quarta-feira, 29 de abril de 2020

ORIENTAÇÕES PARA O CUIDADO COM A SAÚDE OCUPACIONAL DURANTE O PERÍODO DE ISOLAMENTO SOCIAL DA PANDEMIA DA COVID-19




 ü  Isolamento Social


O período de Isolamento Social será um período de novas experiências na vida de todas as pessoas. Além das orientações amplamente divulgadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde, será necessária, também, a implementação de pequenas condutas que visem a preservação da nossa saúde física e mental, auxiliando-nos a lidar melhor com esse período de permanência em casa.




 ü  Evite o Pânico


O medo e pânico provocam ansiedade que, por sua vez, aumenta a produção de cortisol, e outras substâncias depressoras da imunidade. Além disso, a ansiedade e o nervosismo podem interferir no comportamento da pessoa idosa. É importante se manter informado e atualizado, mas também é preciso saber selecionar as informações.




 ü  Relaxar


Uma maneira prática para reduzir a ansiedade é a controlada. Inspirar e expirar profunda e lentamente ajuda a oxigenar melhor o cérebro e auxilia no relaxamento. Devido a isso, orienta-se fazer uma sequência de 7 respirações profundas em momentos diferentes do dia. Para isso, há uma dica bastante interessante que pode ajudar nessa prática : a pessoa deve fazer sentada, com a coluna reta e as mãos sobre as pernas; e em diferentes momentos do dia: ao acordar, ao iniciar uma atividade, antes de dormir, a tarde, antes de uma leitura ou de assistir TV etc.





ü  Manter a Rotina

É importante manter a rotina, não viver como se todos os dias fossem um final de semana ou férias. Deve-se manter os horários de acordar, de realizar a higiene, das refeições e de ir dormir.  Trocar de roupa, se pentear (mesmo ficando em casa). A rotina é algo muito importante para o bom funcionamento do organismo humano e ela também é capaz de ajudar nas orientações dos idosos com problemas cognitivos.




REFERÊNCIA



BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Orientações para o cuidado com a saúde ocupacional e sugestões de atividades para as pessoas idosas durante o período de isolamento social da Pandemia do Covid-19. 2020 Disponível em: https://www.sbggmg.org.br/wp-content/uploads/2020/04/OrientacoesSBGG_Covid_19_pptx-07_04_20-2.pdf Acesso em 16 de abril de 2020

sábado, 25 de abril de 2020

RECOMENDAÇÕES DE PRÁTICAS ALIMENTARES SOBRE A COVID-19



De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, não há uma relação direta entre um consumo de determinado alimento ou vitamina de forma isolada e a prevenção de COVID-19. No entanto, recomenda-se:


Ø  Atenção especial à higienização dos alimentos e das embalagens dos alimentos adquiridos nos supermercados. No caso das frutas e hortaliças, deve-se utilizar água sanitária (diluir 1 colher de sopa para 1L de água, deixar de molho por 20 minutos e lavar em água corrente) ou pastilhas de cloro (seguir recomendação do fabricante).




Ø Manter um bom padrão alimentar, por meio de alimentação equilibrada e variada, preparada preferencialmente no domicílio, com fontes de carboidratos, frutas e vegetais contendo fibras, fontes proteicas de boa qualidade, gorduras de boas fontes alimentares e ingestão de água adequada;




Ø  A alimentação saudável é sempre indicada, mas sozinha não previne a infecção pela COVID-19 e, por isso, é fundamental observar as demais orientações como lavagem de mãos antes de preparar os alimentos, antes das refeições e diversas vezes ao dia, utilizar álcool gel; não compartilhar copos, talheres;





Ø  Além disso, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia ressalta que os idosos devem seguir o plano alimentar do seu respectivo nutricionista



REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. CORONAVÍRUS - RECOMENDAÇÕES DE PRÁTICAS ALIMENTARES SOBRE A COVID-19. 2020. Disponível em:http://www.sbggrj.org.br/rj/wp-content/uploads/2019/09/SBGGRJ Recomenda%C3%A7%C3%B5es-de-Pr%C3%A1ticas-Alimentares-sobre-a-COVID-19.pdf Acesso em: 15 de abril de 2020

quinta-feira, 16 de abril de 2020

ESTRATÉGIAS DOMICILIARES DURANTE O PERÍODO DE DISTANCIAMENTO SOCIAL


De acordo com Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), o Brasil e o mundo estão vivenciando esforços para combater a pandemia gerada pela COVID-19, mediante ações de distanciamento e isolamento social, principalmente dos idosos, que são considerados como grupo de risco. 


Dados referentes a taxa de mortalidade do COVID-19, apontam que as pessoas com idade igual ou superior a 80 anos são a maioria (correspondendo a 14,8% dos infectados que morreram). Idosos na faixa etária de 70-79 anos, a taxa de mortalidade passa a ser de 8%; dos 60-69 anos a taxa é de 8,8%. Esses dados são extremamente relevantes, pois reforçam a necessidade dos idosos permanecerem em seus domicílios.


Contudo, estar em distanciamento social não significa dizer que o idoso precisa permanecer em seu domicilio sem realizar atividades,  pois muitas ações podem e devem ser feitas realizadas para benefícios físicos e emocionais.


Durante o período de distanciamento social, há algumas ações que podem ser desenvolvidas respeitando a preferência e condições de saúde de cada idoso, como: 


 Ø  Alongamento          

 Ø Caminhada

 Ø  Leitura

 Ø  Dança

 Ø  Cuidar de plantas e do jardim

 Ø  Escrita

 Ø  Uso da internet

 Ø  Contato telefônico com outras pessoas

 Ø  Pintura

 Ø  Rever fotos antigas

 Ø  Costurar e/ou bordar


Além disso, também deve-se atentar aos cuidados com a casa e com os materiais:



CUIDADOS COM A CASA
CUIDADO COM OS MATERIAIS
Manter ambiente ventilado; tirar os sapatos ao chegar em casa;
Não compartilhar objetos pessoais;
Evitar tocar em corrimão de escada, maçaneta de porta e botão de elevador;
não permanecer com a roupa que chegou da rua
Lavar ambiente externo com água e sabão




REFERÊNCIAS


BRASIL. Ministério da Saúde. Cartilha vamos nos proteger. 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/06/Cartilha-CoronaVamosNosProgeter-v10-0504-compactado-2.pdf Acesso em: 16 de abril de 2020

BRASIL. Associação Brasileira de Enfermagem. IDOSOS SAUDÁVEIS: ESTRATÉGIAS DOMICILIARES DURANTE O DISTANCIAMENTO SOCIAL. 2020 Disponível em: http://www.abennacional.org.br/site/2020/04/12/idosos-saudaveis-estrategias-domiciliares-durante-o-distanciamento-social/ Acesso em 16 de abril de 2020

terça-feira, 7 de abril de 2020

CORONAVÍRUS: ORIENTAÇÕES AOS CUIDADORES E FAMILARES DE IDOSOS



COMO CUIDAR DOS IDOSOS SEM COLOCÁ-LOS EM RISCO ?


#Ao chegar da rua: cuidadores que utilizam o transporte público ou que venham de aglomerações, recomenda-se não se aproximar do idoso antes de tomar banho, trocar de roupas ou vestir jaleco.

#Lave as mãos constantemente, e da forma correta.

#Ambientes/objetos: priorizar a ventilação natural aos ares condicionados, aumente a frequência de limpeza do ambiente e objetos.

#Restringir o contato do idoso com qualquer pessoa que tenha retornado de viagem internacional por 14 dias ou que esteja apresentando sintomas respiratórios.

#Evitar o próprio contato com pessoas portadoras de sintomas respiratórios.

#Caso você apresente sintomas, coloque a máscara imediatamente, evite ficar no mesmo cômodo do idoso e avise à família para que providencie a sua substituição imediata. Ao retornar para casa, utilize máscara no transporte público.


COMO VOCÊ DEVE SE PROTEGER CASO ESTEJA CUIDANDO DE UM IDOSO PORTADOR OU COM SUSPEITA DE CORONAVÍRUS?

1. Utilize máscara cirúrgica bem ajustada ao rosto sempre ao entrar em contato com o idoso e quando estiver no mesmo ambiente, descartando-a após utilização. As máscaras não devem ser tocadas ou manuseadas durante o uso. Se a máscara ficar molhada ou suja com secreções, deve ser trocada imediatamente;

2. Evitar o contato direto com fluidos corporais, principalmente os orais, ou secreções respiratórias e fezes. Usar luvas descartáveis para fornecer cuidados orais ou respiratórios e quando manipular fezes, urina e resíduos. Realizar a higiene das mãos antes e depois da remoção das luvas;

3. Luvas, máscaras e outros resíduos gerados pelo paciente ou durante os cuidados com o paciente devem ser colocadas em lixeira com saco de lixo no quarto da pessoa doente antes do descarte com outros resíduos domésticos;

4. Manter o paciente em quarto individual bem ventilado. Caso não seja possível manter em quarto privativo, manter a distância de pelo menos um metro da pessoa doente;

5. Evitar o compartilhamento de escovas de dente, talheres, pratos, bebidas, toalhas ou roupas de cama;

6. Talheres e pratos devem ser limpos com água e sabão ou detergente comum após o uso e podem ser reutilizados;

7. Limpar e desinfetar as superfícies frequentemente tocadas, como mesas de cabeceira, quadros de cama e outros móveis do quarto do paciente dia;


REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Coronavírus: Orientações aos cuidadores e familiares de idosos.  Disponível em: http://www.sbggrj.org.br/rj/wp-content/uploads/2019/09/SBGGRJ-Orienta%C3%A7%C3%B5es-aos-Cuidadores-e-Familiares-de-Idosos.pdf Acesso em 30 de março de 2020

sábado, 4 de abril de 2020

ATIVIDADES PARA IDOSOS EM TEMPOS DE PREVENÇÃO



Propiciar momentos de leitura - respeitando as limitações e adequando à necessidade de cada idoso – desde livros de seu interesse até letras de músicas;

►Escutar e/ou cantar músicas;

►Organizar fotos da família;

►A realização de atividades artísticas, como pintura são sempre bem-vindas

►Jogos de tabuleiro e quebra-cabeça;

►Atividades manuais de sua escolha, como tricô é crochê, também podem ser uma opção;

►Que tal escrever sobre a sua história de vida e coisas que você gosta de fazer ?!; 

►Começar aquele curso de idioma on-line;

►Conversar com os familiares e amigos por aplicativos ou dispositivos de comunicação e relacionamento;

►Assistir pela televisão seus cultos religiosos;

►Fazer uso de aplicativos de estimulação cognitiva;

►Dançar ao som de suas músicas preferidas;

►Ler poesias em voz alta;

►Escrever sua linha do tempo com os fatos mais marcantes da sua vida;

►Aumentar a HIGIENE de utensílios individuais. Antes e depois do uso.



REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Grupo TO em GeronTO - Terapeuta Ocupacional a favor de seus cuidados. Disponível em: http://www.sbggrj.org.br/rj/wp-content/uploads/2019/09/GeronTO-Atividades-para-voc%C3%AA-em-tempos-de-preven%C3%A7%C3%A3o.pdf  Acesso em 04 de abril de 2020

quarta-feira, 1 de abril de 2020

O ISOLAMENTO SOCIAL DA FAMÍLIA EM RELAÇÃO AO IDOSO INDEPENDENTE


COVID-19: Importância do Isolamento Social dos Idosos 


Ainda que a COVID-19 tenha um comportamento similar ao de uma gripe comum, sua disseminação é muito rápida, sendo quase que dobrada o seu potencial de transmissibilidade e, em alguns casos, principalmente nos idosos, essa doença pode se manifestar de forma grave e até mesmo fatal, chegando a 15% de letalidade, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz).


Os idosos, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), constituem o chamado grupo de risco, devido ao fato de que quando acometidos pelas doenças os riscos de complicações são maiores. Além disso, esses órgãos também mencionam que os idosos com doenças crônicas possuem riscos de complicações ainda mais altos do que os outros idosos.


A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia chama a atenção, particularmente, os idosos com Doença de Alzheimer que desenvolvem fragilidade e que paralelamente possuem também outras comorbidades.


Idosos com Alzheimer, quando acometidos por doenças clínicas como no caso da COVID-19, podem manifestar outros sintomas, o que pode acabar mascarando a infecção. Nesse grupo, os sintomas que podem se manifestar são: comprometimento cognitivo e funcional; apatia; confusão mental aguda; agitação.


Sabendo disso, a SBGG aconselha que os idosos acima de 60 anos, especialmente aqueles com comorbidades: Hipertensão, Diabetes, Doenças Neurológicas, Doenças Renais, Doenças Pulmonares, em tratamento de câncer, e aqueles com mais de 80 anos e portadores da Síndrome da Fragilidade, ADOTEM MEDIDAS DE RESTRIÇÃO SOCIAL, devendo então evitar:

-AGLOMERAÇÕES;

-VIAGENS;

- CONTATO COM PESSOAS QUE RETORNARAM RECENTEMENTE DE VIAGENS;

-CONTATO ÍNTIMO COM CRIANÇAS




 O Idoso Independente e o Isolamento Social da Família


A sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia destaca a diferença entre independência e autonomia, onde a autonomia é a capacidade de tomar decisões pessoais e independência é a habilidade de executar funções relacionadas à vida diária.


A imagem do idoso incapaz de viver sozinho vem sendo desconstruída com o passar dos anos. De 1992 a 2012, o número de idosos que vivem sozinhos no Brasil triplicou, passando de 1,1 milhão para 3,7 milhões, o que representa crescimento de 236%, de acordo com os  dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Essa promoção da autonomia e independência , que por sua vez estão claramente relacionadas ao aumento da expectativa de vida, tem naturalizado a escolha dos idosos em viver por conta própria, e também a aceitação da família.


De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o cenário perfeito é aquele que o idoso consegue viver só, mas integrado socialmente.





REFERÊNCIAS

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: COVID-19 |o novo coronavírus e a Doença de Alzheimer. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2020/03/13/covid-19-o-novo-coronavirus-e-a-doenca-de-alzheimer/ Acesso em: 30 de março de 2020.


BRASIL. Ministério da Saúde.COVID-19: Ministério da Saúde divulga protocolos e orientações aos profissionais e serviços de saúde. Disponível em: https://www.conasems.org.br/covid-19-protocolos-e-orientacoes-aos-profissionais-e-servicos-de-saude/ Acesso em: 30 de março de 2020
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Posicionamento sobre COVID-19. Disponível em: https://sbgg.org.br/posicionamento-sobre-covid-19-sociedade-brasileira-de-geriatria-e-gerontologia-sbgg-atualizacao-15-03-2020/  Acesso em: 30 de março de 2020






sexta-feira, 27 de março de 2020

A IMPORTÂNCIA DA LAVAGEM DAS MÃOS PARA OS CUIDADORES DE IDOSOS DIANTE DA PANDEMIA DA COVID-19


Sabe-se que esse coronavírus possui uma alta capacidade de transmissibilidade devido ao fato que no momento da tosse ou espirro ele é expelido, ficando suspenso no ar por um determinado tempo. No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, há também outras formas de transmissão como:  também pode ser infectado o indivíduo que tiver contato com uma superfície previamente contaminada e em seguida tocar a boca ou o nariz; gotículas de saliva, contato pessoal próximo; catarro.





IMPORTÂNCIA DA LAVAGEM DAS MÃOS
Sabe-se que a pele das mãos é colonizada por diversos microrganismos. Esses microrganismos acentuam-se principalmente nos profissionais de saúde, devido ao seu contato contínuo com materiais biológicos, e o mesmo vale para os cuidadores de idosos, uma vez que esses profissionais auxiliam os idosos a realizarem suas necessidades básicas.

Com isso, a lavagem das mãos com água e sabão, quando realizada da maneira correta, constitui-se como ação simples, rápida e eficaz na prevenção da propagação de muitas doenças transmissíveis também pelo contato.

Isso se deve ao fato de que nossas mãos estão constantemente em contato com vírus e bactérias, os quais podem estar nas superfícies que tocamos e até mesmo em outras pessoas. A Lavagem das mãos pode ser feita com água e sabão ou com álcool em gel, porém a utilização da segunda opção não descarta a primeira.

O sabão, presente no momento da lavagem das mãos, é capaz de expõe e mata o vírus, pois ele é capaz de destruir o envelope viral, uma vez que esse envelope viral é formado por moléculas de gordura e o sabão possui propriedades que emulsificam a gordura.

Portanto, a lavagem das mãos é de extrema importância na prevenção da propagação da COVID-19 e os cuidadores por estarem o tempo todo ao lado dos idosos os auxiliando em suas atividades, devem realizá-la antes e após contato com os mesmos.





REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. O que é coronavírus? (COVID-19), 2020.  Disponível em: https://coronavirus.saude.gov.br/ Acesso em: 24 de março de 2019.


BRASIL.  Ministério  da Saúde.  Assistência  Segura:  uma  reflexão  teórica  aplicada  à  prática.  Brasília:  Ministério  da Saúde; 2013. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/3507912/Caderno+1++Assist%C3%AAncia+Segura++Uma+Reflex%C3%A3o+Te%C3%B3rica+Aplicada+%C3%A0+Pr%C3%A1tica/97881798-cea0-4974-9d9b-077528ea1573 Acesso em 24 de março de 2020


terça-feira, 24 de março de 2020

A IMPORTÂNCIA DO ISOLAMENTO SOCIAL DO IDOSO FRENTE A PANDEMIA CAUSADA PELA COVID-19


De acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, os Coronavírus (CoV), fazem parte de uma grande uma família de vírus conhecidos desde meados da década de 1960. São vírus que podem causar  desde resfriados comuns até Síndromes Respiratórias Graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS - Severe Acute Respiratory Syndrome) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS - Middle East Respiratory Syndrome. Em relação a COVID-19, a definição do caso segue duas vertentes: por critérios clínicos e por critérios epidemiológicos.



DEFINIÇÃO DO CASO

               Critérios Clínicos
          Critérios Epidemiológicos
Febre ¹, tosse, dificuldade em respirar, respiração acelerada (taquipneia)
Indivíduo viajou para área com transmissão local  nos últimos 14 dias ou antes do início dos sintomas OU nos últimos 14 dias o indivíduo teve contato próximo ² com uma pessoa com caso suspeito ou confirmado da doença.



¹ Febre pode não estar presente em alguns casos (idosos, jovens, pessoas que por algum motivo utilizaram medicamentos antitérmicos ou imunossuprimidos)


² Contato próximo é definido como: estar a aproximadamente dois metros (2 m) de um paciente com suspeita de caso por novo Coronavírus, dentro da mesma sala ou área de atendimento, por um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual (EPI). O contato próximo pode incluir: cuidar, morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver usando o EPI recomendado.


ISOLAMENTO SOCIAL DO IDOSO

Sabe-se que os extremos no que se refere a idade (crianças muito jovens e idosos) possuem uma relação direta com a capacidade do Sistema Imunológico de combater mircorganismos que geram agravos à saúde. 

Além disso, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a população que apresenta maiores riscos  é a população idosa, e como se isso não bastasse, o risco é ainda maior quando o idoso possui comorbidades como: Diabetes, Hipertensão Arterial e outras Cardiopatias, Insufiência Renal, Doenças Imunossupressoras, Doenças Pulmonares, Doenças Oncológicas. Ou seja, os idosos, e os idosos que apresentam essas comorbidades são aqueles que desenvolvem a doença  de forma ainda mais grave.


A pandemia do novo coronavírus tem imposto uma série de restrições e novas configurações sociais, principalmente para os idosos. Entretanto, as famílias e pessoas próximas têm papel fundamental nas ações de apoio que visam diminuir os impactos aos idosos.


Por exemplo, pode e deve ser estimulado que esses idosos (mesmo dentro de casa) façam atividades como: alongamentos, caminhadas dentro de casa, aproximar o idoso à realidade virtual das redes sociais e da internet de uma forma geral, recomendar séries, estimular o comunicação entre familiares e amigos por meio de telefone, pois isso prevenirá e diminuirá (se for o caso), os níveis de estresse, ansiedade e solidão.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância em Saúde: Boletim epidemiológico n.04, v.51, 2020.Disponível em :http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/janeiro/23/Boletim_epidemiologico_SVS_04.pdf. Acesso em: 24 de março de 2020


OPAS. Organização Pan-Americana de Saúde. Folha informativa – COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus), 2020. Disponível em: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=6101:folha-informativa-novo-coronavirus-2019-ncov&Itemid=875 Acesso em: 24 de março de 2020.


domingo, 29 de dezembro de 2019

ATÉ QUANDO É SEGURO DIRIGIR COM DEMÊNCIA ?


No Brasil, não existe uma idade limite, nem legislação específica que diz até quando o idoso pode ou não dirigir, porém a situação muda quando a pessoa possui alguma demência.



No entanto, as demências formam um grupo heterogêneo, que comprometem diferentemente as funções cerebrais e em geral começam de forma leve evoluindo lentamente, portanto, nem todos precisam parar de dirigir inicialmente.





Os sinais de alerta são leves acidentes frequentes, necessidade de copilotos, perder-se em rotas familiares e indecisão em rotatórias ou bifurcações.



O profissional de saúde com apoio da família, deve avaliar o planejamento de rotas, respostas adequadas às sinalizações, tomada de decisões apropriadas frente a imprevistos, capacidade de antecipação, habilidades visuoespaciais, atenção, tempo de reação, memória, além de comportamentos impulsivos ou inadequados.



Aqueles que ainda podem dirigir devem limitar-se às rotas conhecidas, evitar dirigir à noite e em condições climáticas ruins, se estiver se sentindo mal ou cansado, não ingerir bebida alcoólica no dia ou mesmo na véspera de dirigir.



Além disso, ao aconselhar em parar de dirigir, faz-se necessário planejar modos alternativos de transporte e acompanhamento psicológico





REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Dirigindo com demência: Até quando é seguro? Disponível em: http://abraz.org.br/web/2019/09/13/dirigindo-com-demencia-ate-quando-e-seguro/ Acesso em 22 de novembro de 2019.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

ALZHEIMER: UMA DOENÇA UNICAMENTE HEREDITÁRIA ?



Muitas pessoas que têm pais ou avós com Alzheimer ficam preocupadas em saber se irão desenvolver também, mas deve-se ter muito cuidado em afirmar isso, pois podemos dividir essa questão em DA do tipo esporádica e do tipo familial. 


A DA esporádica responde pela maioria dos casos e ocorre quando a pessoa com a doença não tem parentes principalmente de primeiro grau afetados. Dessa forma, a forma esporádica não seria hereditária e os fatores não genéticos predominariam em relação aos genéticos no desenvolvimento da doença. 


Já a DA familial ocorre quando duas ou mais pessoas da mesma família são acometidas pela doença e pode ser dividida ainda em início precoce ou tardio com 65 anos como idade limite.


Com isso, torna-se claro que a Doença de Alzheimer tem uma causa multifatorial, ou seja, estão implicados na sua gênese fatores genéticos e não genéticos, os ditos fatores ambientais.


O principal fator de risco para desenvolver a DA é a idade: quanto maior a idade, maior a chance de se desenvolver a doença. Porém, é importante ressaltar que os fatores genéticos e a idade não são modificáveis, isto é, não conseguimos driblar a genética, tampouco o envelhecimento, mas existem os outros fatores de risco que podem ser modificados/ preveníveis, como por exemplo: diabetes , hipertensão , obesidade , colesterol alto, depressão, baixa escolaridade , sedentarismo, má qualidade de sono, abuso de álcool, tabagismo, inatividade intelectual, traumas cranianos, alimentação ruim e estresse excessivo.



REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Alzheimer: nem tudo é culpa do DNA. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2019/10/11/alzheimer-nem-tudo-e-culpa-do-dna/ Acesso em 22 de novembro de 2019.

domingo, 15 de dezembro de 2019

IDENTIFICANDO A DOR EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER

A dor é uma experiência e emocional desagradável resultante de traumas ou lesões físicas. Falando de idosos, a dor tem sido cada vez mais compreendida em um contexto mais amplo, onde é considerado também as questões espirituais, emocionais e sociais.

No caso do idoso com Doença de Alzheimer, a dor pode estar sendo percebida de uma forma diferente devido as alterações neurológicas que a doença provoca. A perda da memória é um fator que dificulta ao idoso que ele descreva características da dor como: localização, intensidade e frequência.
Nas fases avançadas da doença de Alzheimer, é comum o paciente perder sua habilidade de comunicação tornando-se mais difícil a sinalização de uma dor, portanto, nesses casos a dor deve ser investigada diante de outras expressões corpóreas como:

 ü  Expressões faciais
 ü  Sons emitidos pelo paciente (choro, gemido)
 ü  Postura protetora de alguma região do corpo
 ü  Recusa de alimentos
 ü  Mudança de apetite
 ü  Agitação
 ü  Palpitações e dificuldade em respirar (caso a intensidade for muito alta)
     
    REFERÊNCIA
  BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Dor em pessoas idosas com doença de Alzheimer. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2019/11/08/dor-em-pessoas-idosas-com-doenca-de-alzheimer/ Acesso em 22 de novembro de 2019.