sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Dia Internacional da Pessoa Idosa


No dia 1º de outubro celebramos o Dia Internacional da Pessoa Idosa, sendo esse um momento de reflexão sobre o envelhecimento, os direitos e a valorização da população idosa. A data busca ampliar a conscientização sobre as necessidades e contribuições das pessoas idosas para a sociedade, além de estimular a construção de uma sociedade que respeite a velhice e promova a dignidade e a participação social. (Brasil, 2026)

Pensando nisso, decidimos trazer uma reflexão sobre a autonomia da pessoa idosa. Ela é um aspecto fundamental do envelhecimento saudável. Segundo a Organização Mundial da Saúde, promover o envelhecimento saudável envolve possibilitar que a pessoa mantenha sua capacidade funcional e participe das decisões relacionadas à própria vida. Assim, o cuidado à pessoa idosa não deve se limitar à assistência diante de incapacidades, mas também favorecer sua independência, suas escolhas e sua participação nas decisões sobre sua saúde e cotidiano (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2025).

Valorizar a autonomia, significa reconhecer a pessoa idosa como sujeito ativo de sua própria história, respeitando suas decisões e potencialidades. E a família tem um papel essencial nisso. Mas antes, é claro, se faz necessária a avaliação dos potenciais e limitações de cada indivíduo separadamente (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2025).

Existem diversas maneiras de estimular a autonomia da pessoa idosa: Respeitar as escolhas e opinião, estimular o autocuidado, evitar fazer tudo por ele, incentivar atividades físicas, estimular atividades cognitivas, incentivar a participação nas tarefas de casa, estimular a convivência social, oferecer ajuda apenas quando necessária. Precisamos enxergar as pessoas idosas e respeitar todo seu trajeto e conhecimento e não infantilizar ou diminuir suas capacidades (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2025).

Precisamos enxergar a pessoa idosa para além da idade, respeitando sua história, suas experiências e todo o conhecimento construído ao longo da vida. Cuidar também é reconhecer suas capacidades, ouvir suas escolhas e preservar sua autonomia, sem infantilizar ou diminuir aquilo que ela ainda pode fazer (Brasil, 2026). 

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da Pessoa Idosa. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa

SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Como decidir até o fim? Uma conversa necessária sobre autonomia. SBGG, 2025. Disponível em: https://sbgg.org.br/como-decidir-ate-o-fim-uma-conversa-necessaria-sobre-autonomia/

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Incontinência urinária na terceira idade, é normal?

 

Com o passar dos anos, algumas mudanças no corpo acabam sendo vistas como inevitáveis, e a perda de urina é um exemplo disso. Mas será que ela realmente faz parte do envelhecimento? A incontinência urinária é a conhecida perda involuntária de urina e, embora seja mais comum entre pessoas idosas, não deve ser considerada normal. Além do desconforto físico, ela pode afetar a autoestima, a rotina, a convivência social e a qualidade de vida (Reis et al, 2003). 


Existem diferentes causas para a incontinência urinária.  Alterações no funcionamento da bexiga e dos músculos do assoalho pélvico podem favorecer as perdas, mas outros fatores também podem estar envolvidos, como: (Reis et al, 2003)

  • Alterações hormonais após a menopausa;

  • Alterações na próstata;

  • Dificuldade de locomoção e mobilidade reduzida;

  • Diabetes e outras condições de saúde;

  • Constipação intestinal;

  • Uso de alguns medicamentos;

  • Doenças neurológicas e alterações cognitivas, como as demências.

O que pode ajudar?

Existem diferentes formas de tratar e controlar a incontinência urinária, levando em consideração sua causa e as necessidades de cada pessoa. Algumas medidas que podem ajudar incluem: (Miranda et al, 2024)

  • Exercícios para fortalecer o assoalho pélvico, quando indicados;

  • Criar uma rotina para ir ao banheiro em intervalos específicos;

  • Tratar condições de saúde que possam estar contribuindo para as perdas;

  • Facilitar o acesso ao banheiro para pessoas com dificuldade de locomoção;

  • Avaliar os medicamentos utilizados com um profissional de saúde.

Se as perdas de urina são frequentes ou começaram recentemente, procure um profissional de saúde para identificar a causa e buscar o tratamento mais adequado. Essa é uma questão de saúde muito comum e não é preciso sentir vergonha para falar sobre isso. A incontinência urinária pode trazer desconforto e insegurança, mas não precisa fazer parte da rotina. Buscar ajuda é uma forma de cuidar da saúde, preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida (Rocha, 2022). 


Referências


REIS, R. B.; et al. Incontinência urinária no idoso. Acta Cirúrgica Brasileira. v. 18, p. 47-51, 2003. Disponível em: https://www.scielo.br/j/acb/a/JqVGTGKvG7Xp6JPfMqnvJ6q/?lang=pt

MIRANDA, C. S. N.; et al. Tratamento da incontinência urinária em idosas. Revista Foco, Edição Especial, p. 01-19, 2024. Disponível em: https://ojs.focopublicacoes.com.br/foco/article/view/5574/4027

ROCHA, F. E. T. Muito comum em idosos, a incontinência urinária tem diversas formas de tratamento. Hospital Sírio-Libanês, 2022. Disponível em: https://hospitalsiriolibanes.org.br/blog/geriatria/muito-comum-em-idosos-a-incontinencia-urinaria-tem-diversas-formas-de-tratamento

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Doença de Alzheimer: depois do diagnóstico, e agora?

 


Receber o diagnóstico de Doença de Alzheimer pode ser um momento difícil, assustador e cheio de dúvidas, tanto para quem recebe a notícia quanto para seus familiares. É normal sentir medo e insegurança frente a um desafio ainda desconhecido. Apesar disso, o diagnóstico também pode ser o primeiro passo para organizar o cuidado e buscar estratégias que contribuam para preservar a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida da pessoa e de toda a família (Baldivia, 2023). 


Nosso objetivo aqui é trazer algumas atitudes que podem ajudar a tornar essa nova caminhada segura e acolhedora:


Busque informações confiáveis 


Em tempos de tecnologia, como o atual, existem muitas informações, porém nem todas são verdadeiras. Por isso, conhecer a doença ajuda a compreender as mudanças que podem acontecer ao longo do tempo e a se preparar para os diferentes desafios. Procure informações em fontes confiáveis, como esta, e converse sempre com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento (Diez, 2024). 


Mantenha o acompanhamento com profissionais de saúde


O acompanhamento regular é fundamental para acompanhar a evolução da doença, controlar sintomas e definir as melhores estratégias de tratamento para cada pessoa. O ideal é que essa equipe seja multiprofissional, unindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, etc. Dessa forma a pessoa e família receberam o suporte necessário em todas as fases da doença (Diez, 2024).


Converse sobre o futuro


Principalmente nas fases iniciais, a pessoa com Alzheimer ainda pode participar ativamente de muitas decisões sobre sua própria vida. Por isso, é importante conversar sobre seus desejos, preferências e cuidados que gostaria de receber no futuro, além de organizar documentos e outras questões importantes enquanto ela ainda consegue expressar suas vontades. Essa é uma parte essencial, para evitar brigas e discussões desnecessárias no futuro (Diez, 2024).


Nossa última dica é: sempre busque dividir os cuidados, familiares, amigos e profissionais são sempre bem vindos e ajudam muito a evitar a sobrecarga de apenas uma pessoa na família. É importante entender que esse é um desafio coletivo e se todos ajudarem o processo poderá se tornar bem mais leve para todos.  Depois do diagnóstico ainda existe muito a ser vivido, compartilhado e cuidado! (Baldivia, 2023)


Referências


BALDIVIA, G. Recomendações após o diagnóstico da Doença de Alzheimer. HDA, 2023. Disponível em: https://hospitalalvarenga.com.br/blog_da_saude/recomendacoes-apos-o-diagnostico-de-alzheimer/ 

DIEZ, G. O que fazer após o diagnóstico de Alzheimer: Um guia para os primeiros passos. Mancini Psiquiatria, 2024. Disponível em: https://mancinipsiquiatria.com.br/o-que-fazer-apos-o-diagnostico-de-alzheimer-um-guia-para-os-primeiros-passos/

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Setembro Azul: O papel da família diante da perda auditiva

 


O Setembro Azul é uma campanha dedicada à conscientização sobre a surdez e a valorização das pessoas surdas. Por isso, não poderíamos deixar de falar sobre um aspecto fundamental nesse processo: o papel da família na inclusão e comunicação (Silveira et al, 2024).

A perda auditiva afeta muito mais do que apenas a capacidade de ouvir. Para muitos significa dificuldades para participar de uma conversa ou conviver com amigos. Isso pode levar ao isolamento e afetar diretamente a autoestima, os relacionamentos e a qualidade de vida, principalmente das pessoas idosas (Kamil; Lin, 2015).

A família também pode sentir os impactos dessa mudança. As dificuldades de comunicação podem gerar frustrações, afastamento e até conflitos no dia a dia. Por isso, compreender essa nova realidade e aprender maneiras de facilitar a comunicação é importante tanto para a pessoa com perda auditiva quanto para aqueles que convivem com ela (Kamil; Lin, 2015).

Formas de se envolver positivamente nesse processo: (Silva, 2015)

  • Contato visual: Falar de frente com a pessoa, mantendo o rosto iluminado para facilitar a leitura labial;

  • Ambiente favorável: Reduzir ruídos de fundo (como desligar eletrodomésticos ou o rádio) no momento de conversas importantes;

  • Aprendizado mútuo: Caso a pessoa utilize a Língua Brasileira de Sinais (Libras), é importante que familiares e pessoas próximas também aprendam a se comunicar por meio dela, dessa forma a inclusão começa dentro do próprio lar.

A perda auditiva pode trazer desafios, mas o apoio da família pode tornar esse processo muito mais leve. Adaptar a comunicação, ter paciência e incluir a pessoa nas conversas são pequenas atitudes que fazem uma grande diferença. 

Referências:

SILVEIRA, A. C. S. L.; et al. Associação entre restrição à participação decorrente de perda auditiva e autopercepção de saúde, suporte social e qualidade de vida da pessoa idosa: estudo transversal. CoDAS, v. 36, n. 5, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/Rm7HdYLRyD58LRbYMgZ356B/?lang=pt

KAMIL, R. J.; LIN, F. R. The effects of hearing impairment in older adults on communication partners: a systematic review. Journal of the American Academy of Audiology, v. 26, n. 2, p. 155-182, 2015. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25690776/

SILVA, R. N. A. Assistência ao surdo na atenção primária: concepções de profissionais. Journal of Management & Primary Health Care, v. 6, n. 2, p. 189-204, 2015. ISSN 2179-6750. Disponível em: https://www.jmphc.com.br/jmphc/article/view/266.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: Solidão na terceira idade

 


A solidão é uma questão importante de saúde, pois pode estar associada a diferentes aspectos do bem-estar físico e emocional em condições como depressão, ao fato de morar sozinho e à pior percepção da própria saúde. Esses fatores podem comprometer a qualidade de vida e aumentar a vulnerabilidade da pessoa idosa (Sandy Junior; Borim; Neri, 2023). 

Quais são os sinais de alerta?

A solidão nem sempre é percebida facilmente. Por conta disso, é importante observar mudanças no comportamento e na rotina da pessoa idosa, principalmente quando estão presentes de forma persistente. Alguns sinais que merecem atenção são: (Mota et al., 2025)

  • Afastamento de familiares, amigos ou atividades que antes eram prazerosas;

  • Demonstração frequente de tristeza;

  • Redução da participação em atividades sociais;

  • Falas que demonstram desesperança ou falta de sentido na vida;

  • Mudanças importantes no cuidado consigo mesmo.

Como podemos ajudar na prevenção do suicídio?

A prevenção começa pela aproximação. Por isso, não devemos ignorar falas ou mudanças de comportamento por acreditar que a pessoa idosa está “querendo chamar atenção”. Este tipo de interpretação pode permitir que situações de sofrimento, isolamento e solidão perpetuem e se tornem ainda mais graves com o tempo (Gutierrez et al., 2020).

O que podemos fazer? (Gutierrez et al., 2020)

  • Procure conversar e ouvir a pessoa idosa sem julgamentos;

  • Incentive os vínculos com familiares e amigos;

  • Estimule a participação em atividades sociais e culturais;

  • Valorize as falas da pessoa idosa sobre sofrimento, desesperança ou morte;

  • Procure profissionais de saúde quando houver sinais de sofrimento emocional.

Prevenir o suicídio na terceira idade envolve muito mais do que identificar fatores de risco. É necessário fortalecer os vínculos, promover a participação social, oferecer espaços de escuta e garantir que a pessoa idosa seja acolhida e tenha acesso aos seus cuidados em saúde. Deste modo, é muito importante o envolvimento da família, comunidade e profissionais de saúde, que devem atuar na identificação de sinais de sofrimento e na promoção de um envelhecimento mais seguro, digno e com qualidade de vida (Mota et al., 2025).

Referências

GUTIERREZ, D. M. D.; et al. Pessoas idosas tentam suicídio para chamar atenção? Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 29, n. 4, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sausoc/a/bRxMdn5GJbDVCHwqqfQKVJg/?lang=pt

MOTA, C. A.; et al. Enfrentamento do suicídio entre a população idosa: uma revisão integrativa. REVISTA DELOS, v. 18, n. 67, 2025. Disponível em: https://ojs.revistadelos.com/ojs/index.php/delos/article/view/5217

SANDY JÚNIOR, P. A.; BORIM, F. S. A.; NERI, A. L. Solidão e sua associação com indicadores sociodemográficos e de saúde em adultos e idosos brasileiros: ELSI-Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 39, n. 7, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/THq8rXh7CDMD3Q9KqwWNYwd/?lang=pt

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Dormir mal faz parte do envelhecimento?

 


O envelhecimento faz parte da vida humana desde o primeiro dia. Todas as pessoas envelhecem com o passar dos segundos, minutos e horas, incluindo as dormidas. Durante as horas de sono, o corpo se reorganiza e toma mais vitalidade para o próximo dia e assim se dá a sua importância. Porém, com o passar dos anos, a qualidade do sono tende a diminuir independente das horas dormidas (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024).

Aproximadamente 50% dos idosos apresentam algum distúrbio do sono, evidenciando que esse é um problema frequente nessa fase da vida.

Entre os fatores fisiológicos, destacam-se: (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024)

  • Mudanças no ritmo circadiano;

  • Redução da produção de melatonina.


Já os fatores patológicos: (ALBUQUERQUE; CATALDO, 2024)

  • Síndrome da apneia obstrutiva do sono;

  • Insônia;

  • Doenças crônicas (como hipertensão e diabetes);

  • Dor crônica;

  • Incontinência urinária;

  • Transtornos psiquiátricos. 


Existem estratégias para melhorar a qualidade do sono, como medicações de acordo com a prescrição médica, exercícios físicos regulares, educação em higiene do sono e adoção de hábitos saudáveis (Carvalho et al., 2022). 

A higiene do sono engloba: (Carvalho et al., 2022)

  • Tornar o ambiente do quarto mais confortável ao sono;

  • Reduzir a ingestão de líquidos nas horas anteriores ao sono;

  • Ajustar o horário dos medicamentos diuréticos para diminuir idas noturnas ao banheiro;

  • Evitar telas no período anterior ao sono.


É importante manter uma rotina de sono saudável durante toda a vida, e especialmente na terceira idade são necessários cuidados mais minuciosos para ter um sono reparador e cooperar para um corpo e mente mais condicionados (Carvalho, et al., 2022).

Referências

ALBUQUERQUE, L. B.; CATALDO NETO, A. Fatores fisiológicos e patológicos com impacto na qualidade do sono no idoso: uma revisão de literatura. Debates em Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 14, p. 1–15, 2024. https://doi.org/10.25118/2763-9037.2024.v14.1197. 

CARVALHO, Khelyane Mesquita et al. Comparação de eficácia de duas intervenções educativas na qualidade do sono de idosos: ensaio clínico randomizado. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 56, e20220326, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0326pt. 


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Você conhece a Esclerose Múltipla?

 

Você já ouviu falar na Esclerose Múltipla? Ela é uma doença autoimune e crônica que afeta o nosso sistema nervoso central, que é formado pelo cérebro e pela nossa medula espinhal. Apesar de ser frequentemente diagnosticada em pessoas jovens entre seus 20 e 40 anos, a doença exige acompanhamento e cuidados por toda a sua vida (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, 2026?).

Na Esclerose Múltipla, nosso próprio sistema de defesa do organismo passa a atacar e destruir a mielina, uma camada que protege nossos nervos e permite que os comandos e informações sejam transmitidos entre o cérebro e o restante do corpo de forma rápida e eficiente. Quando perdemos essa proteção, a comunicação entre o cérebro e o corpo fica prejudicada, causando diferentes sintomas (Levin, 2025).

Quais são os principais sinais de alerta? (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, 2026?)

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra e costumam surgir em períodos chamados de surtos, alternados com fases de melhora. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Fadiga intensa e persistente;

  • Visão embaçada, visão dupla ou dor ao movimentar os olhos;

  • Formigamento, dormência ou sensação de queimação em diferentes partes do corpo;

  • Fraqueza muscular, tremores, dificuldade para caminhar e perda do equilíbrio;

  • Alterações no funcionamento da bexiga ou do intestino;

  • Mudanças emocionais, como ansiedade e depressão, além de alterações na memória e na concentração.

Existe tratamento?

Ainda não existe uma cura para a Esclerose Múltipla, mas existem tratamentos que podem reduzir a frequência dos surtos, controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. O acompanhamento com diferentes profissionais, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e educadores físicos é essencial para uma melhor autonomia e qualidade de vida (Levin, 2025).

É essencial reconhecer os sinais de alerta e procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico é realizado pelo neurologista por meio da avaliação clínica e de exames, como a ressonância magnética. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as possibilidades de iniciar o tratamento adequado e manter uma vida ativa e com qualidade (Levin, 2025). 

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE MÚLTIPLA. O que é a Esclerose Múltipla. ABEM, 2026?. Disponível em: https://abem.org.br/esclerose-multipla/o-que-e-esclerose-multipla/

LEVIN, M. C. Esclerose Múltipla (EM). Manuais MSD, 2025. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-cerebrais-da-medula-espinal-e-dos-nervos/esclerose-m%C3%BAltipla-em-e-doen%C3%A7as-relacionadas/esclerose-m%C3%BAltipla-em