domingo, 15 de dezembro de 2019

IDENTIFICANDO A DOR EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER

A dor é uma experiência e emocional desagradável resultante de traumas ou lesões físicas. Falando de idosos, a dor tem sido cada vez mais compreendida em um contexto mais amplo, onde é considerado também as questões espirituais, emocionais e sociais.

No caso do idoso com Doença de Alzheimer, a dor pode estar sendo percebida de uma forma diferente devido as alterações neurológicas que a doença provoca. A perda da memória é um fator que dificulta ao idoso que ele descreva características da dor como: localização, intensidade e frequência.
Nas fases avançadas da doença de Alzheimer, é comum o paciente perder sua habilidade de comunicação tornando-se mais difícil a sinalização de uma dor, portanto, nesses casos a dor deve ser investigada diante de outras expressões corpóreas como:

 ü  Expressões faciais
 ü  Sons emitidos pelo paciente (choro, gemido)
 ü  Postura protetora de alguma região do corpo
 ü  Recusa de alimentos
 ü  Mudança de apetite
 ü  Agitação
 ü  Palpitações e dificuldade em respirar (caso a intensidade for muito alta)
     
    REFERÊNCIA
  BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Dor em pessoas idosas com doença de Alzheimer. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2019/11/08/dor-em-pessoas-idosas-com-doenca-de-alzheimer/ Acesso em 22 de novembro de 2019.

sábado, 30 de novembro de 2019

A INDIVIDUALIDADE DO CUIDADO AO IDOSO COM ALZHEIMER


De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), a doença de Alzheimer apresenta-se em um número crescente em todo o mundo e promove grande impacto na família com várias mudanças na sua dinâmica e grandes demandas de saúde, pois cuidar de uma pessoa com Doença de Alzheimer requer  conhecimento de toda a família, para viabilizar a sua adaptação diante das várias e novas situações que podem surgir.

Para o cuidado com idoso com essa doença neurodegenerativa, é necessário que esse cuidado tenha uma visão mais ampla, pois a partir dessa abordagem, será capaz de perceber que, além das mudanças próprias da doença, existem situações que alteram o planejamento do dia a dia.

Um exemplo disso é a diferença na condução do cuidado  do idoso com Alzheimer em casa, no consultório, em internamento como UTI e ILIPI (Instituição de Longa Permanência para Idoso). Portanto, vale ressaltar que cada situação é diferente e peculiar, e é muito comum a existência de doenças crônicas que requerem tratamento continuado.

É importante entender que o controle rigoroso de todas as patologias tem influência direta na própria doença cerebral, podendo mudar a sua evolução. No Idoso frágil, os cuidados são outros e a estratégia de tratamento e metas são diferentes dos casos de idosos não frágeis. A prescrição muda. O idoso de ontem não é mais o mesmo de hoje, torna-se mais vulnerável e susceptível a internamentos, cirurgias e UTI.



REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: O idoso com Alzheimer e seus mundos. Disponível em http://abraz.org.br/web/2019/08/23/o-idoso-com-alzheimer-e-seus-mundos/ . . Acesso em 01 de outubro de 2019.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

CUIDADOS AO IDOSO COM DOENÇA DE AZLHEIMER



À medida que a Doença de Alzheimer progride, ocorrerá o aumento da perda cognitiva e o paciente passará a ser dependente para a realização de suas atividades de vida, as diárias. Com isso, o paciente passará a precisar de ajuda para sua higiene pessoal, vestir-se, alimentar-se, além de perder a capacidade de sorrir, sustentar a cabeça e ficará acamado necessitando de cuidados especiais para prevenção de lesão por pressão, encurtamentos e dores.


Os cuidados a essa clientela podem ser divididos em: Cuidados para melhorar a resposta cognitiva, cuidados para evitar lesões, cuidados para manutenção da socialização, cuidados com nutrição e repouso.



Melhorando a reposta cognitiva

 ü  Simplificar o ambiente: diminuir o ruído e a interação social a nível tolerável para o paciente;

 ü  Manter uma rotina rigorosa, diminuir o número de escolhas possíveis para o paciente, usar fotografias para identificar as atividades;

 ü   Calendários e relógios grandes à vista do paciente e orientá-lo frequentemente em relação o tempo, espaço e pessoa;

 ü   Usar listas introduções, como lembrete das atividades diárias;

 ü   Manter constância nas interações e introduzir lentamente novas pessoas



Evitando lesões

 ü  Tentar evitar restrições, mas manter a observação do paciente, conforme necessidade;

 ü  Propiciar uma iluminação adequada, para evitar imagens falsas no ambiente;

 ü  Remover do quarto equipamento desnecessário;

 ü  Fornecer cartões de identificações e/ou pulseira de Alerta Clínica.

 ü  Assegurar-se de que o paciente está utilizando sapatos não escorregadios e chinelos fáceis de calçar.



Mantendo a Socialização

 ü  Estimular a família a interagir em um nível significativo com o paciente;

 ü   Instruir a família que a sua presença é útil, embora a interação com paciente pode ser limitada.


Repouso Adequado

 ü  Administrar antipsicótico para tratar a agitação;

 ü   Proporcionar períodos de exercícios físicos para gastar energia. - Apoiar os hábitos normais de sono e de deitar-se;

 ü   Manter regularmente a hora de dormir;

 ü   Fazer o paciente colocar o pijama na hora de deitar-se;

 ü  Permitir uma atividade desejada na hora de dormir como uma ligeira refeição, uma bebida quente sem cafeína, ouvir música ou rezar.


Nutrição

 ü  Fornecer alimentos conhecidos pelo paciente;

 ü   Fornecer refeições pequenas e frequentes, como lanches;

 ü  Fornecer alimentos ricos em calorias e fibras;

 ü   Estimular ingesta de líquidos;

 ü   Garantir que as dentaduras estejam bem adaptadas e que o cuidado dentário sejam mantidos; 

 ü   Pesar semanalmente o paciente.




REFERÊNCIA

SANTOS, A.T.D. OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE NA PERSPECTIVA  DO  PROFESSOR  PDE- Produções Didático-Pedagógicas. v.2 Jacarezinho, 2013.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

NUTRIENTES IMPORTANTES APÓS OS 60 ANOS


O envelhecimento traz consigo mudanças comportamentais, mas também fisiológicas, como por exemplo a redução de nutrientes que são necessários ao ser humano, principalmente aqueles acima de 60 anos.  O Manual para cuidadores informais de idosos dispõe de uma lista dos nutrientes essenciais para as pessoas com essa faixa etária.


Cálcio - Importante na manutenção da massa óssea, garantindo, assim, a integridade do esqueleto. Fontes: leite e derivados, carnes, gema de ovo, feijão e sardinha.


Zinco -  Atua mobilizando a resposta imunológica. Fontes: aveia, levedo de cerveja, carnes, fígado, espinafre e frutos do mar. 

Selênio - . Ajuda no ganho de massa muscular, na resposta imunológica e prevenção de doenças cardiovasculares .Fontes: alho, atum, brócolis, cebola, frango, cereais integrais, farelo de trigo, germe de trigo castanha-do-pará.


Magnésio - Prevenção e tratamento de distúrbios tanto funcionais como estruturais de diversos tecidos, órgãos e sistemas. Fontes: limão, feijão, maçã, soja, abóbora, lentilha, chocolate, cereais integrais, frutas secas..


Potássio - Crucial para a função cardíaca e desempenha um papel fundamental na contração do músculo esquelético, o que beneficia uma digestão normal e função musculares. Fontes: verduras, legumes, cereais integrais, tomate, banana, semente de girassol , abacate, batata, chocolate, coco.


Ferro - Essencial na, na prevenção de Anemia por deficiência de ferro. Fontes: fígado, carnes, leguminosas secas (associadas à vitamina C).


Vitaminas do Complexo B- Grande importância para a saúde do cérebro, pois são necessárias para a produção de neurotransmissores e proteção dos tecidos. Fontes: arroz integral, cereais integrais, ervilha, feijão, carnes, leite e derivados, folhas verdes tomate, banana, peixes.


Vitamina A - Adequado funcionamento do sistema visual, crescimento e desenvolvimento, expressão gênica, manutenção da integridade celular epitelial, função do sistema imunológico. Fontes: óleos de fígado, margarina, frutas e hortaliças amarelo alaranjado ou verde escuro.


Vitamina E - Pode prevenir doenças cardiovasculares e o câncer de próstata. Fontes: verduras de folhas verde escuras, ovos, margarina, óleos vegetais, germe de trigo.


Vitamina C - Poderoso antioxidante e auxilia na absorção de ferro, o que é muito importante para prevenir anemia em idosos. Fontes: frutas cítricas, agrião, beterraba, couve manteiga, couve-flor, espinafre, pimentão amarelo, repolho e rúcula.


Vitamina D – A deficiência de Vitamina D em idosos, aumenta significativamente a ocorrência de fraturas, além de causar redução da força muscular. Fontes: óleos de fígado de peixe, gema de ovo, fígado, manteiga e peixes gordos.



REFERÊNCIA

LEITE, M.G; FARIA, L.B. Guia Prático: Manual para cuidadores informais de idosos. Campinas,  p.7-101, 2005.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

8 DICAS E ATIVIDADES PARA O IDOSO COM DOENÇA DE ALZHEIMER



O manual para cuidadores de idosos com doença de Alzheimer recomenda que o paciente faça o máximo possível, sempre que tiver como e que deve-se manter a rotina e os ambientes semelhantes ao que o paciente estava acostumado, retirando objetos que forem perigosos para eles mesmo.


DICA 1: Considere o que a pessoa é capaz de fazer. Manter atividade é fundamental. Sempre que possível busque aconselhamento com profissionais capacitados (Enfermeiro, médico, psicólogo, terapeuta ocupacional), que poderão avaliar e indicar quais atividades poderão ser executadas. É preciso considerar as limitações físicas e mentais de cada caso.



DICA 2: Sempre oferecer atividades a que a pessoa esteve habituada. Veja como ela procede e suas dificuldades. Acompanhe a atividade e ofereça orientações de como realizar aquela atividade. Você poderá pedir ajuda ao paciente para fazer atividades em casa, por exemplo, para lavar e enxugar louça, regar jardim, arrumar as roupas de cama, fazer algum prato, ajudar a fazer uma lista de compras. Dê um reforço positivo: “Você me ajudou muito.





DICA 3: ATIVIDADE FÍSICA

Atividade física é boa em qualquer idade. No idoso com Alzheimer, a atividade física melhora a cognição e o sono. Ajuda no controle de diabetes, hipertensão, melhora a circulação sanguínea. Caminhadas diárias ou pelo menos 30 minutos 5 vezes por semana são necessárias para uma boa saúde física e mental. Mas o paciente deve passar por avaliação física e, se houver problemas articulares, a hidroginástica pode ser uma alternativa.





DICA 4: USO DE IDENTIFICAÇÃO

O paciente deve portar identificação ao sair de casa, mesmo que nuca tenha

se perdido. Pode ser bracelete ou medalha com nome e telefone. O telefone

celular com ligação de emergência e também com localizador pode ser útil.



DICA 5 : USO DE DICAS DE MEMÓRIA

Se o paciente esquece facilmente o que deve fazer, estabeleça uma rotina diária, com as mesmas atividades no mesmo horário, além de deixar avisos em locais visíveis. Por exemplo, colocar um aviso na porta da geladeira como:  “saí para compras e já volto” ou no espelho do banheiro com um aviso como:  “temos consulta médica”



DICA 6: AUXÍLIO NA ORIENTAÇÃO DENTRO DE CASA

Com a progressão da doença, o paciente pode se perder dentro da própria casa, portanto para facilitar o cuidador pode colocar o nome do cômodo por escrito, em placas, na porta. Pode também colocar a fotografia da pessoa na porta do quarto ou uma placa contendo o vaso sanitário, um fogão ou uma cama, dependendo do cômodo.



DICA 7: ATIVIDADE SOCIAL

O paciente deve ter convívio social, participando de grupos de terceira idade, frequentando atividades religiosas ou comunitárias, aniversários e festejos em geral.  Quanto mais estimulado e mantido com atividades, melhor a evolução e controle de distúrbios de comportamento, portanto,  visite amigos e familiares, pois o ato de conversar é bastante estimulador para o cérebro.



DICA 8: ATIVIDADES COGNITIVAS

Jogos podem ser mantidos e incentivados, como dominó, jogos de cartas, palavras cruzadas. Atividades manuais e de montagem podem ser interessantes, como crochê, tricô, pintura de telas, de modelos de gesso, montagem de caixas. Escrever sobre notícias, fazer comentários ativa o raciocínio. Estimule quanto aos jogos  que possibilitam a melhora da atenção, alguns são de memorização e raciocínio. Mostre álbuns de fotografia, comentem a situação e as pessoas das fotos. Assistir filmes antigos, com atores conhecidos do paciente também é valido.



REFERÊNCIA

NITRINI, R.; FERRETTI, C.E.L.; BRUCKI, S.M.D. Manual para cuidadores da Doença de Alzheimer: Dicas e Atividades. Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos. São Paulo, p.18-20, 2014


sábado, 19 de outubro de 2019

PROMOVENDO A SEGURANÇA EM CASA PARA O IDOSO COM DOENÇA DE ALZHEIMER: O QUE FAZER ?


Além do uso de braceletes de identificação, de avisos em locais visíveis ao saírem de casa, o cuidador do idoso com Doença de Alzheimer deve estar atento a segurança do paciente, uma vez que, além de sua condição física favorecer a possíveis quedas, na Doença de Alzheimer esses eventos também podem se tornar frequentes, visto que o paciente, dependendo da fase da doença, tem um maior desequilíbrio. Portanto, adotar medidas preventivas é a forma mais eficaz de oferecer segurança ao paciente com esse tipo de demência. 


O manual para cuidadores da Doença de Alzheimer dispõe de dicas que promovem a segurança do paciente dentro de sua própria casa. Dicas como: 


 Ø  Analisar cada cômodo da casa a fim de eliminar fontes potenciais de acidentes;

 Ø  Retire muitos obstáculos da frente, por exemplo, mesas de centro, banquetas, tapetes;

 Ø  Deixar barras no box, para que a pessoa se segure, se necessário for, a pessoa pode tomar banho sentada num banquinho;

 Ø  Pisos devem ser antiderrapantes;

 Ø  Não encerar os pisos, pois aumenta o risco de queda;

 Ø  Colocar tapete antiderrapante dentro do box, a fim de prevenir possíveis quedas;

 Ø  Não deixar paciente sozinho na cozinha, pois ele pode esquecer o gás ligado, queimar uma panela ou algo inflamável;

 Ø  Eletrodomésticos como liquidificadores, processadores, batedeiras, facas elétricas devem ficar em local seguro;

 Ø  Retirar do armário todos os medicamentos e lâminas de barbear;

 Ø  Sofás, poltronas e cadeiras devem ser fortes e com apoios laterais para que o paciente possa levantar e se sentar de forma segura;

 Ø  Não deixar janelas abertas quando o paciente estiver sozinho no ambiente.


REFERÊNCIA

NITRINI, R.; FERRETTI, C.E.L.; BRUCKI, S.M.D. Manual para cuidadores da Doença de Alzheimer: Dicas e Atividades. Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos. São Paulo, p.21-23. 2014

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

VOCÊ CONHECE AS FASES DA DOENÇA DE ALZHEIMER ?


De acordo com o Manual para cuidadores da Doença de Alzheimer, essa doença é dividida em 3 fases: leve, moderada e grave. É importante saber em que fase o idoso se encontra em relação a doença, pois a partir disso, serão prestados cuidados específicos para as respectivas fases de progressão.




FASE LEVE

FASE MODERADA

FASE GRAVE
1) Alterações de memória e concentração;

2) Dificuldade para encontrar nomes ou palavras;

3) Esquecimento rápido de algo recentemente aprendido;


4)  Perda de objetos ou colocado em lugares errados

 
1)      Dificuldade na recordação do próprio endereço;


2)      Dificuldade em saber em que mês e dia se encontra;

3)      Dificuldade em realizar cálculos simples;


4)      Necessidade de auxílio para cozinhar
1)      Necessitam de ajuda para a maior parte dos cuidados diários;


2)      Rigidez Muscular;



3)      Engasgos frequentes;


  
4)      Podem perder a capacidade de sorrir ou de sentar sem apoio



REFERÊNCIA


NITRINI, R.; FERRETTI, C.E.L.; BRUCKI, S.M.D. Manual para cuidadores da Doença de Alzheimer: Dicas e Atividades. Centro de Referência em Distúrbios Cognitivos. São Paulo, p.8-9. 2014


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

QUEDAS: UMA QUESTÃO DE PREVENÇÃO


Uma queda não é apenas um evento que pode gerar consequências físicas, pois a partir disso, o idoso acaba perdendo um pouco da sua autonomia e se tornando mais dependente do outro. As consequências psíquicas e sociais estão fortemente relacionadas ao evento da queda.

Ao contrário do que muitos pensam, para prevenir uma queda, não basta apenas proporcionar um ambiente seguro, amplo, iluminado e com barras de apoio, pois na presença de obstáculos simples, os  jovens não caem devido aos seus recursos (musculatura, equilíbrio, reflexos) que os protegem e esses recursos podem ser buscados/trabalhado pelos mais velhos para que seja evitado uma possível queda.


Normalmente, idosos possuem uma chance maior de cair uma vez que acumulam uma série de fatores de risco classificados como intrínsecos (que são as dificuldades individuais de cada um) ou extrínsecos (que são as dificuldades encontrados no próprio meio ambiente). São eles:



FATORES EXTRÍNSECOS
FATORES INTRÍNSECOS
      1)  Piso escorregadio
1-    Doenças
            2) Calçado inapropriado
2-    Medicações
             3) Tapete dobrado
3-    Alterações Sensoriais (perda da visão/audição)

4-    Força muscular



           
Dessa forma, compreendendo melhor o motivo das quedas, pode-se adotar intervenções mais eficazes para então prevenir as quedas.


Cabe ao profissional especialista na área da geriatria/gerontologia, abordar o problema de forma ampla, realizando uma extensa revisão da história clínica, exame físico e mental, inventário medicamentoso e eventualmente avaliação do ambiente domiciliar, onde as quedas são mais frequentes.

 Desse modo, o profissional especialista será capaz de identificar candidatos a correção de catarata, indicar atividades que estimulem o equilíbrio e/ou aumentem a força muscular, suspender medicamentos que potencialmente aumentam o risco de quedas, sugerir mudanças estruturais que tornem o ambiente domiciliar menos perigoso, e fazer outras recomendações de forma individualizada.

           



REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Quedas: Uma questão de prevenção. Disponível em: https://sbgg.org.br/quedas-uma-questao-de-prevencao/. Acesso em 18 de agosto de 2019.

sábado, 21 de setembro de 2019

TRISTEZA E DEPRESSÃO NO IDOSO: COMO DIFERENCIAR ?





Tristeza é um sentimento, afeto. A tristeza diante de uma perda significativa (que tanto pode ser de alguém amado quanto de natureza ideal), pode sinalizar que estamos em trabalho de luto. O luto é saudável, normal e permite que possamos, ao final do mesmo, realizar novos investimentos e projetos de vida.

            
Em contrapartida, a Depressão é doença que necessita de um tratamento qualificado, pois uma de suas consequências é o suicídio. Nesse caso, trata-se de uma doença muito complexa que afeta a pessoas em todas as suas instâncias de forma permanente caso não for devidamente tratada, pois afeta na alimentação, higiene, relação com outras pessoas, pois impede a interação social. Na depressão há um vazio que persiste. Há falta de vontade de fazer coisas que antes nos davam prazer. Há uma alteração no sono: dorme-se pouco ou muito. O apetite se modifica: podemos ter falta de apetite e emagrecer, bem como aumento do apetite. Podemos ainda ter a sensação de inutilidade e culpa e pode-se pensar, com frequência, na morte, além da dificuldade de concentração pode levar a um certo esquecimento e lentificação do pensamento.

           
 Portanto, a depressão tem uma alta prevalência entre idosos, e deve ser diagnosticada e abordada, de forma correta.

            
O  tratamento envolve terapia e/ou o uso de medicamentos. É importante a aderência ao tratamento já que este é longo a fim de se obter cura e melhora da qualidade de vida.





REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Diferenças entre tristeza e depressão. Disponível em: https://sbgg.org.br/diferencas-entre-tristeza-e-depressao/. Acesso em 17 de agosto de 2019.

sábado, 7 de setembro de 2019

O CUIDADO COM O IDOSO EM RELAÇÃO A PREVENÇÃO DA FEBRE AMARELA



De acordo com o guia de vacinação elaborado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunização, a Febre Amarela (em suas formas mais severas), tem uma letalidade que alcança um percentual de aproximadamente 50%, sendo ainda mais grave em idosos, devido a diminuição natural da resposta do sistema imunológico aos agentes agressores ao organismo humano.


 Por se tratar de uma vacina que contém um vírus atenuado, isto é, um vírus vivo, torna-se necessário uma avaliação clínica dos idosos, antes de irem aos postos de vacinação para receberem o imunobiológico (vacina).

            
Como dito anteriormente, após os 60 anos de idade, algumas pessoas apresentam queda das defesas do sistema imune, um processo denominado imunossenescência, que por sua vez é um processo natural do organismo.

           
 Além disso, há aquelas pessoas  que usam medicações imunossupressoras, ou seja, medicações que suprimem a resposta do sistema imunológico ou apresentam debilidades graves da saúde, o que reforça a importância de se haver uma avaliação médica antes de se vacinar.

            
De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), os especialistas (profissionais com espacialização em geriatria/ gerontologia),  esclarecem que caso se trate de um idoso que fica mais em casa ou mora em locais sem ocorrência da febre amarela, a melhor opção PODE ser não vacinar. Nesses casos, como medida de proteção, devem ser usados repelentes, roupas compridas e telas nas janelas para evitar o acesso do mosquito.

           
 Se o idoso mora em uma das regiões em que há casos relatados da doença, é trabalhador rural ou viajará para área endêmica de febre amarela, a vacina poderá ser indicada após consulta médica, pois nesse caso o risco de contágio é muito alto e supera os riscos da vacinação.



REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Febre amarela: orientações de vacinação para pessoas idosas. Disponível em: https://sbgg.org.br/febre-amarela-orientacoes-de-vacinacao-para-pessoas-idosas/. Acesso em: 17 de agosto de 2019.