quinta-feira, 25 de julho de 2019

CUIDADO PROFISSIONAL E INSTITUCIONALIZAÇÃO

Muitas famílias optam pela institucionalização do idoso com doença de Alzheimer, e essa é uma decisão que deve ser respeitada e pode ser uma alternativa que garanta a qualidade na assistência da pessoa com o diagnóstico, principalmente quando os familiares não têm tempo para exercer tais compromissos. 

Para isso, alguns cuidados devem ser tomados ao querer institucionalizar o idoso com DA (Doença de Alzheimer), como: 

    - Verificar se a instituição está devidamente registrada nos órgãos competentes e as referências quanto aos seus credenciamentos;
  
         -Certificar sobre os recursos humanos que estão disponíveis na instituição, se o quadro de profissionais é suficiente para atender adequadamente a quantidade de pacientes institucionalizados e quais os serviços especializados que oferece;

- Confirmar se o pessoal é treinado para a assistência de pessoas com demência e se a instituição já atende outros pacientes com doença de Alzheimer;

-
Observar como é o tratamento dos funcionários dispensado às pessoas que estão institucionalizadas. Visite a instituição;

  
   -  É importante visitar a instituição em horários do almoço e lanche para observar como a refeição é oferecida ao doente bem como a qualidade nutricional e higiene da cozinha;

- Visite todas as dependências da instituição (especialmente a cozinha, banheiros e dormitórios) e certifique-se sobre os cuidados com a limpeza, como é feita a distribuição dos quartos, das áreas comuns, das condições de ventilação, iluminação e sanitárias em geral;

- Consulte os responsáveis sobre quais são os cuidados com a segurança do paciente (corrimão nas escadas, barras de segurança nos banheiros, tipo de pisos), instalações elétricas;


-  Antes de optar por alguma instituição a família deve fazer visitas nos horários em que outros familiares estiverem presentes para pesquisar satisfação.



BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Orientações a cuidadores: Segurança. Disponível em : http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/cuidado-profissional-e-institucionalizacao/institucionalizacao/. Acesso em 29 de junho de 2019. 



terça-feira, 16 de julho de 2019

ACOMPANHAMENTO COTIDIANO: ALIMENTAÇÃO




Ao contrário do que ocorre com outras doenças crônicas como: Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, que exigem uma dieta mais rigorosa, na Doença de Alzheimer, não há uma restrição de um ou mais alimentos que irá se aplicar a todos os pacientes. A dieta poderá ser feita por um profissional da saúde capacitado, com o olhar individualizado para cada paciente, ou seja, a dieta de um paciente com Doença de Alzheimer pode não ser a mesma que de um outro paciente, pois irá depender do que os pacientes irão apresentar como consequência da doença.

A boa nutrição é muito importante para a saúde geral e também para o funcionamento cerebral e, além disso, o idoso também precisa de uma dieta balanceada para que não haja excesso ou carência de algum tipo de nutriente.

São comuns queixas que envolvem alterações no apetite do idoso com doença de Alzheimer, como perda de peso ou fome exagerada. Em ambos os casos o monitoramento da família e/ou do cuidador, deve ser realizado para favorecer uma alimentação adequada.

Deve-se sempre conferir a temperatura dos alimentos, pois alimentos muito quentes podem provocar queimaduras na boca e na língua do paciente. Uma alternativa para isso, é a utilização de prato térmico, para evitar que a comida esfrie enquanto ele se alimenta. A perda de peso geralmente está associada a alterações no apetite, dificuldades cognitivas ou questões físicas, portanto deve-se controlar essa perda de peso em casa ou em uma farmácia, pois é mais fácil prevenir a perda de peso que reverter um quadro de desnutrição. Segue abaixo alguns cuidados a serem tomados ao idoso com doença de Alzheimer acerca da perda de peso e das questões físicas.









PERDA DE PESO
1)Estimular alimentação com uso de utensílios coloridos e alimentos de cores diferentes;
2)Optar por alimentos que possam ser manipulados com as mãos, para aumentar o interesse pelo contato;
3)Servir pequenas porções por vez;




QUESTÕES FÍSICAS
(queimaduras, lesões, dor)
1)Cortar os alimentos em pequenos pedações;
2)Se necessário, triture os alimentos;
3) Examinar a boca do paciente para ver se tem alguma lesão;
4) Perguntar se sente dor ao deglutir tal alimento e/ou liquído;




Referência

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Orientações a cuidadores: alimentação. Disponível em :http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/acompanhamento-cotidiano/alimentacao/.  Acesso em 25 de junho de 2019.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

LIDANDO COM OS SINTOMAS: ALTERAÇÕES DO COMPORTAMENTO


Pessoas com Doença de Alzheimer podem passar a se comportar de maneira incomum, porém essas mudanças não costumam acontecer de imediato e por isso até mesmo o diagnóstico da doença tende a ser um pouco mais tardio. A pessoa com Doença de Alzheimer perde uma série de funções que interferem em sua percepção e, devido a isso, deve-se ficar atento para comunicações harmoniosas e evitar conflitos, para poupar desgaste emocional tanto do paciente como do cuidador (BRASIL, 2019).

        É comum que o paciente portador de Alzheimer tenha insônia, invertendo o dia pela noite e isso causa um desgaste no cuidador, principalmente porque o paciente precisará da atenção do seu cuidador. Delírio também é um sintoma presente nesta patologia, e o mesmo baseia-se no fato de que o portador faz uma interpretação irreal da realidade, tendendo a buscar explicações ou a desconfiar do que lhe dizem.

         Na fase avançada da doença, o portador pode passar a ter alucinações (visuais, auditivas, táteis e coisas que não existem). Além disso, a sexualidade pode ficar exacerbada, e isso põe tanto o cuidador como o paciente em situações extremamente constrangedoras. Abaixo segue uma tabela das alterações mais comuns e seus respectivos cuidados.
Alterações
Cuidados


Insônia
1)Motivá-lo a caminhar e fazer outras atividades físicas durante o dia;
2)Certificar-se de que a cama e as roupas para dormir são confortáveis;
3)Evitar que durma durante o dia, promovendo atividades agradáveis
Delírios
1)Explicar o que está acontecendo e que ninguém quer fazer mal ao paciente;
2)Dar parâmetros de realidade explicitando fatos;
3)Manter a postura calma e a voz tranquila e, se nada parecer funcionar, tente distrair o paciente com assunto ou atividade agradável e de seu interesse.
Alucinações
1)Não discutir com o paciente sobre a veracidade do que ele está vendo ou ouvindo;
2)Quando o paciente mostrar medo, conforte-o com voz calma e segure sua mão para transmitir-lhe segurança;


Sexualização Exacerbada
1)Evitar ocasiões que possam favorecer a estimulação sexual, com especial cuidado nas situações que envolvem a higiene do paciente;
2)Colocar limite claro diante do exagero

Perambulação
1)Verifique se a casa está segura (tapetes, escadas, piscina) e se o paciente está usando calçados adequados, visando a evitar quedas;
2)Dificulte a saída do paciente sozinho da casa;
3)Coloque no vestuário do paciente etiquetas internas ou cartões com sua identificação: nome, endereço e número de telefone;


Ansiedade
1)Estimule a autonomia com segurança;
2)Mantenha um ambiente calmo, agradável, seguro e com rotina organizada;
3)Cuide do tom de voz e do ambiente, evitando agitações desnecessárias.

Depressão
1)Proporcione maior acolhimento ao paciente;
2)Fique atento à alimentação, sono e hidratação do paciente;

Agressividade
1)Propor atividades como caminhar ou ver fotos antigas;
2)Procurar descobrir o motivo da reação agressiva e evite repetir a situação;
3)Chame a atenção do paciente para algo que possa ajudar a acalmá-lo.

Referência

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Alterações do comportamento. Disponível em: http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/lidando-com-os-sintomas/alteracoes-de-comportamento/. Acesso em 24 de junho de 2019.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

O ENVELHECIMENTO E A MANUTENÇÃO DAS ATIVIDADES DIÁRIAS


Ainda que, seja de conhecimento que o envelhecimento traz consigo uma gama de dificuldades para aquele que está passando por esse processo, é possível viver uma vida com manutenção da autonomia e independência. O envelhecimento traz consigo as alterações físicas, psíquicas e emocionais a que estamos sujeitos ao envelhecer acabam por limitar a nossa capacidade de executar, desde as mais elaboradas até as pequenas e simples tarefas do nosso cotidiano. 

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer, são fases da vida biológico do ser humano, portanto, é preciso encarar o envelhecimento não como algo que se deve evitar, mas como um processo que deve ser planejado com critérios.
Para se manter ativo e com autonomia devemos:

 - ACEITAR E ENTENDER QUE ENVELHECER É ALGO NATURAL;
-MUDAR NOSSOS HÁBITOS DE VIDA PARA PROMOVER A NOSSA SAÚDE;
-REALIZAR PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA REGULARMENTE;
-FAZER PARTE DE ATIVIDADES SOCIAIS;
- REALIZAR AVALIAÇÕES DE SAÚDE PERIODICAMENTE;
-EXERCITAR A MEMÓRIA;
-TRABALAHAR A ESPIRITUALIDADE;


“viver a vida de forma ativa, participativa e produtiva, aproveitando-a com serenidade, consciência e plenitude, mas sempre com a certeza de que somos seres frágeis e incompletos” (BRASIL, 2019).


REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Como o idoso pode manter a capacidade de realizar as atividades do dia a dia? Disponível em: https://sbgg.org.br/como-o-idoso-pode-manter-a-capacidade-de-realizar-as-atividades-do-dia-a-dia/. Acesso em 28 de maio de 2019.



sexta-feira, 14 de junho de 2019

CUIDADOR DE IDOSO: COMO ESCOLHER?


Em setembro de 2012, o Senado aprovou o projeto de lei 284/11 que havia sido encaminhado para a Câmara dos Deputados. O projeto sugere que o cuidador seja:

 -MAIOR DE 18 ANOS;

- COM ENSINO FUNDAMENTAL COMPLETO;

-COM CERTIFICADO DE CURSO DE CUIDADOR DE IDOSO CONTENDO NO MÍNIMO 160 HORAS DE AULA EM INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.


Ou seja, não é todo mundo que pode ser cuidador de idoso, há critério para isso, pois durante o curso de cuidador de idoso é passado todo o conhecimento necessário para que o cuidador ao concluir o curso pode ter adquirido competências necessárias para assumir tal cargo.


 Além desses requisitos, é interessante ter uma entrevista com os pretendentes antes de assumirem o cargo. Pois na entrevista, pode-se colher informações como o histórico de trabalho daquele profissional e ter referência de outras famílias onde tenha trabalhado.

Deve-se atentar se o candidato possui um certificado de curso, em instituição qualificada, cuja grade tenha sido composta por conteúdos que abordem importantes questões sobre como cuidar de uma pessoa idosa.


Questionar sobre os motivos que levaram aquela pessoa a tornar-se um cuidador de idosos. Esclarecer sobre o grau de dependência do idoso, observando se a pessoa está apta para executar tarefas como banho, alimentação, companhia entre outras coisas. 


Após o início das atividades, é muito importante observar o comportamento do idoso, pois mesmo os acamados, com dificuldade de expressão, se comunicam por gestos e olhares. Mudanças repentinas de comportamento devem ser avaliadas.

Importante também conversar com esse cuidador buscando, sempre, informações sobre o dia de trabalho e sobre o comportamento do idoso.


Para que todo esse processo seja algo efetivo, é fundamental que se realizem acordos prévios como: carga horária do cuidador com o idoso, realização de atividades, respeito aos direitos trabalhista como: folga, salário justo, férias. 

REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: cuidador de idoso: como escolher? Disponível em: https://sbgg.org.br/cuidadores-de-idosos-como-escolher/. Acesso em 27 de maio de 2019.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

NOTA DE ESCLARECIMENTO: TODA DEMÊNCIA É ALZHEIMER?



Sabe-se que a falha na memória é uma das queixas mais comuns entre os idosos, sendo aproximadamente 50% das queixas. Os idosos tendem a relatar dificuldade de lembrar nomes, números de telefone, e palavras. Porém, nem todos apresentam uma doença de base que afete a memória.

Inúmeros fatores como: visão, audição, concentração, atenção, motivação, humor e até mesmo a cultura podem influenciar na memória, sendo assim, é necessária uma integração de todos esses fatores para se manter uma boa memória.

Há vários tipos de demências e a doença de Alzheimer é apenas uma delas, pois há também a Demência Vascular que pode ser causada por um infarto cerebral ou Demência Fronto Temporal que pode levar a déficits das funções dessa região como personalidade, o comportamento e a função da linguagem. 

Além dessas, há também as demências mistas e as demências por corpos de Lewy.  A demência por corpo de Levy é caracterizada por alterações no comportamento, cognição e conhecimento. O mecanismo pelo qual ocorre essa patologia é explicado pelo depósito de aglomerados anormais de proteínas nos neurônios.

Portanto, nem todo paciente que esquece das coisas é portador de demência, assim como nem toda demência é Doença de Alzheimer.

REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Toda demência é Alzheimer?  Disponível em: https://sbgg.org.br/toda-demencia-e-alzheimer/. Acesso em 27 de maio de 2019.



segunda-feira, 27 de maio de 2019

ESTRESSE DO CUIDADOR



O ato de cuidar de idosos envolve investimento em autoestima, construção de vínculo, requer que o cuidador entenda das suas necessidades e não há como generalizar. O idoso, assim como uma criança ou um adulto jovem, tem vontades e o cuidador muita das vezes fica em reflexão sobre aceitar o que o idoso quer ou não em prol do sua saúde.

Por exemplo: há idosos que preferem andar para lá e para cá mesmo não tendo condição de saúde geral para isso; há idosos que resistem  e são negligentes em seu respectivo tratamento, assim como também há casos em que os idosos que se deixar por conta própria nem se alimentam.

Isso tudo gera sobrecarga e estresse no dia-a-dia do cuidador. É um trabalho árduo e requer um pouco de paciência.  A sobrecarga diante do conjunto dos aspectos negativos decorrentes da tarefa de cuidar é frequente e relativa a múltiplos fatores.

Dos cuidadores são exigidos a oferecer cuidados intensos e têm sua vida pessoal modificada, pois, além de se dedicarem ao paciente, precisam substituir as tarefas por ele desempenhadas previamente e reorganizar tarefas de sua responsabilidade e vida pessoal.

Alguns fatores podem dificultar o enfrentamento da situação: pouco suporte social e insatisfação com a ajuda recebida, dificuldade do paciente executar tarefas de rotina, muitas horas de cuidado, baixo nível de adaptabilidade do cuidador e dificuldades de relacionamento anteriores à doença entre paciente e cuidador.

A redução do estresse pode ser encontrada no apoio emocional, social e familiar. O cuidador precisa ser cuidado, para suportar perdas, construir alternativas e aproveitar possibilidades. 

REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer. Disponível em:  http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/cuidados-com-o-familiar-cuidador/o-estressedo-cuidador/. Acesso em 27 de maio de 2019.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

AVALIAÇÃO DA DOR EM IDOSOS

        Dor é uma sensação ou experiência emocional desagradável, associada com dano tecidual real ou potencial. A dor é considerada o 5° sinal vital e é subjetiva e individual, mas não abstrata, isso quer dizer que a dor é sentida de formas diferentes, em intensidade diferentes em cada pessoa. O que para uma pessoa pode gerar dores fortes, para uma outra não necessariamente.
     Isso também está relacionada a forma como as experiências são processadas por cada pessoa.  Devido a esses fatores, as pessoas ao sentirem dor devem ser compreendidas e para o seu tratamento adequado não se deve banalizar a dor que refere.
      Idosos possuem menor sensibilidade a estímulos dolorosos e, por isso, ao presenciar um relato de dor do idoso deve-se ter o entendimento que aquela dor provavelmente é verdadeiramente muito  alta.
      Há dois tipos de dores: a crônica e a aguda. A aguda é aquela que pode durar até 30 dias e a crônica é aquela que ultrapassa esse período de dias e, além disso, pode estar associada a depressão, ansiedade, isolamento social, distúrbios do sono, comprometimento da cognição e do comportamento.  
    Profissionais de saúde utilizam instrumentos para avaliar a dor sentida pelo idoso e um deles é descrição  e numeração verbal, onde a pessoa que se queixa de dor descreve e elege um número que melhor representa a dor referida naquele momento. Mas também existe: a Escala Visual Numérica, Escala de Faces do Adulto e Escala Visual Analógica.
     Em demenciados a dor costuma ser negligenciada.  Um instrumento para sua pronta identificação permite estabelecer diagnóstico e instituir terapêutica adequada e, assim, promover qualidade de vida para o idoso e seu cuidador.  



REFRÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Disponível em: sbgg.org.br/. Acesso em 20 de maio de 2019.




 

sábado, 4 de maio de 2019

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NOS IDOSOS

     


  Definida como a eliminação involuntária de urina em qualquer quantidade e frequência suficiente para provocar prejuízos sociais ou à saúde. Sua prevalência aumenta com o envelhecimento, sendo mais presente nas mulheres, de acordo com um estudo realizado em Ouro Preto-MG.
        A Incontinência Urinária tem grande importância na geriatria, pois pode levar a consequências sociais, depressão, redução da autoestima, afastamento de atividades sociais e até mesmo de relações íntimas. Pode provocar também quedas e fraturas devido a urgência de chegar rápido no banheiro, infecções cutâneas como candidíase, e lesão por pressão.
       Esse distúrbio pode ser subdivido em  5 tipos diferentes: transitória, funcional, de urgência, de esforço (estresse) ou transbordamento sendo a de esforço a mais comum em idosas com idade menor que 75 anos. Essa por sua vez é provocada pelo redução dos mecanismos de retenção urinária, ocorre nas situação de risos, espirros, de se levantar, correr e tossir.
       O tratamento da incontinência urinária se dá a partir de fases, sendo a primeira a fase a de diagnóstico, a segunda fase é a de classificar o tipo de Incontinência. O terceiro passo é identificar e tratar a causa dessa incontinência, e por fim, o último passo é o tratamento não farmacológico e em casos de permanência inicia-se o tratamento farmacológico.



REFERÊNCIA

 CHAIMOWICZ, Flávio, et al.  Saúde do idoso. 2.ed. Belo Horizonte: NESCON UFMG. 2013.

terça-feira, 23 de abril de 2019

TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER


Há evidências científicas que indicam que atividades de estimulação cognitiva, social e física beneficiam a manutenção de habilidades preservadas e favorecem a funcionalidade.
O treinamento das funções cognitivas como atenção, memória, linguagem, orientação e a utilização de estratégias compensatórias são muito úteis para investimento em qualidade de vida e para estimulação cognitiva.
Pacientes mais ativos utilizam o cérebro de maneira mais ampla e sentem-se mais seguros e confiantes quando submetidos a tarefas prazerosas e alcançáveis. A seleção, frequência e distribuição de tarefas deve ser criteriosa e, preferencialmente, orientada por profissionais.
O intuito dos tratamentos não farmacológicos não é fazer com que a pessoa com demência volte a funcionar como antes da instalação da doença, mas que funcione o melhor possível a partir de novos e evolutivos parâmetros.
Quando estimulados e submetidos a atividades que conseguem realizar, os pacientes apresentam ganho de autoestima e iniciativa, e assim tendem a otimizar o uso das funções ainda preservadas.
As intervenções oferecidas podem ser de três áreas diversas: estimulação cognitiva, estimulação social e estimulação física. Quando combinadas, podem obter melhores resultados. Embora sejam importantes, sugere-se cautela na oferta de tratamento com intervalo entre atividades.


Estimulação Física

A prática de atividade física e de fisioterapia oferece benefícios neurológicos e melhora na coordenação, força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Contribui para o ganho de independência, favorece a percepção sensorial, além de retardar o declínio funcional nas atividades de vida diária. Alguns estudos mostram que atividades regulares estão associadas a evolução mais lenta da Doença de Alzheimer. Além de alongamentos, podem ser indicados exercícios para fortalecimento muscular e exercícios aeróbicos moderados, sob orientação e com acompanhamento dirigido.

Estimulação Cognitiva




O objetivo geral desse tipo de estimulação é minimizar as dificuldades dos pacientes a partir de estratégias compensatórias, para que possam fazer uso de recursos intelectuais presentes de maneira consistente. Podem ser feitas atividades grupais ou individuais. Em ambos os casos, deve-se atentar para as necessidades dos pacientes, para situações do dia a dia que promovam autonomia e capacidade decisória, a partir de novas estratégias, para o cumprimento de tarefas.
Durante as atividades são utilizadas técnicas que resgatam memória antiga, exploram alternativas de aprendizado, promovem associação de ideias, exigem raciocínio e atenção dirigida, favorecem planejamento com sequenciamento em etapas e antecipação de resultados e consequências, proporcionam treino de funções motoras e oferecem controle comportamental relacionado aos impulsos e reações.
Pode ser praticada em tarefas variadas como jogos, desafios mentais, treinos específicos, construções, reflexões, resgate de histórias e uso de materiais que compensem dificuldades específicas (por exemplo, calendário para problemas de orientação temporal).

Estimulação Social

São iniciativas que priorizam o contato social dos pacientes estimulando as habilidades de comunicação, convivência e afeto, promovendo integração e evitando a apatia e a inatividade diante de dificuldades. Além de intervenções em grupo para estimulação cognitiva e física, podem ser realizadas atividades de lazer, culturais, celebração de datas importantes e festivas.
Para o idoso, o contato com a família tende a ser a principal fonte de convívio e satisfação a partir de interação social. Diante das dificuldades dos idosos com Alzheimer, pode parecer que as alternativas de contato fiquem limitadas a ponto de inviabilizar o relacionamento. Isso não é verdade. Há muitas maneiras de relacionamento de qualidade com alcance mútuo de satisfação: resgatar histórias antigas, especialmente envolvendo lembranças agradáveis e que tenham relevância familiar, contato físico e afetuoso bem como acompanhamento de rotina e atividades diárias. São esses os tipos de tarefas que o paciente tende a ficar mais à vontade e aproveitar melhor o momento de encontro com familiares.


Referência:
Associação Brasileira de Alzheimer. ABRAz. Disponível em http://abraz.org.br/web/sobre-alzheimer/tratamento/








segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

EXERCÍCIOS FÍSICOS AJUDAM NO COMBATE A DOENÇA DE ALZHEIMER




A renomada revista científica Nature Medicine publicou uma pesquisa que mostra que um hormônio produzido durante exercícios físicos pode ser uma arma eficaz para reverter os efeitos da doença.O hormônio em questão é a Irisina, ele é produzido durante a execução de exercícios físicos.
A pesquisa foi feita e comprovada em camundongos, que ao receberem uma dose do hormônio no cérebro, melhoraram muito sua memória. Mas ainda é cedo para dizer se a irisina é a “arma” definitiva contra o Alzheimer. Mesmo que os resultados com camundongos tenham sido positivos, é preciso investigar melhor a ação do hormônio e confirmar a hipótese com mais testes, que posteriormente devem envolver pessoas. Mesmo assim, a Irisina  liberada durante os exercícios físicos possui benefícios para o organismo e prevenção contra o Alzheimer.

Referências: Revista Exame. Fazer exercícios físicos pode mesmo ajudar no combate ao Alzheimer. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/ciencia/fazer-exercicios-fisicos-pode-mesmo-ajudar-no-combate-ao-alzheimer/>. Acesso em: 16/01/19



sábado, 19 de janeiro de 2019

APLICATIVO “MEMORY LIFE” AJUDA IDOSOS NO TRATAMENTO DE ALZHEIMER




O aplicativo criado por uma equipe da Universidade Federal do Pará (UFPA) tem o objetivo de ajudar os idosos a manterem as suas funções cognitivas por mais tempo, retardando a evolução da doença, mantendo-os mais independentes nas suas atividades diárias, além de incluí-los digitalmente.

Possui jogos de memória e lógica, com diferentes níveis, para treinar os aspectos cognitivos mais afetados pela doença. Todos os jogos remetem ao cotidiano dos usuários, relacionados a atividades diárias dos idosos.
Ele pode ser baixado no celular ou tablet através do link <https://play.google.com/store/apps/details?id=com.br.ailsonfreire&hl=pt>.
O aplicativo é uma alternativa para desenvolver a memória e interatividade do idoso, permitindo até mesmo uma interação entre gerações, como netos e avós. 



Referência: Portal G1. Equipe da UFPA desenvolve aplicativo para ajudar idosos no tratamento de Alzheimer. Disponível em: <https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2019/01/14/equipe-da-ufpa-desenvolve-aplicativo-para-ajuda-idosos-no-tratamento-de-alzheimer.ghtml>. Acesso em 16/01/19

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

CUIDANDO DA ALIMENTAÇÃO DE IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER

                                



Ao contrário do que ocorre com outras doenças como o diabetes ou a hipertensão, não há restrição de um ou mais alimentos que se aplique a todos os pacientes de Alzheimer. Ajustes na dieta poderão ser feitos pelo médico de acordo com as consequências da doença, de forma individualizada. Embora não exista uma dieta determinada, é preciso ter cuidado com a alimentação, para que não haja excesso ou carência de algum nutriente.

A boa nutrição é muito importante para a saúde geral e também para o funcionamento cerebral. Estudos recentes mostram que uma alimentação saudável é muito importante para o bem-estar, a disposição física e até para a cognição. O idoso também precisa de uma alimentação balanceada. Ao consultar o médico, não esqueça de pedir orientação sobre a dieta do paciente.

São comuns queixas envolvendo alteração no apetite da pessoa com Doença de Alzheimer. Pode haver perda de peso ou fome exagerada. Em ambos os casos o monitoramento da família deve ser realizado para favorecer uma alimentação adequada.

Confira sempre a temperatura da comida. Alimentos muito quentes podem provocar queimaduras na boca e na língua do paciente. Utilize prato térmico, para evitar que a comida esfrie enquanto o paciente está se alimentando.

A perda de peso geralmente está associada a alterações no apetite, dificuldades cognitivas ou questões físicas. Controle a perda de peso mensalmente em casa ou na farmácia mais próxima. É mais fácil prevenir a perda de peso que reverter um quadro de desnutrição. Ao constatar perda significativa de peso (igual ou superior a 5% do peso verificado no mês anterior), é preciso comunicar imediatamente ao médico ou procurar um nutricionista, para que sejam tomadas as providências.

Estimule a alimentação com o uso de utensílios coloridos e alimentos de cores diferentes, fazendo com que chamem a atenção do paciente e despertem seu interesse pela refeição. Opte por alimentos que possam ser manipulados com as mãos, para aumentar o interesse pelo contato. Sirva uma pequena porção de alimentos de cada vez.

O paciente pode se esquecer de comer por um problema de memória ou orientação no tempo. Se isso ocorrer, ele deve ser acompanhado pessoalmente durante as refeições. Monitoramento à distância com ligações telefônicas para verificar se o idoso se alimentou não são eficientes, pois ele pode responder que comeu, sem saber quando e o quê, mesmo que ele dê uma resposta aparentemente possível. Dificuldades de atenção podem tornar o paciente lento e também fazer com que ele perca a meta de suas ações distraindo-se. Nesses casos, é importante o acompanhamento e o monitoramento verbal da ação, para que a ingestão ocorra com a comida aquecida, evitando recusa devido à baixa temperatura.

É bastante comum a queixa de que o paciente tenha vontade de comer em intervalos curtos e/ou em grande quantidade. Isso acontece devido a problemas de memória (esquece que já comeu), orientação temporal (não consegue se organizar nos horários) ou por uma alteração na saciedade, que geralmente é acompanhada por redução de controle de impulsos. A família tende a ficar com pena do idoso e a ceder às suas solicitações. É importante ressaltar que o ganho de peso pode gerar riscos para a saúde, com problemas metabólicos e físico, e a ingestão exagerada pode causar problemas digestivos e mal-estar. Se o paciente deixa de ser capaz de fazer escolhas saudáveis e de controlar adequadamente a ingestão de alimento, caberá ao familiar intervir.

Estimule o paciente a comer devagar. Caso o paciente insista em consumir uma grande quantidade de um tipo específico de alimento, procure adaptar os horários e as quantidades para que esse consumo seja adequado à real necessidade e não prejudique o consumo de outros alimentos. Evite alimentos ricos em caloria em grande quantidade. Ofereça alimentos com intervalos mais curtos (em intervalos de duas horas e meia), garantindo a boa nutrição. Diante de insistência exagerada, procure distraí-lo com tema de interesse, com a finalidade de adiar a próxima refeição, caso o intervalo esteja muito curto.

O paciente com Alzheimer pode perder a habilidade para cozinhar conforme a doença progride. Prejuízos na capacidade de planejamento e organização, problemas de memória e até dificuldades motoras desfavorecem o resultado, podendo tornar a comida pouco convidativa e a sua realização frustrante, e, consequentemente, reduzindo a motivação.

Se a pessoa diagnosticada com a Doença de Alzheimer insiste em preparar pessoalmente a própria alimentação, deve-se monitorar os riscos e planejar as alternativas que garantam sua participação com o acompanhamento de uma outra pessoa. Deve-se buscar tornar o ato de cozinhar uma atividade prazerosa e compartilhada entre o cuidador e o paciente. Devem ser oferecidas tarefas simples, que não ofereçam riscos e mantenham sua participação. Quando o paciente mora sozinho, ele precisa ter restrições e alternativas que garantam a sua não exposição a riscos e uma nutrição adequada. Comprar comidas e deixar na geladeira não é uma solução que pode acontecer isoladamente. Excesso de comida pode favorecer que estrague, pois ela pode ser indevidamente consumida.






Referência:
Associação Brasileira de Alzheimer. ABRAz. Disponível em: < http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/acompanhamento-cotidiano/alimentacao/ >.