sexta-feira, 31 de julho de 2026

Mitos e Verdades: Vacinação contra a gripe



Todos nós já nos deparamos com informações falsas circulando nas redes sociais, principalmente quando o assunto é vacinação. Infelizmente, essas fake news podem gerar dúvidas, medo e até fazer com que muitas pessoas deixem de se proteger contra doenças que podem ser prevenidas. Pensando nisso, reunimos 3 mitos e 3 verdades sobre a vacina da gripe para esclarecer as principais dúvidas e reforçar a importância da imunização, especialmente entre as pessoas idosas (Brasil, 2025?). 


Mitos: (Sociedade Brasileira de Imunizações, 2025?)


  1. “A vacina da gripe causa a gripe!”


Isso é mito! A vacina contra a gripe é produzida com vírus inativados ou apenas partes do vírus e, por isso, não é capaz de causar a doença. Algumas pessoas podem apresentar reações leves, como dor no local da aplicação ou febre baixa, mas esses sintomas não significam que a vacina provocou gripe. 


  1. “Tomar água com limão em jejum previne a gripe” 


Mito! Além de não agir contra infecções pelo vírus da influenza, não existe evidência científica de que a água com limão previna a infecção pelo vírus influenza ou substitua a vacinação. 


  1. “A vacina da gripe causa doenças”


As vacinas passam por rigorosos testes de qualidade e segurança antes de serem disponibilizadas à população. Elas não causam doenças e são uma das formas mais eficazes de prevenção. Mito. 


Verdades: (Sociedade Brasileira de Imunizações, 2025?)


  1. “A vacina reduz o risco de casos graves, hospitalizações e mortes por influenza.”

 

  1. “Devemos tomar a vacina da gripe todos os anos” 


O vírus da influenza sofre mudanças constantemente e por isso a composição da vacina é alterada todos os anos, visando sempre oferecer a melhor proteção possível!


  1. “Ao se vacinar, você protege não apenas a si mesmo, mas também as pessoas mais vulneráveis, contribuindo para reduzir a circulação do vírus na comunidade!” 


A vacinação continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenir complicações e casos graves causados pela gripe. Informe-se por fontes oficiais, mantenha seu calendário vacinal em dia e ajude a combater as fake news. Vacinar-se é um ato de cuidado consigo mesmo e com toda a comunidade! (Brasil, 2025?)


Referências


BRASIL. Influenza (gripe): saiba mais sobre a doença e a vacinação.  Ministério da Saúde, 2025?. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gripe-influenza

SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Influenza: perguntas e respostas. SBIm, 2025? Disponível em: https://sbim.org.br.


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Dia dos avós: O amor entre avós e netos também é uma forma de cuidado

 


O Dia dos Avós é uma data especial para celebrar muito mais do que os laços familiares. É um momento para reconhecer o carinho, a troca de experiências e o afeto que unem diferentes gerações. Para muitos, tornar-se avó ou avô representa uma nova fase da vida, repleta de aprendizados, amor e novas formas de cuidar e ser cuidado (Freire, 2024). 

A convivência entre avós e netos traz benefícios importantes para a saúde física, emocional e cognitiva da pessoa idosa. Segundo o Ministério da Saúde, esse vínculo contribui para reduzir a sensação de solidão, fortalecer a autoestima, estimular a participação social e favorecer um envelhecimento mais ativo e saudável (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2021). 

Além dos benefícios para a saúde, a relação entre avós e netos estimula a memória, fortalece os vínculos familiares e desperta um importante sentimento de pertencimento. São os avós que compartilham histórias, ensinam tradições, transmitem valores e criam lembranças que permanecem por toda a vida, ajudando a preservar histórias, tradições e perpetuar bons momentos, receitas, gostos compartilhados e tantas outras possibilidades na memória familiar (Freire, 2024). 

Neste Dia dos Avós, a equipe Cuidados Alzheimer homenageia todos aqueles que, com carinho, sabedoria e dedicação, deixam um legado de amor para as próximas gerações. Que esta data seja celebrada com muitos abraços, boas lembranças e momentos inesquecíveis em família! 


Referências


FREIRE, A. Dia dos Avós: convívio com os netos pode fazer bem à saúde. Ministério da Saúde, Brasil, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/julho/dia-dos-avos-convivio-com-os-netos-pode-fazer-bem-a-saude

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Feliz dia dos Avós! SBGG, 2021. Disponível em: https://sbgg.org.br/feliz-dia-dos-avos/


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Estimulação Cognitiva: Cuidando da Memória e da Saúde Mental dos Idosos

 

O envelhecimento está associado a alterações naturais da memória e de outras funções cognitivas. Porém, essas mudanças não significam necessariamente doença. A estimulação cognitiva é um conjunto de atividades que exercitam o cérebro, favorecendo a manutenção das funções mentais, promovendo autonomia, independência e melhor qualidade de vida. Além disso, manter o cérebro ativo contribui para a socialização, autoestima e redução do risco de declínio cognitivo (Firmino, 2025).


Principais estratégias de estimulação cognitiva (Dumas, 2017)

  • Leitura e escrita: Ler livros, jornais ou revistas, escrever cartas, listas, diários ou pequenos textos estimula a memória, a linguagem, a concentração e o raciocínio. O importante é que a atividade seja prazerosa e realizada regularmente;

  • Jogos e desafios mentais: Palavras cruzadas, caça-palavras, quebra-cabeças, sudoku, dominó, dama e jogos de memória exercitam diferentes funções cognitivas, como atenção, planejamento, resolução de problemas e memória;

  • Aprender novas habilidades: Aprender uma receita diferente, tocar um instrumento, utilizar o celular, fazer artesanato, pintura ou participar de cursos e oficinas mantém o cérebro em constante aprendizado;

  • Conversas e interação social: Conversar com familiares, amigos e participar de grupos comunitários ou de convivência estimula a linguagem, a memória e o raciocínio;

  • Atividade física: Exercícios como caminhada, dança, hidroginástica e alongamentos melhoram a circulação sanguínea cerebral e funções cognitivas, além de promoverem benefícios para a saúde física e emocional.

Além das atividades cognitivas, hábitos de vida saudáveis também são fundamentais para preservar a saúde do cérebro. Uma alimentação equilibrada, sono de boa qualidade, controle da hipertensão, diabetes e colesterol. Um acompanhamento regular com a equipe de saúde permite identificar precocemente alterações de memória e iniciar intervenções quando necessário (Firmino, 2025).

Envelhecer com saúde também significa cuidar da mente e das emoções, pequenas atitudes realizadas diariamente, como manter o cérebro ativo, cultivar boas relações, praticar atividades prazerosas e cuidar da saúde física, fazem grande diferença na qualidade de vida. Lembre-se de que nunca é tarde para aprender algo novo, criar novas memórias e fortalecer os vínculos com as pessoas que fazem parte da sua vida. Sempre que houver mudanças importantes na memória, no humor ou no comportamento, procure a equipe de saúde (BRASIL, 2007). 

Referências 

BRASIL. Ministério da Saúde. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2007. (Cadernos de Atenção Básica, n. 19). Disponível em: https://bibliotecadigital.mdh.gov.br/jspui/handle/192/11717?mode=full

DUMAS, J. A. Estratégias para prevenir o declínio cognitivo em idosos saudáveis. Can J Psiquiatria, v. 62, n. 11, 2017. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5697626/

FIRMINO, R. G. Estimulação cognitiva em idosos: uma proposta de intervenção online em tempos de pandemia. Cad. Bras. Ter. Ocup., v. 33, 2025. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cadbto/a/bXdfzgP5GxTWwMhL7FHL7xd/?format=html&lang=pt

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Cuidados com a saúde dos idosos durante o inverno

 


Com a chegada do inverno e das baixas temperaturas, a saúde dos idosos exige atenção redobrada. O envelhecimento natural do nosso sistema de defesa, somado ao ar mais seco e à maior circulação de vírus, torna esse grupo mais suscetível a doenças respiratórias e outros riscos da estação (Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, 2025). 


Principais riscos e como preveni-los (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2024)


  • Hipotermia: Ocorre quando a temperatura corporal caí abaixo de 35°c. Para evitar a perda de calor, utilize roupas mais quentes e com mais camadas, proteja as mãos, pés e cabeça com luvas, meias e toucas, e use cobertores que retenham calor durante o sono;

  • Doenças Respiratórias: O inverno favorece crises de asma, bronquite e infecções como a gripe e pneumonia. Mantenha as vacinas em dia, principalmente contra a influenza e Covid-19, e mantenha sempre os ambientes bem ventilados;

  • Pele e Higiene: Banhos muito quentes e longos, costumam ressecar a pele, por isso evite. Sempre use hidratantes, principalmente após o banho pois ele ajudam a prevenir as rachaduras que podem abrir portas para infecções;

  • Alimentação e Hidratação: Idosos costumam sentir menos sede, mas a hidratação é essencial para manter as mucosas protegidas. Ofereça água com frequência e incentive o consumo de bebidas quentes, como chás, caldos e sopas.

O frio também aumenta o risco de quedas, que podem causar lesões graves. É fundamental manter a casa bem iluminada, evitar tapetes soltos, usar sapatos fechados com solados firmes e, se necessário, utilizar instrumentos de apoio como bengalas. Além disso, não deixe que o isolamento social se intensifique. Estimule o idoso a manter-se ativo com exercícios de alongamento ou atividades como passeios em shoppings ou visitas a familiares, que ajudam a quebrar o ciclo da imobilidade e melhoram o humor (Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, 2025).


Referências

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. 11 dicas para cuidar da saúde do idoso durante o frio. SBGG, 2024. Disponível em: https://sbgg.org.br/11-dicas-para-cuidar-da-saude-do-idoso-durante-o-frio/

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO ESPÍRITO SANTO. Cuidados com a saúde dos idosos devem ser redobrados no inverno. SESA, 2025. Disponível em: https://saude.es.gov.br/Noticia/cuidados-com-a-saude-dos-idosos-devem-ser-redobrados-no-inverno

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Você já ouviu falar na Demência Frontotemporal?

Muitas vezes quando ouvimos a palavra “demência”, lembramos na mesma hora em perda de memória e na Doença de Alzheimer. No entanto, existe um tipo específico de demência que afeta o cérebro de uma forma diferente, começando não pela memória, mas pelo comportamento e pela linguagem: a Demência Frontotemporal (Teixeira-Jr; Salgado, 2006).

Diferente do Alzheimer, que geralmente surge em pessoas com idade avançada, a demência frontotemporal é uma das principais causas de demência em pessoas mais jovens, geralmente entre os 45 e 65 anos. Ela ocorre devido à degeneração dos lobos frontais e temporais do cérebro, áreas responsáveis por controlar nossa personalidade, nossas emoções e a forma como nos comunicamos. Como a memória costuma permanecer preservada nas fases iniciais, o diagnóstico muitas vezes é confundido com problemas psiquiátricos (Teixeira-Jr; Salgado, 2006).

Sinais de Atenção (Huang, 2025)

  • Mudanças bruscas na personalidade: A pessoa pode se tornar socialmente inadequada, impulsiva ou apresentar uma desinibição incomum (“perder o filtro”);

  • Apatia extrema: Uma perda profunda de interesse em atividades que antes eram prazerosas e um isolamento social marcante;

  • Dificuldade na fala: Dificuldade em encontrar palavras, repetir frases de forma constante ou ter problemas para entender o que os outros dizem;

  • Comportamentos repetitivos: Criar rotinas muito rígidas ou desenvolver compulsões alimentares, como preferência por doces.

O diagnóstico é feito por médicos especialistas através de exames neurológicos, testes de linguagem e exames de imagem, como a ressonância magnética. É muito importante entender que, por se tratar de uma doença crônica e progressiva, o tratamento consiste basicamente em aliviar e controlar os sintomas e medidas de apoio e suporte, focando na qualidade de vida da pessoa acometida e não em seu prolongamento (Huang, 2025).

Referências

HUANG, J. Demência frontotemporal. MSD e os Manuais MSD, 2025. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais-da-medula-espinal-e-dos-nervos/delirium-e-dem%C3%AAncia/dem%C3%AAncia-frontotemporal

TEIXEIRA-JR, A. L.; SALGADO, J. V. Demência fronto-temporal: aspectos clínicos e terapêuticos. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 28, n.1, 2006. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rprs/a/TnFySsgt58jbFxHX8xC6ghq/?format=html&lang=pt