Com o passar dos anos, algumas mudanças no corpo acabam sendo vistas como inevitáveis, e a perda de urina é um exemplo disso. Mas será que ela realmente faz parte do envelhecimento? A incontinência urinária é a conhecida perda involuntária de urina e, embora seja mais comum entre pessoas idosas, não deve ser considerada normal. Além do desconforto físico, ela pode afetar a autoestima, a rotina, a convivência social e a qualidade de vida (Reis et al, 2003).
Existem diferentes causas para a incontinência urinária. Alterações no funcionamento da bexiga e dos músculos do assoalho pélvico podem favorecer as perdas, mas outros fatores também podem estar envolvidos, como: (Reis et al, 2003)
Alterações hormonais após a menopausa;
Alterações na próstata;
Dificuldade de locomoção e mobilidade reduzida;
Diabetes e outras condições de saúde;
Constipação intestinal;
Uso de alguns medicamentos;
Doenças neurológicas e alterações cognitivas, como as demências.
O que pode ajudar?
Existem diferentes formas de tratar e controlar a incontinência urinária, levando em consideração sua causa e as necessidades de cada pessoa. Algumas medidas que podem ajudar incluem: (Miranda et al, 2024)
Exercícios para fortalecer o assoalho pélvico, quando indicados;
Criar uma rotina para ir ao banheiro em intervalos específicos;
Tratar condições de saúde que possam estar contribuindo para as perdas;
Facilitar o acesso ao banheiro para pessoas com dificuldade de locomoção;
Avaliar os medicamentos utilizados com um profissional de saúde.
Se as perdas de urina são frequentes ou começaram recentemente, procure um profissional de saúde para identificar a causa e buscar o tratamento mais adequado. Essa é uma questão de saúde muito comum e não é preciso sentir vergonha para falar sobre isso. A incontinência urinária pode trazer desconforto e insegurança, mas não precisa fazer parte da rotina. Buscar ajuda é uma forma de cuidar da saúde, preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida (Rocha, 2022).
Referências
REIS, R. B.; et al. Incontinência urinária no idoso. Acta Cirúrgica Brasileira. v. 18, p. 47-51, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/acb/a/JqVGTGKvG7Xp6JPfMqnvJ6q/?lang=pt
MIRANDA, C. S. N.; et al. Tratamento da incontinência urinária em idosas. Revista Foco, Edição Especial, p. 01-19, 2024. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/5574/4027
ROCHA, F. E. T. Muito comum em idosos, a incontinência urinária tem diversas formas de tratamento. Hospital Sírio-Libanês, 2022. Disponível em: https://hospitalsiriolibanes.org.br/blog/geriatria/muito-comum-em-idosos-a-incontinencia-urinaria-tem-diversas-formas-de-tratamento
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