segunda-feira, 24 de agosto de 2020

COMO MONITORAR O IDOSO, QUANDO ESTÁ SOZINHO EM CASA?



Diante do inesperado (pandemia da COVID-19), como monitorar o idoso à distância, em tempos de isolamento? É o que muitos profissionais de saúde se perguntam. A teleconsulta é um método simples que muitos começaram a adotar.


Combine horários diferentes de ligações e monte um checklist que contemple itens importantes que o idoso deve fazer durante o dia desde medicações, refeições e hidratação, até alguma atividade física, de lazer e de higiene pessoal  checando, ao telefone, essa lista.


Pulseiras com botão de emergência são dispositivos úteis em caso de acidentes ou quedas. Smartphones e computadores ligados à internet, que permitam conversas por aplicativos, chats, vídeo-chamadas e whatsapp, por exemplo, são provavelmente os métodos mais usados nos tempos atuais. Aqui, a possibilidade do vídeo nos permite detectar alguma alteração mais prontamente, diante da possibilidade de ver a pessoa.


A família pode realizar encontros por aplicativos que permitam a realização de videoconferências. Além de tornar o momento em família agradável,
pode ser uma maneira de realizar um monitoramento indireto também, para checar as necessidades do idoso, mesmo à distância.


REFERÊNCIA
BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer. Como monitorar o idoso, quando está sozinho em casa? Disponível em: http://abraz.org.br/web/2020/05/08/como-monitorar-o-idoso-quando-esta-sozinho-em-casa/ Acesso em: 19 de julho de 2020

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

IDOSOS E MEDICAMENTOS: UMA LINHA MUITO TÊNUE

 

Os idosos são muito mais propensos à polifarmácia, pois consomem muito mais medicamentos do que os adultos jovens, pois conforme a idade avança a possibilidade de aparecimento de comorbidades como Hipertensão, Diabetes, Alzheimer e outras doenças crônicas, tende a aumentar.


A população idosa representa 12% da população total, mas consome um quarto dos medicamentos produzidos no mundo. O uso diário e simultâneo de muitas drogas é a regra entre idosos, o que predispõe à ocorrência de interações medicamentosas.


Nos idosos mais frágeis, e idosos com doença de Alzheimer, qualquer medicamento administrado, sem que seja avaliado o seu real benefício, pode interferir de maneira negativa nos demais medicamentos e piorar as outras doenças.


Portanto, torna-se necessário considerar sempre a relação custo-benefício do início de uma nova droga no idoso. Senão, será apenas mais um risco, além de mais um custo desnecessário nas finanças da família.


O uso correto e criterioso de medicamentos na pessoa idosa requer não apenas um amplo conhecimento, mas também muito bom senso do profissional de saúde, para não supermedicar nem subtratar o idoso. O equilíbrio saudável entre idosos e medicamentos é uma condição muito tênue.

 

 

REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer. Idosos e medicamentos: um equilíbrio muito tênue. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2020/03/20/idosos-e-medicamentos-um-equilibrio-muito-tenue/ Acesso em 19 de julho de 2020

 

domingo, 2 de agosto de 2020

MANIFESTAÇÕES ATÍPICAS DA COVID-19 EM IDOSOS


De acordo com os órgãos de saúde, os idosos são o grupo de maior risco de complicações relacionados à COVID-19. Dentre os sintomas respiratórios, os que mais predominam são: tosse seca, dor de garganta, coriza, febre, falta de olfato e paladar, podendo chegar à síndrome respiratória aguda grave.


Contudo, os idosos podem surpreender familiares e profissionais de saúde com suas manifestações clínicas incomuns, além disso, os sintomas podem se confundidos com doenças de base ou aqueles que têm transtornos cognitivos podem não perceber ou não saber dizer o que sentem. A febre pode estar ausente ou podem apresentar baixas temperaturas.


Manifestam sono excessivo, param de andar, têm perda de apetite, hipotensão, confusão mental, tonturas, desmaios e quedas, ou se tornam incontinentes.


Eventualmente, apresentam alucinações ou se tornam agressivos. Podem apresentar sintomas gastrointestinais, como diarreia, náuseas, vômitos, dor abdominal e dor ao engolir.


Algumas manifestações neurológicas, como perda abrupta da fala, mimetizam um acidente vascular encefálico, mas podem ser efeito do vírus no sistema nervoso central. Isso ocorre, pois o sistema imune do idoso está atenuado, dificultando a regulação da temperatura. Condições neurológicas, como uma isquemia cerebral prévia, podem diminuir o reflexo de tosse.


REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer. Manifestações atípicas da COVID-19 em idosos. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2020/05/22/manifestacoes-atipicas-da-covid-19-em-idosos/ Acesso em 17 de julho de 2020


domingo, 21 de junho de 2020

ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO COGNITIVA PARA IDOSOS FAZEREM EM CASA EM TEMPOS DE COVID-19




A estimulação cognitiva tem por objetivo trabalhar e estimular as funções cerebrais da pessoa, ou seja, sua capacidade de memorização, concentração, coordenação, atenção, resolução de problemas, entre outras, visando preservar ou melhorar tais funções.

Em idosos com Doença de Alzheimer, a estimulação cognitiva frequente (associada à medicação adequada) é fundamental para retardar o avanço do quadro e amenizar seus sintomas. Além de melhorar as funções cerebrais, a confiança, autonomia, auto estima e controle do idoso também melhoram com a prática da estimulação.

Dentre as atividades de estimulação cognitiva  destacam-se: tarefas de cálculo, estimulação da memória, atividades para atenção e orientação.


1) Tarefas de Cálculo
ü  Essa habilidade pode ser trabalhada de diferentes maneiras, uma delas seria ordenar uma lista de números previamente fornecidos, seja do menor para o maior, ou vice- versa;
ü  Por outro lado, também pode trabalhar essa habilidade por meio do cálculo mental. Deve-se começar com operações mais simples e ir aumentando o nível pouco a pouco.
ü  Além disso, pode dar a pessoa um número inicial elevado e pedindo para que ela faça subtrações consecutivas até um número específico. Por exemplo, começamos com o número 27 e a pessoa deve ir subtraindo de 3 em 3.


2) Estimulação da Memória
ü  Imagens e fotografias: com esses elementos é possível trabalhar a memória a curto prazo. Primeiro, deve-se observar a imagem atentamente para, após alguns minutos, tentar lembrar detalhes que aparecem nela.
 ü  Um jogo tradicional de memória.
 ü   Lembrar palavras ditas por outra pessoa: a pessoa que irá ler criará uma lista com várias palavras, após isso, será dita em voz alta para o idoso lembra-las.


3) Atividades de Atenção
ü  Para trabalhar a atenção em casa, pode-se usar a leitura: essa atividade pode ser realizada individualmente ao ler um texto ou com outra pessoa através da leitura em voz alta. A leitura deve ser seguida de rodadas de perguntas e descrição de dados específicos, que nos permitam exercitar essa função.

  ü  Além disso, assim como nas atividades para memória, pode-se trabalhar com imagens. Nesses casos, é preciso se concentrar em detalhes mais específicos das figuras a fim de melhorar a atenção.


4) Atividades para orientação
ü  Nesse caso, é importante trabalhar a orientação nas três esferas: tempo, espaço e círculo social. Para melhorar a orientação, algo que sempre preocupa quando uma pessoa começa a mostrar sinais de t=deterioração cognitiva, pode trabalhar com perguntas diárias como:
                        4.1- Dia da semana, mês em que nos encontramos e ano.
                        4.2- Estação na qual nos encontramos.
                        4.3- Momento do dia e atividades que devemos realizar                                                    (café-da-manha).
                         4.4- Data de nascimento e idade.
                        4.5- Lugar em que estamos (cidade, rua, etc).
                        4.6- Nome da pessoa e do acompanhante.


REFERÊNCIAS
AGUSTÍN, S.; ESPERT, R.; Estimulación cognitiva: una revisión neuropsicológica. Therapeía: estudios y propuestas en ciencias de la salud, v. 6, p. 73-94. 2014

segunda-feira, 15 de junho de 2020

MÁSCARAS CASEIRAS NA PREVENÇÃO DA COVID-19




A confecção de máscaras caseiras tem se tornado um fenômeno mundial e qualquer cidadão pode fazer a sua em casa. Além de eficiente é um equipamento simples, que não exige grande complexidade na sua produção e pode ser um grande aliado no combate à propagação do coronavírus no Brasil, protegendo você e outras pessoas ao seu redor.


Para ser eficiente como uma barreira física, a máscara caseira precisa seguir algumas especificações, que são simples. É preciso que a máscara tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja dupla face. E mais uma informação importante: ela é individual. Não pode ser dividida com ninguém. As máscaras caseiras podem ser feitas em tecido de algodão, tricoline, TNT ou outros tecidos, desde que desenhadas e higienizadas corretamente. O importante é que a máscara seja feita nas medidas corretas cobrindo totalmente a boca e nariz e que estejam bem ajustadas ao rosto, sem deixar espaços nas laterais.


O Ministério da Saúde elaborou algumas orientações para que a população faça as máscaras com os materiais que têm em casa:


 ü  Em primeiro lugar, é preciso dizer que a máscara é individual. Não pode ser dividida com ninguém, nem com mãe, filho, irmão, marido, esposa etc. Então se a sua família é grande, saiba que cada um tem que ter a sua máscara, ou máscaras;


ü  A máscara pode ser usada até ficar úmida. Depois desse tempo, é preciso trocar. Então, o ideal é que cada pessoa tenha pelo menos duas máscaras de pano;



 ü  É necessário que ela tenha pelo menos duas camadas de pano, ou seja, dupla face;



 ü  Também é importante ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto;



 ü  Use a máscara sempre que precisar sair de casa. Saia sempre com pelo menos uma reserva e leve uma sacola para guardar a máscara suja, quando precisar trocar;



 ü  Chegando em casa, lave as máscaras usadas com água sanitária. Deixe de molho por cerca de 30 minutos;



REFERÊNCIA


BRASIL. Ministério da Saúde. Máscaras caseiras podem ajudar na prevenção contra o Coronavírus. Disponível em: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46645-mascaras-caseiras-podem-ajudar-na-prevencao-contra-o-coronavirus Acesso em 19 de maio de 2020

sexta-feira, 5 de junho de 2020

ESPIRITUALIDADE NA SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DA BUSCA POR NOSSA ESSÊNCIA NOS TEMPOS DE CRISE


O QUE É ESPIRITUALIDADE?


A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) define esse termo como “o encontro do significado e do propósito de vida; como se dá sua conexão com o eu, com os outros e com o significativo ou o sagrado.”


Ao longo dos tempos, conforme a humanidade confronta-se com desafios como a escassez de recursos nas diferentes áreas (saúde, alimentar, afetivo e até mesmo os naturais), a insegurança social, a superficialidade das relações e a impermanência da vida, as discussões atreladas à diversidade de pensamentos e dos questionamentos de diferentes valores surgem com grande intensidade. 


A busca em compreender o papel da espiritualidade no bem-estar e na saúde mental nos momentos de crise é fundamental para o ser humano.


Neste momento, o mundo globalizado vive uma crise com a ruptura de paradigmas humanos e sociais decorrente da pandemia do COVID-19. Infecção viral com elevado poder de propagação determinando o isolamento social, o afastamento do trabalho e das rotinas diárias; entretanto propicia os indivíduos à um mergulho impositivo nas relações familiares, por muitos negligenciadas na correria da vida contemporânea. Nesse momento de crise é que a espiritualidade suporta a essência humana na busca do ressignificar.



Nesse longo caminho do ressignificado das relações sociais e do gerenciamento das emoções, como a raiva, o medo, a tristeza e a surpresa, essencialmente quando advindas de períodos de crise, o desenvolvimento da espiritualidade pode ser uma opção de “parada obrigatória” para uma reflexão sobre qual o destino queremos chegar.

Vale ressaltar que a Espiritualidade é uma característica humana universal e o relacionamento com o transcendente pode se expressar através de atitudes, hábitos e práticas, inclusive religiosas. 

Ou seja, já por definição, espiritualidade não é assumir uma fé confessa e sim o que mais significa, o que mais valorizamos, o como nos sentimos pertencentes à vida.

A identificação da espiritualidade em nossas vidas pode surgir em diferentes vertentes: nas artes, quando ouvimos uma música que nos emociona, ou no brilho nos olhos de um quadro artístico; nos esportes, quando nos identificamos através da empatia com atletas, mesmo na derrota ou quando sentimos aquela sensação gostosa de terminar uma atividade física; no nosso propósito, quando sabemos exatamente o verdadeiro papel que desempenhamos, como ajudar o próximo ao aplicar conhecimentos técnicos ou informais e assim contribuímos para diminuir o sofrimento e a dor do próximo ou ao incentivar o perdão, a compaixão e o cultivo das boas relações; quando refletimos sobre a finitude, ao pensarmos na morte, seja a nossa ou a dos nossos entes queridos; quando refletimos sobre a impermanência da vida e que não há controle de nada, já que o que sabemos que as mudanças sempre ocorrem, incluindo com a própria finitude das relações.

Por fim, o despertar de uma comunidade, sociedade, país, continente, mundo e planeta depende de um movimento de religar do ser individual ao coletivo com empatia, resiliência e fraternidade; e assim a espiritualidade mostra- se como importante ferramenta nesta busca quer seja nos tempos de paz ou em tempos de crise.

Assim, a SBGG, sugere que ao ficar em casa, possa eleger opções para distração e aprendizado: MÚSICA, ARTES, LIVROS, CULINÁRIA, MEDITAÇÃO. 

REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Espiritualidade na Saúde: A importância na busca por nossa essência em tempos de crise. Disponível em: https://view.officeapps.live.com/op/view.aspx?src=http://www.sbggrj.org.br/rj/wp-content/uploads/2019/09/SBGGRJ-Espiritualidade-na-Saúde-a-importância-da-busca-por-nossa-essência-nos-tempos-de-crise.docx Acesso: 19 de maio de 2020

segunda-feira, 25 de maio de 2020

SUGESTÕES AOS IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER EM ISOLAMENTO SOCIAL



FASE LEVE: ​Supervisão​ nas atividades. Estabelecer uma rotina. Manter um horário para acordar e organizar o café da manhã junto com ele, arrumar a casa, preparar o almoço, etc. Deixar o período da manhã para os afazeres domésticos e, após o almoço, dar um intervalo para descanso. A tarde fazer atividades como assistir filme, ler um livro, ligar para os parentes mais próximos, etc. Deve-se lembrar que todas as atividades devem ser do interesse dele, e já fazer parte da sua rotina ou história de vida, permitindo sua maior participação.



FASE MODERADA: Deve-se ​supervisionar e auxiliar ​nas atividades com prejuízo. Reforçar as dicas da fase anterior, dividindo a execução da atividade prejudicada em etapas para ajudá-lo. A simplificação será a melhor estratégia para deixá-lo mais envolvido. Por exemplo: parte das refeições (cortar uma verdura, temperar uma carne, mexer um bolo, etc.). Procure sempre observar as atividades que são mais prazerosas e repeti-las em outros dias. É preciso evitar deixá-lo sozinho nas atividades.


FASE AVANÇADA: Fazer por ele​ nas atividades. Tentar aproveitar ao máximo o potencial das suas habilidades presentes. Caso o idoso não consiga fazer nada, faça por ele. Explique o que está acontecendo e o que ele vai fazer no momento. Deixá-lo em outros ambientes da casa. Por exemplo: jardim, varanda (observando as pessoas que passam na rua) etc.


REFERÊNCIA
BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer. Dicas para o idoso com Alzheimer em isolamento social. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2020/03/27/dicas-para-o-idoso-com-alzheimer-em-isolamento-social/ Acesso em 02 de maio de 2020

quinta-feira, 21 de maio de 2020

ORIENTAÇÕES PARA CUIDADORES DOMICILIARES DE IDOSOS NA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS


As pessoas idosas que necessitam de cuidados constituem um dos principais grupos de risco diante da epidemia do novo coronavírus − Covid-19. A epidemia da Covid-19 é recente e os conhecimentos para o combate à doença ainda estão sendo obtidos. A transmissão da doença ocorre majoritariamente das seguintes formas: toque da mão em área contaminada e após isso o contato desta mão com a boca ou nariz ou olhos; através de gotícula de saliva ou secreções nasais dispersas no ar, expelidas após tosse ou espirro.


PREPARAÇÃO PARA SAIR À RUA E SE DESLOCAR AO LOCAL DE TRABALHO 


 v  Sempre que possível ter posse de uma declaração de que realiza serviço essencial como cuidador(a), emitida pelo seu contratante;



 v  Separe uma roupa para usar na rua, ou seja, para ir e voltar do trabalho e outra para usar em seu local de trabalho;



 v  Conserve a roupa de trabalho limpa e separa das demais, além de atentar aos sapatos;



 v  Dê preferência ao uso do cabelo preso, evite anéis, brincos, piercings, correntes e relógios;

 

 v  Troque de roupa antes de ir à rua.

     NO TRANSPORTE E EM LOCAIS PÚBLICOS

 v  Evite transportes cheios;
 v  Prefira pagar passagem utilizando o cartão;
 v  Mantenha o dinheiro guardado distante dos outros pertences, pois o vírus pode se alojar em moedas e notas;
 v  Procure manter distância de pelo menos 1 metro e evite cumprimentar colegas com abraços ou beijos;
 v  O Ministério da Saúde está recomendando o uso de máscaras, ainda que de fabricação caseira, em ambientes fechados como lojas, bancos e no transporte público. Máscaras caseiras devem ser reutilizadas somente após lavagem, secagem e passagem a ferro, devendo ser acondicionadas em recipiente fechado.


AO CHEGAR NA MORADIA DA PESSOA IDOSA
 v  Antes de ter contato coma pessoa idosa, higienize as mãos e coloque sua roupa de trabalho que havia separado;
 v  Higienize seu celular objetos de uso pessoal que poderão ser manuseados durante seu período de trabalho;
 v  Se possível, limpe os sapatos com pano embebido em álcool 70% ou então leve um outro sapato para usar no trabalho;

AO CUIDAR DA PESSOA IDOSA

 v  Quando não estiver realizando tarefas que exijam contato físico, mantenha-se a pelo menos 1 metro de distância da pessoa idosa;
 v  Se precisar alimentá-la, evite se posicionar de frente para ela;
 v  Higienize as mãos antes de preparar a refeição;
 v  Não compartilhe talheres, toalhas, copos e louças; 
 v  É importante que sejam higienizadas as superfícies com as quais você e a pessoa idosa tenham contato frequente, tais como barras de apoio, maçanetas, cadeiras, interruptores, controles remotos, puxadores e outros.

REFERÊNCIA
BRASIL. Ministério da Saúde. Orientações para cuidadores domiciliares de pessoa idosa na epidemia do coranavírus-COVID-19-. Disponível em : http://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/files/CartilhaCuidadorIdoso_Covid-19.pdf Acesso em 31 de abril de 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

O IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NOS CUIDADORES DE IDOSOS COM ALZHEIMER



De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABAz), o cuidador é a pessoa mais importante na vida do idoso portador de demência, pois ele será o elo de ligação do doente com a vida e a figura principal entre médico e paciente.



A ABRAz destaca que o cuidador terá que ter a sensibilidade para “sentir” pelo doente: frio, calor, fome, desconforto, sono, dor, o momento de atender suas necessidades fisiológicas. Ter a percepção para dizer o que ele “quer ouvir”.



A sobrecarga diante do cuidado do idoso com demência pode ir além dos limites suportáveis pela cuidador e acabar gerando conflitos e desagregações na estrutura familiar. Em muitos casos, isso ocasiona o risco de institucionalização deste idoso.



O atual cenário em que nos encontramos, é capaz de gerar ansiedade e medo entre as pessoas, vindo, certamente, a se somar ao estresse do cuidador do paciente com Doença de Alzheimer. Esse estresse tem impacto sobre o doente, que é muito sensível ao estado emocional do cuidador.


O isolamento social exigido, com restrição às visitas, leva à falta de relacionamento social, ou interação com pessoas. Além disso, o próprio cuidado para evitar a contaminação, que faz o cuidador a se apresentar com o uso de máscara e avental, pode “assustar” o paciente, gerando ainda mais estresse para o cuidador, diante do medo de contaminar a pessoa cuidada. O cuidador, que já precisa prover os cuidados básicos de sobrevivência, agora recebe mais esta carga.



Ao paciente portador de demência, é possível um viver sem a cura, mas não é possível viver sem o cuidado. Assim, o cuidador, neste momento delicado, deve ser orientado quanto às medidas preventivas de contaminação, tanto ao paciente quanto a si próprio. 


REFERÊNCIA


BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer. O impacto da pandemia do coronavírus nos cuidadores de pacientes com Doença de Alzheimer. Disponível em: http://abraz.org.br/web/2020/04/17/o-impacto-da-pandemia-do-coronavirus-nos-cuidadores-de-pacientes-com-doenca-de-alzheimer/ Acesso em 02 de maio de 2020


quarta-feira, 29 de abril de 2020

ORIENTAÇÕES PARA O CUIDADO COM A SAÚDE OCUPACIONAL DURANTE O PERÍODO DE ISOLAMENTO SOCIAL DA PANDEMIA DA COVID-19




 ü  Isolamento Social


O período de Isolamento Social será um período de novas experiências na vida de todas as pessoas. Além das orientações amplamente divulgadas pela OMS e pelo Ministério da Saúde, será necessária, também, a implementação de pequenas condutas que visem a preservação da nossa saúde física e mental, auxiliando-nos a lidar melhor com esse período de permanência em casa.




 ü  Evite o Pânico


O medo e pânico provocam ansiedade que, por sua vez, aumenta a produção de cortisol, e outras substâncias depressoras da imunidade. Além disso, a ansiedade e o nervosismo podem interferir no comportamento da pessoa idosa. É importante se manter informado e atualizado, mas também é preciso saber selecionar as informações.




 ü  Relaxar


Uma maneira prática para reduzir a ansiedade é a controlada. Inspirar e expirar profunda e lentamente ajuda a oxigenar melhor o cérebro e auxilia no relaxamento. Devido a isso, orienta-se fazer uma sequência de 7 respirações profundas em momentos diferentes do dia. Para isso, há uma dica bastante interessante que pode ajudar nessa prática : a pessoa deve fazer sentada, com a coluna reta e as mãos sobre as pernas; e em diferentes momentos do dia: ao acordar, ao iniciar uma atividade, antes de dormir, a tarde, antes de uma leitura ou de assistir TV etc.





ü  Manter a Rotina

É importante manter a rotina, não viver como se todos os dias fossem um final de semana ou férias. Deve-se manter os horários de acordar, de realizar a higiene, das refeições e de ir dormir.  Trocar de roupa, se pentear (mesmo ficando em casa). A rotina é algo muito importante para o bom funcionamento do organismo humano e ela também é capaz de ajudar nas orientações dos idosos com problemas cognitivos.




REFERÊNCIA



BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Orientações para o cuidado com a saúde ocupacional e sugestões de atividades para as pessoas idosas durante o período de isolamento social da Pandemia do Covid-19. 2020 Disponível em: https://www.sbggmg.org.br/wp-content/uploads/2020/04/OrientacoesSBGG_Covid_19_pptx-07_04_20-2.pdf Acesso em 16 de abril de 2020

sábado, 25 de abril de 2020

RECOMENDAÇÕES DE PRÁTICAS ALIMENTARES SOBRE A COVID-19



De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, não há uma relação direta entre um consumo de determinado alimento ou vitamina de forma isolada e a prevenção de COVID-19. No entanto, recomenda-se:


Ø  Atenção especial à higienização dos alimentos e das embalagens dos alimentos adquiridos nos supermercados. No caso das frutas e hortaliças, deve-se utilizar água sanitária (diluir 1 colher de sopa para 1L de água, deixar de molho por 20 minutos e lavar em água corrente) ou pastilhas de cloro (seguir recomendação do fabricante).




Ø Manter um bom padrão alimentar, por meio de alimentação equilibrada e variada, preparada preferencialmente no domicílio, com fontes de carboidratos, frutas e vegetais contendo fibras, fontes proteicas de boa qualidade, gorduras de boas fontes alimentares e ingestão de água adequada;




Ø  A alimentação saudável é sempre indicada, mas sozinha não previne a infecção pela COVID-19 e, por isso, é fundamental observar as demais orientações como lavagem de mãos antes de preparar os alimentos, antes das refeições e diversas vezes ao dia, utilizar álcool gel; não compartilhar copos, talheres;





Ø  Além disso, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia ressalta que os idosos devem seguir o plano alimentar do seu respectivo nutricionista



REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. CORONAVÍRUS - RECOMENDAÇÕES DE PRÁTICAS ALIMENTARES SOBRE A COVID-19. 2020. Disponível em:http://www.sbggrj.org.br/rj/wp-content/uploads/2019/09/SBGGRJ Recomenda%C3%A7%C3%B5es-de-Pr%C3%A1ticas-Alimentares-sobre-a-COVID-19.pdf Acesso em: 15 de abril de 2020

quinta-feira, 16 de abril de 2020

ESTRATÉGIAS DOMICILIARES DURANTE O PERÍODO DE DISTANCIAMENTO SOCIAL


De acordo com Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), o Brasil e o mundo estão vivenciando esforços para combater a pandemia gerada pela COVID-19, mediante ações de distanciamento e isolamento social, principalmente dos idosos, que são considerados como grupo de risco. 


Dados referentes a taxa de mortalidade do COVID-19, apontam que as pessoas com idade igual ou superior a 80 anos são a maioria (correspondendo a 14,8% dos infectados que morreram). Idosos na faixa etária de 70-79 anos, a taxa de mortalidade passa a ser de 8%; dos 60-69 anos a taxa é de 8,8%. Esses dados são extremamente relevantes, pois reforçam a necessidade dos idosos permanecerem em seus domicílios.


Contudo, estar em distanciamento social não significa dizer que o idoso precisa permanecer em seu domicilio sem realizar atividades,  pois muitas ações podem e devem ser feitas realizadas para benefícios físicos e emocionais.


Durante o período de distanciamento social, há algumas ações que podem ser desenvolvidas respeitando a preferência e condições de saúde de cada idoso, como: 


 Ø  Alongamento          

 Ø Caminhada

 Ø  Leitura

 Ø  Dança

 Ø  Cuidar de plantas e do jardim

 Ø  Escrita

 Ø  Uso da internet

 Ø  Contato telefônico com outras pessoas

 Ø  Pintura

 Ø  Rever fotos antigas

 Ø  Costurar e/ou bordar


Além disso, também deve-se atentar aos cuidados com a casa e com os materiais:



CUIDADOS COM A CASA
CUIDADO COM OS MATERIAIS
Manter ambiente ventilado; tirar os sapatos ao chegar em casa;
Não compartilhar objetos pessoais;
Evitar tocar em corrimão de escada, maçaneta de porta e botão de elevador;
não permanecer com a roupa que chegou da rua
Lavar ambiente externo com água e sabão




REFERÊNCIAS


BRASIL. Ministério da Saúde. Cartilha vamos nos proteger. 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/06/Cartilha-CoronaVamosNosProgeter-v10-0504-compactado-2.pdf Acesso em: 16 de abril de 2020

BRASIL. Associação Brasileira de Enfermagem. IDOSOS SAUDÁVEIS: ESTRATÉGIAS DOMICILIARES DURANTE O DISTANCIAMENTO SOCIAL. 2020 Disponível em: http://www.abennacional.org.br/site/2020/04/12/idosos-saudaveis-estrategias-domiciliares-durante-o-distanciamento-social/ Acesso em 16 de abril de 2020