quarta-feira, 12 de junho de 2024

Junho laranja: combate a anemia no idoso


 As anemias, em todas as suas categorias, são uma das doenças mais comuns na população idosa, afetando mais de 10% dos indivíduos acima de 60 anos. Por isso é de extrema importância saber identificar fatores de risco e formas de se prevenir as anemias (SANCHES, 2023). 

A causa da anemia no idoso muitas vezes é difícil de determinar, por conta de frequentes comorbidades, distúrbios associados e o uso de muitos medicamentos. Mas no geral elas podem ser caracterizadas em 3 tipos: deficiência nutricional (ferro, ácido fólico ou vitamina B12), doença crônica (doença renal crônica ou inflamação) e anemia sem uma causa explicável (PEREIRA, 2021). 



Fatores de risco: (SANCHES, 2023). 


  • Hábitos alimentares (desnutrição, alimentação pobre em nutrientes e sem variedade de alimentos);

  • Sedentarismo;

  • Ausência de tratamento para doenças preexistentes; 

  • Falta de saneamento básico;

  • Falta de higiene bucal. 


Prevenção e tratamento 


A prevenção e tratamento são focados na maior parte dos casos, em mudanças dos hábitos alimentares e reposição de nutrientes que estão em deficiência (ferro, ácido fólico e vitamina B12) (LOPES, 2024).


  • Consumir alimentos ricos em ferro (carne bovina, leguminosas como o feijão e vegetais verde-escuros);

  • Consumir alimentos ricos em ácido fólico  e vitamina B12 (carne, peixes, ovos, leite, frutas cítricas e alimentos enriquecidos com ácido fólico como pães e cereais;

  • Consumo de suplementos de ferro;

  • Em casos graves, transfusão sanguínea.



Referências


SANCHES, C. N. Principais anemias em idosos e importância do hemograma na identificação laboratorial.  TCC (Pós-Graduação lato sensu). Academia de Ciência e Tecnologia, São José do Rio Preto, 2023. Disponível em: https://ciencianews.com.br/arquivos/ACET/IMAGENS/biblioteca-digital/hematologia/serie_vermelha/outras_anemias/2023-Principais%20anemias%20em%20idosos%20e%20import%C3%A2ncia%20do%20hemograma%20na%20identifica%C3%A7%C3%A3o%20laboratorial%20-%20Caroline%20Nicodemo%20Sanches.pdf


PEREIRA, A. F. R. Anemia em idosos: um problema de saúde pública. Monografia (Mestrado integrado em ciências farmacêuticas), Universidade de Lisboa - Faculdade de Farmácia, p. 48, 2021. Disponível em: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/52975/1/MICF_Andreia_Pereira.pdf


LOPES, N. C. O que está por trás da anemia em idosos?. Nutritotal para todos, 18 de março de 2024. Disponível em: https://nutritotal.com.br/publico-geral/material/o-que-esta-por-tras-da-anemia-em-idosos/#:~:text=Considerando%20que%20a%20defici%C3%AAncia%20de,e%20os%20vegetais%20verde%2Descuros.


quarta-feira, 5 de junho de 2024

Junho Violeta: conscientização e combate à violência ao idoso

 


A violência contra idosos são todas ações (repetidas ou não) e omissões que infringem a integridade da pessoa idosa, de tal forma que lhe cause sofrimento físico ou psicológico, dano ou morte (CAMACHO, 2024).


Este tipo de violência está diretamente ligada com o etarismo e o preconceito frequente na sociedade. Isso se dá devido a uma concepção equivocada de que as pessoas com mais de 60 anos são incapazes de realizarem suas atividades, com pouca autonomia e pouco discernimento. Dessa forma, o julgamento e a generalização instigam um comportamento exclusivo/destratamento da sociedade com os idosos (CAMACHO, 2024).


Onde ocorre a violência ao idoso?


A violência contra idosos ocorre em inúmeros locais de convivência humana, como nas relações familiares e amigáveis. Além do contexto familiar, a violência contra os idosos pode acontecer em casas de repouso, em lugares públicos, no contexto hospitalar e institucional e entre outros (CAMACHO, 2024). 


Você sabia? 


No período de 2020 a 2023, a ocorrência da violência ocorreu em sua maioria em pessoas do sexo feminino, sendo 68% em 2020, 67% em 2021, 69% em 2022 e 67,5% em 2023. (BRASIL, 2024) 


Além disso, os filhos foram os principais agressores, com elevado percentual na relação suspeito de agressão e o idoso vítima da violência no período de 2020 a 2023. (BRASIL, 2024)


O que fazer em casos de suspeita de violência contra o idoso?


Os maus-tratos influenciam diretamente na qualidade de vida do idoso podendo levar a distúrbios sociais, emocionais, traumas físicos e até mesmo a um óbito antecipado. Por isso não hesite em denunciar os casos de violência através do Disque 100, canal de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direito Humanos, lá eles darão todas as orientações necessárias ao denunciante (BRASIL, 2023).



Referências 


CAMACHO, A.C.L.F et al. Cartilha informativa sobre violência contra o idoso. 2024. Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/746177


BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Painel de dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Brasília: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br


BRASIL. Violências contra a pessoa idosa: saiba quais são as mais recorrentes e o que fazer nesses casos. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.  Disponível em:

https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2023/junho/violencias-contra-a-pessoa-idosa-saiba-quais-sao-as-mais-recorrentes-e-o-que-fazer-nesses-casos


quarta-feira, 29 de maio de 2024

A importância dos exames de rotina para os idosos

 


Sabemos que o nosso corpo dá sinais o tempo todo e que devemos ficar atentos a eles. Mas vocês sabem a importância dos exames de rotina para os idosos?

Os exames de rotina são de suma importância para a saúde da população idosa pois contribui de maneira significativa para a detecção precoce das doenças, bem como a manutenção da qualidade de vida deste grupo (BRASIL, 2006).

Separamos alguns exemplos em tópicos para destacar a importância: (FRANCISCO, 2020) (BRASIL, 2017)


  • Exames de mamografias, colonoscopias e exames de próstata rastreiam o câncer em estágios iniciais e quando a doença é descoberta precocemente, a chance de tratamento eficaz são maiores;


  • Exames de colesterol, pressão arterial e eletrocardiogramas são fundamentais para descobrir os riscos de adquirir doenças cardíacas;


  • Testes de glicemia são capazes de detectar diabetes precoce ou pré-diabetes;


  • Monitorar corretamente a pressão arterial ajuda a manter o controle da hipertensão. O paciente pode ir a UBS mais próxima a sua casa e solicitar a aferição da pressão arterial para acompanhamento;


  • Exames de densitometria óssea são fundamentais para revelar perda óssea e risco de fraturas;


  • Para identificar sinais precoces de depressão e demência, são necessárias avaliações cognitivas;


  • Exames oftalmológicos para detecção de catarata e glaucoma;


  • Exames auditivos;


  • Exames de sangue e urina para avaliar a função renal, hepática e acompanhar outros indicadores de saúde.


Vale ressaltar que todos estes tópicos são de suma importância para a detecção precoce de doenças que muitas vezes são negligenciadas pela população, mas causam grandes riscos para os idosos (BRASIL, 2017).


Referências


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2006.  Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/evelhecimento_saude_pessoa_idosa.pdf. Acesso em: 20 mai 2024.


FRANCISCO, P. M. S. B. et al. Prevalência de diagnóstico e tipos de câncer em idosos: dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562020023.200023. Acesso em: 20 mai 2024.


BRASIL. Saúde da pessoa idosa. Ministério da Saúde. Brasília, 2017. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_pessoa_idosa_5ed.pdf. Acesso em: 20 mai 2024.


quarta-feira, 22 de maio de 2024

A importância do autoexame de mama para mulher idosa

 


O envelhecimento é um dos principais fatores de risco para o câncer de mama e cerca de 60% dos casos são descobertos tardiamente, aumentando drasticamente a letalidade em idosas, por isso a detecção precoce é essencial para o tratamento e cura do câncer  (SOUSA et al., 2020 ).

Dentre os métodos de detecção, destaca-se o autoexame das mamas, uma conduta simples e sem custo financeiro, sendo um procedimento básico para rastreamento dessa neoplasia. Este exame permite que a mulher participe do controle da sua saúde, uma vez que possibilita o conhecimento, por ela, das características  de  suas  mamas,  facilitando a identificação de alterações morfológicas significativas (MATTOS et al., 2020). 


O autoexame das mamas 


Não existe uma técnica específica para seguir, mas há algumas sugestões que podem facilitar o autoexame como: 


  • Em pé: de frente para o espelho, observar o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas. Em seguida, levantar os braços e verificar se há alguma alteração; 

  • Deitada: apalpar a mama esquerda com a mão direita com movimentos circulares suaves, apertando levemente com a ponta dos dedos. O mesmo se faz com o outro lado; 

  • No banho: com a pele molhada ou ensaboada, elevar o braço direito e apalpar a mama suavemente com a mão esquerda estendendo até a axila. O mesmo se faz com o outro lado. 


Os sinais e sintomas de câncer de mama que podem ser percebidos no autoexame das mamas são: 


  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher; 

  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;

  • Alterações no bico do peito (mamilo);

  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;

  • Saída de líquido anormal das mamas. 


Caso identifique qualquer alteração, deve-se procurar um posto de saúde para que um médico faça um exame clínico das mamas e encaminhe, quando necessário, para estudos mais detalhados, como a mamografia. Mesmo que apareça qualquer sinal de alerta da doença, não significa que há um tumor maligno na mama. A confirmação do câncer só é feita pela biópsia (quando é retirada uma amostra do nódulo ou do tecido mamário), (MOREIRA, 2018). 



Referências 

MATTOS, L. M. et al. O conhecimento e a prática da realização do autoexame das mamas: uma revisão integrativa. RSD Journal. v. 9, n. 4, p. 1-16, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/3028/2285


SOUSA, T. O. et al. O câncer de mama na mulher idosa: uma revisão de literatura. In: MOLIN, R. S. D. (Ed.). SAÚDE EM FOCO: TEMAS CONTEMPORÂNEOS - VOLUME 3. [s.l.] Editora científica digital, 2022. p. Cap. 34. Disponível em: https://downloads.editoracientifica.org/articles/201001575.pdf


MOREIRA, C. Outubro rosa: saiba como fazer o autoexame. Governo do Distrito Federal, 29 de outubro de 2018. Disponível em: https://www.df.gov.br/outubro-rosa-saiba-como-fazer-o-autoexame/#:~:text=Em%20p%C3%A9%3A%20de%20frente%20para,com%20a%20ponta%20dos%20dedos


quarta-feira, 15 de maio de 2024

Casas adaptadas para idosos, parte 2.


 O envelhecimento acarreta várias condições inerentes à velhice. As alterações fisiológicas enfrentadas variam, e podem prejudicar na interação do idoso com o ambiente construído. Assim, o ambiente tem um papel fundamental na qualidade de vida e no bem-estar, e deve se adequar às necessidades do idoso e reduzir riscos (PENA; INHAN, 2022). 


Com base nisso, deve-se considerar: (KNUST; BRANDÃO, 2017)


  • Banheiro adaptado: as barras são fundamentais não apenas para apoio, mas como auxílio ao movimento. Os primeiros cuidados devem ser incluir pisos antiderrapantes, barras de apoio e banquinhos dentro do box. Para facilitar a higiene de cadeirantes, também é interessante incluir espelhos inclinados, que facilitam a visualização; 

  • Móveis com cantos arredondados;

  • Tomadas e interruptores fáceis de manipular e com altura adequada; 

  • Armários e bancadas com altura adaptada;

  • Sensor de fumaça;


Observação:

Tapetes podem escorregar e causar acidentes, por isso o ideal é evitá-los em todos os cômodos. 


Referências 


Pena, Giullia Pinheiro Arrighi, & Inha, Gabriella. (2022). Lar para idoso: Segurança, conforto e bem-estar. Trabalho final de graduação I. Centro Universitário Academia. Disponível em: https://seer.uniacademia.edu.br/index.php/ilo/article/view/3526/2500


Kunst, M. H., & BRANDAO, J. (2017). Um sonho de casa acessível: o caso do Cidade Madura/PB. In CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENVELHECIMENTO HUMANO (Vol. 5). Disponível em: https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/34906


quarta-feira, 8 de maio de 2024

Casas adaptadas aos idosos


 Avaliar um ambiente que envolve as relações diárias relativas aos idosos se tornou um fator de importância para manutenção da saúde desses indivíduos, seja na autonomia das atividades domésticas, na segurança, conforto ou praticidade (PENA; INHAN, 2022). 

É de fundamental importância identificar os fatores de risco de quedas para que se possam planejar estratégias de prevenção, reorganização ambiental e de reabilitação funcional (PENA; INHAN, 2022). 

Itens para auxiliar na projeção e compressão do espaço para pessoa idosa, buscando bem-estar, conforto e segurança: (KNUST; BRANDÃO, 2017).


  • Portas largas: as portas devem ter condições de serem abertas com um único movimento, e suas maçanetas devem ser do tipo alavanca, instaladas a uma altura entre 0,80 m e 1,10 m;

  • Janelas fáceis de abrir e fechar; 

  • Sensor de presença de iluminação;

  • Rampas;

  • Automação residencial: o sistema de uma casa automatizada permite ajustar o clima, iluminação, abrir e fechar cortinas, apontar se idoso está em casa ou não, auxiliar com medicação e segurança. Como alguns idosos possuem dificuldade em acionar “teclas de eletrodomésticos e de controle remoto”, equipamentos como “Alexa” podem ser aliados.


Referências 


Pena, Giullia Pinheiro Arrighi, & Inhan, Gabriella. (2022). Lar para idoso: Segurança, conforto e bem-estar. Trabalho final de graduação I. Centro Universitário Academia. Disponível em: https://seer.uniacademia.edu.br/index.php/ilo/article/view/3526/2500


Kunst, M. H., & BRANDAO, J. (2017). Um sonho de casa acessível: o caso do Cidade Madura/PB. In CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENVELHECIMENTO HUMANO (Vol. 5). Disponível em: https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/34906



quarta-feira, 1 de maio de 2024

Cuidados com a dengue na terceira idade

 


A dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos fêmea da espécie Aedes aegypti (BRASIL, 2024). Por esse motivo, pessoas de todas as idades estão suscetíveis à infecção pelo vírus da dengue, em especial, as da terceira idade que fazem parte de um  grupo mais passível a contrair a doença e apresenta  maior vulnerabilidade para desenvolver a forma grave da mesma (CARVALHO, et al. 2020).


Tratamento


Em caso de um idoso com suspeita de dengue, o primeiro a se fazer é buscar uma unidade de saúde. Mas, nas formas brandas, o tratamento é focado na hidratação oral e tratamento dos sintomas na própria residência, tais como: (SEIXAS; LUZ; JUNIOR, 2024) 


  • Hidratação oral constante (2- 4 litros);

  • Realizar o controle da febre, que pode ser, através de antitérmicos e/ou por meio de banhos, compressas mornas e bolsas de gelo (a automedicação não é recomendada pois pode mascarar sintomas e até mesmo piorar o quadro do paciente, por isso, consulte um profissional da saúde); 

  • Ir à uma unidade de saúde diariamente, durante o decorrer da doença, para realizar exames de sangue e o acompanhamento do quadro por profissionais da saúde. 


Fatores de risco


Os idosos se tornam ainda mais vulneráveis a formas graves da dengue quando apresentam algum tipo  de  doença  secundária, visto  que  favorece  o  surgimento  de  complicações,  especialmente  em indivíduos  com  mais  de  75  anos. Alguns fatores de risco são: (CARVALHO, et al. 2020)


  • Idosos acima de 65 anos;

  • Doenças crônicas como: diabetes, hipertensão arterial, Alzheimer, insuficiência cardíaca e renal;


Devido a essas condições, o ideal para idosos é a prevenção da doença.


Prevenção

A prevenção vai desde medidas coletivas a medidas individuais: (SEIXAS; LUZ; JUNIOR, 2024) 


  • Eliminar focos de água parada como: vasos de plantas, pneus, garrafas, etc;

  • Roupas que diminuam a exposição da pele, principalmente durante o dia;

  • Uso de repelentes e inseticidas;

  • Mosquiteiros;

  • Lave e troque a água dos bebedouros de aves e animais no mínimo uma vez por semana;

  • Mantenha o quintal limpo.


Referências


BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Informe técnico operacional da estratégia de vacinação contra a dengue em 2024. Brasília, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses/publicacoes/estrategia-vacinacao-dengue


CARVALHO, D. N. R., et al. Perfil epidemiológico do idoso acometido por dengue no Estado do Pará na série histórica 2013 - 2017, Brasil. RSD Journal. v. 9, n. 9, p. 1-20, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/7324/6473


SEIXAS, J. B. A.; LUZ, K. G.; JUNIOR, V. L. P. Atualização Clínica sobre Diagnóstico, Tratamento e Prevenção da Dengue. Acta Med Port. v. 37, n. 2, p. 126-135, 2024. Disponível em: https://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/view/20569/15311