sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Você já ouviu falar em Reserva Cognitiva?

 


        Você já se perguntou por que algumas pessoas parecem “imunes” ao envelhecimento e chegam à terceira idade com a memória e o raciocínio muito bem preservados? Essa resposta pode estar em um conceito que chamamos de Reserva Cognitiva.

Afinal, o que é a Reserva Cognitiva?

A reserva cognitiva é uma representação da capacidade que o nosso cérebro desenvolve ao longo da vida para lidar com desafios e realizar novas ligações para resolver problemas e compensar algumas perdas que podem surgir com o envelhecimento ou com doenças neurológicas. Resumindo, quanto mais o cérebro é estimulado, melhor é a sua capacidade de se adaptar e manter suas funções por mais tempo (Le Wine, 2025).

Esse conceito surgiu quando pesquisadores observaram algumas pessoas que apresentavam alterações cerebrais compatíveis com a Doença de Alzheimer, porém elas não manifestaram nenhum sintoma característico durante toda sua vida. Isso mostrou que um cérebro mais estimulado tem uma habilidade maior para criar novas ligações e compensar parte desses danos e retardando o aparecimento dos sintomas. É importante lembrarmos que a reserva cognitiva não impede que a doença se desenvolva, mas faz com que seu avanço seja bem mais lento quando comparado a alguém com uma menor reserva cognitiva (Stern, 2019).

Como fortalecer a Reserva Cognitiva? (Le Wine, 2025)

O lado bom é que a reserva cognitiva pode ser estimulada em qualquer fase da vida. Algumas atitudes que ajudam são:

  • Manter o hábito da leitura;

  • Aprender uma nova habilidade, como tocar um instrumento, cozinhar ou estudar um novo idioma;

  • Cultivar uma vida social ativa, mantendo contato com familiares e amigos;

  • Realizar atividades que desafiem o cérebro, como palavras cruzadas, quebra-cabeças e jogos de raciocínio;

  • Praticar atividade física regularmente;

  • Ter uma alimentação equilibrada e cuidar da qualidade do sono.

Estimular o cérebro ao longo da vida é uma forma de promover um envelhecimento mais ativo e saudável. Embora não exista uma maneira de prevenir completamente doenças como a Doença de Alzheimer, manter a mente ativa pode ajudar a preservar a autonomia, a memória e a qualidade de vida por mais tempo (Le Wine, 2025).

Referências

LE WINE, H. E. O que é a Reserva Cognitiva. Harvard Health Publishing. Massachusetts: Harvard Medical School, 2025. Disponível em: https://www.health.harvard.edu/mind-and-mood/what-is-cognitive-reserve

STERN, Y.; et al. Reserva Cerebral, Reserva Cognitiva, Compensação e Manutenção: Operacionalização, Validade e Mecanismos de Resiliência Cognitiva. Neurobiol Aging. v. 83, p. 124-129, 2019. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6859943/


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Mitos e Verdades: Vacinação contra a gripe



Todos nós já nos deparamos com informações falsas circulando nas redes sociais, principalmente quando o assunto é vacinação. Infelizmente, essas fake news podem gerar dúvidas, medo e até fazer com que muitas pessoas deixem de se proteger contra doenças que podem ser prevenidas. Pensando nisso, reunimos 3 mitos e 3 verdades sobre a vacina da gripe para esclarecer as principais dúvidas e reforçar a importância da imunização, especialmente entre as pessoas idosas (Brasil, 2025?). 


Mitos: (Sociedade Brasileira de Imunizações, 2025?)


  1. “A vacina da gripe causa a gripe!”


Isso é mito! A vacina contra a gripe é produzida com vírus inativados ou apenas partes do vírus e, por isso, não é capaz de causar a doença. Algumas pessoas podem apresentar reações leves, como dor no local da aplicação ou febre baixa, mas esses sintomas não significam que a vacina provocou gripe. 


  1. “Tomar água com limão em jejum previne a gripe” 


Mito! Além de não agir contra infecções pelo vírus da influenza, não existe evidência científica de que a água com limão previna a infecção pelo vírus influenza ou substitua a vacinação. 


  1. “A vacina da gripe causa doenças”


As vacinas passam por rigorosos testes de qualidade e segurança antes de serem disponibilizadas à população. Elas não causam doenças e são uma das formas mais eficazes de prevenção. Mito. 


Verdades: (Sociedade Brasileira de Imunizações, 2025?)


  1. “A vacina reduz o risco de casos graves, hospitalizações e mortes por influenza.”

 

  1. “Devemos tomar a vacina da gripe todos os anos” 


O vírus da influenza sofre mudanças constantemente e por isso a composição da vacina é alterada todos os anos, visando sempre oferecer a melhor proteção possível!


  1. “Ao se vacinar, você protege não apenas a si mesmo, mas também as pessoas mais vulneráveis, contribuindo para reduzir a circulação do vírus na comunidade!” 


A vacinação continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenir complicações e casos graves causados pela gripe. Informe-se por fontes oficiais, mantenha seu calendário vacinal em dia e ajude a combater as fake news. Vacinar-se é um ato de cuidado consigo mesmo e com toda a comunidade! (Brasil, 2025?)


Referências


BRASIL. Influenza (gripe): saiba mais sobre a doença e a vacinação.  Ministério da Saúde, 2025?. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gripe-influenza

SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Influenza: perguntas e respostas. SBIm, 2025? Disponível em: https://sbim.org.br.


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Dia dos avós: O amor entre avós e netos também é uma forma de cuidado

 


O Dia dos Avós é uma data especial para celebrar muito mais do que os laços familiares. É um momento para reconhecer o carinho, a troca de experiências e o afeto que unem diferentes gerações. Para muitos, tornar-se avó ou avô representa uma nova fase da vida, repleta de aprendizados, amor e novas formas de cuidar e ser cuidado (Freire, 2024). 

A convivência entre avós e netos traz benefícios importantes para a saúde física, emocional e cognitiva da pessoa idosa. Segundo o Ministério da Saúde, esse vínculo contribui para reduzir a sensação de solidão, fortalecer a autoestima, estimular a participação social e favorecer um envelhecimento mais ativo e saudável (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2021). 

Além dos benefícios para a saúde, a relação entre avós e netos estimula a memória, fortalece os vínculos familiares e desperta um importante sentimento de pertencimento. São os avós que compartilham histórias, ensinam tradições, transmitem valores e criam lembranças que permanecem por toda a vida, ajudando a preservar histórias, tradições e perpetuar bons momentos, receitas, gostos compartilhados e tantas outras possibilidades na memória familiar (Freire, 2024). 

Neste Dia dos Avós, a equipe Cuidados Alzheimer homenageia todos aqueles que, com carinho, sabedoria e dedicação, deixam um legado de amor para as próximas gerações. Que esta data seja celebrada com muitos abraços, boas lembranças e momentos inesquecíveis em família! 


Referências


FREIRE, A. Dia dos Avós: convívio com os netos pode fazer bem à saúde. Ministério da Saúde, Brasil, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/julho/dia-dos-avos-convivio-com-os-netos-pode-fazer-bem-a-saude

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Feliz dia dos Avós! SBGG, 2021. Disponível em: https://sbgg.org.br/feliz-dia-dos-avos/


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Estimulação Cognitiva: Cuidando da Memória e da Saúde Mental dos Idosos

 

O envelhecimento está associado a alterações naturais da memória e de outras funções cognitivas. Porém, essas mudanças não significam necessariamente doença. A estimulação cognitiva é um conjunto de atividades que exercitam o cérebro, favorecendo a manutenção das funções mentais, promovendo autonomia, independência e melhor qualidade de vida. Além disso, manter o cérebro ativo contribui para a socialização, autoestima e redução do risco de declínio cognitivo (Firmino, 2025).


Principais estratégias de estimulação cognitiva (Dumas, 2017)

  • Leitura e escrita: Ler livros, jornais ou revistas, escrever cartas, listas, diários ou pequenos textos estimula a memória, a linguagem, a concentração e o raciocínio. O importante é que a atividade seja prazerosa e realizada regularmente;

  • Jogos e desafios mentais: Palavras cruzadas, caça-palavras, quebra-cabeças, sudoku, dominó, dama e jogos de memória exercitam diferentes funções cognitivas, como atenção, planejamento, resolução de problemas e memória;

  • Aprender novas habilidades: Aprender uma receita diferente, tocar um instrumento, utilizar o celular, fazer artesanato, pintura ou participar de cursos e oficinas mantém o cérebro em constante aprendizado;

  • Conversas e interação social: Conversar com familiares, amigos e participar de grupos comunitários ou de convivência estimula a linguagem, a memória e o raciocínio;

  • Atividade física: Exercícios como caminhada, dança, hidroginástica e alongamentos melhoram a circulação sanguínea cerebral e funções cognitivas, além de promoverem benefícios para a saúde física e emocional.

Além das atividades cognitivas, hábitos de vida saudáveis também são fundamentais para preservar a saúde do cérebro. Uma alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, controle da hipertensão, diabetes e colesterol. Um acompanhamento regular com a equipe de saúde permite identificar precocemente alterações de memória e iniciar intervenções quando necessário (Firmino, 2025).

Envelhecer com saúde também significa cuidar da mente e das emoções, pequenas atitudes realizadas diariamente, como manter o cérebro ativo, cultivar boas relações, praticar atividades prazerosas e cuidar da saúde física, fazem grande diferença na qualidade de vida. Lembre-se de que nunca é tarde para aprender algo novo, criar novas memórias e fortalecer os vínculos com as pessoas que fazem parte da sua vida. Sempre que houver mudanças importantes na memória, no humor ou no comportamento, procure a equipe de saúde (BRASIL, 2007). 

Referências 

BRASIL. Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2007. (Cadernos de Atenção Básica, n. 19). Disponível em: https://bibliotecadigital.mdh.gov.br/jspui/handle/192/11717?mode=full

DUMAS, J. A. Estratégias para prevenir o declínio cognitivo em idosos saudáveis. Can J Psiquiatria, v. 62, n. 11, 2017. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5697626/

FIRMINO, R. G. Estimulação cognitiva em idosos: uma proposta de intervenção online em tempos de pandemia. Cad. Bras. Ter. Ocup., v. 33, 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cadbto/a/bXdfzgP5GxTWwMhL7FHL7xd/?format=html&lang=pt

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Cuidados com a saúde dos idosos durante o inverno

 


Com a chegada do inverno e das baixas temperaturas, a saúde dos idosos exige atenção redobrada. O envelhecimento natural do nosso sistema de defesa, somado ao ar mais seco e à maior circulação de vírus, torna esse grupo mais suscetível a doenças respiratórias e outros riscos da estação (Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, 2025). 


Principais riscos e como preveni-los (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2024)


  • Hipotermia: Ocorre quando a temperatura corporal caí abaixo de 35°c. Para evitar a perda de calor, utilize roupas mais quentes e com mais camadas, proteja as mãos, pés e cabeça com luvas, meias e toucas, e use cobertores que retenham calor durante o sono;

  • Doenças Respiratórias: O inverno favorece crises de asma, bronquite e infecções como a gripe e pneumonia. Mantenha as vacinas em dia, principalmente contra a influenza e Covid-19, e mantenha sempre os ambientes bem ventilados;

  • Pele e Higiene: Banhos muito quentes e longos, costumam ressecar a pele, por isso evite. Sempre use hidratantes, principalmente após o banho pois ele ajudam a prevenir as rachaduras que podem abrir portas para infecções;

  • Alimentação e Hidratação: Idosos costumam sentir menos sede, mas a hidratação é essencial para manter as mucosas protegidas. Ofereça água com frequência e incentive o consumo de bebidas quentes, como chás, caldos e sopas.

O frio também aumenta o risco de quedas, que podem causar lesões graves. É fundamental manter a casa bem iluminada, evitar tapetes soltos, usar sapatos fechados com solados firmes e, se necessário, utilizar instrumentos de apoio como bengalas. Além disso, não deixe que o isolamento social se intensifique. Estimule o idoso a manter-se ativo com exercícios de alongamento ou atividades como passeios em shoppings ou visitas a familiares, que ajudam a quebrar o ciclo da imobilidade e melhoram o humor (Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, 2025).


Referências

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. 11 dicas para cuidar da saúde do idoso durante o frio. SBGG, 2024. Disponível em: https://sbgg.org.br/11-dicas-para-cuidar-da-saude-do-idoso-durante-o-frio/

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO ESPÍRITO SANTO. Cuidados com a saúde dos idosos devem ser redobrados no inverno. SESA, 2025. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Noticia/cuidados-com-a-saude-dos-idosos-devem-ser-redobrados-no-inverno

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Você já ouviu falar na Demência Frontotemporal?

Muitas vezes quando ouvimos a palavra “demência”, lembramos na mesma hora em perda de memória e na Doença de Alzheimer. No entanto, existe um tipo específico de demência que afeta o cérebro de uma forma diferente, começando não pela memória, mas pelo comportamento e pela linguagem: a Demência Frontotemporal (Teixeira-Jr; Salgado, 2006).

Diferente do Alzheimer, que geralmente surge em pessoas com idade avançada, a demência frontotemporal é uma das principais causas de demência em pessoas mais jovens, geralmente entre os 45 e 65 anos. Ela ocorre devido à degeneração dos lobos frontais e temporais do cérebro, áreas responsáveis por controlar nossa personalidade, nossas emoções e a forma como nos comunicamos. Como a memória costuma permanecer preservada nas fases iniciais, o diagnóstico muitas vezes é confundido com problemas psiquiátricos (Teixeira-Jr; Salgado, 2006).

Sinais de Atenção (Huang, 2025)

  • Mudanças bruscas na personalidade: A pessoa pode se tornar socialmente inadequada, impulsiva ou apresentar uma desinibição incomum (“perder o filtro”);

  • Apatia extrema: Uma perda profunda de interesse em atividades que antes eram prazerosas e um isolamento social marcante;

  • Dificuldade na fala: Dificuldade em encontrar palavras, repetir frases de forma constante ou ter problemas para entender o que os outros dizem;

  • Comportamentos repetitivos: Criar rotinas muito rígidas ou desenvolver compulsões alimentares, como preferência por doces.

O diagnóstico é feito por médicos especialistas através de exames neurológicos, testes de linguagem e exames de imagem, como a ressonância magnética. É muito importante entender que, por se tratar de uma doença crônica e progressiva, o tratamento consiste basicamente em aliviar e controlar os sintomas e medidas de apoio e suporte, focando na qualidade de vida da pessoa acometida e não em seu prolongamento (Huang, 2025).

Referências

HUANG, J. Demência frontotemporal. MSD e os Manuais MSD, 2025. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais-da-medula-espinal-e-dos-nervos/delirium-e-dem%C3%AAncia/dem%C3%AAncia-frontotemporal

TEIXEIRA-JR, A. L.; SALGADO, J. V. Demência fronto-temporal: aspectos clínicos e terapêuticos. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 28, n.1, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rprs/a/TnFySsgt58jbFxHX8xC6ghq/?format=html&lang=pt

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Precisamos falar sobre a Violência contra à pessoa idosa

 


O mês de Junho é utilizado para levantar a bandeira da conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. Esse tema precisa ser abordado com cautela e informações confiáveis, visto que a população não só brasileira como mundial está se tornando cada vez mais idosa. A pirâmide etária está se invertendo e, com isso, os números de violência tendem a aumentar. Por isso, discutir o bem-estar no envelhecer é a proposta para um futuro mais promissor (Organização Mundial da Saúde, 2024).

A violência contra a pessoa idosa pode se caracterizar de maneiras distintas. Aproximadamente 1 em cada 6 pessoas com 60 anos ou mais sofreu algum tipo de abuso em locais públicos durante o último ano. Ela pode ser física, moral, psicológica, emocional, sexual e patrimonial. Em cada um desses casos, é utilizado pelo agressor alguma vantagem, sendo ela física ou intelectual, para obter um resultado por meio da dor e limitação da vítima (Organização Mundial da Saúde, 2024). 


Exemplos de violência contra a pessoa idosa: (Ries, 2026)


Física: tapas, empurrões, apertões, beliscos;

Moral: mentiras e xingamentos;

Psicológica: manipulação da realidade com intenção de confundir, ameaças;

Emocional: chantagens e abandono intermitente;

Sexual: invasão da intimidade, toques forçados;

Patrimonial: posse de bens materiais, desvio de uso da renda/aposentadoria da vítima.


O combate à violência contra a pessoa idosa depende de uma rede de apoio forte. Isso inclui oferecer suporte aos cuidadores, orientar idosos em situações de vulnerabilidade, disponibilizar canais de ajuda e garantir que profissionais de diferentes áreas trabalhem juntos para proteger e acolher quem precisa. Afinal, cuidar da pessoa idosa é uma responsabilidade de toda a sociedade (Organização Mundial da Saúde, 2024). 

O abuso de idosos pode ter consequências graves como lesões físicas, mortalidade prematura, depressão, declínio cognitivo, ruína financeira. Para os idosos, as consequências do abuso podem ser especialmente graves e a recuperação pode demorar mais tempo. A pessoa idosa é um ser humano. Por isso têm necessidades, sendo uma das mais importantes a dignidade humana e o respeito (Ries, 2026). 


Referências


ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Abuse of older people. Geneva: WHO, 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/abuse-of-older-people 

RIES, N. et al. Preventing Financial Elder Abuse: A Critical Commentary on Harmonisation of Enduring Power of Attorney Laws. Australasian Journal on Ageing. v. 45, 2026. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12872203/pdf/AJAG-45-0.pdf


sexta-feira, 12 de junho de 2026

O amor não tem idade

 


Ao pensarmos no Dia dos Namorados logo nos vêm em mente os casais jovens. Ainda assim, as histórias de amor na terceira idade também são marcadas por carinho, parceria e conexão profunda. Com o passar dos anos, o amor se transforma: a intensidade e paixão da juventude dá espaço para um sentimento mais sereno, construído pela cumplicidade, respeito e apoio mútuo, a quem diga que esse é o “verdadeiro amor” (Mucury, 2024).

Por que o amor é um grande aliado da saúde?

O amor é um grande aliado da saúde física e emocional. Ter um parceiro para compartilhar e enfrentar os desafios da vida ajuda a não nos sentirmos sozinhos e nos traz uma grande paz de espírito. Os relacionamentos saudáveis acolhem, protegem e confortam, além de contribuírem para a redução do estresse e da ansiedade (Instituto de Longevidade, 2019). 

Com o passar dos anos, podem surgir as limitações físicas, doenças crônicas e mudanças na rotina, mas o carinho, a paciência e a parceria ajudam a tornar esses momentos mais leves e nos fortalece. Ter alguém para compartilhar as dificuldades e conquistas do dia a dia fortalece os vínculos e traz mais conforto emocional (Instituto de Longevidade, 2019).

O que não se esquecer nesse dia dos namorados?

Muitas vezes, são os pequenos gestos que demonstram o amor da forma mais sincera e autêntica: dividir refeições e conversas, relembrar momentos especiais, passear juntos de mãos dadas ou simplesmente estar presente. Mesmo nas tarefas mais simples da rotina, o cuidado e a atenção fortalecem a conexão e criam novas memórias, independentemente da idade (Mucury, 2024).

O amor não envelhece, ele amadurece, se fortalece e ganha novos significados com o tempo. Neste Dia dos Namorados, celebramos todas as formas de afeto, cuidado e companheirismo que tornam o envelhecimento mais leve, feliz e cheio de significado (Mucury, 2024).

Referências

INSTITUTO DE LONGEVIDADE. Amor na terceira idade: os benefícios e desafios de um romance 60+. 2026. Disponível em: https://institutodelongevidade.org/longevidade-e-comportamento/sexo-e-relacionamento/amor-na-terceira-idade

MUCURY, J. O Amor na Terceira Idade: celebrando o Dia dos Namorados. Rede Geronto, 2024. Disponível em: https://redegeronto.com.br/2024/06/12/o-amor-na-terceira-idade-celebrando-o-dia-dos-namorados/