segunda-feira, 1 de julho de 2019

LIDANDO COM OS SINTOMAS: ALTERAÇÕES DO COMPORTAMENTO


Pessoas com Doença de Alzheimer podem passar a se comportar de maneira incomum, porém essas mudanças não costumam acontecer de imediato e por isso até mesmo o diagnóstico da doença tende a ser um pouco mais tardio. A pessoa com Doença de Alzheimer perde uma série de funções que interferem em sua percepção e, devido a isso, deve-se ficar atento para comunicações harmoniosas e evitar conflitos, para poupar desgaste emocional tanto do paciente como do cuidador (BRASIL, 2019).

        É comum que o paciente portador de Alzheimer tenha insônia, invertendo o dia pela noite e isso causa um desgaste no cuidador, principalmente porque o paciente precisará da atenção do seu cuidador. Delírio também é um sintoma presente nesta patologia, e o mesmo baseia-se no fato de que o portador faz uma interpretação irreal da realidade, tendendo a buscar explicações ou a desconfiar do que lhe dizem.

         Na fase avançada da doença, o portador pode passar a ter alucinações (visuais, auditivas, táteis e coisas que não existem). Além disso, a sexualidade pode ficar exacerbada, e isso põe tanto o cuidador como o paciente em situações extremamente constrangedoras. Abaixo segue uma tabela das alterações mais comuns e seus respectivos cuidados.
Alterações
Cuidados


Insônia
1)Motivá-lo a caminhar e fazer outras atividades físicas durante o dia;
2)Certificar-se de que a cama e as roupas para dormir são confortáveis;
3)Evitar que durma durante o dia, promovendo atividades agradáveis
Delírios
1)Explicar o que está acontecendo e que ninguém quer fazer mal ao paciente;
2)Dar parâmetros de realidade explicitando fatos;
3)Manter a postura calma e a voz tranquila e, se nada parecer funcionar, tente distrair o paciente com assunto ou atividade agradável e de seu interesse.
Alucinações
1)Não discutir com o paciente sobre a veracidade do que ele está vendo ou ouvindo;
2)Quando o paciente mostrar medo, conforte-o com voz calma e segure sua mão para transmitir-lhe segurança;


Sexualização Exacerbada
1)Evitar ocasiões que possam favorecer a estimulação sexual, com especial cuidado nas situações que envolvem a higiene do paciente;
2)Colocar limite claro diante do exagero

Perambulação
1)Verifique se a casa está segura (tapetes, escadas, piscina) e se o paciente está usando calçados adequados, visando a evitar quedas;
2)Dificulte a saída do paciente sozinho da casa;
3)Coloque no vestuário do paciente etiquetas internas ou cartões com sua identificação: nome, endereço e número de telefone;


Ansiedade
1)Estimule a autonomia com segurança;
2)Mantenha um ambiente calmo, agradável, seguro e com rotina organizada;
3)Cuide do tom de voz e do ambiente, evitando agitações desnecessárias.

Depressão
1)Proporcione maior acolhimento ao paciente;
2)Fique atento à alimentação, sono e hidratação do paciente;

Agressividade
1)Propor atividades como caminhar ou ver fotos antigas;
2)Procurar descobrir o motivo da reação agressiva e evite repetir a situação;
3)Chame a atenção do paciente para algo que possa ajudar a acalmá-lo.

Referência

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Alterações do comportamento. Disponível em: http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/lidando-com-os-sintomas/alteracoes-de-comportamento/. Acesso em 24 de junho de 2019.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

O ENVELHECIMENTO E A MANUTENÇÃO DAS ATIVIDADES DIÁRIAS


Ainda que, seja de conhecimento que o envelhecimento traz consigo uma gama de dificuldades para aquele que está passando por esse processo, é possível viver uma vida com manutenção da autonomia e independência. O envelhecimento traz consigo as alterações físicas, psíquicas e emocionais a que estamos sujeitos ao envelhecer acabam por limitar a nossa capacidade de executar, desde as mais elaboradas até as pequenas e simples tarefas do nosso cotidiano. 

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer, são fases da vida biológico do ser humano, portanto, é preciso encarar o envelhecimento não como algo que se deve evitar, mas como um processo que deve ser planejado com critérios.
Para se manter ativo e com autonomia devemos:

 - ACEITAR E ENTENDER QUE ENVELHECER É ALGO NATURAL;
-MUDAR NOSSOS HÁBITOS DE VIDA PARA PROMOVER A NOSSA SAÚDE;
-REALIZAR PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA REGULARMENTE;
-FAZER PARTE DE ATIVIDADES SOCIAIS;
- REALIZAR AVALIAÇÕES DE SAÚDE PERIODICAMENTE;
-EXERCITAR A MEMÓRIA;
-TRABALAHAR A ESPIRITUALIDADE;


“viver a vida de forma ativa, participativa e produtiva, aproveitando-a com serenidade, consciência e plenitude, mas sempre com a certeza de que somos seres frágeis e incompletos” (BRASIL, 2019).


REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Como o idoso pode manter a capacidade de realizar as atividades do dia a dia? Disponível em: https://sbgg.org.br/como-o-idoso-pode-manter-a-capacidade-de-realizar-as-atividades-do-dia-a-dia/. Acesso em 28 de maio de 2019.



sexta-feira, 14 de junho de 2019

CUIDADOR DE IDOSO: COMO ESCOLHER?


Em setembro de 2012, o Senado aprovou o projeto de lei 284/11 que havia sido encaminhado para a Câmara dos Deputados. O projeto sugere que o cuidador seja:

 -MAIOR DE 18 ANOS;

- COM ENSINO FUNDAMENTAL COMPLETO;

-COM CERTIFICADO DE CURSO DE CUIDADOR DE IDOSO CONTENDO NO MÍNIMO 160 HORAS DE AULA EM INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.


Ou seja, não é todo mundo que pode ser cuidador de idoso, há critério para isso, pois durante o curso de cuidador de idoso é passado todo o conhecimento necessário para que o cuidador ao concluir o curso pode ter adquirido competências necessárias para assumir tal cargo.


 Além desses requisitos, é interessante ter uma entrevista com os pretendentes antes de assumirem o cargo. Pois na entrevista, pode-se colher informações como o histórico de trabalho daquele profissional e ter referência de outras famílias onde tenha trabalhado.

Deve-se atentar se o candidato possui um certificado de curso, em instituição qualificada, cuja grade tenha sido composta por conteúdos que abordem importantes questões sobre como cuidar de uma pessoa idosa.


Questionar sobre os motivos que levaram aquela pessoa a tornar-se um cuidador de idosos. Esclarecer sobre o grau de dependência do idoso, observando se a pessoa está apta para executar tarefas como banho, alimentação, companhia entre outras coisas. 


Após o início das atividades, é muito importante observar o comportamento do idoso, pois mesmo os acamados, com dificuldade de expressão, se comunicam por gestos e olhares. Mudanças repentinas de comportamento devem ser avaliadas.

Importante também conversar com esse cuidador buscando, sempre, informações sobre o dia de trabalho e sobre o comportamento do idoso.


Para que todo esse processo seja algo efetivo, é fundamental que se realizem acordos prévios como: carga horária do cuidador com o idoso, realização de atividades, respeito aos direitos trabalhista como: folga, salário justo, férias. 

REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: cuidador de idoso: como escolher? Disponível em: https://sbgg.org.br/cuidadores-de-idosos-como-escolher/. Acesso em 27 de maio de 2019.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

NOTA DE ESCLARECIMENTO: TODA DEMÊNCIA É ALZHEIMER?



Sabe-se que a falha na memória é uma das queixas mais comuns entre os idosos, sendo aproximadamente 50% das queixas. Os idosos tendem a relatar dificuldade de lembrar nomes, números de telefone, e palavras. Porém, nem todos apresentam uma doença de base que afete a memória.

Inúmeros fatores como: visão, audição, concentração, atenção, motivação, humor e até mesmo a cultura podem influenciar na memória, sendo assim, é necessária uma integração de todos esses fatores para se manter uma boa memória.

Há vários tipos de demências e a doença de Alzheimer é apenas uma delas, pois há também a Demência Vascular que pode ser causada por um infarto cerebral ou Demência Fronto Temporal que pode levar a déficits das funções dessa região como personalidade, o comportamento e a função da linguagem. 

Além dessas, há também as demências mistas e as demências por corpos de Lewy.  A demência por corpo de Levy é caracterizada por alterações no comportamento, cognição e conhecimento. O mecanismo pelo qual ocorre essa patologia é explicado pelo depósito de aglomerados anormais de proteínas nos neurônios.

Portanto, nem todo paciente que esquece das coisas é portador de demência, assim como nem toda demência é Doença de Alzheimer.

REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Toda demência é Alzheimer?  Disponível em: https://sbgg.org.br/toda-demencia-e-alzheimer/. Acesso em 27 de maio de 2019.



segunda-feira, 27 de maio de 2019

ESTRESSE DO CUIDADOR



O ato de cuidar de idosos envolve investimento em autoestima, construção de vínculo, requer que o cuidador entenda das suas necessidades e não há como generalizar. O idoso, assim como uma criança ou um adulto jovem, tem vontades e o cuidador muita das vezes fica em reflexão sobre aceitar o que o idoso quer ou não em prol do sua saúde.

Por exemplo: há idosos que preferem andar para lá e para cá mesmo não tendo condição de saúde geral para isso; há idosos que resistem  e são negligentes em seu respectivo tratamento, assim como também há casos em que os idosos que se deixar por conta própria nem se alimentam.

Isso tudo gera sobrecarga e estresse no dia-a-dia do cuidador. É um trabalho árduo e requer um pouco de paciência.  A sobrecarga diante do conjunto dos aspectos negativos decorrentes da tarefa de cuidar é frequente e relativa a múltiplos fatores.

Dos cuidadores são exigidos a oferecer cuidados intensos e têm sua vida pessoal modificada, pois, além de se dedicarem ao paciente, precisam substituir as tarefas por ele desempenhadas previamente e reorganizar tarefas de sua responsabilidade e vida pessoal.

Alguns fatores podem dificultar o enfrentamento da situação: pouco suporte social e insatisfação com a ajuda recebida, dificuldade do paciente executar tarefas de rotina, muitas horas de cuidado, baixo nível de adaptabilidade do cuidador e dificuldades de relacionamento anteriores à doença entre paciente e cuidador.

A redução do estresse pode ser encontrada no apoio emocional, social e familiar. O cuidador precisa ser cuidado, para suportar perdas, construir alternativas e aproveitar possibilidades. 

REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer. Disponível em:  http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/cuidados-com-o-familiar-cuidador/o-estressedo-cuidador/. Acesso em 27 de maio de 2019.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

AVALIAÇÃO DA DOR EM IDOSOS

        Dor é uma sensação ou experiência emocional desagradável, associada com dano tecidual real ou potencial. A dor é considerada o 5° sinal vital e é subjetiva e individual, mas não abstrata, isso quer dizer que a dor é sentida de formas diferentes, em intensidade diferentes em cada pessoa. O que para uma pessoa pode gerar dores fortes, para uma outra não necessariamente.
     Isso também está relacionada a forma como as experiências são processadas por cada pessoa.  Devido a esses fatores, as pessoas ao sentirem dor devem ser compreendidas e para o seu tratamento adequado não se deve banalizar a dor que refere.
      Idosos possuem menor sensibilidade a estímulos dolorosos e, por isso, ao presenciar um relato de dor do idoso deve-se ter o entendimento que aquela dor provavelmente é verdadeiramente muito  alta.
      Há dois tipos de dores: a crônica e a aguda. A aguda é aquela que pode durar até 30 dias e a crônica é aquela que ultrapassa esse período de dias e, além disso, pode estar associada a depressão, ansiedade, isolamento social, distúrbios do sono, comprometimento da cognição e do comportamento.  
    Profissionais de saúde utilizam instrumentos para avaliar a dor sentida pelo idoso e um deles é descrição  e numeração verbal, onde a pessoa que se queixa de dor descreve e elege um número que melhor representa a dor referida naquele momento. Mas também existe: a Escala Visual Numérica, Escala de Faces do Adulto e Escala Visual Analógica.
     Em demenciados a dor costuma ser negligenciada.  Um instrumento para sua pronta identificação permite estabelecer diagnóstico e instituir terapêutica adequada e, assim, promover qualidade de vida para o idoso e seu cuidador.  



REFRÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Disponível em: sbgg.org.br/. Acesso em 20 de maio de 2019.




 

sábado, 4 de maio de 2019

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NOS IDOSOS

     


  Definida como a eliminação involuntária de urina em qualquer quantidade e frequência suficiente para provocar prejuízos sociais ou à saúde. Sua prevalência aumenta com o envelhecimento, sendo mais presente nas mulheres, de acordo com um estudo realizado em Ouro Preto-MG.
        A Incontinência Urinária tem grande importância na geriatria, pois pode levar a consequências sociais, depressão, redução da autoestima, afastamento de atividades sociais e até mesmo de relações íntimas. Pode provocar também quedas e fraturas devido a urgência de chegar rápido no banheiro, infecções cutâneas como candidíase, e lesão por pressão.
       Esse distúrbio pode ser subdivido em  5 tipos diferentes: transitória, funcional, de urgência, de esforço (estresse) ou transbordamento sendo a de esforço a mais comum em idosas com idade menor que 75 anos. Essa por sua vez é provocada pelo redução dos mecanismos de retenção urinária, ocorre nas situação de risos, espirros, de se levantar, correr e tossir.
       O tratamento da incontinência urinária se dá a partir de fases, sendo a primeira a fase a de diagnóstico, a segunda fase é a de classificar o tipo de Incontinência. O terceiro passo é identificar e tratar a causa dessa incontinência, e por fim, o último passo é o tratamento não farmacológico e em casos de permanência inicia-se o tratamento farmacológico.



REFERÊNCIA

 CHAIMOWICZ, Flávio, et al.  Saúde do idoso. 2.ed. Belo Horizonte: NESCON UFMG. 2013.

terça-feira, 23 de abril de 2019

TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER


Há evidências científicas que indicam que atividades de estimulação cognitiva, social e física beneficiam a manutenção de habilidades preservadas e favorecem a funcionalidade.
O treinamento das funções cognitivas como atenção, memória, linguagem, orientação e a utilização de estratégias compensatórias são muito úteis para investimento em qualidade de vida e para estimulação cognitiva.
Pacientes mais ativos utilizam o cérebro de maneira mais ampla e sentem-se mais seguros e confiantes quando submetidos a tarefas prazerosas e alcançáveis. A seleção, frequência e distribuição de tarefas deve ser criteriosa e, preferencialmente, orientada por profissionais.
O intuito dos tratamentos não farmacológicos não é fazer com que a pessoa com demência volte a funcionar como antes da instalação da doença, mas que funcione o melhor possível a partir de novos e evolutivos parâmetros.
Quando estimulados e submetidos a atividades que conseguem realizar, os pacientes apresentam ganho de autoestima e iniciativa, e assim tendem a otimizar o uso das funções ainda preservadas.
As intervenções oferecidas podem ser de três áreas diversas: estimulação cognitiva, estimulação social e estimulação física. Quando combinadas, podem obter melhores resultados. Embora sejam importantes, sugere-se cautela na oferta de tratamento com intervalo entre atividades.


Estimulação Física

A prática de atividade física e de fisioterapia oferece benefícios neurológicos e melhora na coordenação, força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Contribui para o ganho de independência, favorece a percepção sensorial, além de retardar o declínio funcional nas atividades de vida diária. Alguns estudos mostram que atividades regulares estão associadas a evolução mais lenta da Doença de Alzheimer. Além de alongamentos, podem ser indicados exercícios para fortalecimento muscular e exercícios aeróbicos moderados, sob orientação e com acompanhamento dirigido.

Estimulação Cognitiva




O objetivo geral desse tipo de estimulação é minimizar as dificuldades dos pacientes a partir de estratégias compensatórias, para que possam fazer uso de recursos intelectuais presentes de maneira consistente. Podem ser feitas atividades grupais ou individuais. Em ambos os casos, deve-se atentar para as necessidades dos pacientes, para situações do dia a dia que promovam autonomia e capacidade decisória, a partir de novas estratégias, para o cumprimento de tarefas.
Durante as atividades são utilizadas técnicas que resgatam memória antiga, exploram alternativas de aprendizado, promovem associação de ideias, exigem raciocínio e atenção dirigida, favorecem planejamento com sequenciamento em etapas e antecipação de resultados e consequências, proporcionam treino de funções motoras e oferecem controle comportamental relacionado aos impulsos e reações.
Pode ser praticada em tarefas variadas como jogos, desafios mentais, treinos específicos, construções, reflexões, resgate de histórias e uso de materiais que compensem dificuldades específicas (por exemplo, calendário para problemas de orientação temporal).

Estimulação Social

São iniciativas que priorizam o contato social dos pacientes estimulando as habilidades de comunicação, convivência e afeto, promovendo integração e evitando a apatia e a inatividade diante de dificuldades. Além de intervenções em grupo para estimulação cognitiva e física, podem ser realizadas atividades de lazer, culturais, celebração de datas importantes e festivas.
Para o idoso, o contato com a família tende a ser a principal fonte de convívio e satisfação a partir de interação social. Diante das dificuldades dos idosos com Alzheimer, pode parecer que as alternativas de contato fiquem limitadas a ponto de inviabilizar o relacionamento. Isso não é verdade. Há muitas maneiras de relacionamento de qualidade com alcance mútuo de satisfação: resgatar histórias antigas, especialmente envolvendo lembranças agradáveis e que tenham relevância familiar, contato físico e afetuoso bem como acompanhamento de rotina e atividades diárias. São esses os tipos de tarefas que o paciente tende a ficar mais à vontade e aproveitar melhor o momento de encontro com familiares.


Referência:
Associação Brasileira de Alzheimer. ABRAz. Disponível em http://abraz.org.br/web/sobre-alzheimer/tratamento/








segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

EXERCÍCIOS FÍSICOS AJUDAM NO COMBATE A DOENÇA DE ALZHEIMER




A renomada revista científica Nature Medicine publicou uma pesquisa que mostra que um hormônio produzido durante exercícios físicos pode ser uma arma eficaz para reverter os efeitos da doença.O hormônio em questão é a Irisina, ele é produzido durante a execução de exercícios físicos.
A pesquisa foi feita e comprovada em camundongos, que ao receberem uma dose do hormônio no cérebro, melhoraram muito sua memória. Mas ainda é cedo para dizer se a irisina é a “arma” definitiva contra o Alzheimer. Mesmo que os resultados com camundongos tenham sido positivos, é preciso investigar melhor a ação do hormônio e confirmar a hipótese com mais testes, que posteriormente devem envolver pessoas. Mesmo assim, a Irisina  liberada durante os exercícios físicos possui benefícios para o organismo e prevenção contra o Alzheimer.

Referências: Revista Exame. Fazer exercícios físicos pode mesmo ajudar no combate ao Alzheimer. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/ciencia/fazer-exercicios-fisicos-pode-mesmo-ajudar-no-combate-ao-alzheimer/>. Acesso em: 16/01/19



sábado, 19 de janeiro de 2019

APLICATIVO “MEMORY LIFE” AJUDA IDOSOS NO TRATAMENTO DE ALZHEIMER




O aplicativo criado por uma equipe da Universidade Federal do Pará (UFPA) tem o objetivo de ajudar os idosos a manterem as suas funções cognitivas por mais tempo, retardando a evolução da doença, mantendo-os mais independentes nas suas atividades diárias, além de incluí-los digitalmente.

Possui jogos de memória e lógica, com diferentes níveis, para treinar os aspectos cognitivos mais afetados pela doença. Todos os jogos remetem ao cotidiano dos usuários, relacionados a atividades diárias dos idosos.
Ele pode ser baixado no celular ou tablet através do link <https://play.google.com/store/apps/details?id=com.br.ailsonfreire&hl=pt>.
O aplicativo é uma alternativa para desenvolver a memória e interatividade do idoso, permitindo até mesmo uma interação entre gerações, como netos e avós. 



Referência: Portal G1. Equipe da UFPA desenvolve aplicativo para ajudar idosos no tratamento de Alzheimer. Disponível em: <https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2019/01/14/equipe-da-ufpa-desenvolve-aplicativo-para-ajuda-idosos-no-tratamento-de-alzheimer.ghtml>. Acesso em 16/01/19

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

CUIDANDO DA ALIMENTAÇÃO DE IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER

                                



Ao contrário do que ocorre com outras doenças como o diabetes ou a hipertensão, não há restrição de um ou mais alimentos que se aplique a todos os pacientes de Alzheimer. Ajustes na dieta poderão ser feitos pelo médico de acordo com as consequências da doença, de forma individualizada. Embora não exista uma dieta determinada, é preciso ter cuidado com a alimentação, para que não haja excesso ou carência de algum nutriente.

A boa nutrição é muito importante para a saúde geral e também para o funcionamento cerebral. Estudos recentes mostram que uma alimentação saudável é muito importante para o bem-estar, a disposição física e até para a cognição. O idoso também precisa de uma alimentação balanceada. Ao consultar o médico, não esqueça de pedir orientação sobre a dieta do paciente.

São comuns queixas envolvendo alteração no apetite da pessoa com Doença de Alzheimer. Pode haver perda de peso ou fome exagerada. Em ambos os casos o monitoramento da família deve ser realizado para favorecer uma alimentação adequada.

Confira sempre a temperatura da comida. Alimentos muito quentes podem provocar queimaduras na boca e na língua do paciente. Utilize prato térmico, para evitar que a comida esfrie enquanto o paciente está se alimentando.

A perda de peso geralmente está associada a alterações no apetite, dificuldades cognitivas ou questões físicas. Controle a perda de peso mensalmente em casa ou na farmácia mais próxima. É mais fácil prevenir a perda de peso que reverter um quadro de desnutrição. Ao constatar perda significativa de peso (igual ou superior a 5% do peso verificado no mês anterior), é preciso comunicar imediatamente ao médico ou procurar um nutricionista, para que sejam tomadas as providências.

Estimule a alimentação com o uso de utensílios coloridos e alimentos de cores diferentes, fazendo com que chamem a atenção do paciente e despertem seu interesse pela refeição. Opte por alimentos que possam ser manipulados com as mãos, para aumentar o interesse pelo contato. Sirva uma pequena porção de alimentos de cada vez.

O paciente pode se esquecer de comer por um problema de memória ou orientação no tempo. Se isso ocorrer, ele deve ser acompanhado pessoalmente durante as refeições. Monitoramento à distância com ligações telefônicas para verificar se o idoso se alimentou não são eficientes, pois ele pode responder que comeu, sem saber quando e o quê, mesmo que ele dê uma resposta aparentemente possível. Dificuldades de atenção podem tornar o paciente lento e também fazer com que ele perca a meta de suas ações distraindo-se. Nesses casos, é importante o acompanhamento e o monitoramento verbal da ação, para que a ingestão ocorra com a comida aquecida, evitando recusa devido à baixa temperatura.

É bastante comum a queixa de que o paciente tenha vontade de comer em intervalos curtos e/ou em grande quantidade. Isso acontece devido a problemas de memória (esquece que já comeu), orientação temporal (não consegue se organizar nos horários) ou por uma alteração na saciedade, que geralmente é acompanhada por redução de controle de impulsos. A família tende a ficar com pena do idoso e a ceder às suas solicitações. É importante ressaltar que o ganho de peso pode gerar riscos para a saúde, com problemas metabólicos e físico, e a ingestão exagerada pode causar problemas digestivos e mal-estar. Se o paciente deixa de ser capaz de fazer escolhas saudáveis e de controlar adequadamente a ingestão de alimento, caberá ao familiar intervir.

Estimule o paciente a comer devagar. Caso o paciente insista em consumir uma grande quantidade de um tipo específico de alimento, procure adaptar os horários e as quantidades para que esse consumo seja adequado à real necessidade e não prejudique o consumo de outros alimentos. Evite alimentos ricos em caloria em grande quantidade. Ofereça alimentos com intervalos mais curtos (em intervalos de duas horas e meia), garantindo a boa nutrição. Diante de insistência exagerada, procure distraí-lo com tema de interesse, com a finalidade de adiar a próxima refeição, caso o intervalo esteja muito curto.

O paciente com Alzheimer pode perder a habilidade para cozinhar conforme a doença progride. Prejuízos na capacidade de planejamento e organização, problemas de memória e até dificuldades motoras desfavorecem o resultado, podendo tornar a comida pouco convidativa e a sua realização frustrante, e, consequentemente, reduzindo a motivação.

Se a pessoa diagnosticada com a Doença de Alzheimer insiste em preparar pessoalmente a própria alimentação, deve-se monitorar os riscos e planejar as alternativas que garantam sua participação com o acompanhamento de uma outra pessoa. Deve-se buscar tornar o ato de cozinhar uma atividade prazerosa e compartilhada entre o cuidador e o paciente. Devem ser oferecidas tarefas simples, que não ofereçam riscos e mantenham sua participação. Quando o paciente mora sozinho, ele precisa ter restrições e alternativas que garantam a sua não exposição a riscos e uma nutrição adequada. Comprar comidas e deixar na geladeira não é uma solução que pode acontecer isoladamente. Excesso de comida pode favorecer que estrague, pois ela pode ser indevidamente consumida.






Referência:
Associação Brasileira de Alzheimer. ABRAz. Disponível em: < http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/acompanhamento-cotidiano/alimentacao/ >.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

DICAS DE COMO AUXILIAR NA HIGIENE E APARÊNCIA DOS PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER





O paciente com Doença de Alzheimer pode evitar ou mesmo recusar-se a tomar banho ou fazer a higiene bucal. Hábitos saudáveis de higiene precisam ser preservados, pois favorecem a saúde geral e o bem-estar, além de evitarem doenças. Nos casos de falta de higiene, deve-se buscar estratégias que favoreçam a limpeza. Ao oferecer ajuda, é importante respeitar a dignidade da pessoa e ter cuidados de preservação de intimidade sempre que possível.

Organize rotinas de higiene, de preferência com horário fixo. Se o paciente recusar o banho naquele momento, aguarde um pouco mais. Procure fazer do horário do banho um momento de relaxamento .Verifique se há diferença entre uso de chuveiro, ducha manual ou banheira. Se houver preferências, tente utilizá-las. Banheiras devem ser usadas sob supervisão e apenas por pacientes com boa desenvoltura motora.

Simplifique o banho o máximo possível, tornando-o breve. Para tanto, deixe todos os produtos a serem utilizados à mão e na ordem de uso. Permita que o paciente banhe-se por si próprio com a maior autonomia possível. Auxilie apenas no que for necessário. Antes de fazer por ele, tente monitorar suas ações verbalmente dando instruções objetivas de cada passo. O cuidador ou familiar pode complementar as ações e só assumir integralmente a tarefa se o paciente não for mais capaz de fazê-lo.

Verifique o uso adequado de escova dental e higiene de próteses dentárias e dos produtos utilizados em sua higienização. É preciso retirar a prótese e higienizá-la ao final das refeições. Restos de alimentos podem se acumular nas dobras, provocando infecção. Verifique também o ajuste da prótese na boca do paciente. É comum a prótese ficar larga e começar a machucar a gengiva. Nesse caso, é necessário cuidar da lesão e levar o paciente ao dentista para que a prótese seja reembasada.

Repare se o paciente fica embaraçado ao receber a ajuda de cuidador do sexo oposto e, nesse caso, procure a ajuda de um cuidador do mesmo sexo. Garanta um banheiro seguro, utilizando barras de segurança e assentos higiênicos. Torne o ambiente agradável, usando produtos interessantes que chamem a atenção do paciente como sabonetes especiais e hidratantes. Uma alternativa pode ser o banheiro ter algum atrativo como música da preferência do paciente.

O paciente de Alzheimer pode não ser capaz de se vestir ou perder o discernimento para fazer escolhas apropriadas de roupas ou mesmo não sentir necessidade de mudar suas roupas. Em todas essas situações, a intervenção do cuidador é importante, para auxiliar diante de eventual incapacidade, garantindo a preservação da imagem pública e da higiene.

Selecione previamente duas mudas de roupa e permita que o paciente escolha. Garanta combinações esteticamente viáveis, oportunas para a situação social, e roupas adequadas para a estação e a temperatura. Deixe as roupas na ordem de colocação, para que o paciente possa vestir-se por si próprio. Se ele não conseguir, auxilie-o dando instruções por etapas (peça a peça), e, se a dificuldade for persistente, ajude-o solicitando ao máximo sua participação.

Evite roupas com acessórios complicados, como cintos, botões e fivelas. Prefira orientá-lo em momento em que estiver disponível. Apressá-lo diante de tarefa que exige execução pode atrapalhá-lo.

Se o paciente tiver preferência por determinada roupa e insistir em reutilizá-la, procure providenciar outras do mesmo modelo, para que ele se sinta confortável e a roupa possa ser devidamente lavada. Evite sapatos com solado de couro e chinelos. Os calçados indicados para o paciente de Alzheimer são os que ficam presos aos pés e têm solado antiderrapante.





Referência:
Associação Brasileira de Alzheimer. ABRAz. Disponível em: < http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/acompanhamento-cotidiano/higiene-e-aparencia/ >.


domingo, 26 de agosto de 2018

OS DIFERENTES TIPOS DE DEMÊNCIAS E SUAS CARACTERÍSTICAS




    A demência, segundo a quarta edição do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-IV) da American Psychiatric Association, é definida como o declínio de memória associado ao déficit de pelo menos uma outra função cognitiva (linguagem, funções executivas, identificação de objetos ou locomoção) com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo.
   Os transtornos demenciais podem ser classificados em demências reversíveis e irreversíveis. As demências reversíveis são aquelas que, apesar de causarem danos ao cérebro, podem ter seus sintomas revertidos. Exemplos desse caso são tumores cerebrais, deficiência de vitamina B12, hidrocefalia normotensiva, entre outros. Já as demências do tipo irreversível são progressivas, ou seja, pioram com o passar do tempo. Os danos causados ao cérebro, neste caso, não podem ser interrompidos ou revertidos.
  Como as demências do tipo irreversível são as mais prevalentes, é importante conhecer os seus diferentes tipos e suas características. Nesse grupo de demências estão a Doença de Alzheimer, Demência Vascular, Demência por Corpos de Lewy, Demência Frontotemporal e a Demência Mista:


-DOENÇA DE ALZHEIMER

    A Doença de Alzheimer é a síndrome demencial mais prevalente. Tipicamente, trata-se de uma doença de idosos, em que a prevalência aumenta com o avançar da idade, afetam 30% daqueles com 85 anos ou mais. Além do comprometimento da memória, ocorre prejuízos na orientação, atenção, elocução, capacidade para resolver problemas e habilidades para realizar as atividades da vida diária.


-DEMÊNCIA VASCULAR

   Outra classificação, que é a segunda causa principal de demência no ocidental, com prevalência de 10 a 20% entre as demências, está a Demência Vascular, causada pelas doenças cardiovasculares (AVC). A Demência Vascular pode ter início agudo, seguida por uma sucessão de acidentes vasculares cerebrais por trombose, embolia ou hemorragia. As características principais da Demência vascular são o déficit de planejamento/raciocínio, apraxia de marcha e o déficit de memória, que nesse caso é secundário.


-DEMÊNCIA POR CORPOS DE LEWY

    A Demência por Corpos de Lewy é a terceira causa de demência mais frequente. Trata-se de uma doença neurológica caracterizada por alterações visuoperceptivas e disfunção executiva acompanhada por alucinações visuais proeminentes, flutuação da atenção e características motoras espontâneas do parkinsonismo (rigidez e tremor). Neste caso a memória permanece preservada nas fases iniciais.


-DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL

  Na Demência Frontotemporal as manifestações clínicas começam relativamente cedo (por volta dos 57 anos), sendo rara depois dos 75 anos. Tal demência tem caráter progressivo, discreto comprometimento da memória episódica, importante alterações comportamentais, de personalidade e alterações na linguagem, deterioração das capacidades executivas e da atenção. Dentre as alterações comportamentais estão o isolamento social, impulsividade, apatia, irritabilidade, perda de crítica, inflexibilidade mental, desinibição, sinais de hiperoralidade, descuido da higiene corporal e sintomas depressivos.


-DEMÊNCIA MISTA

   A Demência Mista é definida pela ocorrência simultânea de eventos característicos da Doença de Alzheimer (DA) e da Demência Vascular (DV). Estima-se que mais de 1/3 dos pacientes com DA apresentam também lesões vasculares, e proporção similar de pacientes com DV exibam alterações patológicas características da DA. A apresentação mais comum da Demência Mista é a do paciente com sintomas e características clínicas típicas da DA que sofre piora abrupta, acompanhada pela presença de sinais clínicos de AVC.



















REFERÊNCIAS


FORNARI, L.H.T. et al. As diversas faces da síndrome demencial: como diagnosticar clinicamente. Revista Scientia Médica, v.20, n°2, p.(185-193). Porto Alegre, 2010.

American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 4th ed. Washington: APA; 1994.

sábado, 14 de julho de 2018

A HIPERSEXUALIDADE EM IDOSOS COM DEMÊNCIA




    A sexualidade na terceira idade é um tema negligenciado pelos profissionais da saúde, além de ser visto como um tabu na sociedade. No caso de idosos que sofrem doença de Alzheimer ou outros distúrbios demenciais tal assunto fica mais complicado de ser abordado e discutido. Porém, estudos mostram que pessoas portadoras de transtornos demenciais podem apresentar alterações na sexualidade, e para isso é importante que o cuidador esteja atento e preparado para lidar com esse tipo de sintoma.

   Muitos profissionais da área da saúde relatam que idosos com demência podem apresentar uma hipersexualidade e comportamentos sexuais inadequados como acariciar as genitais, tirar a roupa em público ou tentar agarrar o cuidador ou algum familiar. Diante disso, é importante orientar os familiares a não reagir, visto que o comportamento é decorrente da doença, não por vontade própria. E, uma vez compreendendo a situação, o familiar e/ou cuidador precisa, de maneira calma, tentar distrair a pessoa com outra atividade.

    Um relato muito recorrente dos familiares é o de idosos querendo fazer sexo várias vezes ao dia. Segundo os médicos, isso também pode fazer parte do quadro de demência. A pessoa não se lembra que havia acabado de fazer sexo e volta a sentir “desejo” novamente. Esse comportamento sexual pode ser causado por uma hiperexcitação do sistema límbico (região do sistema nervoso central responsável pelas emoções e sexualidade). Isso ocorre pela própria doença ou por medicamentos utilizados.

    Segundo a APERJ (Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro), medicamentos como a fluvoxamina, bupropiona e trazodona, por exemplo, podem aumentar a libido. Já a clomipramina e a fluoxetina podem provocar orgasmos espontâneos.

    Esse é um assunto que precisa ser mais falado, discutido com o médico e outros profissionais de saúde. Muitas famílias, porém, ainda preferem esconder esses comportamentos por terem vergonha da situação, o que é um grande equívoco. Assim como em relação a todos os outros desafios enfrentados pelos familiares e cuidadores de pessoas com demência, discutir esta situação com uma pessoa compreensiva pode ser uma ajuda. Falar dos problemas num grupo de apoio e saber que outras pessoas passam por experiências similares pode ajudar o cuidador a lidar com tal problema.









Referências:

APERJ. Idoso com demência pode apresentar hipersexualidade. Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: < http://aperjrio.org.br/site/idoso-com-demencia-pode-apresentar-hipersexualidade/ >.

NOGUEIRA, Marcela Moreira Lima et al. Satisfação sexual na demência. Rev. psiquiatr. clín.,  São Paulo, v. 40, n. 2, p. 77-80, 2013. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832013000200005&lng=en&nrm=iso >.

sábado, 12 de maio de 2018

OS EFEITOS DA MUSICOTERAPIA EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER




         Estudos mostram que a música tem seus efeitos no corpo humano, ela atinge o organismo por completo causando efeitos biológicos, fisiológicos, intelectual, social e espiritual, além de agir no sistema nervoso, circulatório, respiratório, digestivo e metabólico.

    Segundo Barbosa e Cotta (2017), a Musicoterapia é uma intervenção que utiliza aspectos como melodia, harmonia e ritmo, estimulando áreas cognitivas, afetivas e sociais do idoso com Alzheimer, pois a música traz emoções e sentimentos que remetem a momentos vividos por esse indivíduo, ajudando-o no exercício da memória.

      É imprescindível que o estilo de música a ser adotada seja de acordo com a preferencia musical do idoso, para que haja uma conexão com a melodia. A terapia com música pode melhorar o humor, o comportamento e a função cognitiva, além de trazer paz, conforto, confiança e tranquilidade.

     A música também pode influenciar no controle da dor, uma vez que a mesma traz uma sensação de bem-estar ao idoso. A melodia modifica padrões de comportamento e modula o sistema nervoso, o que pode trazer resultados positivos ao indivíduo com dor crônica.

     O uso da música é uma terapêutica complementar valiosa, que exerce influência sobre os aspectos neurocognitivos, emocionais, psíquicos e sociais do idoso com Doença de Alzheimer. (ALBUQUERQUE e cols., 2012)

     O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece terapias alternativas, como a Musicoterapia, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Tal serviço é oferecido por meio da iniciativa local, mas recebe financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município, segundo a Portaria n° 145/2017. (BRASIL, 2017)

      Portanto, a Musicoterapia é um método não-farmacológico eficaz na prevenção e tratamento da Doença de Alzheimer e outros transtornos demenciais, na qual a sua aplicabilidade é reconhecida pelo Ministério da Saúde  e tem o incentivo do mesmo. Sendo assim, a tendência dessa terapia complementar, que envolve os aspectos psicossomáticos do ser humano, é ser cada vez mais difundida na área da saúde, visto que o seu uso é eficaz.








REFERÊNCIAS:

BARBOSA, P.S.; COTTA, M.M. Psicologia e Musicoterapia no tratamento de idosos com demência de Alzheimer. Revista Brasileira de Ciências da Vida, [S.l.], v. 5, n. 3, jul. 2017. ISSN 2525-359X. Disponível em: < http://jornal.faculdadecienciasdavida.com.br/index.php/RBCV/article/view/284 >.

ALBUQUERQUE M.C.S.; NASCIMENTO L.O.; LYRA S.T.; FIGUEREDO TREZZA M.C.S.; BRÊDA M.Z. Os efeitos da música em idosos com doença de Alzheimer de uma instituição de longa permanência. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2012 abr/jun;14(2):404-13. Disponível em:< http://dx.doi.org/10.5216/ree.v14i2.12532 >.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Portaria amplia oferta de PICS. Brasília, DF, 2017. Disponível em: < http://dab.saude.gov.br/portaldab/noticias.php?conteudo=_&cod=2297 >.