quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Dicas para cuidar do idoso com perda de atenção e memória recente

 



A doença de Alzheimer, assim como demais síndromes de demências, pode levar a problemas como a perda de concentração ou de memória, o que leva ao familiar e ao cuidador ter que redobrar sua atenção quanto aos cuidados prestados ao idoso. (CAETANO; SILVA; SILVEIRA, 2017)

Aqui estão algumas dicas de como proceder perante tal situação: (ABRAz, 2020)

-Se mantenha na mesma altura do idoso, olhando em seus olhos durante a fala, de intervalos durante a fala para que ela consiga fazer perguntas e observe suas reações para sobre conteúdo que foi falado;

-Evite demonstrar reações negativas se a pessoa não se lembrar ou não entender algo;

-Sempre revise cestos de lixo, documentos, bolsas e locais similares, pois devido a confusão e a perda de memória o idoso pode descartar ou guardar algo de forma indevida;

-Diante de atritos devido a perda da memória, jamais grite ou expresse reações que leve ao idoso a sentir medo ou tristeza, tente conversar e explicar a situação sempre que possível. 


Bibliografia:

BRASIL.  Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Identificação e Manejo de Sintomas. 2020. Disponível em: <https://abraz.org.br/2020/orientacoes/lidando-com-os-sintomas/>. Acesso em: 28 set 2021.

CAETANO, Liandra Aparecida Orlando; SILVA, Felipe Santos da; SILVEIRA, Cláudia Alexandra Bolela. Alzheimer, sintomas e grupos: uma revisão integrativa. Vínculo. vol.14, no.2, São Paulo,  2017. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-24902017000200010>. Acesso em: 28 set 2021.






quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A importância do reforço da vacina contra a Covid - 3ª dose

 



Devido a fatores como o surgimento de uma nova variante da Covid-19, conhecida como delta, a queda de anticorpos após alguns meses da vacina e a fragilidade do sistema imunológico, o Ministério da Saúde, no mês de setembro iniciou a campanha para a 3ª dose da vacina contra o Covid-19, que serve como reforço da vacina. (Ministério da Saúde, 2021)

A princípio os critérios para se receber o reforço são: (Ministério da Saúde, 2021)

-Para idosos:

Estar acima de 70 anos e ter um intervalo de 6 meses entre a segunda e a terceira dose.

-Para imunossuprimidos:

Ter um intervalo de 28 dias entre a segunda e a terceira dose.

Podendo cada município organizar o calendário de acordo com seus recursos. No caso para os residentes de Niterói, os idosos de acima de 85 anos que tenham tomado a segunda dose a mais de 3 meses e os idosos entre 70 e 85 anos que tenham tomado a segunda dose a mais de 6 meses já podem se vacinar com a dose de reforço. (Prefeitura de Niterói, 2021)

É importante que todos os familiares e cuidadores se atentem a levar o idoso para receber sua dose de reforço, além disso, se o idoso for acamado, não tiver tomado a primeira e a segunda dose em casa, e residir em Niterói, o municipio permite agendar uma visita com o agente comunitário para receber a vacina em domicilio pelo link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSedW3_OZn9xqaYmRH_V29aFlJKS4ZKFCRI60V9nJ7kV4bv24w/viewform.(Prefeitura de Niterói, 2021)

A luta não pode parar! 


Bibliografia:

BRASIL. GOVERNO FEDERAL. Ministério da Saúde. Terceira dose da vacina Covid-19, para reforço da imunização, começa em setembro. 25 ago 2021 Disponível em: <https://www.gov.br/casacivil/pt-br/assuntos/noticias/2021/agosto/ministerio-da-saude-anuncia-dose-de-reforco-para-vacinacao-contra-a-covid-19>. Acesso em: 22 set 2021.

BRASIL. GOVERNO FEDERAL. Governo do Estado do Rio de Janeiro. Prefeitura de Niterói. Niterói inicia, nesta sexta-feira, a terceira dose da vacina contra Covid-19 em acamados a partir de 70 anos. 9 set 2021. Disponível em: <http://www.niteroi.rj.gov.br/2021/09/09/niteroi-inicia-nesta-sexta-feira-a-terceira-dose-da-vacina-contra-covid-19-em-acamados-a-partir-de-70-anos-2/>. Acesso em: 21 set 2021.

BRASIL. GOVERNO FEDERAL. Rio de Janeiro. Prefeitura de Niterói. Niterói divulga calendário para a dose de reforço em pessoas com mais de 70 anos. 21 set 2021. Disponível em: <http://www.niteroi.rj.gov.br/2021/09/21/niteroi-divulga-calendario-para-a-dose-de-reforco-em-pessoas-com-mais-de-70-anos/>. Acesso em: 23 set 2021.



quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A violência contra a pessoa idosa com síndrome demencial - Sinais

 


Em decorrência de algumas síndromes demências como a doença de Alzheimer, os idosos podem perder de forma parcial ou integral a capacidade de expressar suas vontades ou o realizarem de forma confusa. Com isso o cuidador ou familiar acaba por se responsabilizar pelos cuidados gerais do idoso, sendo estes principalmente relacionados à saúde, ao financeiro e ao social. (Alzheimer Portugal)

Todavia pode ocorrer do cuidador realizar atividades que intencionalmente lesem o idoso, como agressões, negligências, desvios de dinheiro dentre outros. Diante de tais violências o idoso muitas vezes não tem a quem recorrer ou não possui oportunidades para tal, portanto dependem que alguém consiga identificar a situação e os sinais para realizar uma denúncia. (SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL, 2016)

Os sinais podem ser:

-O idoso estar ferido ou sujo;

-Corte de recursos básicos como água, luz ou alimentos;

-O medo do idoso em relação ao seu cuidador;

-Não possuir acesso ao seu dinheiro ou não ter acesso a itens básicos como seu medicamento ou item pessoal.

Esses são apenas alguns dos sinais de violência contra o idoso, e para denunciar ligue para o número 181 (Disque denúncia).


Bibliografia:

Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer (Alzheimer Portugal). Os Direitos das Pessoas com Demência. Disponível em: <https://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-43-159-os-direitos-das-pessoas-com-demencia> Acesso em: 6 set 2021.

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL. Departamento De Ações Em Saúde. Enfrentamento Da Violência Contra Pessoa Idosa Na Saúde: Orientações para Gestores e Profissionais de Saúde. Porto Alegre, 2016. Disponível em: <https://saude.rs.gov.br/upload/arquivos/201705/22152615-cartilha-enfrentamento-da-violencia-contra-pessoa-idosa.pdf>. Acesso em 6 set 2021.





quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Problemas nutricionais - Déficit vitamina D

 


A vitamina D é um dos nutrientes essenciais para a manutenção e desenvolvimento do organismo sendo responsável pela absorção de nutrientes como o cálcio e o fósforo, auxiliando assim na fortificação dos dentes e dos ossos, além de atuar nos músculos, sistema imunológico, no cérebro dentre outros. (ANDRADE, CASTRO, LAMBERTUCCI, LACERDA, et al, 2014)

Todavia, ao longo da vida alguns medicamentos, doenças, fatores sociais e culturais, dentre outros podem afetar a forma como o corpo o absorve a vitamina D, levando a um déficit nutricional. ( Ministério da Saúde, 2009) 

A deficiência de vitamina D é um dos fatores associados ao aparecimento de doenças crônicas, além de problemas relacionados à formação óssea, ao sistema imunológico, entre outros. (KRATZ, SILVA, TENFEN, 2018)

Alguns meios para se obter a vitamina D são: (ANDRADE, CASTRO, LAMBERTUCCI, LACERDA, et al 2014)

- Exposição a raios solares

- Suplementos de vitamina 

- Alimentos ricos em vitamina D como bife de fígado, atum, carnes, gema de ovo, leite integral, sucos cítricos, cereais dentre outros.


Bibliografia:

ANDRADE, Paula Carolina de Oliveira; CASTRO, Layana Souza; LAMBERTUCCI, Mariana de Souza;  LACERDA,Melissa Isaura de Paula Brasileiro; et al. Alimentação, fotoexposição e suplementação: influência nos níveis séricos de vitamina D. Revista Médica de Minas Gerais (RMMG), v 3.  2014. Disponível em: <http://www.rmmg.org/artigo/detalhes/1823>. Acesso em 10 ago 2021.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Alimentação saudável para a pessoa idosa: um manual para profissionais de saúde / Ministério da saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2009. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel_idosa_profissionais_saude.pdf>. Acesso em 9 ago 2021. 

KRATZ, Daniela Barbosa; SILVA, Giancarlos Soares; TENFEN, Adrielli. Deficiência de vitamina D (250H) e seu impacto na qualidade de vida: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Análises Clínicas (RBAC), 2018 Disponível em: <http://www.rbac.org.br/artigos/deficiencia-de-vitamina-d-250h-e-seu-impacto-na-qualidade-de-vida-uma-revisao-de-literatura/>. Acesso em 9 ago 2021.






quinta-feira, 16 de setembro de 2021

O envelhecimento é algo natural


A sociedade ainda possui o estigma que envelhecer significa adoecer, isto é, ficar doente. Todavia isso não é verdade pois o envelhecimento é um processo natural que possui influência de diversos fatores ao longo da vida, como a condição financeira, trabalho, condicionamento físico, a saúde mental dentre muitos outros que podem ter como resultado um envelhecimento saudável ou composto por um acúmulo de doenças. (ABRAz)

O envelhecimento traz algumas limitações, porém com o estímulo de algumas atividades, a qualidade de vida do idoso pode melhorar muito. (SBGG, 2017) 

Algumas dessas atividades são: (SBGG, 2017) 

-A estimulação da cognição

-Exercícios físicos 

-Manutenção de uma alimentação correta 

-O lazer que ajuda a preservar a saúde mental e desestressar

Essas são apenas algumas das diversas atividades que podem preservar a saúde de forma integral e estimular o envelhecimento saudável. (SBGG, 2017) 

Bibliografia:

BRASIL.  Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Envelhecimento não é doença. Disponível em: <https://abraz.org.br/2020/2021/07/23/envelhecimento-nao-e-doenca/> Acesso em: 4 set 2021.

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) . Rio de Janeiro, 31 jan 2017. Envelhecimento não é doença. Confira nota oficial. Disponível em: <https://sbgg.org.br/envelhecer-nao-e-doenca-sbgg-emite-posicionamento-em-retorno-as-colocacoes-expressas-pelo-pesquisador-aubrey-de-grey-que-quer-curar-o-envelhecimento/>. Acesso em 6 set 2021.


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Dicas para cuidar do idoso com desorientação no tempo e espaço


Com o desenvolvimento da Doença de Alzheimer alguns problemas cognitivos se tornam evidentes, como a desorientação no tempo e no espaço que se caracterizam pela dificuldade parcial ou completa de estipular o tempo ou de se localizar no ambiente. (ABRAz, 2020)

A desorientação pode impedir ou dificultar que o idoso desenvolva atividades diárias simples e exige que o cuidador redobre a atenção para com esse idoso, como impedir que ele saia desacompanhado, principalmente para locais que ele não costuma frequentar pois corre o risco dele se perder. (ABRAz)

O ideal é que o idoso tenha sempre consigo uma forma de identificação e de contato como documentos e número de telefone para situações em que se perca, além de utilizar alarmes ou agendas no cotidiano. Pode-se também fazer uso de referências relacionadas ao tempo para que esse idoso consiga se orientar com relação a data e hora. (ABRAz)


Bibliografia:

BRASIL.  Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Identificação e Manejo de Sintomas. Disponível em: <https://abraz.org.br/2020/orientacoes/lidando-com-os-sintomas/>. Acesso em: 4 set 2021.

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Prevenção para a saúde no envelhecimento e na cognição. 30 out 2020. Disponível em: <https://abraz.org.br/2020/2020/10/30/prevenc%CC%A7a%CC%83o-para-a-saude-no-envelhecimento-e-na-cognic%CC%A7a%CC%83o/>. Acesso em: 4 set 2021

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Importância do calendário vacinal para o idoso- Caderneta da pessoa idosa



Durante o processo de envelhecimento ocorrem mudanças no sistema imunológico que podem tornar o idoso mais suscetível a alguma doença infecciosa. A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção de casos graves de doenças infecciosas como a gripe, covid-19 e a febre amarela. (Marinha do Brasil, 2021)

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) trouxe um calendário vacinal  referente ao ano de 2021/2022 para o idoso, este traz uma lista de vacinas que devem estar na rotina do idoso, porém neste texto serão citadas apenas aquelas que estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). (BRASIL, 2021)

As vacinas de rotina são:

1.A vacina contra a Gripe (Influenza) que possui doses anuais;

2.Dupla adulto (difteria e tétano) – dT que deve ser tomada a cada 10 anos;

3. Febre Amarela - Dose única se o idoso nunca foi vacinado

4.Hepatite B -  composta por três doses, no esquema vacinal de 0 - 1 - 6 meses;

5.Pneumocócicas VPP 23 (vacina bacteriana que protege contra doenças como a pneumonia), mas ela só está disponível no SUS para residentes de asilo e pessoas com grupo de risco aumentado.

Para mais informações como o esquema vacinal, outras vacinas e sua disponibilização nas unidades, pode acessar o link: https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-idoso.pdf 

Ou pelo qrcode do CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO SBIm IDOSO 2021/2022: 

Bibliografia:

BRASIL. Ministério Da Defesa. Marinha Do Brasil. A importância da vacinação em idosos. Disponível em: <https://www.marinha.mil.br/saudenaval/vacinaemidosos#:~:text=A%20vacina%C3%A7%C3%A3o%20em%20idosos%20reduz,viral%20aguda%20do%20sistema%20respirat%C3%B3rio>. Acesso em 9 ago 2021. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendário De Vacinação SBIm IDOSO: Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2021/2022. maio 2021. Disponível em: <https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/11/Guia-Geriatria-SBIm-SBGG-3a-ed-2016-2017-160525-web.pdf>. Acesso em: 9 ago 2021. 


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

A comunicação com a pessoa com síndrome demencial



O desenvolvimento de síndromes demenciais como o Alzheimer costuma ser um processo longo e gradativo, todavia ele pode ser dividido em estágios/fases, sendo o último deles a fase tardia quando a perda da memória vai além da memórias recentes, a pessoa acaba perdendo todas as informações sobre si mesma e a capacidade de realizar uma comunicação verbal. (BORN, 2008)

Ao se deparar com uma pessoa nessa situação deve-se avaliar a sua comunicação não verbal que consiste das expressões, dos sons, da postura, dos gestos e demais ações realizadas pelo idoso, pois são muitas vezes com elas que os idosos transmitem sensações como a de desconforto, a dor e a alegria. Todavia, independente de como o idoso se comunique o cuidador precisa estar sempre atento para ter respeito. (BRAGA, CAROZZO, CARDOSO, TEIXEIRA, 2020) 

A comunicação não verbal também é realizada pelo cuidador e por cada indivíduo, afinal mesmo que o idoso não compreenda todas as palavras que lhe são ditas, a forma, o tom, a expressão de quem as fala afetam como a informação será entendida pelo idoso. (BRAGA, CAROZZO, CARDOSO, TEIXEIRA, 2020) 

Sendo assim atitudes como utilizar a violência ou gritar não são efetivas pois apenas transmitem agressividade e medo, então a empatia e a calma do cuidador na hora de passar informações são o diferencial para a forma como o idoso irá receber e proceder diante de alguma informação. (BORN, 2008)


Bibliografia:

BORN. Tomioko. Cuidar Melhor e Evitar a Violência - Manual do Cuidador da Pessoa Idosa. In: Comunicação com a pessoa idosa dementada. Tomiko Born (organizadora) – Brasília : Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2008. Disponível em: <http://www.observatorionacionaldoidoso.fiocruz.br/biblioteca/_manual/12.pdf>. Acesso em: 8 ago 2021.

BRAGA, Rayssa Lima; CAROZZO, Nádia Prazeres Pinheiro; CARDOSO, Bruno Luiz Avelino; TEIXEIRA, Catarina Malcher. Avaliação da comunicação médico-paciente na (Evaluación de la comunicación entre médico y paciente en la) perspectiva de ambos interlocutores. Salud(i)ciencia (Impresa), v.23, n.8, p. 668-672, abr. 2020. Disponível: <https://www.siicsalud.com/dato/sic/238/161155.pdf >. Acesso: 8 ago 2021. 


quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Riscos da permanência prolongada com fraldas




O uso incorreto das fraldas descartáveis em idosos, com um destaque para a sua permanência prolongada, é um dos fatores de risco para desenvolver problemas como infecções, incontinência urinária ou lesões na pele. (USP, 2015)  

Quando usada de forma inapropriada a fralda pode levar as irritações na pele devido a presença das fezes e urina na região, essa irritação faz com que a pessoa coce ou realize algum atrito similar podendo levar a feridas. (USP, 2015)


Alguns cuidados para se ter ao idoso que faz uso de fraldas: 


1.Se atente a situação da fralda a cada 2 horas, pois não existe um tempo específico para cada troca, então se verificar que a fralda se encontra com urina ou fezes deve fazer a higiene do local e realizar a troca da fralda imediatamente; (CAMARGO, 2020)

2.Após higienizar o local, seque a pele e passe algum hidratante, creme ou loção de acordo com a situação da pele, pois são materiais que ajudam a manter a integridade da pele. (CAMARGO, 2020)

O uso da fralda também pode comprometer a autoestima da pessoa idosa, então se ela possuir a capacidade de ir ao banheiro, mesmo que em uma cadeira de banho ou ferramenta similar, estimule essa ação pois promove a independência e a autoestima da pessoa. (CAMARGO, 2020)


Bibliografia: 

GAGGINI, Marcela. Uso de fralda descartável em adulto pode ser prejudicial, aponta estudo da EERP. Universidade de São Paulo. 19 jan 2015. Disponível em: <https://www5.usp.br/noticias/saude-2/uso-de-fralda-descartavel-em-adulto-pode-ser-prejudicial-aponta-estudo-da-eerp/>. Acesso em: 8 ago 2021. 

CAMARGO, Miria Elisabete Bairros; SILVA, Maria Cristina Sant’Anna. CUIDADOS NO USO DE FRALDAS EM PESSOAS IDOSAS: Informações para familiares e cuidadores. Moriá Editora.  Porto Alegre-RS. ed 1. 2020. Disponível em: <https://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Cartilha-Cuidados-no-Uso-de-Fraldas-em-Pessoas-Idosas-2.pdf>. Acesso em: 8 ago 2021.

Bitencourt GR, Alves LAF, Santana RF. Practice of use of diapers in hospitalized adults and elderly: cross-sectional study. Rev Bras Enferm [Internet]. 2018;71(2):343-9. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0341>. Acesso em: 9 ago 2021. 

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Problemas relacionados a infantilização do idoso


O estatuto do idoso considera todos acima de 60 anos como idosos, tendo todos passado pelo processo de envelhecimento que traz consigo algumas adaptações na vida do idoso e de seu cuidador. Contudo, algumas dessas mudanças podem ser prejudiciais para um processo de envelhecimento saudável e interferir no bem estar do idoso, pois podem fragilizar a sua autoestima, podendo levar a inquietações e atritos na convivência. (SANTOS, ALMEIDA, 2002)

A infantilização do idoso é algo que ocorre com muita frequência e pode ser descrita como quando o cuidador menospreza a capacidade de decisão do idoso sobre o seu cuidado ou tratamento, e isso ocorre de forma muito similar a como se trata uma criança, sendo usado diminutivos e expressões infantis durante a comunicação. A infantilização é algo bem comum, porém muitas vezes ocorre de forma não intencional, todavia ela afeta negativamente o idoso podendo levar a traumas e a destruição de sua autoconfiança, além de poder levar o idoso a evitar se comunicar. (SANTOS, CORRÊA, ROLIM, COUTINHO, 2016)

Sendo assim, o ideal é que durante o cuidado exista um diálogo entre o cuidador e idoso, com interesse e respeito sobre as vontades do idoso, sem expressões infantis e principalmente sem o estereótipo de que ao envelhecer o idoso volta a ser uma criança. Ademais, além do respeito procure atividades que estimulem a autonomia do idoso, o faça sentir útil e o empodere de suas ações, mesmo que sejam coisas pequenas do cotidiano como pentear o próprio cabelo. (SANTOS, CORRÊA, ROLIM, COUTINHO, 2016)


Bibliografia:

SANTOS, Maria de Fátima de Souza; ALMEIDA, Ângela Maria de Oliveira. Práticas sociais relativas ao idoso. Temas psicol. vol.10 n.3 Ribeirão Preto dez. 2002. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2002000300004>. Acesso em: 7 ago 2021. 

SANTOS, Rebeca Aranha Arrais e Silva; CORRÊA,  Rita da Graça Carvalhal Frazão; ROLIM, Isaura Letícia Tavares Palmeira; COUTINHO, Nair Portela Silva. Atenção No Cuidado Ao Idoso: Infantilização E Desrespeito À Autonomia Na Assistência De Enfermagem. Rev Pesq Saúde, ed. 17, n.3, p.179-183, set-dez, 2016. Disponível em: <http://www.periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/revistahuufma/article/viewFile/6793/4335>. Acesso em 7 ago 2021. 



 

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Como evitar situações de esquecimento da administração dos medicamentos



A medicação é muito importante para a manutenção e controle de sua saúde, sendo assim se atente a algumas situações, como a forma em que se toma o remédio, o intervalo entre cada ingestão ou uma automedicação. (UFSCAR, 2020)

Caso você ou seu cuidador apresentem problemas de esquecimento com relação aos horários do remédio aqui vão algumas dicas:

1)Configure um alarme/despertador como um lembrete;

2)Utilize aplicativos gratuitos para telefones, alguns exemplos são o  “Lembretes de Remédios e Pílula - Medisafe” e o “Alarme de medicamentos - Lembretes de Remédios”. Esses são apenas algumas das dezenas de aplicativos disponíveis de forma gratuita;

3)Pode usar essa tabela confeccionada pela nossa equipe. Nós fizemos um modelo para uso diário e outro de uso quinzenal, além de colocarmos um modelo de como ser preenchido para que vocês possam usar de referência. 

Por fim, não se esqueça de sempre tomar o seu medicamento em um lugar confortável, de preferência sentado ou de pé para evitar situações como engasgo ou perda do medicamento, e de sempre tomar o seu comprimido acompanhado de água. 

Bibliografia:

BRASIL.Comunicação Social e Científica Para Democratização Da Ciência (Ufscar). Cuidados e Atenção para o Uso de medicamentos por Idosos podem garantir mais efetividade e segurança. 28 ago 2020. Disponível em: <https://www.informasus.ufscar.br/grupo-de-apoio-virtual-a-cuidadores-familiares-de-idosos-com-demencias-e-oferecido-pela-abraz/>. Acesso em: 20 jul 2021.