sexta-feira, 13 de março de 2026

Curativos em casa: cuidados importantes após quedas na terceira idade


Após uma queda, pequenos ferimentos podem acontecer e, muitas vezes, a família realiza o curativo em casa. No entanto, alguns cuidados são essenciais para evitar infecções e complicações. É importante compreender que a pele do idoso é mais fina e frágil, o que aumenta o risco de infecção e demora na cicatrização. Além disso, idosos com diabetes precisam de ainda mais cuidado com qualquer ferimento (Mansano et al, 2025).

Higienização é o primeiro passo (Pereira et al, 2020)

  • Lave muito bem as mãos antes de realizar o curativo;

  • Limpe o ferimento com soro fisiológico;

  • Não utilize produtos como álcool, pó de café, pasta de dente ou receitas caseiras, eles podem atrasar a cicatrização ou até mesmo infeccionar a ferida.

Fique atento a sinais como: (Pereira et al, 2020)

  • Vermelhidão que aumenta;

  • Inchaço;

  • Saída de pus ou mau cheiro;

  • Dor intensa;

  • Febre.

Se algum desses sinais aparecer, é importante procurar atendimento de saúde.

Como proteger o ferimento? (Pereira et al, 2020)

  • Mantenha sempre o curativo fechado, isso ajuda a prevenir infecções;

  • Evite molhar o curativo durante o banho, você pode proteger com sacolas plásticas;

  • Utilize gaze estéril, de preferência;

  • Evite apertar demais o curativo;

  • Troque o curativo diariamente ou quando estiver sujo/úmido;

  • Mantenha o local limpo e seco.

Quando procurar atendimento? (Mansano et al, 2025)

  • Ferimentos profundos;

  • Sangramento que não para;

  • Queda com batida na cabeça;

  • Alteração do estado de consciência;

  • Dificuldade para se movimentar após a queda.

Pequenos ferimentos podem parecer simples, mas merecem atenção. Em caso de dúvida, procure sempre uma unidade de saúde. Cuidar corretamente evita complicações e garante uma recuperação mais segura (Mansano et al, 2025).

Referências

MANSANO, V. A. N.; et al. Estratégias para realização de curativo em ambiente domiciliar: revisão integrativa. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, v. 18, n. 2, 2025. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/15424/8995

PEREIRA, M. M.; et al. Cuidados com feridas em pacientes domiciliares: uma análise sobre as condições dessas lesões e o procedimento realizado pelo cuidador. Revista de Atenção à Saúde, v. 18, n. 65, 2020. Disponível em: https://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_ciencias_saude/pt_BR/article/view/6415/3176


sexta-feira, 6 de março de 2026

Dia internacional da Mulher e o Empoderamento da mulher idosa

 


A feminização da velhice é o termo que explica o aumento no número de mulheres vivendo até idades mais avançadas quando comparado aos homens e, nesse contexto que vivemos nos dias de hoje, discutir o empoderamento da mulher idosa torna-se fundamental para promover saúde, qualidade de vida e participação social na terceira idade. O empoderamento envolve o fortalecimento da autonomia, da autoestima e do reconhecimento social das mulheres idosas, permitindo sua participação ativa nas decisões relacionadas à própria vida e à comunidade (Bragagnolo et al, 2020).

Empoderamento e valorização da mulher idosa

O empoderamento da mulher idosa está diretamente relacionado ao reconhecimento de sua trajetória de vida, de sua experiência e de sua capacidade de continuar contribuindo para a sociedade. Assim, valorizar a mulher idosa significa reconhecer que a velhice pode ser uma fase de continuidade de projetos, fortalecimento de vínculos sociais e construção de novos significados para a vida (Andrade, 2018). 

Papel familiar e social 

Mesmo na velhice, muitas mulheres continuam desempenhando funções importantes no ambiente familiar e comunitário. Entre os papéis mais observados estão (Andrade, 2018):

  • Apoio emocional aos familiares;

  • Cuidado com netos e membros da família;

  • Participação em atividades religiosas e comunitárias;

  • Transmissão de conhecimentos e experiências de vida.

Desafios enfrentados pela mulher idosa

  • Dupla discriminação: A mulher idosa frequentemente enfrenta uma dupla discriminações, relacionadas tanto ao gênero quanto à idade. Esse fenômeno pode resultar em invisibilidade social, redução de oportunidades de participação e estereótipos que associam a velhice à incapacidade e improdutividade (Andrade, 2018).

  • Condições socioeconômicas: Muitas mulheres idosas passaram grande parte da vida dedicadas ao trabalho doméstico e ao cuidado da família, o que pode resultar em menor independência financeira ou acesso limitado à aposentadoria. Essas condições podem impactar diretamente a autonomia e a segurança na velhice (Andrade, 2018). 

Fatores que fortalecem a autonomia: (Bragagnolo et al, 2020)

  • Educação em saúde;

  • Prática regular de atividade física;

  • Participação em grupos de convivência;

  • Acesso a serviços de saúde;

  • Manutenção de vínculos sociais e familiares.

Essas ações favorecem o autocuidado e estimulam a independência nas atividades do cotidiano. Segundo estudos da área da enfermagem, mulheres idosas que participam de atividades sociais e programas de promoção da saúde apresentam melhores níveis de autoestima e satisfação com a vida (Bragagnolo et al, 2020).

Referências

BRAGAGNOLO, A. et al. Empoderamento feminino na velhice: experiências de ser e conviver. Expressa Extensão, v. 25, n. 1, 2020. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/expressaextensao/article/view/17251

ANDRADE, C. R. M. Empoderamento da Mulher Idosa: Vivências, Relacionamentos, Sexualidade e Saúde. 2018. 76 p. Tese de mestrado em Educação em Saúde. ESEC, Coimbra, 2018. Disponível em: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/24015/1/CLAUDIA_ANDRADE.pdf

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Importância da Socialização na Promoção da Saúde na Velhice

 


     Envelhecer é uma fase natural da vida e assim como qualquer outra, precisa ser vivida com cuidado, atenção e vínculos afetivos. Com o passar dos anos, mudanças físicas, emocionais e sociais acontecem,  manter um círculo social ativo torna-se fundamental para preservar a saúde mental e a qualidade de vida. A convivência com amigos, familiares e a comunidade não é apenas um momento de lazer, mas uma verdadeira forma de cuidado com o corpo e com a mente (FIGUEIREDO et al, 2021).

 Por que a socialização é tão importante?
     Muitas vezes, a solidão é vista como algo comum na velhice, mas ela não deve ser considerada normal. O isolamento social pode aumentar o risco de depressão, ansiedade e até problemas físicos. Já o convívio frequente com outras pessoas estimula o cérebro, fortalece a autoestima e promove sensação de pertencimento. Conversar, participar de grupos, frequentar atividades comunitárias ou religiosas e manter contato com familiares ajudam a exercitar a memória, a atenção e o raciocínio. Estudos mostram que idosos socialmente ativos apresentam menor risco de declínio cognitivo e demência. Além disso, a interação social contribui para reduzir o estresse, melhorar o humor e fortalecer o sistema imunológico (FIGUEIREDO et al, 2021).

 O impacto do círculo social na saúde física e emocional
  O apoio social vai além da companhia e representa segurança e suporte nos momentos de dificuldade, ter pessoas com quem contar facilita a busca por ajuda em situações de doença, incentiva a adesão a tratamentos e motiva a prática de hábitos saudáveis.O convívio social também estimula o movimento, ou seja, participar de caminhadas em grupo, aulas coletivas ou encontros comunitários contribui para manter a mobilidade e prevenir quedas (OLIVEIRA et al, 2021). 

 Formas de manter a vida social ativa (OLIVEIRA et al, 2021)
Manter vínculos exige iniciativa e abertura, algumas atitudes podem ajudar como:

  • Participar de grupos de convivência ou centros para idosos;

  • Realizar atividades voluntárias;

  • Praticar atividades físicas em grupo;

  • Manter contato frequente com familiares e amigos, seja presencialmente ou por chamadas de vídeo;

  • Aprender algo novo, como artesanato e informática.

 Envelhecer com qualidade
  Manter um círculo social ativo significa viver com mais alegria, segurança e propósito. A socialização contribui para o equilíbrio entre corpo e mente, reduz riscos à saúde e aumenta a satisfação com a vida. Envelhecer com qualidade é estar conectado, sentir-se parte de algo maior e continuar construindo histórias, laços e memórias ao longo do tempo (FIGUEIREDO et al, 2021).

Referências

FIGUEIREDO, D. S. T. O.; et al. Associação entre rede social e incapacidade funcional em idosos brasileiros. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 74, n. 3, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/6MfTVjWTjmXrLL9KBfCdgZy/?format=pdf&lang=pt

OLIVEIRA, B. L. C. A.; et al. Participação social e autoavaliação de saúde em idosos brasileiros. Cienc. Saúde Colet. v. 26, n. 2, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/yFRZWSfYtwsSWTwFNSXWkDK/abstract/?lang=en&format=html

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Fevereiro Roxo: sinais de alerta do Alzheimer

 


O Fevereiro Roxo é um momento importante, criado para reforçar a conscientização sobre a Doença de Alzheimer e a importância do diagnóstico precoce. É completamente comum termos algumas falhas de memória na terceira idade, e fazem parte do processo natural da vida, como esquecer nomes ou onde deixou algum objeto. Porém, existem alguns sinais que vão além do esquecimento comum e merecem atenção especial, pois podem ser sinais de  alerta para alterações mais importantes na saúde do idoso (Associação Brasileira de Alzheimer, 2024?)


O que é um esquecimento comum na terceira idade? (Alzheimer`s Association, 2026?)


  • Às vezes, esquecer nomes ou compromissos, mas lembrar deles mais tarde;

  • Demorar um pouco mais para recordar nomes ou palavras;

  • Cometer erros ocasionais ao administrar as finanças ou as contas da casa;

  • Ficar confuso com o dia da semana, mas descobrir depois;

  • Perder coisas de vez em quando e ter que refazer o caminho para encontrá-las.


O que é um sinal de alerta? (Associação Portuguesa de familiares e amigos dos doentes de Alzheimer, 2011)


  • Esquecimentos frequentes de fatos recentes;

  • Dificuldade para planejar e resolver problemas;

  • Repetir as mesmas perguntas ou histórias várias vezes;

  • Dificuldade para realizar atividades do dia a dia;

  • Confusão com datas, horários ou lugares;

  • Alterações de comportamento, humor ou personalidade;

  • Dificuldade para se comunicar ou encontrar palavras.


Devemos recorrer a ajuda de um profissional sempre que os esquecimentos começarem a interferir na autonomia e nas atividades do dia a dia do idoso, ou quando familiares e cuidadores perceberem mudanças significativas no comportamento, no humor ou na memória. Em caso de qualquer dúvida ou preocupação, é essencial procurar uma equipe de saúde, pois a avaliação precoce permite um melhor acompanhamento, orientação adequada e mais qualidade de vida para o idoso e sua família (Associação Brasileira de Alzheimer, 2024?).

A Doença de Alzheimer não faz parte do envelhecimento normal. Identificar os sinais precocemente e buscar ajuda profissional faz toda a diferença no cuidado, no planejamento familiar e, principalmente, na qualidade de vida do idoso.


Referências


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER. Sobre o Alzheimer: o que é o Alzheimer?. ABRAz, 2024?. Disponível em: https://abraz.org.br/sobre-alzheimer/

ALZHEIMER`S ASSOCIATION. 10 Early Signs and Symptoms of Alzheimer's and Dementia. ALZ, 2026?. Disponível em: https://www.alz.org/alzheimers-dementia/10_signs

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE FAMILIARES E AMIGOS DOS DOENTES DE ALZHEIMER. 10 sinais de alerta. Alzheimer Portugal, 2011. Disponível em: https://alzheimerportugal.org/10-sinais-de-alerta/



sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Insolação no verão: sinais de alerta na terceira idade


Durante o verão, as altas temperaturas e o excesso de exposição ao sol podem representar riscos à saúde, especialmente para os idosos. A insolação ocorre quando a temperatura corporal ultrapassa os 40°C e o corpo não consegue resfriar adequadamente, podendo causar sintomas graves se não for identificada a tempo (Brasil, 2025?). 


O idoso está mais vulnerável à insolação porque, com o envelhecimento, ocorre uma diminuição da capacidade do organismo de regular a temperatura corporal, o que dificulta a adaptação ao calor excessivo. Além disso, a percepção da sede tende a ser menor, favorecendo a desidratação. O uso contínuo de alguns medicamentos e a presença de doenças crônicas também contribuem para aumentar os riscos, tornando necessária uma atenção redobrada durante os dias mais quentes (Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, 2025).


Principais sinais da insolação: (Brasil, 2025?)


  • Temperatura corporal elevada;

  • Pele quente, seca ou muito avermelhada;

  • Dor de cabeça intensa;

  • Tontura, fraqueza ou confusão mental;

  • Náuseas e vômitos;

  • Batimentos cardíacos acelerados.


O que fazer ao identificar os sinais de insolação? (Brasil, 2025?)


  • Levar a pessoa para um local fresco e ventilado;

  • Oferecer água, se estiver consciente;

  • Afrouxar roupas apertadas;

  • Procurar atendimento de saúde imediatamente.


Para prevenir a insolação durante o verão, é fundamental evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, manter uma boa hidratação ao longo do dia, utilizar roupas leves e claras e permanecer, sempre que possível, em ambientes arejados e ventilados. A insolação é uma condição grave, mas que pode ser evitada com cuidados simples. Estar atento aos sinais e adotar medidas preventivas faz toda a diferença e pode salvar vidas, especialmente na terceira idade (Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade, 2025).


Referências


BRASIL. Insolação. Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/insolacao


Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade. Cuidados com a Insolação durante as ondas de calor. SBMFC, 2025. Disponível em: https://sbmfc.org.br/noticias/cuidados-com-a-insolacao-durante-as-ondas-de-calor/


sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Dicas para se manter hidratado no verão

 


Durante os períodos de calor intenso e altas temperaturas, como o verão, manter uma boa hidratação se torna ainda mais importante, especialmente para os idosos. A ingestão adequada de líquidos ao longo do dia ajuda a prevenir a desidratação e contribui para mais bem-estar, saúde e segurança (Prefeitura de São Paulo, 2025).

Pessoas com mais de 60 anos sofrem uma diminuição do número e da sensibilidade de receptores corporais que controlam a sede, fazendo com que o idoso nem sempre perceba a necessidade de ingerir líquidos. Além disso, o corpo passa a ter mais dificuldade em regular a temperatura, especialmente nos dias mais quentes (Brasil, 2022). 


Principais sinais da desidratação (Brasil, 2022). 


  • Boca seca e lábios rachados;

  • Urina escura ou em pequena quantidade;

  • Sonolência, cansaço excessivo ou confusão;

  • Dor de cabeça, fraqueza e tontura.


Como posso me manter hidratado? (Prefeitura de São Paulo, 2025).


  • Beba água várias vezes ao dia, mesmo sem sede;

  • Tenha sempre uma garrafinha por perto;

  • Inclua sucos naturais, água de coco e chás claros;

  • Aposte em frutas ricas em água, como melancia, melão e laranja.


Atenção redobrada da família e cuidadores (Prefeitura de São Paulo, 2025).


  • Lembrar o idoso de beber líquidos;

  • Oferecer água com frequência;

  • Observar sinais de desidratação;

  • Reforçar os cuidados nos dias mais quentes.


Cuidar da hidratação é um gesto simples que faz toda a diferença, garantindo mais conforto, segurança e qualidade de vida durante o verão!


Referências


Prefeitura de São Paulo. Idosos devem redobrar os cuidados com a hidratação no verão. Secretaria Municipal de Saúde/SP, 2025. Disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/idosos-devem-redobrar-os-cuidados-com-a-hidrata%C3%A7%C3%A3o-durante-o-ver%C3%A3o

BRASIL. Idosos precisam ter ainda mais atenção com a hidratação. Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-me-alimentar-melhor/noticias/2017/idosos-precisam-ter-ainda-mais-atencao-com-a-hidratacao