sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Prevenção de lesão por pressão em ILPI’s

As medidas de prevenção estão associadas aos cuidados, à promoção do bem-estar, à qualidade de vida e à saúde da pessoa idosa, mesmo na presença de doenças crônicas.
As orientações de prevenção das lesões por pressão envolvem quatro aspectos principais:

1) Avaliação frequente: Avaliar da cabeça aos pés os pacientes que apresentam algum fator de risco de apresentar lesão por pressão. É importante se atentar para locais de proeminência óssea, pois são regiões mais propensas ao desenvolvimento dessas lesões. Isto pode ser feito durante o banho diário, ou durante as trocas de roupas, sem precisar expor a pessoa idosa a situações desconfortáveis ou constrangedoras.




2) Higiene otimizada: Promover medidas para manutenção das condições adequadas para a integridade da pele, zelando pelo cuidado, evitando sobrecargas de fatores irritantes, especialmente nos pacientes incontinentes. Aqui estão algumas dicas:

• Manter a pele limpa, seca e hidratada.

• Banho diário com água morna e sabonete neutro.
• Lavar e secar a pele sem esfregar.

• Aplicar creme hidratante por toda superfície corporal.
• Não usar soluções alcoólicas ou colônias.



3) Alimentação adequada: Estimular a ingestão adequada de alimentos  e líquidos de acordo com as recomendações nutricionais para cada indivíduo. Abaixo estão algumas dicas para facilitar essa alimentação e hidratação adequada:
• Oferecer e disponibilizar alimentos naturais e frescos.
• Vigiar a dieta prescrita dando bastante importância para proteínas do leite, clara do ovo, peixes e cereais.
• Evitar gordura animal.

• Observar se há suplementos nutricionais prescritos para administração oral.
• Oferecer a alimentação mais vezes ao dia e em menor quantidade.
• Evitar desnutrição e obesidade!
• Oferecer de 1,5 a 2 litros de líquidos ao dia incluindo: água, sucos e chás. 



4) Proteção contra os efeitos ambientais: Promover a proteção da pele e dos tecidos associados contra os efeitos de fatores biomecânicos ambientais (externos): pressão, fricção e cisalhamento. É muito importante estar atento ao correto posicionamento do corpo, nas diferentes posições e decúbitos. Um ato simples porém muito eficaz é mudar a posição de 2 em 2 horas e colocar sobre superfície de suportes específicos que redistribuam a pressão.

Referência:
·         SBGG. Guia para cuidadores de idosos. Prevenção de úlceras por pressão em ILPIs. Disponível em: <http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/11/Guia-UP-Web_2T.pdf> Acesso em: 02/08/17.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Lesão por pressão em ILPI’s: Quais são os fatores de risco?

O avanço das ciências médicas possibilita que haja uma maior sobrevida da população idosa. Porém, ainda existem idosos funcionalmente incapazes, o que demanda para os sistemas de saúde e social recursos humanos e capacitação para lidar com os problemas apresentados.

Devido ao processo de envelhecimento, pode-se aparecer as chamadas síndromes geriátricas, que são “manifestações clínicas de diferentes órgãos e sistemas resultantes de um somatório de fatores da interação do processo de envelhecimento com o meio.” Entre estas síndromes, as lesões por pressão são um ponto de bastante importância no cuidado com o idoso.




As lesões por pressão são conhecidas popularmente como escaras. Elas podem estar presentes entre os idosos residentes em Instituições de Longa Permanência (ILPIs,), tendo uma instalação de forma rápida e difícil manejo.



São fatores de risco intrínsecos para lesão por pressão:
- Idade avançada
- Pouca mobilidade ou imobilidade
- Problemas circulatórios
- Alterações no nível de consciência
- Incontinência urinária e fecal 
- Sudorese aumentada ou diminuída
- Alteração da sensibilidade da pele
- Higiene Inadequada
- Desnutrição ou sobrepeso         



São fatores de risco extrínsecos para lesão por pressão:
- Pressão
- Fricção
- Cisalhamento


São fatores de risco institucionais para lesão por pressão:
- Desmotivação dos cuidadores por falta de informações
- Ausência de planejamento de cuidados
- Ausência ou inadequação de medidas de prevenção


Referência:
SBGG. Guia para cuidadores de idosos. Prevenção de úlceras por pressão em ILPIs. Disponível em: <http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/11/Guia-UP-Web_2T.pdf> Acesso em: 02/08/17.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Pesquisa aponta que um quarto da população brasileira terá demência até 2020

Segundo pesquisa realizada pela Universidade do Porto (Portugal) e Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea) existe a previsão de que o número de casos de demência, que correspondem a 55 mil novos diagnósticos por ano, deve alcançar 1,6 milhão de pessoas com mais de 65 anos em 2020, afetando cerca de um quarto da população brasileira com mais de 80 anos.
Os pesquisadores explicam que quanto mais tempo se vive, maior a probabilidade de se apresentar um estado de demência; E como a população brasileira está envelhecendo, essa taxa de pessoas demenciadas também aumenta. “A chance de ter Alzheimer, por exemplo, que aos 60 anos é de 1%, chega a ultrapassar os 20% após os 90.”

O processo de envelhecimento por si só não provoca a demência, mas facilita seu desenvolvimento no organismo, explica o pesquisador. De acordo com a pesquisa, o Alzheimer é responsável por 60% a 70% dos casos de demência, seguido por demência vascular (entupimento dos vasos sanguíneos cerebrais) e mal de Parkinson.
Referências:

  • BURLA, Claudia et al . Panorama prospectivo das demências no Brasil: um enfoque demográfico. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro ,  v. 18, n. 10, p. 2949-2956,  Out.  2013 Disponível em:  <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232013001000019&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 01/08/17
  •    Hermsdorf, M; Heemann, M. Um quarto da população terá algum tipo de demência em 2020. Jornal Eletrônico Estadão. Disponível em: <http://infograficos.estadao.com.br/focas/planeje-sua-vida/um-quarto-da-populacao-tera-algum-tipo-de-demencia-em-2020> Acesso em: 01/08/17.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Os 10 principais sintomas iniciais de demência

O ser humano é singular. Doenças podem afetar cada pessoa de um jeito diferente, pois depende de fatores como saúde, estilo de vida, hábitos alimentares, entre outros. Os sinais e sintomas de uma demência pode variar de pessoa para pessoa, porém existem semelhanças.

A Alzheimer’s Disease International apontou os dez principais sintomas que podem indicar o início de uma demência.


1) Perda de memória
Ocorre uma perda da memória, principalmente a memória de curto prazo, que é o sintoma mais comum de demência. Esquecer o nome de pessoas pode parecer normal, porém quando se esquece o contexto, por exemplo, que a pessoa é seu filho, seu vizinho, seu parente, é algo a prestar atenção.

2) Dificuldade em realizar tarefas familiares
Pessoas com demência possuem dificuldade em realizar tarefas diárias que podem ser simples, como por exemplo, preparar uma refeição e estender roupas.

3) Problemas com a linguagem
Eventualmente, todos temos dificuldade para encontrar a palavra certa, mas uma pessoa com demência muitas vezes esquece palavras simples ou substitui palavras incomuns, fazendo do discurso ou escrita difíceis de entender.

4) Desorientação de tempo e lugar
Pessoas com demência podem se perder em lugares familiares, como a rua em que vivem, esquecer onde estão ou como chegaram lá e não saber como voltar para casa. Também podem confundir dia e noite.

5) Menor ou pobre julgamento
Pessoas com demência possuem dificuldade de julgamento. Um exemplo pode ser no vestuário, onde vestem-se várias camadas de roupas em um dia quente ou pouca roupa em um dia frio.

6) Problemas com o acompanhamento de coisas
Uma pessoa com demência pode ter dificuldade em acompanhar uma conversa ou acompanhar o pagamento de suas contas, por exemplo.

7) Desajustando coisas
Qualquer pessoa pode temporariamente perder sua carteira ou chaves. Uma pessoa com demência pode colocar coisas em lugares incomuns, como um ferro na geladeira ou um relógio de pulso no armário de cozinha.

8) Mudanças de humor ou comportamento
Todos temos mudanças de humor, porém uma pessoa com demência pode tornar-se excessivamente emocional e experimentar mudanças rápidas de humor sem motivo aparente, ou a pessoa pode demonstrar menos emoção do que era usual anteriormente.

9) Problemas com símbolos e relacionamentos.
Uma pessoa com demência pode apresentar problemas com simbologia, como por exemplo, ver um sinal vermelho e entender que é para acelerar.Pode-se tornar irritável, deprimida, apática ou ansiosa e agitada principalmente em situações em que problemas de memória lhe causam dificuldades, apresentando problemas em seus relacionamentos com familiares e amigos.

10) Isolamento social
Às vezes, todos podem se cansar de obrigações sociais, tarefas domésticas ou atividades comerciais. No entanto, uma pessoa com demência pode-se tornar muito passiva, sentada na frente da televisão por horas, dormindo mais do que o habitual ou parece perder o interesse em passatempos.

Se você tiver algum desses sintomas ou estiver preocupado com um amigo ou parente, visite o seu médico e discuta suas preocupações!


Referência:
·         Alzheimer Desease International. Early Symptoms. Disponível em: < https://www.alz.co.uk/info/early-symptoms> Acesso em: 01/08/17.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Pesquisa aponta que bactérias intestinais podem ser a chave para prevenir a doença de Alzheimer

A renomada revista científica Nature publicou um estudo no qual relaciona a flora intestinal com a prevenção do Alzheimer. A pesquisa foi realizada em camundongos,e constatou-se que a microbiota intestinal dos camundongos sem a Doença de Alzheimer era diferente dos camundongos que possuíam a doença. Também foi observado que camundongos com uma boa microbiota intestinal desenvolveram menos placas beta-amilóides. As placas beta-amilódes são proteínas que se depositam entre os neurônios dificultando a transmissão de sinais entre as células nervosas; Elas são um marcador da doença.


A composição da microbiota intestinal é definida por fatores genéticos e estilo de vida. Ela pode ser facilmente modificada pela alimentação e outros hábitos, como sedentarismo, ingestão de produtos industrializados, alcoolismo, assim também como exposição a toxinas.
Segundo a pesquisa, as bactérias intestinais estão intimamente ligadas ao sistema imunológico, logo, ao mudar a composição da microbiota intestinal, o sistema imunológico é afetado. “Isso sugere que uma dieta saudável para o intestino pode desempenhar um papel poderoso na prevenção” do Alzheimer.

A ingestão de grãos, frutas e vegetais ajudam a manter a microbiota intestinal saudável e ativa, ajudando a prevenir a Doença de Alzheimer.


Referências:
·        HARACH, Taoufiq et alReduction of Abeta amyloid pathology in APPPS1 transgenic mice in the absence of gut microbiota. Nature Publishing Group, 2017. Disponível em: < https://www.nature.com/articles/srep41802> Acesso em: 28/07/17.

·        GREGOIRE, C. Targeting Gut Bacteria May Be The Key To Preventing Alzheimer's. 2017. . Disponível em: < http://www.huffpostbrasil.com/entry/gut-bacteria-alzheimers_us_589e0e09e4b03df370d628be> Acesso em: 28/07/17

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A demência como uma prioridade de saúde pública


De acordo com a ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer) a demência é uma doença mental caracterizada por prejuízo cognitivo que pode incluir alterações de memória, desorientação em relação ao tempo e ao espaço, raciocínio, concentração, aprendizado, realização de tarefas complexas, julgamento, linguagem e habilidades visuo-espaciais. O indivíduo com demência torna-se, cada vez mais, dependente de terceiros para a vida em sociedade e para seus cuidados.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o número de pessoas com demência no mundo é de aproximadamente 35,6 milhões. Esse número deve dobrar até 2030 e mais do que triplicará em 2050.
No início de 2017 foi recomendado pela OMS que o projeto de “Plano de Ação Global em resposta à demência como prioridade de saúde pública 2017-2025” fosse discutido na 70ª Assembleia Mundial da Saúde, que aconteceu em maio na Suíça. “O projeto, que tem como base o relatório “Demência: uma prioridade de saúde pública”, foi desenvolvido conjuntamente pela OMS e pela Alzheimer’s Disease International (ADI).  A iniciativa de colocar em prática as proposições do plano visa estimular os governos a desenvolverem estratégias para conter o impacto provocado pela demência em suas populações, bem como aumentar a conscientização sobre a demência como uma prioridade de saúde pública.”
A população não possui conhecimento suficiente sobre a demência, e, devido a isso, cria-se um estereótipo, estigmatizando a doença. Faz-se então necessário que haja uma conscientização da população acerca das demências, para que todos possam em conjunto trabalhar para dar suporte aos indivíduos portadores.


Fonte: Alzheimer’s Disease International (ADI)


Referências:
  • ·         ABRAZ. Sobre o Alzheimer – Demência. Disponível em: < http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/demencia> Acesso em: 31/07/17.
  • ·         Alzheimer Desease International. WHO progress global plan on dementia. Disponível em: < https://www.alz.co.uk/ADI-welcomes-progress-of-global-plan> Acesso em: 31/07/17.
  • ·         SBGG. Demência: uma prioridade de saúde pública. Disponível em: < http://sbgg.org.br/demencia-uma-prioridade-de-saude-publica/> Acesso em: 31/07/17.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pesquisa revela que um terço das causas das demências são evitáveis

A revista médica The Lancet realizou uma pesquisa no qual foi constatado que um terço (35%) das causas das demências são evitáveis.
Na infância a falta de educação formal corresponde a 8% do total. Segundo a pesquisa, uma pessoa alfabetizada e estimulada intelectualmente tem menor risco de desenvolver demências.
Na idade adulta a perda auditiva, obesidade e hipertensão são fatores importantes, que correspondem respectivamente a 9%, 1% e 2% do total de causas evitáveis.
Alguns maus hábitos como fumar, sedentarismo, isolamento social, e também doenças como depressão e diabetes somam 15% das causas evitáveis que levam à demências.
Os outros dois terços (65%) são fatores ambientais e genéticos.


Fonte: http://press.thelancet.com/dementia.pdf
Prevenir tais fatores de risco evitáveis faz com que se reduza o número crescente de casos de demência no mundo. Essa prevenção vem através da conscientização da população sobre bons hábitos de vida e saúde em conjunto com ações governamentais que incentivem a educação na infância e também ao longo da vida, por meio da educação continuada. 
  

Referências:
  • LIVINGSTON, G. et al. Dementia prevention, intervention, and care. The Lancet, 2017. Disponível em: <http://press.thelancet.com/dementia.pdf> Acesso em: 25/07/17.
  • ALVES, G. Um terço das causas de demência são evitáveis, aponta estimativa da revista ‘The Lancet’. Folha de São Paulo, 2017. Disponível em: < http://cadeacura.blogfolha.uol.com.br/2017/07/21/demencia-e-evitavel/> Acesso em: 25/07/17.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Demência por Doença de Alzheimer





Fonte: http://www.clinicadamemoria.med.br/doenca-de-alzheimer/


Foi publicado em 2002 a Portaria nº 843, que aprovou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Demência por doença de Alzheimer. É um protocolo de caráter nacional, que deve ser utilizado pelas Secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, na regulação da dispensação dos medicamentos nele previsto.
O conteúdo do protocolo consiste em:
·                    Conceito geral da doença;
·                    Critérios de inclusão/exclusão de pacientes no tratamento;
·                    Critérios de diagnóstico;
·                    Esquema terapêutico preconizado e;
·                    Mecanismos de acompanhamento e avaliação desse tratamento.
De acordo com o protocolo o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento dos pacientes portadores da Doença de Alzheimer deverá ser dado nos Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso, que são definidos pela Portaria GM/MS nº 702 e a Portaria SAS/MS nº 249, ambas de 12 de abril de 2002.
Segundo Brasil (2007), “o tratamento específico para a doença de Alzheimervisa diminuir a progressão da doença e retardar ou minimizar os sintomas comportamentais das pessoas, que, apesar do tratamento, irão piorar progressivamente; portanto, é de fundamental importância orientar e dar apoio aos familiares da pessoa.”
Conforme o protocolo, o paciente deverá fazer reavaliação de três a quatro meses após o início do tratamento, sendo essas ocorridas a cada 4 a 6 meses. É importante lembrar que mesmo que a pessoa idosa seja acompanhada por especialista, o mesmo deve ser acompanhado pela equipe da Atenção Básica.

REFERÊNCIAS:
  •         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2007. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad19.pdf> Acesso em: 14/07/17.
  •         BRASIL. Portaria SAS/MS nº 1.298, de 21 de novembro de 2013.Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Demência por doença de Alzheimer. Disponível em: < http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-de-alzheimer-livro-2013.pdf> Acesso em: 14/07/17.
  •         BRASIL. PORTARIA Nº 491, DE 23 DE SETEMBRO DE 2010. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2010/prt0491_23_09_2010.html> Acesso em: 14/07/17.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Idoso com perda auditiva: Como identificar o problema e cuidados para o dia-a-dia


Fonte: http://www.iredo.com.br/site/wp-content/uploads/2014/06/hard-of-hearing-guy-111208.jpg

Durante o processo de envelhecimento ocorre a diminuição das capacidades sensório-perceptivas. A perda da sensibilidade auditiva resultante do envelhecimento é conhecida como presbiacusia. Tais modificações podem dificultar a comunicação com os idosos, podendo até mesmo levar a um isolamento social. Para evitar que isso aconteça, é importante identificar precocemente a perda de audição, o que pode ser complicado, pois a maioria dos idosos demoram a perceber, aceitar e tratar sua dificuldade.  
Para quem convive com o idoso, pode ficar atento a alguns sinais de perda de audição, tais como:
  • Começar a falar muito baixo ou alto, pois não escutam a própria voz;
  • Assistem televisão com um olhar alheio, sem prestar atenção, podendo aumentar muito o volume;
  • Têm dificuldade em falar no telefone;
  • Ficam alheios ao convívio social, começam a evitar encontros sociais ou saídas de casa;
  • São chamados e não respondem.
  • Perdem-se nas conversas e fazem perguntas repetidas.

Existem algumas medidas simples que podem auxiliar a comunicação com o idoso com presbiacusia, como:
  • Evitar ambientes ruidosos;
  • Evitar submeter as pessoas idosas à situações constrangedoras quando essas não entenderem o que lhes foi dito ou pedirem para que a fala seja repetida;
  • Procurar falar de forma clara e pausada e, aumente o tom de voz somente se isso realmente for necessário;
  • Falar de frente, para que a pessoa idosa possa fazer a leitura labial.

Porém, além de utilizar tais medidas para facilitar a comunicação com o idoso, é muito importante procurar um serviço de saúde para realizar o acompanhamento e possível tratamento para a perda auditiva.

REFERÊNCIAS:
  • ·         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2007. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcad19.pdf> Acesso em: 14/07/17.
  • ·         EXTRA. Perda auditiva dos idosos pode causar depressão, se não for tratada. 2016. Disponível em: <https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/perda-auditiva-dos-idosos-pode-causar-depressao-se-nao-for-tratada-19253915.html> Acesso em: 14/07/17.
  • ·         TAVARES, PATRÍCIA FERNANDA. Perda auditiva no idoso: suas interferências na vida psicossocial. Perda auditiva no idoso: suas interferências na vida psicossocial. 2001. Disponível em: <http://www.cefac.br/library/teses/6a560a7321df3ce936adbe42faaa9b24.pdf> Acesso em: 14/07/17.

domingo, 2 de julho de 2017

Incontinência urinária em idosos e cuidados com a troca de fralda


A incontinência urinária é a perda involuntária de urina pela uretra. Segundo Malmsten (1997), sua prevalência na população com mais de 65 anos de idade é de 15 a 30%. Isso acarreta problemas de convívio social e psicológicos para os pacientes e familiares, fazendo com que o idoso tenha auto-estima diminuída e aconteça um isolamento social.
A presença de incontinência urinária deve ser avaliada, pois nem sempre os idosos a referem na avaliação clínica por vergonha ou por acharem ser isso normal no processo de envelhecimento. Perguntar diretamente se a pessoa idosa perdeu urina recentemente ou sentiu-se molhada é uma forma rápida de verificar o problema. Se a resposta for afirmativa, deve-se investigar as possíveis causas.
De acordo com a ABRAZ, o paciente com Doença de Alzheimer pode perder a habilidade de reconhecer a necessidade de ir ao banheiro, de localizar onde fica o banheiro ou, ainda, de não saber o que fazer quando chega lá. Muitos não aceitam usar fraldas durante o dia e a noite, podendo urinar sem querer no caminho ao banheiro, na cama, em cadeiras e sofás. Isso pode acarretar o ambiente do idoso a ficar sujo e com cheiro de urina, além de criar assaduras caso ele não seja trocado e higienizado, fazendo com que ocorram momentos constrangedores ao idoso e criando uma exclusão social.
É necessário esclarecer ao idoso que ele irá usar fraldas por questões de saúde. Conversar com o idoso que o item “fralda” não é algo pejorativo e que lhe trará benefícios pessoais e sociais é uma questão fundamental.
Na troca da fralda, o enfermeiro deve-se atentar para:
  •          A condição da pele e mucosas do idoso, pois podem ocorrer assaduras e manchas brancas.
  •          Deve-se realizar a troca da fralda em intervalos regulares, nunca deixando a fralda molhada em contato com o corpo por muito tempo, pois pode ocasionar assaduras e lesões.
  •          A cada troca de fralda, deve-se realizar uma limpeza completa da região genital com água e sabonete neutro, também podendo ser utilizados lenços umedecidos. Porém pelo menos uma vez ao dia, essa limpeza deve ser feita com água e sabão.
  •          Um ato de extrema importância é secar muito bem a pele após a limpeza, para evitar assaduras e proliferação de microorganismos.
  •          Pode ser utilizada pomadas para assaduras a cada troca de fraldas, lembrando de retirar o excesso de pomada da troca de fralda anterior.


Referências:
·         ABRAZ. Associação Brasileira de Alzheimer. Disponível em: < http://www.abraz.org.br/ > Acesso em: 30/06/17.
·         BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde. p. 34 e 92. 2007.

·         MALMSTEN U, MILSOM I, MOLANDER U, et al. Urinary incontinence and lower urinary tract symptoms: an epidemiological study of men aged 45 to 99 years. J Urol. 1997.