urinária, levando em consideração sua causa e as necessidades de cada pessoa. Algumas medidas que podem ajudar incluem: (Miranda et al, 2024)

  • Exercícios para fortalecer o assoalho pélvico, quando indicados;

  • Criar uma rotina para ir ao banheiro em intervalos específicos;

  • Tratar condições de saúde que possam estar contribuindo para as perdas;

  • Facilitar o acesso ao banheiro para pessoas com dificuldade de locomoção;

  • Avaliar os medicamentos utilizados com um profissional de saúde.

Se as perdas de urina são frequentes ou começaram recentemente, procure um profissional de saúde para identificar a causa e buscar o tratamento mais adequado. Essa é uma questão de saúde muito comum e não é preciso sentir vergonha para falar sobre isso. A incontinência urinária pode trazer desconforto e insegurança, mas não precisa fazer parte da rotina. Buscar ajuda é uma forma de cuidar da saúde, preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida (Rocha, 2022). 


Referências


REIS, R. B.; et al. Incontinência urinária no idoso. Acta Cirúrgica Brasileira. v. 18, p. 47-51, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/acb/a/JqVGTGKvG7Xp6JPfMqnvJ6q/?lang=pt

MIRANDA, C. S. N.; et al. Tratamento da incontinência urinária em idosas. Revista Foco, Edição Especial, p. 01-19, 2024. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/5574/4027

ROCHA, F. E. T. Muito comum em idosos, a incontinência urinária tem diversas formas de tratamento. Hospital Sírio-Libanês, 2022. Disponível em: https://hospitalsiriolibanes.org.br/blog/geriatria/muito-comum-em-idosos-a-incontinencia-urinaria-tem-diversas-formas-de-tratamento

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Doença de Alzheimer: depois do diagnóstico, e agora?

 


Receber o diagnóstico de Doença de Alzheimer pode ser um momento difícil, assustador e cheio de dúvidas, tanto para quem recebe a notícia quanto para seus familiares. É normal sentir medo e insegurança frente a um desafio ainda desconhecido. Apesar disso, o diagnóstico também pode ser o primeiro passo para organizar o cuidado e buscar estratégias que contribuam para preservar a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida da pessoa e de toda a família (Baldivia, 2023). 


Nosso objetivo aqui é trazer algumas atitudes que podem ajudar a tornar essa nova caminhada segura e acolhedora:


Busque informações confiáveis 


Em tempos de tecnologia, como o atual, existem muitas informações, porém nem todas são verdadeiras. Por isso, conhecer a doença ajuda a compreender as mudanças que podem acontecer ao longo do tempo e a se preparar para os diferentes desafios. Procure informações em fontes confiáveis, como esta, e converse sempre com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento (Diez, 2024). 


Mantenha o acompanhamento com profissionais de saúde


O acompanhamento regular é fundamental para acompanhar a evolução da doença, controlar sintomas e definir as melhores estratégias de tratamento para cada pessoa. O ideal é que essa equipe seja multiprofissional, unindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, etc. Dessa forma a pessoa e família receberam o suporte necessário em todas as fases da doença (Diez, 2024).


Converse sobre o futuro


Principalmente nas fases iniciais, a pessoa com Alzheimer ainda pode participar ativamente de muitas decisões sobre sua própria vida. Por isso, é importante conversar sobre seus desejos, preferências e cuidados que gostaria de receber no futuro, além de organizar documentos e outras questões importantes enquanto ela ainda consegue expressar suas vontades. Essa é uma parte essencial, para evitar brigas e discussões desnecessárias no futuro (Diez, 2024).


Nossa última dica é: sempre busque dividir os cuidados, familiares, amigos e profissionais são sempre bem vindos e ajudam muito a evitar a sobrecarga de apenas uma pessoa na família. É importante entender que esse é um desafio coletivo e se todos ajudarem o processo poderá se tornar bem mais leve para todos.  Depois do diagnóstico ainda existe muito a ser vivido, compartilhado e cuidado! (Baldivia, 2023)


Referências


BALDIVIA, G. Recomendações após o diagnóstico da Doença de Alzheimer. HDA, 2023. Disponível em: https://hospitalalvarenga.com.br/blog_da_saude/recomendacoes-apos-o-diagnostico-de-alzheimer/ 

DIEZ, G. O que fazer após o diagnóstico de Alzheimer: Um guia para os primeiros passos. Mancini Psiquiatria, 2024. Disponível em: https://mancinipsiquiatria.com.br/o-que-fazer-apos-o-diagnostico-de-alzheimer-um-guia-para-os-primeiros-passos/

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Setembro Azul: O papel da família diante da perda auditiva

 


O Setembro Azul é uma campanha dedicada à conscientização sobre a surdez e a valorização das pessoas surdas. Por isso, não poderíamos deixar de falar sobre um aspecto fundamental nesse processo: o papel da família na inclusão e comunicação (Silveira et al, 2024).

A perda auditiva afeta muito mais do que apenas a capacidade de ouvir. Para muitos significa dificuldades para participar de uma conversa ou conviver com amigos. Isso pode levar ao isolamento e afetar diretamente a autoestima, os relacionamentos e a qualidade de vida, principalmente das pessoas idosas (Kamil; Lin, 2015).

A família também pode sentir os impactos dessa mudança. As dificuldades de comunicação podem gerar frustrações, afastamento e até conflitos no dia a dia. Por isso, compreender essa nova realidade e aprender maneiras de facilitar a comunicação é importante tanto para a pessoa com perda auditiva quanto para aqueles que convivem com ela (Kamil; Lin, 2015).

Formas de se envolver positivamente nesse processo: (Silva, 2015)

  • Contato visual: Falar de frente com a pessoa, mantendo o rosto iluminado para facilitar a leitura labial;

  • Ambiente favorável: Reduzir ruídos de fundo (como desligar eletrodomésticos ou o rádio) no momento de conversas importantes;

  • Aprendizado mútuo: Caso a pessoa utilize a Língua Brasileira de Sinais (Libras), é importante que familiares e pessoas próximas também aprendam a se comunicar por meio dela, dessa forma a inclusão começa dentro do próprio lar.

A perda auditiva pode trazer desafios, mas o apoio da família pode tornar esse processo muito mais leve. Adaptar a comunicação, ter paciência e incluir a pessoa nas conversas são pequenas atitudes que fazem uma grande diferença. 

Referências:

SILVEIRA, A. C. S. L.; et al. Associação entre restrição à participação decorrente de perda auditiva e autopercepção de saúde, suporte social e qualidade de vida da pessoa idosa: estudo transversal. CoDAS, v. 36, n. 5, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/Rm7HdYLRyD58LRbYMgZ356B/?lang=pt

KAMIL, R. J.; LIN, F. R. The effects of hearing impairment in older adults on communication partners: a systematic review. Journal of the American Academy of Audiology, v. 26, n. 2, p. 155-182, 2015. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25690776/

SILVA, R. N. A. Assistência ao surdo na atenção primária: concepções de profissionais. Journal of Management & Primary Health Care, v. 6, n. 2, p. 189-204, 2015. ISSN 2179-6750. Disponível em: https://www.jmphc.com.br/jmphc/article/view/266.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: Solidão na terceira idade

 


A solidão é uma questão importante de saúde, pois pode estar associada a diferentes aspectos do bem-estar físico e emocional em condições como depressão, ao fato de morar sozinho e à pior percepção da própria saúde. Esses fatores podem comprometer a qualidade de vida e aumentar a vulnerabilidade da pessoa idosa (Sandy Junior; Borim; Neri, 2023). 

Quais são os sinais de alerta?

A solidão nem sempre é percebida facilmente. Por conta disso, é importante observar mudanças no comportamento e na rotina da pessoa idosa, principalmente quando estão presentes de forma persistente. Alguns sinais que merecem atenção são: (Mota et al., 2025)

  • Afastamento de familiares, amigos ou atividades que antes eram prazerosas;

  • Demonstração frequente de tristeza;

  • Redução da participação em atividades sociais;

  • Falas que demonstram desesperança ou falta de sentido na vida;

  • Mudanças importantes no cuidado consigo mesmo.

Como podemos ajudar na prevenção do suicídio?

A prevenção começa pela aproximação. Por isso, não devemos ignorar falas ou mudanças de comportamento por acreditar que a pessoa idosa está “querendo chamar atenção”. Este tipo de interpretação pode permitir que situações de sofrimento, isolamento e solidão perpetuem e se tornem ainda mais graves com o tempo (Gutierrez et al., 2020).

O que podemos fazer? (Gutierrez et al., 2020)

  • Procure conversar e ouvir a pessoa idosa sem julgamentos;

  • Incentive os vínculos com familiares e amigos;

  • Estimule a participação em atividades sociais e culturais;

  • Valorize as falas da pessoa idosa sobre sofrimento, desesperança ou morte;

  • Procure profissionais de saúde quando houver sinais de sofrimento emocional.

Prevenir o suicídio na terceira idade envolve muito mais do que identificar fatores de risco. É necessário fortalecer os vínculos, promover a participação social, oferecer espaços de escuta e garantir que a pessoa idosa seja acolhida e tenha acesso aos seus cuidados em saúde. Deste modo, é muito importante o envolvimento da família, comunidade e profissionais de saúde, que devem atuar na identificação de sinais de sofrimento e na promoção de um envelhecimento mais seguro, digno e com qualidade de vida (Mota et al., 2025).

Referências

GUTIERREZ, D. M. D.; et al. Pessoas idosas tentam suicídio para chamar atenção? Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 29, n. 4, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/bRxMdn5GJbDVCHwqqfQKVJg/?lang=pt

MOTA, C. A.; et al. Enfrentamento do suicídio entre a população idosa: uma revisão integrativa. REVISTA DELOS, v. 18, n. 67, 2025. Disponível em: https://ojs.revistadelos.com/ojs/index.php/delos/article/view/5217

SANDY JÚNIOR, P. A.; BORIM, F. S. A.; NERI, A. L. Solidão e sua associação com indicadores sociodemográficos e de saúde em adultos e idosos brasileiros: ELSI-Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 39, n. 7, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/THq8rXh7CDMD3Q9KqwWNYwd/?lang=pt

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Dormir mal faz parte do envelhecimento?

 


O envelhecimento faz parte da vida humana desde o primeiro dia. Todas as pessoas envelhecem com o passar dos segundos, minutos e horas, incluindo as dormidas. Durante as horas de sono, o corpo se reorganiza e toma mais vitalidade para o próximo dia e assim se dá a sua importância. Porém, com o passar dos anos, a qualidade do sono tende a diminuir independente das horas dormidas (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024).

Aproximadamente 50% dos idosos apresentam algum distúrbio do sono, evidenciando que esse é um problema frequente nessa fase da vida.

Entre os fatores fisiológicos, destacam-se: (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024)

  • Mudanças no ritmo circadiano;

  • Redução da produção de melatonina.


Já os fatores patológicos: (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024)

  • Síndrome da apneia obstrutiva do sono;

  • Insônia;

  • Doenças crônicas (como hipertensão e diabetes);

  • Dor crônica;

  • Incontinência urinária;

  • Transtornos psiquiátricos. 


Existem estratégias para melhorar a qualidade do sono, como medicações de acordo com a prescrição médica, exercícios físicos regulares, educação em higiene do sono e adoção de hábitos saudáveis (Carvalho et al., 2022). 

A higiene do sono engloba: (Carvalho et al., 2022)

  • Tornar o ambiente do quarto mais confortável ao sono;

  • Reduzir a ingestão de líquidos nas horas anteriores ao sono;

  • Ajustar o horário dos medicamentos diuréticos para diminuir idas noturnas ao banheiro;

  • Evitar telas no período anterior ao sono.


É importante manter uma rotina de sono saudável durante toda a vida, e especialmente na terceira idade são necessários cuidados mais minuciosos para ter um sono reparador e cooperar para um corpo e mente mais condicionados (Carvalho, et al., 2022).

Referências

ALBUQUERQUE, L. B.; CATALDO NETO, A. Fatores fisiológicos e patológicos com impacto na qualidade do sono no idoso: uma revisão de literatura. Debates em Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 14, p. 1–15, 2024. https://doi.org/10.25118/2763-9037.2024.v14.1197. 

CARVALHO, Khelyane Mesquita et al. Comparação de eficácia de duas intervenções educativas na qualidade do sono de idosos: ensaio clínico randomizado. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 56, e20220326, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0326pt.