quarta-feira, 13 de julho de 2022

Obesidade e envelhecimento

 



A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de peso,considerada um problema de saúde pública. Para os idosos podem trazer algumas consequências para a saúde. Ao longo dos anos houve um aumento no número de pessoas obesas. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2017; Instituto de Medicina Sallet, 2019)

A doença pode ser causada pelo sedentarismo, má alimentação e diminuição no ritmo das atividades diárias como no caso dos idosos. O maior acúmulo de gorduras acontece na região abdominal. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2017)

A obesidade acomete mais as mulheres idosas do que os homens. A forma mais comum de se diagnosticar a obesidade é por meio do IMC (peso corporal dividido pela altura ao quadrado), se apresentar um valor acima de 30kg/m2 é considerado uma pessoa obesa.(Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2017; Instituto de Medicina Sallet, 2019)

O indivíduo que apresenta obesidade está mais suscetível a desenvolver diabetes, problemas cardíacos, hipertensão arterial, problemas de locomoção pela dificuldade em andar, depressão, colesterol alto, distúrbios no sono, perda de equilíbrio facilitando as quedas, dificuldades em participar de atividades sociais e prejuízo na qualidade de vida. A obesidade se relaciona não somente a aparência física/estética mas também a problemas emocionais e bem estar físico e mental. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2017; Instituto de Medicina Sallet, 2019)

A prática de exercícios físicos e uma alimentação regulada previnem o ganho de peso, mas dependendo do caso algumas medicações e até mesmo a cirurgia é indicada pelo profissional de saúde que acompanha o paciente.  (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2017


Referências:


Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Obesidade e Envelhecimento. 19 jul. 2017. Disponível em: https://sbgg.org.br/obesidade-e-envelhecimento/ . Acesso em: 26 maio 2022


Instituto de Medicina Sallet. Obesidade na terceira idade: riscos e cuidados. 13 mar. 2019. Disponível em: https://www.sallet.com.br/obesidade-na-terceira-idade-riscos-e-cuidados/#:~:text=A%20obesidade%20em%20idosos%20tamb%C3%A9m%20pode%20favorecer%20o,8%20Esteatose%20hep%C3%A1tica%3B%209%20Gota%3B%2010%20Insufici%C3%AAncia%20renal.  Acesso em: 26 maio  2022



quarta-feira, 6 de julho de 2022

Aumento de casos da COVID-19 em 2022

 



Hoje abordaremos um tema que nos acompanha desde 2020, a COVID-19. 

Nesses dois anos de pandemia tivemos lockdown, distanciamento social, fake news, entre vários outros. Estamos vivenciando no momento um aumento em relação aos casos de Covid no país e isso vem sendo cada vez mais preocupante para a saúde pública do Brasil. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) há pouco mais de um mês a média móvel de casos novos por dia estava na faixa de 12 mil pessoas, e no mês de junho esta taxa está em 31 mil novos casos por dia. (BBC News Brasil, 2022)

Esse aumento ocorre principalmente nas pessoas que estão com uma ou mais doses da vacina atrasadas. A situação ainda não é crítica, mesmo com esse aumento, mas não podemos afrouxar as medidas de segurança, pois trata-se de um vírus que se espalha rapidamente entre os indivíduos. (G1-Globo, 2022)


Visto isso, trouxemos algumas medidas essenciais para prevenção da COVID-19. (GOV-MS, 2021)

1)Usar máscara facial te protege de ser exposto ao vírus

2)Distanciamento entre as pessoas é fundamental (pelo menos 1 metro de distância)

3)Higienizar as mãos

4)Evitar aglomerações 

Por fim, é de suma importância que a população se vacine não apenas para a própria proteção, mas também para a proteção do coletivo. Saber analisar fontes confiáveis e buscar referências válidas é um divisor de águas para obter informações seguras. Vacinem-se e salvem vidas!  (GOV-MS, 2021)


Referências:


BIERNATH, André. 4ª onda de covid: como se proteger diante de aumento de casos no Brasil. BBC News Brasil. 3 jun 2022. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-61683211>. Acesso em: 15 junho 2022.

G1-Globo. Aumento de casos de Covid é principalmente na população com doses atrasadas’, diz pesquisador sobre maior contaminação no RN. Rio Grande do Norte, 14 jun 2022. Disponível em: <https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2022/06/14/aumento-de-casos-de-covid-e-principalmente-na-populacao-com-doses-atrasadas-diz-pesquisador-sobre-maior-contaminacao-no-rn.ghtml >. Acesso em: 15 junho 2022.

BRASIL. Governo Federal - Ministério da Saúde (GOV-MS). Como se proteger?. 8 abr 2021. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/como-se-proteger>. Acesso em: 15 junho 2022.


quarta-feira, 29 de junho de 2022

Julho amarelo - Conscientização das hepatites virais para os idosos

 


Os casos de hepatites virais em idosos estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano, principalmente as hepatites B e C. Doenças hepáticas avançadas como por exemplo a cirrose hepática e a hepatocarcinoma estão tornando-se um problema de saúde pública mundial. (TARCHA, 2018)

Com isso em mente, o Ministério da Saúde criou o Julho Amarelo, que é uma política pública de saúde que realiza campanhas trazendo a importância e as formas de prevenir e controlar as hepatites virais, além de sua importância para a saúde e bem-estar. Isso pode ser feito através de detecção precoce dos casos de hepatites virais nos idosos. (DA SILVA, 2018) 

Existem várias formas de contágio para as Hepatites, como: feco-oral, relação sexual desprotegida, contato sanguíneo, objetos perfurocortantes, etc. É válido reforçar que o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento para todos os tipos de Hepatites. (BVSMS, 2022)

Portanto, para se prevenir das hepatites A e B, a melhor escolha é a vacinação. Já para a hepatite C, a melhor escolha é a prevenção: usar preservativo nas relações sexuais, por exemplo. A vacina da hepatite B serve para a Hepatite D e a melhor forma de evitar a hepatite E é melhorando as condições de saneamento básico e de higiene. (SBGG-SP, 2017)


Referências:


BRASIL. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde (BVSMS). Julho Amarelo: Mês de luta contra as hepatites virais. 2022. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/julho-amarelo-mes-de-luta-contra-as-hepatites-virais/> Acesso em: 14 junho 2022

DA SILVA; José Felipe Costa, et al. Hepatites virais na terceira idade: casos do Rio Grande do Norte, Brasil. Brazilian Journal of Health Review, v.1, n1, 2018. Disponível em: <https://www.brazilianjournals.com/index.php/BJHR/article/view/547/470> Acesso em: 14 junho 2022.

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - São Paulo (SBGG-SP). Crescem os casos de hepatites entre os idosos. 2017. Disponível em: <https://www.sbgg-sp.com.br/crescem-os-casos-de-hepatites-entre-os-idosos/>. Acesso em: 14 junho 2022.

TARCHA, Noemi Iannone. Prevalência e fatores associados à infecção pelo Vírus da Hepatite B entre idosos do município de São Paulo, Brasil: estudo SABE. [Dissertação de Mestrado]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. São Paulo, 2018. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-03102018-082714/>. DOI 10.11606/D.6.2019.tde-03102018-082714. Acesso em: 14 jun 2022.



quarta-feira, 22 de junho de 2022

Prevenção de quedas entre os idosos:

 



A queda pode alterar a capacidade funcional do idoso interferindo na autonomia e independência do mesmo. As consequências mais encontradas em relação a quedas no idosos foram fraturas nos membros inferiores ou superiores que podem direcionar para cirurgias. Muitos idosos após sofrerem quedas ficam acamados, imobilizados e até mesmo incapacitados para a realização de suas tarefas. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG),2015)

A queda pode ser ocasionada pelos fatores intrínsecos e extrínsecos. Os fatores intrínsecos são associados a processos fisiológicos ou patológicos do envelhecimento como Doença de Parkinson, postura, equilíbrio, perda de consciência entre outros. Os fatores extrínsecos podem se associar ao ambiente, os pisos, tapetes, calçados inapropriados, escadas, móveis pelo caminho e outros. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG),2015; PELZER, Marlene, 2010)

É importante analisarmos a capacidade funcional, a autonomia e independência que são aspectos importantes na determinação das quedas. Com a ocorrência da mesma há uma redução na autonomia, exigindo um cuidado como levantar o idoso da cama, locomover ele até o outro cômodo, dar banho na pessoa idosa, cuidar das suas finanças e demais situações. É importante que o profissional compreenda o motivo da queda adotando medidas que reduzam a ocorrência da mesma. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG),2015; PELZER, Marlene, 2010)

Medidas para prevenir a queda: (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG),2015;

1- Prevenção de saúde dos idosos: 

→ Realizar cuidados relacionados à capacidade funcional do idoso como a manutenção de suas habilidades motoras e cognitivas

2- Hábitos de vida saudáveis

→ É essencial que os idosos tenham uma alimentação equilibrada e saudável. Muitas vezes é necessário uma adequação frente às novas necessidades nutricionais. Além da realização de exercícios físicos, abstenção do fumo, redução do consumo de álcool e cuidados em relação a hidratação deste idoso.

3- Proporcionar um ambiente seguro:

→ Ambientes com boa iluminação, uso de pisos antiderrapante, fixar as estantes, evitar a presença de objetos ao redor da cama, do corredor e próximo às portas, evitar o uso de tapetes, aderir os móveis de fácil acesso, manter barras de segurança perto do box e vaso sanitário. Além de promover um conforto voltado para a privacidade e individualidade do idoso. 

4- Promover o fortalecimento do sistema músculo esquelético:

→ Abstenção do fumo e álcool,ingestão de cálcio, educação quanto ao risco da inatividade física, banhos de sol para ativar a vitamina D e outras que promovem hábitos de vida saudável.

A cada ano, 30 a 40% dos idosos sofrem queda, e as consequências negativas podem ultrapassar os limites físicos, gerando repercussões psíquicas e sociais.  Porém é necessário haver um acompanhamento da equipe de enfermagem que deve entender a situação da família como a questão financeira. O enfermeiro deve promover ações de reeducação alimentar junto com a reorganização da moradia proporcionando uma rede de apoio para o idoso em questão e para a sua família. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG),2015; PELZER, Marlene, 2010)


Referências:


Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Quedas: Uma questão de prevenção. , [S. l.], p. 1, 17 abr. 2015. Disponível em: https://sbgg.org.br/quedas-uma-questao-de-prevencao/. Acesso em: 3 maio 2022.



PELZER, Marlene et al. Cuidado de enfermagem para prevenção de quedas em idosos: proposta para ação. Revista Brasileira de Enfermagem (REBEN), [S. l.], p. 1, 12 dez. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/qDBybTFzw8FMzKVfrhLsRzz/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 3 maio 2022.





quarta-feira, 15 de junho de 2022

Diferença entre tristeza e depressão

 


A depressão se relaciona a uma situação de adoecimento comum e grave que atinge milhares de pessoas no mundo, ela afeta negativamente nos pensamentos, sentimentos e ação das pessoas. O indivíduo sente uma tristeza profunda e acaba não tendo vontade de realizar atividades que antes lhe dava prazer. Podem ocorrer alterações no sono, na alimentação, na produtividade, dificuldade de concentração, cansaço extremo, humor deprimido, sensação de inutilidade e culpa, medo, pensamentos de mortes, dificuldade de interação no meio social entre outros. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2014; American Psychiatry Association, 2020) 

A depressão acontece com elevada proporção na população idosa devendo ser diagnosticada e abordada com tratamento adequado para cada pessoa. A recuperação pode ser com base nas medicações, psicoterapia com profissionais especializados, autoajuda e enfrentamento por meio de  atividades que lhe proporcionem sensação de bem estar, assim como, conversar com pessoas de sua confiança, obter hábitos alimentares saudáveis e praticar exercícios físicos. Essas atitudes podem melhorar o quadro clínico da pessoa que passa por depressão. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2014; American Psychiatry Association, 2020) 

Já a tristeza se relaciona como um sentimento e experiências que a pessoa possui dificuldade de superar, podendo ser a perda de um emprego, o término de um relacionamento e até a morte de um ente querido. Essas situações podem ocasionar luto e tristeza profunda. O processo do luto pode existir e é percebido de maneira individualizada para cada pessoa, mas ficar triste não é o mesmo que possuir a depressão. (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), 2014; American Psychiatry Association, 2020) 

Se você se encontra com sintomas de depressão procure ajuda e lembre-se: a depressão é uma doença que precisa de tratamento.


Referências:


Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Diferenças entre tristeza e depressão. 19 fev. 2014 . Disponível em: https://sbgg.org.br/diferencas-entre-tristeza-e-depressao/. Acesso em: 19 maio 2022.

American Psychiatry Association, O que é depressão [S. l.], p. 1, 9 out. 2020. Disponível em: https://www.psychiatry.org/patients-families/depression/what-is-depression. Acesso em: 19 maio 2022.







quarta-feira, 8 de junho de 2022

Sintomas e fatores de risco de infecção urinária em idosos

 


A infecção urinária é um problema comum na população, sendo segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, prevalente em 20% das mulheres e 10% dos homens idosos. Embora, nesse grupo, devido a sua baixa imunidade eles possam não apresentar os sintomas clássicos da infecção presente em outras faixas etárias. (Revista Veja Saúde, 2017)

O idoso com Alzheimer tende a ter maiores chances de desenvolver infecção urinária devido ao possível esforço para urinar ou urinar sem conseguir esvaziar a bexiga completamente. (SBU-SP, 2022)

Sendo assim o idoso e seu cuidador devem se atentar a sintomas e fatores de risco, como: (Estratégias do Alzheimer, 2021)

1)Características como coloração e o odor da urina, se atentando a frequência das idas ao banheiro;

2)A falta de apetite e mudanças de humor, observando também os relatos e reclamações desse idoso;

3)Os idosos com Alzheimer podem ter a perda cognitiva;

4)O uso de fraldas geriátricas deve ser feito com atenção, pois o seu uso prolongado pode aumentar as chances de infecção;

5)A higiene íntima de forma geral é muito importante, porém deve ser feita da forma apropriada, pois esta pode desequilibrar a microbiota daquela região, deixando este idoso mais suscetível a infecções.

Se suspeitar de infecções, busque seu geriatra ou urologista para realizar exames e se cuidem.

Bibliografia:

FRANÇA, Wagner. Alzheimer e função miccional. Sociedade Brasileira de Urologia - São Paulo. (SBU-SP), 2022.. Disponível em: <https://sbu-sp.org.br/publico/alzheimer-e-funcao-miccional/#:~:text=Na%20fase%20mais%20avan%C3%A7ada%20desta,repeti%C3%A7%C3%A3o%20e%20at%C3%A9%20insufici%C3%AAncia%20renal.>. Acesso em 15 maio 2022.

GODINHO, Marcelo. Infecção urinária em idosos. Estratégias do Alzheimer. 2021. Disponível em: <https://estrategiasdoalzheimer.com.br/infeccao-urinaria-em-idosos/>. Acesso em: 15 maio 2022.

HOFMEISTER, Naira; LISBOA, Silvia; ORTIZ, Juan. Como o corpo dos idosos reage a uma infecção urinária?. Revista Veja Saúde,  3 out 2017. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/medicina/como-o-corpo-dos-idosos-reage-a-uma-infeccao-urinaria/>. Acesso em 15 maio 2022.





quarta-feira, 1 de junho de 2022

Alguns cuidados com o idoso que possui Parkinson

 


A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica que afeta principalmente os idosos, sendo sua principal complicação relacionada a problemas de locomoção e instabilidade na postura, podendo afetar também a memória, humor dentre outros. Essas mudanças podem deixar o idoso e seu cuidador ansiosos perante a convivência e adaptação a esse novo cenário (NUNES, et al, 2020)

Algumas dicas de cuidado para o idoso com o Mal de Parkinson são: (OLIVEIRA, 2020)

1)Cuidados com o ambiente, pois como esse idoso tende a ter riscos de queda é importante a utilização de pisos antiderrapantes, sua circulação em áreas planas, se possível barra de apoio nos cômodos (OLIVEIRA, 2020);

2)Momentos de lazer, onde se possível haja interações entre a família e o idoso, para minimizar o isolamento que a doença pode vir a causar, mantendo a sua qualidade de vida, diminuindo a ansiedade e o risco de depressão (OLIVEIRA, 2020);

3)Converse com o seu Geriatra, para ver a possibilidade de junto aos medicamentos padrões, possa fazer uso de um tratamento complementar que além de minimizar o avanço da doença, forneça uma melhor adaptação à nova realidade e estimule o vínculo do idoso com o seu cuidador (NUNES, et al, 2020);

4)O cuidador deve fazer o possível para que esse idoso consiga realizar as atividades diárias básicas com o máximo de autonomia, tornando o ambiente cotidiano mais seguro para que esse idoso possa ter o máximo de autonomia ao realizar tais atividades (OLIVEIRA, 2020).


Bibliografia: 

OLIVEIRA, Camila Izabela de. Mal de Parkinson: 8 formas do cuidador de idosos ajudar no tratamento. AC Vidas Cuidadores. jul 2020. Disponível em: <https://acvida.com.br/familias/cuidador-de-idosos-e-o-mal-de-parkinson/>. Acesso em: 23 maio 2022.

NUNES, Simony Fabíola Lopes et al. Cuidado na doença de Parkinson: padrões de resposta do cuidador familiar de idosos1. Saúde e Sociedade [online]. 2020, v. 29, n. 4. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-12902020200511>. Acessado: 23 Maio 2022.





quarta-feira, 25 de maio de 2022

Efeito da arteterapia para os idosos com doença de Alzheimer

 


Ao ser diagnosticado com a doença de Alzheimer é comum logo iniciar-se um tratamento farmacológico, porém além deste, também é recomendado o tratamento não farmacológico através de atividades que estimulem a cognição, a interação social, a parte física, dentre outros determinantes para o tratamento da doença. (CARVALHO; MAGALHÃES; PEDROSO, 2016)

A arteterapia consiste de um dos tratamentos não medicamentosos mais utilizados para a doença de Alzheimer, onde este pode ser representado pelo uso de músicas, pinturas, desenhos, dança, teatro e similares. A arte utilizada varia de acordo com a realidade do seu público, sendo o objetivo promover uma interação do idoso com as atividades e com o grupo, um resgate das memórias de curto a longo prazo, além das suas habilidades motoras. (SILVA; CAETANO; SILVEIRA; JUNQUEIRA, 2019)

Aqui vão 2 dicas sobre a arteterapia para o idoso com Alzheimer: (Alzheimer360, 2017)

1)Sempre considere o idoso ou grupo em que você está realizando a terapia para decidir qual arte irá utilizar, podendo um grupo grande ser subdividido em grupos pequenos dependendo do interesse de cada indivíduo;

2)A arte pode ser praticada em família ou com grupos de apoio, e isso é importante para estimular a relação social, além disso, é relevante incentivar através de elogios que este idoso e sua família continuem realizando as atividades.


Referências:

Alzheimer360. 6 Dicas Sobre Arteterapia Para Aumentar A Felicidade Da Pessoa Com Alzheimer. 27 fev 2017. Disponível em: <http://alzheimer360.com/arteterapia-alzheimer/>. Acesso em: 18 maio 2022.

CARVALHO, Paula Danielle Palheta; MAGALHÃES, Celina Maria Colino; PEDROSO, Janari da Silva. Tratamentos não farmacológicos que melhoram a qualidade de vida de idosos com doença de Alzheimer: uma revisão sistemática. J. bras. psiquiatr. v.65, n.4, out-dez 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/0047-2085000000142  Disponível em: <https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/JfTFw7sN8ZrBQpj58LVffYN/?lang=pt >. Acesso em: 18 maio 2022.

SILVA, Felipe Santos da; CAETANO, Liandra Aparecida Orlando; SILVEIRA, Claudia Alexandra Bolela  e  JUNQUEIRA, Camila Rodrigues Alves. A intervenção grupal e o uso da arte como ferramentas produtivas para pessoas com Alzheimer. Vínculo [online]. 2019, vol.16, n.2, pp. 88-109. ISSN 1806-2490.  DOI: http://dx.doi.org/10.32467/issn.19982-1492v16n2p88-109. Acesso em: 18 maio 2022.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

Alguns cuidados com o idoso com osteoporose

 




A osteoporose é uma doença silenciosa caracterizada pela perda da densidade do osso, isto é, o osso fica mais mais fino e poroso, o que pode ser comparado com uma madeira que está sendo devorada por cupins, onde o material fica cada vez mais frágil podendo se quebrar. (Secretaria de Saúde, 2019)

Como o osso é responsável pela sustentação do corpo, à medida que ele fica frágil ele pode se romper ocasionando quedas, fraturas ou deformações. Os locais mais comuns atingidos pela doença são a coluna, o fêmur, o punho e o braço. (SBEM, 2009)

Existem alguns fatores de risco para a osteoporose como o histórico familiar, uma alimentação com pouco ou nenhum cálcio e vitamina D, o sedentarismo, a menopausa precoce dentre outros, e a forma mais comum para se avaliar a presença ou não de osteoporose é o exame de densidade óssea (densitometria óssea). (BOLSTER, 2021)

Alguns cuidados para se ter com o idoso portador de osteoporose são: (Secretaria de Saúde, 2019)

1)Uma alimentação rica em cálcio e em Vitamina D, como leite e derivados, carnes, peixes, nozes dentre outros;

2)Uma exposição ao sol da manhã, e se necessário o uso de suplementos vitamínicos de Cálcio e Vitamina D; 

3)Evite o uso de tapetes pela casa ou deixar materiais perfurocortantes desprotegidos;

4)Faça uso de fitas ou pisos antiderrapantes;

5)Deixe uma fonte luminosa perto do idoso para evitar que ele ande no escuro para acender o interruptor.

Um dica de prevenção: (BOLSTER, 2021)

Ao longo da vida mantenha uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, faça exercícios que estimulem o tônus muscular como caminhadas, exercícios de levantamento de pesos leves, andar de bicicletas dentre outros.


Bibliografia:

BOLSTER, Marcy B. Osteoporose.  Manual MSD: Versão Saúde para a Familia, jul 2021. Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-%C3%B3sseos,-articulares-e-musculares/osteoporose/osteoporose>. Acesso em 11 mar 2022.

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 10 coisas que você precisa saber sobre a osteoporose. 10 jun 2009. Disponível em: <https://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-osteoporose/>. Acesso em 11 mar 2022.

BRASIL. Governo do Estado do Rio de Janeiro. Secretária de Saúde. Osteoporose: saiba mais sobre a doença e sobre como se proteger. 2 jan 2019. Disponível em: <https://www.saude.rj.gov.br/atividade-na-terceira-idade/noticias/2019/01/osteoporose-saiba-mais-sobre-a-doenca-e-sobre-como-se-proteger#:~:text=A%20osteoporose%20%C3%A9%20a%20principal,aumentando%20a%20possibilidade%20de%20fraturas.>. Acesso em: 11 mar 2022.


quarta-feira, 11 de maio de 2022

Adesão medicamentosa dos idosos e seus cuidadores

 




Hoje cerca de 80% da população idosa precisa fazer uso de pelo menos 1 medicamento por dia e podem depender de seus cuidadores para auxiliá-los com a hora e o contexto no momento da medicação. (Maciel et al, 2019)

A população idosa é aquela que mais faz uso de medicamentos, em quantidade e variedade, devido a doenças como hipertensão, diabetes, Alzheimer, doenças renais dentre outras. A forma correta no momento de se tomar o medicamento é muito importante para a manutenção e controle de sua saúde, com isso, a adesão que o idoso tem a um tratamento interfere diretamente em seu resultado. (SCHONROCK; COSTA; BENDER; LINARTEVICHI, 2021)

Existem alguns fatores que podem diminuir a adesão do idoso a medicação, como: (Maciel et al, 2019)

1)Estado mental - doenças neurodegenerativas tendem a levar a confusão e/ou perda de memória, fazendo com que o idoso dependa ativamente de seu cuidador para receber os seu remédios corretamente;

2)O profissional de saúde - a forma como o profissional se comunica e explica ao idoso e seu cuidador como se tomar o medicamento facilita que estes façam uso dos remédios corretamente;  

3)O sistema de saúde - devido a fatores socioeconômicos, pode ocorrer do idoso não conseguir comprar os remédios necessários, sendo assim ele dependerá dos remédios disponíveis de forma gratuita na unidade de saúde perto de sua casa.


Referências:

Maciel NF, Carneiro LBP, Real APB, Castro BSR, Amorim FM, Lopes GJ, et al. Frequency of low adherence and related factors in older adults treated in Ponto dos Volantes, in the Jequitinhonha Valley. Geriatr Gerontol Aging. v.13, p.11-16, 2019. Disponível em: <https://ggaging.com/details/509/pt-BR>. Acesso em: 5 abr 2022.

SCHONROCK, G.; COSTA, L.; BENDER, S.; LINARTEVICHI, V. Adesão Ao Tratamento Medicamentoso De Pacientes Idosos Hipertensos Em Uma Unidade De Saúde Da Família Em Cascavel Paraná. FAG JOURNAL OF HEALTH (FJH), v. 3, n. 1, p. 29-33, 2 mar. 2021. Disponível em: <http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/view/3025> Acesso em: 5 abr 2022.


quarta-feira, 4 de maio de 2022

Consumo de álcool na velhice

 




O alcoolismo é um dos principais problemas de saúde pública mundial e está enraizado na cultura brasileira. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo comprovou que a cada 10 idosos, 1 faz o uso excessivo de bebida alcoólica. Muitas razões são associadas a ingestão de bebida alcoólica por parte dos idosos dentre elas; o abandono, questões financeiras, aposentadoria e até mesmo a pandemia do covid-19 (SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA (SBGG) 2021; MEIRELLES, Katia; 2017)

O consumo de álcool gera dependências e afeta tanto o indivíduo como todos os que estão à sua volta, como sua família e amigos. Dentre os problemas ocasionados pelo álcool estão: quedas, gastrite, cirroses, problemas cardiovasculares e circulatórios, câncer, além da violência e acidentes que podem ser provocados pela pessoa que está sob o efeito da droga. Quanto mais cedo o indivíduo começar a ingerir bebida alcoólica, mais chances ele tem de se tornar um dependente químico (SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA (SBGG) 2021; (SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA (SBGG),  2018)

Os idosos muitas vezes tendem a usar certos medicamentos e o consumo do álcool pode agravar as doenças que o idoso já é portador, como também aumentar os riscos para outros problemas de saúde como o Acidente vascular cerebral e a demência (SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA (SBGG), 2018)

Dentre os idosos, os homens são os que mais ingerem bebida alcoólica quando comparado às mulheres. O uso prolongado dessa substância pode  ocasionar déficits no funcionamento intelectual e no comportamento dos indivíduos e levar ao envelhecimento prematuro do cérebro. (MEIRELLES, Katia; 2017; SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA (SBGG), 2018)

Fique atento quanto ao consumo de álcool entre os idosos, ofereça uma rede de apoio e em caso haja necessidade procure um especialista. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA (SBGG),2021

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). O consumo excessivo de álcool na velhice. [S. l.], p. 1, 23 dez. 2021. Disponível em: https://sbgg.org.br/o-consumo-excessivo-de-alcool-na-velhice/. Acesso em: 9 mar. 2022.

MEIRELLES, Kátia. Velhice e Alcoolismo. Portal do envelhecimento e longeviver, [S. l.], p. 1, 17 set. 2017. Disponível em: https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/velhice-e-alcoolismo/. Acesso em: 9 mar. 2022.  (Meirelles, 2017)

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Idosos consomem quase cinco vezes mais álcool do que a média nacional. [S. l.], p. 1, 29 jan. 2018. Disponível em: https://sbgg.org.br/idosos-consumem-quase-cinco-vezes-mais-alcool-que-a-media-nacional/. Acesso em: 9 mar. 2022.