Em 1° de Maio é comemorado o Dia Internacional do Trabalhador e, por isso, esse período também é conhecido como o “Mês do Trabalho”. Diante disso, não poderíamos deixar de abordar um tema cada vez mais atual: o trabalho após a aposentadoria.
O envelhecimento ativo é um assunto cada vez mais presente no dia a dia das pessoas idosas e também daquelas que já começam a planejar essa fase da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (2005), o envelhecimento ativo significa aproveitar melhor as oportunidades de cuidar da saúde, participar da sociedade e viver com segurança, buscando manter uma boa qualidade de vida ao longo dos anos.
O tempo livre se torna uma oportunidade para se manter ativo e fortalecer o senso de pertencimento social, além de ressignificar o envelhecimento como uma fase de novas conquistas, projetos e objetivos voltados à própria qualidade de vida. Com isso, a aposentadoria, principalmente quando voluntária, pode representar um recomeço, rompendo com o estigma de que a idade limita a capacidade de produzir ou inovar (APRILE, 2020).
No entanto, ainda existem desafios a serem enfrentados, como o etarismo (preconceito relacionados à idade), a dificuldade em se reinserir no mercado de trabalho e as exigências de conhecimento e atualização sobre as novas tecnologias (APRILE, 2020).
Mesmo diante das dificuldades, o trabalho após a aposentadoria é promissor, contribuindo para a autonomia, autoestima e também como fonte de renda para os interessados em se manter nas atividades remuneradas. Assim, há uma nova onda de empreendedores, trabalhadores formais e informais que atuam de maneira remota e presencial que merecem ser celebrados (APRILE, 2020).
Referências
APRILE, M. R.; PAULINO, C. A.; BILOTTA, F. A. Trabalho e aposentadoria na perspectiva do envelhecimento ativo e da inclusão social. Saúde & Transformação Social, v. 9, n. 1/2/3, p. 15–27, 2020. Disponível em: https://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/saudeetransformacao/article/view/4321
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Envelhecimento ativo: uma política de saúde. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/envelhecimento_ativo.pdf