sexta-feira, 19 de junho de 2026

Precisamos falar sobre a Violência contra à pessoa idosa

 


O mês de Junho é utilizado para levantar a bandeira da conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. Esse tema precisa ser abordado com cautela e informações confiáveis, visto que a população não só brasileira como mundial está se tornando cada vez mais idosa. A pirâmide etária está se invertendo e, com isso, os números de violência tendem a aumentar. Por isso, discutir o bem-estar no envelhecer é a proposta para um futuro mais promissor (Organização Mundial da Saúde, 2024).

A violência contra a pessoa idosa pode se caracterizar de maneiras distintas. Aproximadamente 1 em cada 6 pessoas com 60 anos ou mais sofreu algum tipo de abuso em locais públicos durante o último ano. Ela pode ser física, moral, psicológica, emocional, sexual e patrimonial. Em cada um desses casos, é utilizado pelo agressor alguma vantagem, sendo ela física ou intelectual, para obter um resultado por meio da dor e limitação da vítima (Organização Mundial da Saúde, 2024). 


Exemplos de violência contra a pessoa idosa: (Ries, 2026)


Física: tapas, empurrões, apertões, beliscos;

Moral: mentiras e xingamentos;

Psicológica: manipulação da realidade com intenção de confundir, ameaças;

Emocional: chantagens e abandono intermitente;

Sexual: invasão da intimidade, toques forçados;

Patrimonial: posse de bens materiais, desvio de uso da renda/aposentadoria da vítima.


O combate à violência contra a pessoa idosa depende de uma rede de apoio forte. Isso inclui oferecer suporte aos cuidadores, orientar idosos em situações de vulnerabilidade, disponibilizar canais de ajuda e garantir que profissionais de diferentes áreas trabalhem juntos para proteger e acolher quem precisa. Afinal, cuidar da pessoa idosa é uma responsabilidade de toda a sociedade (Organização Mundial da Saúde, 2024). 

O abuso de idosos pode ter consequências graves como lesões físicas, mortalidade prematura, depressão, declínio cognitivo, ruína financeira. Para os idosos, as consequências do abuso podem ser especialmente graves e a recuperação pode demorar mais tempo. A pessoa idosa é um ser humano. Por isso têm necessidades, sendo uma das mais importantes a dignidade humana e o respeito (Ries, 2026). 


Referências


ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Abuse of older people. Geneva: WHO, 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/abuse-of-older-people 

RIES, N. et al. Preventing Financial Elder Abuse: A Critical Commentary on Harmonisation of Enduring Power of Attorney Laws. Australasian Journal on Ageing. v. 45, 2026. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12872203/pdf/AJAG-45-0.pdf


sexta-feira, 12 de junho de 2026

O amor não tem idade

 


Ao pensarmos no Dia dos Namorados logo nos vêm em mente os casais jovens. Ainda assim, as histórias de amor na terceira idade também são marcadas por carinho, parceria e conexão profunda. Com o passar dos anos, o amor se transforma: a intensidade e paixão da juventude dá espaço para um sentimento mais sereno, construído pela cumplicidade, respeito e apoio mútuo, a quem diga que esse é o “verdadeiro amor” (Mucury, 2024).

Por que o amor é um grande aliado da saúde?

O amor é um grande aliado da saúde física e emocional. Ter um parceiro para compartilhar e enfrentar os desafios da vida ajuda a não nos sentirmos sozinhos e nos traz uma grande paz de espírito. Os relacionamentos saudáveis acolhem, protegem e confortam, além de contribuírem para a redução do estresse e da ansiedade (Instituto de Longevidade, 2019). 

Com o passar dos anos, podem surgir as limitações físicas, doenças crônicas e mudanças na rotina, mas o carinho, a paciência e a parceria ajudam a tornar esses momentos mais leves e nos fortalece. Ter alguém para compartilhar as dificuldades e conquistas do dia a dia fortalece os vínculos e traz mais conforto emocional (Instituto de Longevidade, 2019).

O que não se esquecer nesse dia dos namorados?

Muitas vezes, são os pequenos gestos que demonstram o amor da forma mais sincera e autêntica: dividir refeições e conversas, relembrar momentos especiais, passear juntos de mãos dadas ou simplesmente estar presente. Mesmo nas tarefas mais simples da rotina, o cuidado e a atenção fortalecem a conexão e criam novas memórias, independentemente da idade (Mucury, 2024).

O amor não envelhece, ele amadurece, se fortalece e ganha novos significados com o tempo. Neste Dia dos Namorados, celebramos todas as formas de afeto, cuidado e companheirismo que tornam o envelhecimento mais leve, feliz e cheio de significado (Mucury, 2024).

Referências

INSTITUTO DE LONGEVIDADE. Amor na terceira idade: os benefícios e desafios de um romance 60+. 2026. Disponível em: https://institutodelongevidade.org/longevidade-e-comportamento/sexo-e-relacionamento/amor-na-terceira-idade

MUCURY, J. O Amor na Terceira Idade: celebrando o Dia dos Namorados. Rede Geronto, 2024. Disponível em: https://redegeronto.com.br/2024/06/12/o-amor-na-terceira-idade-celebrando-o-dia-dos-namorados/

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Os principais benefícios da auriculoterapia para idosos

 

Você já ouviu falar da auriculoterapia? 

Essa técnica é uma técnica milenar, que faz parte da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), utiliza pontos específicos da orelha para auxiliar no equilíbrio do organismo e promover saúde e bem-estar. Segundo a MTC a orelha funciona como um pequeno “mapa” do corpo, e o estímulo em determinadas regiões pode contribuir para aliviar sintomas físicos e emocionais em todo o organismo (Carniel, 2022).

Na terceira idade, em que a busca por qualidade de vida e conforto se torna ainda mais importante, a auriculoterapia surge como uma prática integrativa complementar bastante valiosa (Carniel, 2022). 

Como a auriculoterapia pode ajudar o idoso?

Alívio da dor crônica: muitos idosos convivem com dores constantes, principalmente nas costas, joelhos e articulações. Diversos estudos mostram que a auriculoterapia auxilia na redução dessas dores, melhorando a qualidade de vida (Cruz, 2018);

Redução da ansiedade e do estresse: o envelhecimento traz grandes desafios emocionais. Essa técnica ajuda no relaxamento, reduzindo os sintomas de ansiedade e tensão (Cruz, 2018);

Melhora da qualidade do sono: a insônia e o sono interrompido são frequentes na terceira idade. O estímulo de pontos específicos pode ajudar a acalmar a mente e favorecer um sono mais tranquilo e restaurador (Cruz, 2018);

Relaxamento muscular: a auriculoterapia também auxilia na diminuição da tensão muscular e pode beneficiar idosos que convivem com rigidez articular ou artrose (Cruz, 2018). 

Segura e acessível

Além de ser uma prática de baixo custo, a auriculoterapia é considerada segura e pouco invasiva, principalmente quando realizada com sementes ou pequenas esferas adesivas. Quando aplicada por profissionais capacitados, pode ser uma grande aliada no cuidado integral da pessoa idosa. É uma forma de oferecer dignidade e bem-estar, permitindo que o idoso participe ativamente do seu processo de cuidado (Carniel, 2022).

Referências

CRUZ, B. B. C. C. Uso da auriculoterapia em idosos com dor crônica: revisão integrativa. Fortaleza: UFC, 2018. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/38378/1/2018_tcc_bbcccruz.pdf

CARNIEL, R. K.; et al.Revista Saúde em Redes A auriculoterapia como cuidado singular em saúde da população idosa. , v. 8, n. 2, 2022. Disponível em: https://revista.redeunida.org.br/index.php/rede-unida/article/view/3574/946