quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A demência como uma prioridade de saúde pública


De acordo com a ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer) a demência é uma doença mental caracterizada por prejuízo cognitivo que pode incluir alterações de memória, desorientação em relação ao tempo e ao espaço, raciocínio, concentração, aprendizado, realização de tarefas complexas, julgamento, linguagem e habilidades visuo-espaciais. O indivíduo com demência torna-se, cada vez mais, dependente de terceiros para a vida em sociedade e para seus cuidados.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o número de pessoas com demência no mundo é de aproximadamente 35,6 milhões. Esse número deve dobrar até 2030 e mais do que triplicará em 2050.
No início de 2017 foi recomendado pela OMS que o projeto de “Plano de Ação Global em resposta à demência como prioridade de saúde pública 2017-2025” fosse discutido na 70ª Assembleia Mundial da Saúde, que aconteceu em maio na Suíça. “O projeto, que tem como base o relatório “Demência: uma prioridade de saúde pública”, foi desenvolvido conjuntamente pela OMS e pela Alzheimer’s Disease International (ADI).  A iniciativa de colocar em prática as proposições do plano visa estimular os governos a desenvolverem estratégias para conter o impacto provocado pela demência em suas populações, bem como aumentar a conscientização sobre a demência como uma prioridade de saúde pública.”
A população não possui conhecimento suficiente sobre a demência, e, devido a isso, cria-se um estereótipo, estigmatizando a doença. Faz-se então necessário que haja uma conscientização da população acerca das demências, para que todos possam em conjunto trabalhar para dar suporte aos indivíduos portadores.


Fonte: Alzheimer’s Disease International (ADI)


Referências:
  • ·         ABRAZ. Sobre o Alzheimer – Demência. Disponível em: < http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/demencia> Acesso em: 31/07/17.
  • ·         Alzheimer Desease International. WHO progress global plan on dementia. Disponível em: < https://www.alz.co.uk/ADI-welcomes-progress-of-global-plan> Acesso em: 31/07/17.
  • ·         SBGG. Demência: uma prioridade de saúde pública. Disponível em: < http://sbgg.org.br/demencia-uma-prioridade-de-saude-publica/> Acesso em: 31/07/17.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pesquisa revela que um terço das causas das demências são evitáveis

A revista médica The Lancet realizou uma pesquisa no qual foi constatado que um terço (35%) das causas das demências são evitáveis.
Na infância a falta de educação formal corresponde a 8% do total. Segundo a pesquisa, uma pessoa alfabetizada e estimulada intelectualmente tem menor risco de desenvolver demências.
Na idade adulta a perda auditiva, obesidade e hipertensão são fatores importantes, que correspondem respectivamente a 9%, 1% e 2% do total de causas evitáveis.
Alguns maus hábitos como fumar, sedentarismo, isolamento social, e também doenças como depressão e diabetes somam 15% das causas evitáveis que levam à demências.
Os outros dois terços (65%) são fatores ambientais e genéticos.


Fonte: http://press.thelancet.com/dementia.pdf
Prevenir tais fatores de risco evitáveis faz com que se reduza o número crescente de casos de demência no mundo. Essa prevenção vem através da conscientização da população sobre bons hábitos de vida e saúde em conjunto com ações governamentais que incentivem a educação na infância e também ao longo da vida, por meio da educação continuada. 
  

Referências:
  • LIVINGSTON, G. et al. Dementia prevention, intervention, and care. The Lancet, 2017. Disponível em: <http://press.thelancet.com/dementia.pdf> Acesso em: 25/07/17.
  • ALVES, G. Um terço das causas de demência são evitáveis, aponta estimativa da revista ‘The Lancet’. Folha de São Paulo, 2017. Disponível em: < http://cadeacura.blogfolha.uol.com.br/2017/07/21/demencia-e-evitavel/> Acesso em: 25/07/17.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Demência por Doença de Alzheimer





Fonte: http://www.clinicadamemoria.med.br/doenca-de-alzheimer/


Foi publicado em 2002 a Portaria nº 843, que aprovou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Demência por doença de Alzheimer. É um protocolo de caráter nacional, que deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, na regulação da dispensação dos medicamentos nele previsto.
O conteúdo do protocolo consiste em:
·                    Conceito geral da doença;
·                    Critérios de inclusão/exclusão de pacientes no tratamento;
·                    Critérios de diagnóstico;
·                    Esquema terapêutico preconizado e;
·                    Mecanismos de acompanhamento e avaliação desse tratamento.
De acordo com o protocolo o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes portadores da Doença de Alzheimer deverá ser dado nos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, que são definidos pela Portaria GM/MS nº 702 e a Portaria SAS/MS nº 249, ambas de 12 de abril de 2002.
Segundo Brasil (2007), “o tratamento específico para a doença de Alzheimervisa diminuir a progressão da doença e retardar ou minimizar os sintomas comportamentais das pessoas, que, apesar do tratamento, irão piorar progressivamente; portanto, é de fundamental importância orientar e dar apoio aos familiares da pessoa.”
Conforme o protocolo, o paciente deverá fazer reavaliação de três a quatro meses após o início do tratamento, sendo essas ocorridas a cada 4 a 6 meses. É importante lembrar que mesmo que a pessoa idosa seja acompanhada por especialista, o mesmo deve ser acompanhado pela equipe da Atenção Básica.

REFERÊNCIAS:
  •         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2007. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad19.pdf> Acesso em: 14/07/17.
  •         BRASIL. Portaria SAS/MS nº 1.298, de 21 de novembro de 2013.Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Demência por doença de Alzheimer. Disponível em: < http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-de-alzheimer-livro-2013.pdf> Acesso em: 14/07/17.
  •         BRASIL. PORTARIA Nº 491, DE 23 DE SETEMBRO DE 2010. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2010/prt0491_23_09_2010.html> Acesso em: 14/07/17.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Idoso com perda auditiva: Como identificar o problema e cuidados para o dia-a-dia


Fonte: http://www.iredo.com.br/site/wp-content/uploads/2014/06/hard-of-hearing-guy-111208.jpg

Durante o processo de envelhecimento ocorre a diminuição das capacidades sensório-perceptivas. A perda da sensibilidade auditiva resultante do envelhecimento é conhecida como presbiacusia. Tais modificações podem dificultar a comunicação com os idosos, podendo até mesmo levar a um isolamento social. Para evitar que isso aconteça, é importante identificar precocemente a perda de audição, o que pode ser complicado, pois a maioria dos idosos demoram a perceber, aceitar e tratar sua dificuldade.  
Para quem convive com o idoso, pode ficar atento a alguns sinais de perda de audição, tais como:
  • Começar a falar muito baixo ou alto, pois não escutam a própria voz;
  • Assistem televisão com um olhar alheio, sem prestar atenção, podendo aumentar muito o volume;
  • Têm dificuldade em falar no telefone;
  • Ficam alheios ao convívio social, começam a evitar encontros sociais ou saídas de casa;
  • São chamados e não respondem.
  • Perdem-se nas conversas e fazem perguntas repetidas.

Existem algumas medidas simples que podem auxiliar a comunicação com o idoso com presbiacusia, como:
  • Evitar ambientes ruidosos;
  • Evitar submeter as pessoas idosas à situações constrangedoras quando essas não entenderem o que lhes foi dito ou pedirem para que a fala seja repetida;
  • Procurar falar de forma clara e pausada e, aumente o tom de voz somente se isso realmente for necessário;
  • Falar de frente, para que a pessoa idosa possa fazer a leitura labial.

Porém, além de utilizar tais medidas para facilitar a comunicação com o idoso, é muito importante procurar um serviço de saúde para realizar o acompanhamento e possível tratamento para a perda auditiva.

REFERÊNCIAS:
  • ·         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2007. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad19.pdf> Acesso em: 14/07/17.
  • ·         EXTRA. Perda auditiva dos idosos pode causar depressão, se não for tratada. 2016. Disponível em: <https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/perda-auditiva-dos-idosos-pode-causar-depressao-se-nao-for-tratada-19253915.html> Acesso em: 14/07/17.
  • ·         TAVARES, PATRÍCIA FERNANDA. Perda auditiva no idoso: suas interferências na vida psicossocial. Perda auditiva no idoso: suas interferências na vida psicossocial. 2001. Disponível em: <http://www.cefac.br/library/teses/6a560a7321df3ce936adbe42faaa9b24.pdf> Acesso em: 14/07/17.

domingo, 2 de julho de 2017

Incontinência urinária em idosos e cuidados com a troca de fralda


A incontinência urinária é a perda involuntária de urina pela uretra. Segundo Malmsten (1997), sua prevalência na população com mais de 65 anos de idade é de 15 a 30%. Isso acarreta problemas de convívio social e psicológicos para os pacientes e familiares, fazendo com que o idoso tenha auto-estima diminuída e aconteça um isolamento social.
A presença de incontinência urinária deve ser avaliada, pois nem sempre os idosos a referem na avaliação clínica por vergonha ou por acharem ser isso normal no processo de envelhecimento. Perguntar diretamente se a pessoa idosa perdeu urina recentemente ou sentiu-se molhada é uma forma rápida de verificar o problema. Se a resposta for afirmativa, deve-se investigar as possíveis causas.
De acordo com a ABRAZ, o paciente com Doença de Alzheimer pode perder a habilidade de reconhecer a necessidade de ir ao banheiro, de localizar onde fica o banheiro ou, ainda, de não saber o que fazer quando chega lá. Muitos não aceitam usar fraldas durante o dia e a noite, podendo urinar sem querer no caminho ao banheiro, na cama, em cadeiras e sofás. Isso pode acarretar o ambiente do idoso a ficar sujo e com cheiro de urina, além de criar assaduras caso ele não seja trocado e higienizado, fazendo com que ocorram momentos constrangedores ao idoso e criando uma exclusão social.
É necessário esclarecer ao idoso que ele irá usar fraldas por questões de saúde. Conversar com o idoso que o item “fralda” não é algo pejorativo e que lhe trará benefícios pessoais e sociais é uma questão fundamental.
Na troca da fralda, o enfermeiro deve-se atentar para:
  •          A condição da pele e mucosas do idoso, pois podem ocorrer assaduras e manchas brancas.
  •          Deve-se realizar a troca da fralda em intervalos regulares, nunca deixando a fralda molhada em contato com o corpo por muito tempo, pois pode ocasionar assaduras e lesões.
  •          A cada troca de fralda, deve-se realizar uma limpeza completa da região genital com água e sabonete neutro, também podendo ser utilizados lenços umedecidos. Porém pelo menos uma vez ao dia, essa limpeza deve ser feita com água e sabão.
  •          Um ato de extrema importância é secar muito bem a pele após a limpeza, para evitar assaduras e proliferação de microorganismos.
  •          Pode ser utilizada pomadas para assaduras a cada troca de fraldas, lembrando de retirar o excesso de pomada da troca de fralda anterior.


Referências:
·         ABRAZ. Associação Brasileira de Alzheimer. Disponível em: < http://www.abraz.org.br/ > Acesso em: 30/06/17.
·         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde. p. 34 e 92. 2007.

·         MALMSTEN U, MILSOM I, MOLANDER U, et al. Urinary incontinence and lower urinary tract symptoms: an epidemiological study of men aged 45 to 99 years. J Urol. 1997.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa


Fonte: http://www.revistabrazilcomz.com/wp-content/uploads/2014/09/MG_5690.jpg

De acordo com o Estatuto do Idoso, o idoso tem assegurado o direito à saúde,à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.(Art 3º)
No que se diz a respeito à saúde, foi criada em 19 de outubro de 2006 a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) que define que a atenção à saúde dessa população terá como porta de entrada a Atenção Básica/Saúde da Família, tendo como referência a rede de serviços especializada de média e alta complexidade.
Segundo Ministério da Saúde, a Atenção à Saúde da pessoa idosa na Atenção Básica/Saúde da Família deve consistir em um olhar holístico desse indivíduo, que é influenciado por diversos fatores, tais como o ambiente onde o idoso vive, a relação profissional de saúde/pessoa idosa e profissional de saúde/ familiares, a história clínica (aspectos biológicos, psíquicos, funcionais e sociais) e o exame físico. Na Atenção Básica deseja-se ofertar à pessoa idosa e aos seus familiares e/ou cuidadores uma atenção humanizada com orientação, acompanhamento e apoio domiciliar, com respeito à sua cultura, às diversidades do envelhecer e um acesso mais facilitado à rede de saúde.
Vale destacar que, com base no princípio de territorialização do SUS, a Atenção Básica/ Saúde da Família deve ser responsável pela atenção à saúde de todas as pessoas idosas que estão na sua área de abrangência, inclusive, aquelas que encontram-se em instituições públicas ou privadas.
“As necessidades básicas das pessoas idosas e dos seus cuidadores devem ser atendidas para que o direito à vida possa ser respeitado. A vida é um direito humano fundamental, assim como envelhecer com dignidade é umdireito humano fundamental.”

Referências:
·         BRASIL. ESTATUTO DO IDOSO. Lei Federal nº 10.741, de 01 de outubro de 2003. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.741.htm >
·         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad19.pdf>

·         BRASIL. Cuidar Melhor e Evitar a Violência - Manual do Cuidador da Pessoa. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2008. Disponível em: <http://www.ciape.org.br/manual_cuidador.pdf>

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Instrumento de avaliação global das demências: o que é e objetivo

O CDR (Clinical Dementia Rating, ou em português, Estadiamento Clínico das Demências) tem se tornado um dos principais métodos para quantificar o grau de demência e seu estadiamento. Esta escala é bastante usada e específica para avaliação do diagnóstico diferencial entre pessoas normais e com Doença de Alzheimer, e possibilita caracterizar a transição entre o envelhecimento normal, transtorno cognitivo leve e estágio das síndromes demenciais. Quanto maior a pontuação na escala, maior o grau de demência.
Objetivos:
·                    Investigar e caracterizar as diferentes categorias das atividades de vida diária tais como: memória e orientação;
·                    Julgamento e solução de problemas;
·                    Vida cotidiano e trabalho, compras, negócios, tarefas financeiras e grupos sociais;
·                    Tarefas do lar e lazer;
·                    Cuidados de higiene pessoal.
O diagnóstico da Doença de Alzheimer necessita que apresente comprometimento de outra função cognitiva além da memória, como por exemplo, déficit na linguagem, funções executivas, atenção...Quando já se comprovou que duas ou mais funções cognitivas foram afetadas, a verificação do comprometimento de outras funções permitirá avaliar a intensidade da síndrome demencial e realizar orientações concernentes à reabilitação. Portanto é necessário uma avaliação mais completa do quadro clínico neuropsicológico do paciente.



Referências:
·         CAMACHO, A.C.L.F; COELHO, M.J. Metodologia Assistencial para pessoa com Doença de Alzheimer e sua rede de suporte: Proposição de um modelo de cuidados de Enfermagem. São Paulo: Iglu; 2011. Cap.4, p.122-127.

·         ALZHEIMER MED. CDR – Estadiamento Clínico das Demências. Disponível em: <http://www.alzheimermed.com.br/diagnostico/estadiamento> Acesso em: 13/04/17.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Alimentação de idosos com demência e doença de Alzheimer

  Fonte: Disponível em <https://www.casaderepousobemmecare.com.br/wp-content/uploads/2015/06/nutricao_idosos.jpg>
                 

A alimentação é essencial à nossa sobrevivência, no entanto também é responsável por ocasionar grandes transtornos no cotidiano de pacientes com doença de Alzheimer e demência. Idosos em geral, tem necessidades nutricionais especiais, pois com o avanço da idade, há perda de água e menor absorção de nutrientes, sendo agravado ainda por problemas dentários, como por exemplo ausência de dentes ou próteses mal ajustadas; Associado a isso, o avanço da deterioração cognitiva, como diminuição da memória e das habilidades funcionais, torna a alimentação vez mais dificultosa.
Abaixo estão algumas dicas ao cuidar da alimentação de idosos com demência e doença de Alzheimer:
-Monitore rotineiramente o peso e a ingestão de alimentos;
-Sirva alimentos fáceis de comer, como alimentos para comer com a mão (p.ex. tiras de frango, sanduíches, legumes e frutas cortados);
-Preste assistência com a alimentação;
-Ofereça suplementos alimentares que são saborosos e fáceis de engolir;
- Estabeleça horários certos para as refeições, pois o organismo tende a se habituar a horários rotineiros;
- O ambiente onde será feita a refeição deve ser calmo e de fácil limpeza;
- O tamanho dos alimentos deve ser apropriados para facilitar a mastigação e evitar engasgamento;
- A posição para realizar a alimentação é a mais sentada possível, para evitar que alimentos mais líquidos possam ser aspirados para os pulmões. A posição semi-sentada deve ser confortável, com o paciente bem posicionado com o auxílio de travesseiros.

Fonte:
- POTTER, P.A.; PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. Cap.14, p. 194.

- SAYEG, N. AlzheimerMed. Aspectos Nutricionais. Disponível em:< http://www.alzheimermed.com.br/convivendo-com-o-paciente/aspectos-nutricionais> Acesso em:16/03/17.

domingo, 26 de março de 2017

A enfermagem na promoção da percepção positiva sobre o envelhecimento


 


Em 16 de outubro de 2016, dia em que se comemora o Dia do Idoso, foi proposto pelo Projeto de Lei do Senado (PLS) 126/2016, a mudança do símbolo de identificação preferencial de idosos, pois o símbolo atual remete a um idoso frágil, arqueado sobre uma bengala, de caráter pejorativo e não expressa com objetividade que o assento/lugar  no transporte público ou em estabelecimentos é preferencial a pessoas com mais de 60 anos. Esse projeto de lei ainda está para ser votado na Comissão de Direitos Humanos, mas nos leva a pensar que o estereótipo do idoso incapaz, doente e pouco atraente é algo comum em nossa sociedade.
Em uma sociedade que valoriza a capacidade de atração, a energia e a juventude, esses mitos e estereótipos levam a desvalorização dos idosos, o que prejudica seu envelhecimento saudável, visto que, de acordo com pesquisas, os idosos que tem uma imagem positiva sobre o envelhecimento realmente vivem 7,5 anos a mais do que aqueles com uma imagem negativa (Levy et.al.,2002). A enfermagem pode ajudar a promover uma percepção positiva sobre o processo de envelhecimento quando trabalha com esses pacientes. 
As tarefas de desenvolvimento ajudam a lidar com as mudanças e perdas que o envelhecimento traz, como por exemplo, perda de saúde, de parentes, da sensação de ser útil, de uma vida independente...Esse ajuste difere de pessoa para pessoa, devido cada pessoa ser singular. O enfermeiro pode trabalhar com idoso:
- Adaptação à diminuição da saúde e força física;
- Adaptação à aposentadoria e renda reduzida ou renda fixa;
- Adaptação a morte de um cônjuge, filhos irmãos, amigos
- Aceitação de si mesmo com o envelhecimento;
- Manter arranjos de vida satisfatórios;
- Redefinição das relações com filhos adultos e irmãos;
- Encontrar formas para manter a qualidade de vida.
Algumas adaptações são mais fáceis de serem realizadas, outras necessitam do suporte de familiares e amigos, além dos profissionais de saúde. O importante é ressaltar que apesar das dificuldades físicas, sociais, psicológicas que o idoso venha a ter, o envelhecimento não é algo pejorativo na vida, e sim mais uma fase a ser desfrutada com bem estar de se viver.

Fonte:
-POTTER, P.A.; PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. Cap.14, p. 181 e 182.

-BRASIL. Agência Senado. Símbolo de preferência deve respeitar idosos, segundo projeto em pauta na CDH. Disponível em: < http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/02/06/simbolo-de-preferencia-deve-respeitar-idosos-segundo-projeto-em-pauta-na-cdh> Acesso em: 16/03/17.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A cada três segundos, um idoso é diagnosticado com algum tipo de demência no mundo

As demências crescem não só no país como no mundo. Simpósio em Brasília discutiu importância de se vencer o preconceito com relação às doenças.
O Brasil vai duplicar o número de idosos até 2030, quando a previsão é que 18% da população esteja acima de 60 anos. Esse grupo vai ultrapassar o percentual da população de 0 a 14 anos, que corresponderá a 17% da população e sempre foi maior no país.
Com o avanço da longevidade, o país tem muitos desafios pela frente, um deles, a demência. Doença não letal, a demência provoca a perda da independência do individuo, compromete a memória e a capacidade de tomar decisões, a orientação no tempo e espaço, provoca alteração do comportamento e do raciocínio.  O tema foi assunto do I Simpósio ABRAZ-DF sobre demências, organizado em Brasília, nesta sexta-feira (21/10).
No mundo, um caso de demência é diagnosticado a cada 3 segundos. “As demências tornaram-se  uma epidemia mundial. É preciso um despertar urgente para esse problema”, alerta o geriatra Otávio Castello, da Associação Brasileira de Alzheimer do DF.  Para o geriatra, o assunto deve ser abordado, pois a demência é uma doença que precisa ser desmitificada.
Hoje, 54% dos idosos com demências têm Alzheimer, 9% possuem demências vasculares e 14% demências mistas, segundo a demógrafa Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Os casos de Alzheimer são crescentes ano após ano. Se em 2010, 1 milhão de idosos no Brasil tinham Alzheimer, em 2020 serão 1,6 milhão.
No Sistema Único de Saúde (SUS), somente o Alzheimer, gerou 38,13 milhões de atendimentos ambulatoriais no ano de 2015. Para tratar esses pacientes, o Ministério da Saúde disponibiliza, sob recomendação médica, a rivastigmina, a donepezila e a galantamina.
Além do tratamento com remédios, o SUS oferece a Caderneta do Idoso, que está implantada em mais de 500 municípios e dimensiona e orienta a população idosa nos territórios; o Programa de Qualificação em Saúde da Pessoa Idosa da Unasus (Universidade Aberta do SUS) que já formou mais de 2 mil profissionais no tema e o Melhor em casa, programa que realiza atendimento domiciliar, cujos atendimentos por equipe multiprofissional correspondem a 70% de idosos.
“Os dados demonstram que precisamos lidar com um novo paradigma na saúde, ou seja, focando no cuidado continuado”, avalia a coordenadora de saúde do Idoso do Ministério da Saúde, Cristina Hoffmann.
Os fatores de risco para as demências também foram tratados no simpósio em Brasília. Entre eles, estão a obesidade, uso de álcool, falta de atividade física e a depressão. Para prevenir doenças, entre elas as demências, o Ministério da Saúde tem trabalhado com programas de incentivo a atividade física, como o Academia da Saúde, que tem 1.165 polos em todos os estados brasileiros, e o incentivo a alimentação saudável, com a divulgação de guias alimentares e a redução do sódio nos alimentos.

Fonte: Publicado na Associação Brasileira de Alzheimer - Link: http://abraz.org.br/node/760 (Novembro de 2016).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Comunicação: Dificuldades e Dicas para lidar melhor

É comum idosos com demência apresentarem dificuldade no que diz respeito à comunicação. Muitos relatam problemas com fala e com a recordação de palavras e situações. 
Essas situações provocam embaraços e angústia tanto à pessoa cuidada como aos familiares.
Algumas vezes a pessoa cuidada pode ficar irritada por não conseguir falar ou se expressar, embora entenda o que falam com ela. Para facilitar a comunicação, serão descritas a seguir algumas dicas:
  • Use frases curtas e objetivas.
  • Evite tratá-las como crianças utilizando termos inapropriados como “vovô”, “querido” ou ainda utilizando termos diminutivos desnecessários como “bonitinho”, “lindinho”, a menos que a pessoa goste.
  • O cuidador deve repetir a fala, quando essa for erroneamente interpretada, utilizando palavras diferentes.
  • Fale de frente, sem cobrir a boca, não se vire ou se afaste enquanto fala e procure ambientes iluminados para que a pessoa além de ouvir veja o movimento dos lábios da pessoa que fala com ela, assim entenderá melhor.
  • Aguarde a resposta da primeira pergunta antes de elaborar a segunda, pois a pessoa pode necessitar de um tempo maior para entender o que foi falado e responder.
  • Não interrompa a pessoa no meio de sua fala, demonstrando pressa ou impaciência.
  • É necessário permitir que ele conclua o seu próprio pensamento.
  •  Diminua os ruídos no ambiente onde a pessoa cuidada permanece.
  • É importante que o cuidador ao se referir a alguém conhecido, explique à pessoa cuidada de quem está falando: “Maria, sua filha”; “João, seu vizinho”, assim a pessoa vai se situando melhor na conversa e vai relembrando pessoas e fatos que havia esquecido.
É fundamental estabelecer uma boa comunicação entre o idoso e todas as pessoas envolvidas no cuidado, para isso é preciso  paciência e compreensão do estado da doença.

Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Guia prático do cuidador. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2009. Disponível em:  http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/geral/guia_pratico_cuidador.pdf

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Evolução e Fases da Doença de Alzheimer


A doença de Alzheimer é subdividida em fases, definidas a seguir:

  1. Fase Inicial: Perda de memória, confusão e desorientação; Ansiedade, agitação; Alteração da personalidade e do senso crítico; Dificuldades com as atividades da vida diária.
  2. Fase Intermediária: Dificuldade em reconhecer familiares e amigos; Alucinações, inapetência, perda de peso e incontinência urinária; Dificuldades com a fala e a comunicação; Distúrbios do sono; Início de dificuldades motoras.
  3. Fase Final: Dependência total; Incontinência urinária e fecal; Indivíduo fica restrito à poltrona ou ao leito; Presença de úlceras por pressão; Término da comunicação.
  4. Fase Terminal: Posição fetal; Alimentação enteral; Infecções de repetição e Morte.
Conhecer as os estágios da doença é algo muito importante, pois desta forma é possível entender a evolução da doença e suas características permitindo prestar cuidados específicos ao idoso em cada fase. Por isso, é imprescindível que haja o acompanhamento multiprofissional.

Referências: AlzheimerMed. Sintomas e Evolução. Disponível em: http://www.alzheimermed.com.br/diagnostico/sintomas-e-evolucao   

domingo, 4 de dezembro de 2016

Idosos e Problemas Cognitivos

        O idoso com Doença de Alzheimer apresenta significativa perda das funções mentais devido à perda dos neurônios, mecanismo característico da doença.

        O ideal é que o idoso desempenhe as atividades que ainda consegue desempenhar, permitindo a sua autonomia, mesmo que seja um processo lento e delicado. Por isso, a ajuda oferecida deve ser gradual. Uma dica interessante é oferecer pouco e se necessário aumentar a oferta de auxílio:



  • Observe como o paciente desempenha as tarefas. Se ele estiver seguro, permita que ele faça sozinho.
  • Auxilie apenas nas etapas que o paciente não conseguir fazer. Por exemplo, fazer parte da receita culinária, com auxílio para acompanhar a receita ou mexer no fogo.
  • Faça a maior parte, mas permita que o paciente participe de alguma maneira do resultado, nem que seja fazendo escolhas.
  • Faça pelo paciente o que ele não conseguir, para garantir sua segurança, saúde e qualidade de cuidado.
       É importante fazer com o paciente e não pelo paciente, respeitando e preservando a sua capacidade. Supervisione, auxilie e faça por ele apenas quando ele não possuir condições para execução da determinada tarefa. Isso permitirá a autoestima e será boa fonte de utilização de recursos disponíveis.

        Seguem algumas dicas para o planejamento de atividades:

  • Auxilie o paciente dividindo tarefas em etapas. Se necessário, monitore-o verbalmente (diga o que ele deve fazer a cada momento).
  • Faça listas de afazeres, descrevendo as etapas a serem cumpridas.
  • Selecione atividades que, por serem complexas, precisam de auxílio e garanta o máximo de autonomia, oferecendo ajuda apenas no que o paciente não for capaz de fazer sozinho.
Referências: AlzheimerMed. Problemas Cognitivos. Disponível em: http://abraz.org.br/orientacao-a-cuidadores/cuidados-com-o-doente-de-alzheimer/problemas-cognitivos


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Cuidados com administração de medicamentos

       O medicamento de forma geral é toda substância ou associação de substâncias com propriedades curativas ou preventivas de doenças ou seus sintomas em seres humanos.
       Estudos apontam que pessoas idosas fazem uso de mais de 3 tipos de medicamentos por dia, com o objetivo de melhorar as questões referentes à saúde.  Sabe-se também que quanto maior o número de medicamentos utilizados, maior a chance de erro na sua administração, seja na dose, no horário ou no tipo de remédio. Isso pode acontecer tanto por parte do idoso, na auto-administração da medicação, quanto por parte do cuidador, que pode estar sobrecarregado com outras tarefas.
   No caso de idosos com algum tipo de demência, a atenção deve ser redobrada por parte do cuidador, pois se trata de uma pessoa que tem perda das suas capacidades funcionais. 
     Pensando em prevenir possíveis eventos relacionados à administração de medicamentos, listamos abaixo algumas medidas fundamentais para o uso correto das medicações:

- coloque os medicamentos em uma caixa com tampa (plástica ou papelão), ou vidro com tampa, tomando o cuidado de usar caixas diferentes para medicamentos dados pela boca, para material de curativo e material/medicamentos para inalação. Assim, torna-se mais higiênico e evita-se confundir o meio de administração do medicamento; 
-  converse com o médico ou enfermeira responsável sobre a possibilidade de dividir as medicações em horários padronizados quando necessário, como por exemplo café da manhã, almoço e jantar, e faça uma lista do que pode e do que não pode ser dado no mesmo horário. Para facilitar, você pode dividir a caixa em compartimentos, e colocar os respectivos medicamentos nos respectivos horários.
-  mantenha os medicamentos nas caixas/frascos originais para evitar misturas e realizar o controle da data de validade quando não houver uma embalagem adequada e com informações claras, na qual os remédios possam ser colocados;
- mantenha os medicamentos em local seco, arejado, longe do sol, de crianças e animais domésticos;
- deixe somente a última receita junto à caixa de medicamentos. Isto evita confusão quando há troca de medicamentos ou receitas, facilita a consulta em caso de dúvidas ou quando solicitado pelo profissional de saúde;
não acrescente, substitua ou retire medicamentos sem antes consultar um profissional de saúde;
evite dar medicações no escuro, para não correr o risco de trocas perigosas;
-  mantenha uma lista atualizada sobre todas as medicações em uso. Isso pode facilitar as informações na hora da reconsulta, além de fazê-lo entender melhor e manter um controle sobre os medicamentos que estão sendo usados;
- sempre esclareça suas dúvidas com a enfermeira ou o médico.

Referências: Manual do Cuidador da Pessoa Idosa. Cuidados com a administração de medicamentos. Disponível em: http://www.sdh.gov.br/assuntos/pessoa-idosa/legislacao/pdf/manual-do-cuidadora-da-pessoa-idosa


sábado, 26 de novembro de 2016

Memória: como funciona?

       O nosso cérebro tem a capacidade de armazenar as informações sob duas formas:
- Memória de procedimento: armazena os dados de atividades realizadas constantemente. Nela se incluem todas as habilidades motoras, sensitivas e intelectuais;

- Memória declarativa: armazena os dados por meio dos sentidos do cérebro como associação de dados, dedução e criação de idéias. Nela estão presentes os fatos vivenciados pela pessoa (memória episódica) e de informações adquiridas pela transmissão do saber de forma escrita, visual e sonora (memória semântica). 

*Amnésia x Esquecimento
  
    A amnésia é definida como uma condição patológica em que a pessoa perde a capacidade de armazenar informações novas ou de evocar as antigas. Esse quadro tem diversos tipos de causas, podendo ser transitória ou permanente.
   Já o esquecimento é caracterizado como uma falha na retenção ou evocação dos dados da memória. Trata-se de fenômeno muito comum que, em maior ou menos grau, ocorre com qualquer pessoa. Mas também deve ser investigada a sua causa.

   Sabe-se que o desuso é um fator condicionante destas situações, portanto é fundamental estimular a memória com atividades manuais e mentais.

Referências: Sociedade Brasileira de Neurociência. Disponível em: http://www.sbneurociencia.com.br/html/a10.htm 

domingo, 6 de novembro de 2016

Descoberta nova droga capaz de impedir formação da proteína causadora do Alzheimer 
Uma droga experimental se mostrou capaz de impedir a formação de uma proteína tóxica no cérebro humano, minimizando significativamente uma das principais causas do mal de Alzheimer.
O sucesso inicial, com um grupo de 32 pacientes que sofrem da doença degenerativa, levou os cientistas a testá-la em 2.000 pessoas. Se funcionar, a substância poderá chegar ao mercado.
Os resultados foram descritos na edição desta semana da revista "Science Translational Medicine" por uma equipe ligada ao Departamento de Neurociência da empresa farmacêutica Merck.
O estudo é importante porque ninguém ainda havia achado um meio seguro de interferir na formação da proteína beta-amiloide.
Ela forma grandes placas no cérebro de quem sofre de alzheimer e leva à mortandade em massa dos neurônios (o que explica a perda de memória e outros sintomas).
Acredita-se que um dos processos que desencadeiam o mal de Alzheimer seja a produção exagerada ou a falta de degradação (a "reciclagem" natural do organismo) da molécula.
Isso indicaria que, nas pessoas com a doença, acontece algo errado quando o organismo está produzindo a beta-amiloide a partir de uma molécula que funciona como matéria-prima dela –a APP (veja infográfico).
Uma ideia óbvia seria interferir numa das tesouras moleculares que cortam a APP e produzem a beta-amiloide. Se a tesoura não corta direito, a quantidade de beta-amiloide diminui.
Na prática, achar uma substância que realizasse esse papel com eficácia e poucos efeitos colaterais não foi brincadeira. Após achar uma molécula com essa capacidade, mas não muito eficiente, os cientistas passaram a modificá-la em laboratório, até chegar à nova droga que está em teste: a verubecestate.
É importante destacar que ainda está em fase de descoberta e testes mas que trás um novo olhar ao paciente portador de Alzheimer.
Referências: Folha de São Paulo online. Disponível em: http://m.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/11/1828861-nova-droga-impede-formacao-de-proteina-que-causa-alzheimer.shtml?cmpid=facefolha