O mês de Junho é utilizado para levantar a bandeira da conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. Esse tema precisa ser abordado com cautela e informações confiáveis, visto que a população não só brasileira como mundial está se tornando cada vez mais idosa. A pirâmide etária está se invertendo e, com isso, os números de violência tendem a aumentar. Por isso, discutir o bem-estar no envelhecer é a proposta para um futuro mais promissor (Organização Mundial da Saúde, 2024).
A violência contra a pessoa idosa pode se caracterizar de maneiras distintas. Aproximadamente 1 em cada 6 pessoas com 60 anos ou mais sofreu algum tipo de abuso em locais públicos durante o último ano. Ela pode ser física, moral, psicológica, emocional, sexual e patrimonial. Em cada um desses casos, é utilizado pelo agressor alguma vantagem, sendo ela física ou intelectual, para obter um resultado por meio da dor e limitação da vítima (Organização Mundial da Saúde, 2024).
Exemplos de violência contra a pessoa idosa: (Ries, 2026)
Física: tapas, empurrões, apertões, beliscos;
Moral: mentiras e xingamentos;
Psicológica: manipulação da realidade com intenção de confundir, ameaças;
Emocional: chantagens e abandono intermitente;
Sexual: invasão da intimidade, toques forçados;
Patrimonial: posse de bens materiais, desvio de uso da renda/aposentadoria da vítima.
O combate à violência contra a pessoa idosa depende de uma rede de apoio forte. Isso inclui oferecer suporte aos cuidadores, orientar idosos em situações de vulnerabilidade, disponibilizar canais de ajuda e garantir que profissionais de diferentes áreas trabalhem juntos para proteger e acolher quem precisa. Afinal, cuidar da pessoa idosa é uma responsabilidade de toda a sociedade (Organização Mundial da Saúde, 2024).
O abuso de idosos pode ter consequências graves como lesões físicas, mortalidade prematura, depressão, declínio cognitivo, ruína financeira. Para os idosos, as consequências do abuso podem ser especialmente graves e a recuperação pode demorar mais tempo. A pessoa idosa é um ser humano. Por isso têm necessidades, sendo uma das mais importantes a dignidade humana e o respeito (Ries, 2026).
Referências
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Abuse of older people. Geneva: WHO, 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/abuse-of-older-people
RIES, N. et al. Preventing Financial Elder Abuse: A Critical Commentary on Harmonisation of Enduring Power of Attorney Laws. Australasian Journal on Ageing. v. 45, 2026. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12872203/pdf/AJAG-45-0.pdf