sábado, 14 de julho de 2018

A HIPERSEXUALIDADE EM IDOSOS COM DEMÊNCIA




    A sexualidade na terceira idade é um tema negligenciado pelos profissionais da saúde, além de ser visto como um tabu na sociedade. No caso de idosos que sofrem doença de Alzheimer ou outros distúrbios demenciais tal assunto fica mais complicado de ser abordado e discutido. Porém, estudos mostram que pessoas portadoras de transtornos demenciais podem apresentar alterações na sexualidade, e para isso é importante que o cuidador esteja atento e preparado para lidar com esse tipo de sintoma.

   Muitos profissionais da área da saúde relatam que idosos com demência podem apresentar uma hipersexualidade e comportamentos sexuais inadequados como acariciar as genitais, tirar a roupa em público ou tentar agarrar o cuidador ou algum familiar. Diante disso, é importante orientar os familiares a não reagir, visto que o comportamento é decorrente da doença, não por vontade própria. E, uma vez compreendendo a situação, o familiar e/ou cuidador precisa, de maneira calma, tentar distrair a pessoa com outra atividade.

    Um relato muito recorrente dos familiares é o de idosos querendo fazer sexo várias vezes ao dia. Segundo os médicos, isso também pode fazer parte do quadro de demência. A pessoa não se lembra que havia acabado de fazer sexo e volta a sentir “desejo” novamente. Esse comportamento sexual pode ser causado por uma hiperexcitação do sistema límbico (região do sistema nervoso central responsável pelas emoções e sexualidade). Isso ocorre pela própria doença ou por medicamentos utilizados.

    Segundo a APERJ (Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro), medicamentos como a fluvoxamina, bupropiona e trazodona, por exemplo, podem aumentar a libido. Já a clomipramina e a fluoxetina podem provocar orgasmos espontâneos.

    Esse é um assunto que precisa ser mais falado, discutido com o médico e outros profissionais de saúde. Muitas famílias, porém, ainda preferem esconder esses comportamentos por terem vergonha da situação, o que é um grande equívoco. Assim como em relação a todos os outros desafios enfrentados pelos familiares e cuidadores de pessoas com demência, discutir esta situação com uma pessoa compreensiva pode ser uma ajuda. Falar dos problemas num grupo de apoio e saber que outras pessoas passam por experiências similares pode ajudar o cuidador a lidar com tal problema.









Referências:

APERJ. Idoso com demência pode apresentar hipersexualidade. Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro, 2014. Disponível em: < http://aperjrio.org.br/site/idoso-com-demencia-pode-apresentar-hipersexualidade/ >.

NOGUEIRA, Marcela Moreira Lima et al. Satisfação sexual na demência. Rev. psiquiatr. clín.,  São Paulo, v. 40, n. 2, p. 77-80, 2013. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832013000200005&lng=en&nrm=iso >.

sábado, 12 de maio de 2018

OS EFEITOS DA MUSICOTERAPIA EM IDOSOS COM DOENÇA DE ALZHEIMER




         Estudos mostram que a música tem seus efeitos no corpo humano, ela atinge o organismo por completo causando efeitos biológicos, fisiológicos, intelectual, social e espiritual, além de agir no sistema nervoso, circulatório, respiratório, digestivo e metabólico.

    Segundo Barbosa e Cotta (2017), a Musicoterapia é uma intervenção que utiliza aspectos como melodia, harmonia e ritmo, estimulando áreas cognitivas, afetivas e sociais do idoso com Alzheimer, pois a música traz emoções e sentimentos que remetem a momentos vividos por esse indivíduo, ajudando-o no exercício da memória.

      É imprescindível que o estilo de música a ser adotada seja de acordo com a preferencia musical do idoso, para que haja uma conexão com a melodia. A terapia com música pode melhorar o humor, o comportamento e a função cognitiva, além de trazer paz, conforto, confiança e tranquilidade.

     A música também pode influenciar no controle da dor, uma vez que a mesma traz uma sensação de bem-estar ao idoso. A melodia modifica padrões de comportamento e modula o sistema nervoso, o que pode trazer resultados positivos ao indivíduo com dor crônica.

     O uso da música é uma terapêutica complementar valiosa, que exerce influência sobre os aspectos neurocognitivos, emocionais, psíquicos e sociais do idoso com Doença de Alzheimer. (ALBUQUERQUE e cols., 2012)

     O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece terapias alternativas, como a Musicoterapia, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Tal serviço é oferecido por meio da iniciativa local, mas recebe financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município, segundo a Portaria n° 145/2017. (BRASIL, 2017)

      Portanto, a Musicoterapia é um método não-farmacológico eficaz na prevenção e tratamento da Doença de Alzheimer e outros transtornos demenciais, na qual a sua aplicabilidade é reconhecida pelo Ministério da Saúde  e tem o incentivo do mesmo. Sendo assim, a tendência dessa terapia complementar, que envolve os aspectos psicossomáticos do ser humano, é ser cada vez mais difundida na área da saúde, visto que o seu uso é eficaz.








REFERÊNCIAS:

BARBOSA, P.S.; COTTA, M.M. Psicologia e Musicoterapia no tratamento de idosos com demência de Alzheimer. Revista Brasileira de Ciências da Vida, [S.l.], v. 5, n. 3, jul. 2017. ISSN 2525-359X. Disponível em: < http://jornal.faculdadecienciasdavida.com.br/index.php/RBCV/article/view/284 >.

ALBUQUERQUE M.C.S.; NASCIMENTO L.O.; LYRA S.T.; FIGUEREDO TREZZA M.C.S.; BRÊDA M.Z. Os efeitos da música em idosos com doença de Alzheimer de uma instituição de longa permanência. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2012 abr/jun;14(2):404-13. Disponível em:< http://dx.doi.org/10.5216/ree.v14i2.12532 >.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Portaria amplia oferta de PICS. Brasília, DF, 2017. Disponível em: < http://dab.saude.gov.br/portaldab/noticias.php?conteudo=_&cod=2297 >.

domingo, 15 de abril de 2018

RISCO DE QUEDAS EM IDOSO COM DOENÇA DE ALZHEIMER






    O alto número de quedas em idosos é decorrente das alterações inerentes ao
processo de envelhecimento e das alterações ambientais. Dentre os fatores associados ao
envelhecimento estão as alterações sensório-motoras como o déficit visual, paresias,
parestesias, diminuição da flexibilidade e de mobilidade e declínio cognitivo. Há também
a intervenção de fatores ambientais que aumentam o risco de quedas em idosos com
Doença de Alzheimer, esses fatores são associados às dificuldades propiciadas pelo
ambiente na qual esse indivíduo convive e se locomove, como buracos, escadas e terrenos
irregulares.

    Estudos mostram que, em estágios leves, o risco de quedas em idoso com Doença
de Alzheimer iguala-se ao risco de queda em idosos saudáveis. Contudo, alguns processos
motores como sentar-se e levantar-se da cadeira, podem ser afetados nos estágios leve e
moderado da Doença de Alzheimer, predispondo o idoso ao risco de queda. Entretanto,
no estágio avançado, o aumento do risco de quedas tem relação com o comprometimento
visual e às alterações cognitivas. Foi observado que o risco de quedas é alto em idoso
com déficit cognitivo, porque normalmente esse se encontra associado à negligência,
exclusão social e sintomas depressivos. Tais fatores podem contribuir para reduzir o
desempenho em atividades físicas e aumentar a fraqueza muscular.

    Praticar atividades físicas com frequência e realizar seções de fisioterapia são de
grande importância para prevenir e/ou minimizar déficits de equilíbrio em idosos.
Estudos comprovam que a realização de atividades físicas podem melhorar, além do
equilíbrio e do desempenho motor, podem melhorar também a função cognitiva dos
idosos.

    Além de diminuir os riscos de quedas em idosos interferindo na prevenção e
tratamento das alterações adquiridas com o processo de envelhecimento, é preciso
também melhorar o ambiente no qual esse idoso está inserido: removendo obstáculos,
evitando o uso de escadas, caminhar apenas em terrenos regulares e sem buracos, fazer
adaptações de apoio nos vasos sanitários e local de banho dos banheiros (pois este é o
cômodo com maior índice de queda em idosos).

    Sendo assim, o cuidador do idoso com Doença de Alzheimer deve estar atento a
todas as alterações intrínsecas (relacionadas ao processo de envelhecimento) e extrínsecas
( relacionadas ao ambiente), para prevenir a queda e suas possíveis complicações. Para
isso, é necessário adotar medidas que visam a melhora física e cognitiva desse idoso, além
de melhorar o ambiente na qual esse indivíduo vive.






REFERÊNCIAS:

CHRISTOFOLETTI, G et al . Risco de quedas em idosos com doença de
Parkinson e demência de Alzheimer: um estudo transversal. Rev. bras. fisioter., São
Carlos, v.10, n.4, p.429-433, Dezembro 2006. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-
35552006000400011&lng=en&nrm=iso>.

BRASIL. Governo do Brasil. Ministério da Saúde. Quedas. Brasília, DF, 2012. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/saude/2012/04/quedas>.


quarta-feira, 14 de março de 2018

ADESIVO PARA TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER CHEGA AO SUS





A Rivastigmina  é uma droga utilizada no tratamento da doença de Alzheimer e outros transtornos demenciais. Agora a Rivastigmina possui forma adesiva, o que pode substituir o uso da sua forma em comprimidos. Hoje, esse adesivo está disponível no Sistema Único de Saúde.

A forma em adesivo possui menos efeitos colaterais menos agressivos e facilita o controle na dosagem da medicação, algo importante para os pacientes que estão iniciando o tratamento para o Alzheimer.
O pesquisador da USP,Tumas, lembra que a escolha entre a ingestão oral da rivastigmina ou do adesivo, que é colado na pele, varia de acordo com a adaptação de cada indivíduo. “A opção vai depender da circunstância e, especialmente, do efeito adverso que o paciente vai ter com uma ou outra forma de apresentação”, diz o professor.

REFERÊNCIA: USP. Disponível no SUS, adesivo facilita tratamento do Alzheimer. Jornal da USP. Disponível em: <http://jornal.usp.br/atualidades/disponivel-no-sus-adesivo-facilita-tratamento-do-alzheimer/>



sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

5 DICAS PARA PREVENIR A DOENÇA DE ALZHEIMER




Monte quebra-cabeças
Um estudo publicado na revista Archives of Neurology mostrou que quem tem o hábito de montar quebra-cabeças têm menos presença da beta-amilóide em seus cérebros, proteína responsável pelo Mal de Alzheimer.

Beba 2 litros de água
Aos  60 anos o ser humano têm pouco mais de 50% de água no corpo. É preciso se hidratar e essa situação se agrava porque mesmo desidratados, as pessoas podem não sentir vontade de beber água. Isso acontece porque os mecanismos internos podem não funcionar muito bem e por isso é preciso incorporar o hábito. Sem líquido, as capacidades cognitivas ficam comprometidas e pode potencializar o desenvolvimento de doenças, entre elas o Alzheimer.

Aprenda algo novo todos os dias
A reserva cognitiva é infinita e estudos mostram que mesmo uma mente já com Alzheimer pode continuar funcionando devido aos conhecimentos adquiridos no decorrer da vida. Por isso, aprenda algo novo todos os dias. Vale cozinhar, palavras – cruzadas, ler ou\e aprender uma nova língua.

Deixe o medo de lado: faça os testes de Alzheimer
O diagnóstico pode ser feito de forma simples por meio de testes não invasivos e de fácil execução. 18 anos antes dos primeiros sintomas é possível descobrir se vai contrair o Alzheimer. Por isso, deixar o medo de lado e se prevenir é o melhor caminho.

Coma peixe, verduras e beba uma taça de vinho
O ômega 3 do peixe ajuda a prevenir a doença, verduras folhosas como o espinafre e o vinho podem retardar a perda da memória. Tornar o consumo desses alimentos e bebida, em porções pequenas, mas diárias, pode rejuvenescer a idade cognitiva de uma pessoa em até cinco anos. Se alimente com itens saudáveis!



REFERÊNCIA: Mantenha a mente ativa: 5 passos para prevenir o Alzheimer – Bem Estar. Disponível em: <https://catracalivre.com.br/geral/saude-bem-estar/indicacao/mantenha-mente-ativa-5-passos-para-prevenir-o-alzheimer/ >

domingo, 17 de dezembro de 2017

SUS oferta tratamento multidisciplinar para portadores da Doença de Alzheimer





Segundo o Ministério da Saúde, a doença de Alzheimer (DA) é a demência com mais prevalência entre a população idosa. De acordo com estimativa realizada é que mais de 30 milhões de pessoas no mundo são portadoras da doença de Alzheimer.
Através de um tratamento adequado e assistência prestada eficaz é possível garantir maior sobrevida e melhor qualidade de vida às pessoas com DA.Tratamento e assistência adequados podem proporcionar maior sobrevida e uma melhor qualidade de vida às pessoas com Alzheimer. “O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente o tratamento, por meio do qual é possível aliviar sintomas, além de estabilizar ou retardar a progressão da doença. Assim, o paciente poderá ter autonomia e independência funcional pelo maior tempo possível.”
É muito importante a atuação de uma equipe multidisciplinar (equipe no qual faz parte profissionais de várias áreas da saúde, como enfermagem, medicina, fisioterapia, nutrição, entre outras). Com isso, é possível garantir ao paciente um atendimento individualizado e integral. Pode-se encontrar esses serviços nos Centros Especializados em Reabilitação, que são pontos de atenção ambulatorial especializados em diagnóstico e tratamento completo para a pessoa com Alzheimer. “Para ter acesso, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima ou a Secretaria Municipal de Saúde para informações sobre serviços de referência disponíveis.”
Se você possui um parente que apresente sintomas da Doença de Alzheimer, procure uma unidade de saúde próxima a sua casa para iniciar o tratamento e proporcionar à essa pessoa uma melhor qualidade de vida.

Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. SUS oferece tratamento multidisciplinar para Alzheimer. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/saude/2017/09/sus-oferece-tratamento-multidisciplinar-para-alzheimer> Acesso em: 28/11/17.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Benefícios dos Grupos de Apoio ao cuidador de idosos com Doença de Alzheimer e outros transtornos demenciais

Um grupo de apoio é um espaço de encontro e aprendizagem onde ocorre troca de experiências entre familiares e cuidadores de idosos com Doença de Alzheimer e outros transtornos demenciais. No grupo, o participante tem a oportunidade de fazer depoimentos, refletir sobre o cuidado, buscar em conjunto novas estratégias para superar dificuldades e descobrir alternativas para lidar melhor com o dia a dia que sofreu modificações após se tornar cuidador.
Participar de um grupo de apoio traz benefícios para os cuidadores. São eles, segundo ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer):
·         Acesso a informações atualizadas sobre a doença e os tratamentos, aumentando a segurança de cuidado e a tomada de decisões;
·         Favorecimento da aceitação da nova situação, que envolve mudanças significativas na vida e na qualidade de vida dos envolvidos;
·         Investimento na qualidade de vida de todos os que participam do cuidado com o idoso com Doença de Alzheimer;
·         Desenvolvimento de um enfrentamento mais positivo e saudável da situação de adoecimento e perdas associadas;
·         Favorecimento da interação com o idoso a partir de melhor compreensão das necessidades da pessoa com demência, seus sintomas e estratégias de manejo.
“Os Grupos de Apoio da ABRAz são mediados por coordenadores voluntários selecionados e treinados e que devem respeitar as orientações, responsabilidades e treinamentos oferecidos. Os coordenadores podem ser um familiar-cuidador experiente ou um profissional da área da saúde. A maior parte dos Grupos tem frequência mensal.”
Os Grupos de Apoio da ABRAz estão divididos em Informativos, onde a pessoa recebe Informações relevantes sobre a Doença de Alzheimer, tratamentos, cuidados necessários ao idoso com demência, entre outros temas de interesse;  e Apoio Social e Emocional, onde ocorre trocas de experiência e reflexão.  Quando o coordenador for especificamente da área da saúde mental (psicólogo ou psiquiatra), há também espaço para um maior aprofundamento nas emoções, com favorecimento de soluções criativas e flexibilidade para mudanças com implementação de estratégias eficientes para superar problemas.
Você pode encontrar um grupo de apoio em seu estado através do site da ABRAZ! Clique no link http://abraz.org.br/assistencia-abraz/grupos-de-apoio-ao-familiar-cuidador e identifique a cidade onde você mora.
Busque apoio!
Referência:

ABRAZ. Grupos de apoio ao familiar-cuidador. Disponível em: <http://abraz.org.br/assistencia-abraz/grupos-de-apoio-ao-familiar-cuidador> Acesso em 17/10/17.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O cuidador de idosos e a sobrecarga emocional

Cuidar é um processo que envolve entrega, doação, habilidade, ganho de experiência, aumento da valorização pessoal, fortalecimento de vínculos, entre outras coisas; Porém o ato de cuidar não envolve apenas benefícios.

Existe uma sobrecarga no ato de cuidar, pois exige uma demanda tanto física quanto emocional do cuidador, que muitas vezes não teve um preparo psicológico e técnico sobre esta função que agora faz parte do seu cotidiano.


É exigido do cuidador prestar cuidados intensos, e com isso sua vida pessoal é modificada, pois, além de se dedicarem ao paciente, precisam substituir as tarefas por ele desempenhadas previamente e reorganizar tarefas de sua responsabilidade e vida pessoal. Assumir o papel de cuidador tem como consequência a redução da liberdade e um elevado senso de responsabilidade sobre a pessoa que está sendo cuidada. Com isso ocorre perdas na vida pessoal, “como diminuição de independência, restrição de tempo para atividades pessoais, problemas sexuais, privação de sono, possibilidade de viver exclusivamente para a pessoa doente, tendência ao isolamento e diminuição de rede de apoio social, sacrifício do presente e do futuro, além de alterações na vida familiar como ruptura e mudanças na dinâmica e carga financeira. O estresse age no estado emocional do cuidador interferindo na vida pessoal, familiar ou até na qualidade de cuidado oferecido.”
Aliado ao estresse, existe pouco suporte emocional e social, o que dificulta o enfrentamento da situação pelo cuidador, pois se intensifica a sensação de responsabilidade, culpa, preocupação, podendo até mesmo desenvolver para depressão e ansiedade.
O cuidador também precisa de atenção e cuidado para suportar as demandas do dia a dia, perdas e cansaço físico e emocional. A redução do estresse pode ser encontrada no apoio emocional, social e familiar.
Referência:
ABRAZ. O estresse do cuidador. Disponível em:< http://abraz.org.br/orientacao-a-cuidadores/cuidados-com-o-familiar-cuidador/o-estresse-do-cuidador> Acesso em: 15/10/17 às 14h.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Prevenção de lesão por pressão em ILPI’s

As medidas de prevenção estão associadas aos cuidados, à promoção do bem-estar, à qualidade de vida e à saúde da pessoa idosa, mesmo na presença de doenças crônicas.
As orientações de prevenção das lesões por pressão envolvem quatro aspectos principais:

1) Avaliação frequente: Avaliar da cabeça aos pés os pacientes que apresentam algum fator de risco de apresentar lesão por pressão. É importante se atentar para locais de proeminência óssea, pois são regiões mais propensas ao desenvolvimento dessas lesões. Isto pode ser feito durante o banho diário, ou durante as trocas de roupas, sem precisar expor a pessoa idosa a situações desconfortáveis ou constrangedoras.




2) Higiene otimizada: Promover medidas para manutenção das condições adequadas para a integridade da pele, zelando pelo cuidado, evitando sobrecargas de fatores irritantes, especialmente nos pacientes incontinentes. Aqui estão algumas dicas:

• Manter a pele limpa, seca e hidratada.

• Banho diário com água morna e sabonete neutro.
• Lavar e secar a pele sem esfregar.

• Aplicar creme hidratante por toda superfície corporal.
• Não usar soluções alcoólicas ou colônias.



3) Alimentação adequada: Estimular a ingestão adequada de alimentos  e líquidos de acordo com as recomendações nutricionais para cada indivíduo. Abaixo estão algumas dicas para facilitar essa alimentação e hidratação adequada:
• Oferecer e disponibilizar alimentos naturais e frescos.
• Vigiar a dieta prescrita dando bastante importância para proteínas do leite, clara do ovo, peixes e cereais.
• Evitar gordura animal.

• Observar se há suplementos nutricionais prescritos para administração oral.
• Oferecer a alimentação mais vezes ao dia e em menor quantidade.
• Evitar desnutrição e obesidade!
• Oferecer de 1,5 a 2 litros de líquidos ao dia incluindo: água, sucos e chás. 



4) Proteção contra os efeitos ambientais: Promover a proteção da pele e dos tecidos associados contra os efeitos de fatores biomecânicos ambientais (externos): pressão, fricção e cisalhamento. É muito importante estar atento ao correto posicionamento do corpo, nas diferentes posições e decúbitos. Um ato simples porém muito eficaz é mudar a posição de 2 em 2 horas e colocar sobre superfície de suportes específicos que redistribuam a pressão.

Referência:
·         SBGG. Guia para cuidadores de idosos. Prevenção de úlceras por pressão em ILPIs. Disponível em: <http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/11/Guia-UP-Web_2T.pdf> Acesso em: 02/08/17.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Lesão por pressão em ILPI’s: Quais são os fatores de risco?

O avanço das ciências médicas possibilita que haja uma maior sobrevida da população idosa. Porém, ainda existem idosos funcionalmente incapazes, o que demanda para os sistemas de saúde e social recursos humanos e capacitação para lidar com os problemas apresentados.

Devido ao processo de envelhecimento, pode-se aparecer as chamadas síndromes geriátricas, que são “manifestações clínicas de diferentes órgãos e sistemas resultantes de um somatório de fatores da interação do processo de envelhecimento com o meio.” Entre estas síndromes, as lesões por pressão são um ponto de bastante importância no cuidado com o idoso.




As lesões por pressão são conhecidas popularmente como escaras. Elas podem estar presentes entre os idosos residentes em Instituições de Longa Permanência (ILPIs,), tendo uma instalação de forma rápida e difícil manejo.



São fatores de risco intrínsecos para lesão por pressão:
- Idade avançada
- Pouca mobilidade ou imobilidade
- Problemas circulatórios
- Alterações no nível de consciência
- Incontinência urinária e fecal 
- Sudorese aumentada ou diminuída
- Alteração da sensibilidade da pele
- Higiene Inadequada
- Desnutrição ou sobrepeso         



São fatores de risco extrínsecos para lesão por pressão:
- Pressão
- Fricção
- Cisalhamento


São fatores de risco institucionais para lesão por pressão:
- Desmotivação dos cuidadores por falta de informações
- Ausência de planejamento de cuidados
- Ausência ou inadequação de medidas de prevenção


Referência:
SBGG. Guia para cuidadores de idosos. Prevenção de úlceras por pressão em ILPIs. Disponível em: <http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/11/Guia-UP-Web_2T.pdf> Acesso em: 02/08/17.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Pesquisa aponta que um quarto da população brasileira terá demência até 2020

Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Porto (Portugal) e Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea) existe a previsão de que o número de casos de demência, que correspondem a 55 mil novos diagnósticos por ano, deve alcançar 1,6 milhão de pessoas com mais de 65 anos em 2020, afetando cerca de um quarto da população brasileira com mais de 80 anos.
Os pesquisadores explicam que quanto mais tempo se vive, maior a probabilidade de se apresentar um estado de demência; E como a população brasileira está envelhecendo, essa taxa de pessoas demenciadas também aumenta. “A chance de ter Alzheimer, por exemplo, que aos 60 anos é de 1%, chega a ultrapassar os 20% após os 90.”

O processo de envelhecimento por si só não provoca a demência, mas facilita seu desenvolvimento no organismo, explica o pesquisador. De acordo com a pesquisa, o Alzheimer é responsável por 60% a 70% dos casos de demência, seguido por demência vascular (entupimento dos vasos sanguíneos cerebrais) e mal de Parkinson.
Referências:

  • BURLA, Claudia et al . Panorama prospectivo das demências no Brasil: um enfoque demográfico. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro ,  v. 18, n. 10, p. 2949-2956,  Out.  2013 Disponível em:  <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001000019&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 01/08/17
  •    Hermsdorf, M; Heemann, M. Um quarto da população terá algum tipo de demência em 2020. Jornal Eletrônico Estadão. Disponível em: <http://infograficos.estadao.com.br/focas/planeje-sua-vida/um-quarto-da-populacao-tera-algum-tipo-de-demencia-em-2020> Acesso em: 01/08/17.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Os 10 principais sintomas iniciais de demência

O ser humano é singular. Doenças podem afetar cada pessoa de um jeito diferente, pois depende de fatores como saúde, estilo de vida, hábitos alimentares, entre outros. Os sinais e sintomas de uma demência pode variar de pessoa para pessoa, porém existem semelhanças.

A Alzheimer’s Disease International apontou os dez principais sintomas que podem indicar o início de uma demência.


1) Perda de memória
Ocorre uma perda da memória, principalmente a memória de curto prazo, que é o sintoma mais comum de demência. Esquecer o nome de pessoas pode parecer normal, porém quando se esquece o contexto, por exemplo, que a pessoa é seu filho, seu vizinho, seu parente, é algo a prestar atenção.

2) Dificuldade em realizar tarefas familiares
Pessoas com demência possuem dificuldade em realizar tarefas diárias que podem ser simples, como por exemplo, preparar uma refeição e estender roupas.

3) Problemas com a linguagem
Eventualmente, todos temos dificuldade para encontrar a palavra certa, mas uma pessoa com demência muitas vezes esquece palavras simples ou substitui palavras incomuns, fazendo do discurso ou escrita difíceis de entender.

4) Desorientação de tempo e lugar
Pessoas com demência podem se perder em lugares familiares, como a rua em que vivem, esquecer onde estão ou como chegaram lá e não saber como voltar para casa. Também podem confundir dia e noite.

5) Menor ou pobre julgamento
Pessoas com demência possuem dificuldade de julgamento. Um exemplo pode ser no vestuário, onde vestem-se várias camadas de roupas em um dia quente ou pouca roupa em um dia frio.

6) Problemas com o acompanhamento de coisas
Uma pessoa com demência pode ter dificuldade em acompanhar uma conversa ou acompanhar o pagamento de suas contas, por exemplo.

7) Desajustando coisas
Qualquer pessoa pode temporariamente perder sua carteira ou chaves. Uma pessoa com demência pode colocar coisas em lugares incomuns, como um ferro na geladeira ou um relógio de pulso no armário de cozinha.

8) Mudanças de humor ou comportamento
Todos temos mudanças de humor, porém uma pessoa com demência pode tornar-se excessivamente emocional e experimentar mudanças rápidas de humor sem motivo aparente, ou a pessoa pode demonstrar menos emoção do que era usual anteriormente.

9) Problemas com símbolos e relacionamentos.
Uma pessoa com demência pode apresentar problemas com simbologia, como por exemplo, ver um sinal vermelho e entender que é para acelerar.Pode-se tornar irritável, deprimida, apática ou ansiosa e agitada principalmente em situações em que problemas de memória lhe causam dificuldades, apresentando problemas em seus relacionamentos com familiares e amigos.

10) Isolamento social
Às vezes, todos podem se cansar de obrigações sociais, tarefas domésticas ou atividades comerciais. No entanto, uma pessoa com demência pode-se tornar muito passiva, sentada na frente da televisão por horas, dormindo mais do que o habitual ou parece perder o interesse em passatempos.

Se você tiver algum desses sintomas ou estiver preocupado com um amigo ou parente, visite o seu médico e discuta suas preocupações!


Referência:
·         Alzheimer Desease International. Early Symptoms. Disponível em: < https://www.alz.co.uk/info/early-symptoms> Acesso em: 01/08/17.