quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Evolução e Fases da Doença de Alzheimer


A doença de Alzheimer é subdividida em fases, definidas a seguir:

  1. Fase Inicial: Perda de memória, confusão e desorientação; Ansiedade, agitação; Alteração da personalidade e do senso crítico; Dificuldades com as atividades da vida diária.
  2. Fase Intermediária: Dificuldade em reconhecer familiares e amigos; Alucinações, inapetência, perda de peso e incontinência urinária; Dificuldades com a fala e a comunicação; Distúrbios do sono; Início de dificuldades motoras.
  3. Fase Final: Dependência total; Incontinência urinária e fecal; Indivíduo fica restrito à poltrona ou ao leito; Presença de úlceras por pressão; Término da comunicação.
  4. Fase Terminal: Posição fetal; Alimentação enteral; Infecções de repetição e Morte.
Conhecer as os estágios da doença é algo muito importante, pois desta forma é possível entender a evolução da doença e suas características permitindo prestar cuidados específicos ao idoso em cada fase. Por isso, é imprescindível que haja o acompanhamento multiprofissional.

Referências: AlzheimerMed. Sintomas e Evolução. Disponível em: http://www.alzheimermed.com.br/diagnostico/sintomas-e-evolucao   

domingo, 4 de dezembro de 2016

Idosos e Problemas Cognitivos

        O idoso com Doença de Alzheimer apresenta significativa perda das funções mentais devido à perda dos neurônios, mecanismo característico da doença.

        O ideal é que o idoso desempenhe as atividades que ainda consegue desempenhar, permitindo a sua autonomia, mesmo que seja um processo lento e delicado. Por isso, a ajuda oferecida deve ser gradual. Uma dica interessante é oferecer pouco e se necessário aumentar a oferta de auxílio:

  • Observe como o paciente desempenha as tarefas. Se ele estiver seguro, permita que ele faça sozinho.
  • Auxilie apenas nas etapas que o paciente não conseguir fazer. Por exemplo, fazer parte da receita culinária, com auxílio para acompanhar a receita ou mexer no fogo.
  • Faça a maior parte, mas permita que o paciente participe de alguma maneira do resultado, nem que seja fazendo escolhas.
  • Faça pelo paciente o que ele não conseguir, para garantir sua segurança, saúde e qualidade de cuidado.
       É importante fazer com o paciente e não pelo paciente, respeitando e preservando a sua capacidade. Supervisione, auxilie e faça por ele apenas quando ele não possuir condições para execução da determinada tarefa. Isso permitirá a autoestima e será boa fonte de utilização de recursos disponíveis.

        Seguem algumas dicas para o planejamento de atividades:

  • Auxilie o paciente dividindo tarefas em etapas. Se necessário, monitore-o verbalmente (diga o que ele deve fazer a cada momento).
  • Faça listas de afazeres, descrevendo as etapas a serem cumpridas.
  • Selecione atividades que, por serem complexas, precisam de auxílio e garanta o máximo de autonomia, oferecendo ajuda apenas no que o paciente não for capaz de fazer sozinho.
Referências: AlzheimerMed. Problemas Cognitivos. Disponível em: http://abraz.org.br/orientacao-a-cuidadores/cuidados-com-o-doente-de-alzheimer/problemas-cognitivos


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Cuidados com administração de medicamentos

       O medicamento de forma geral é toda substância ou associação de substâncias com propriedades curativas ou preventivas de doenças ou seus sintomas em seres humanos.
       Estudos apontam que pessoas idosas fazem uso de mais de 3 tipos de medicamentos por dia, com o objetivo de melhorar as questões referentes à saúde.  Sabe-se também que quanto maior o número de medicamentos utilizados, maior a chance de erro na sua administração, seja na dose, no horário ou no tipo de remédio. Isso pode acontecer tanto por parte do idoso, na auto-administração da medicação, quanto por parte do cuidador, que pode estar sobrecarregado com outras tarefas.
   No caso de idosos com algum tipo de demência, a atenção deve ser redobrada por parte do cuidador, pois se trata de uma pessoa que tem perda das suas capacidades funcionais. 
     Pensando em prevenir possíveis eventos relacionados à administração de medicamentos, listamos abaixo algumas medidas fundamentais para o uso correto das medicações:

- coloque os medicamentos em uma caixa com tampa (plástica ou papelão), ou vidro com tampa, tomando o cuidado de usar caixas diferentes para medicamentos dados pela boca, para material de curativo e material/medicamentos para inalação. Assim, torna-se mais higiênico e evita-se confundir o meio de administração do medicamento; 
-  converse com o médico ou enfermeira responsável sobre a possibilidade de dividir as medicações em horários padronizados quando necessário, como por exemplo café da manhã, almoço e jantar, e faça uma lista do que pode e do que não pode ser dado no mesmo horário. Para facilitar, você pode dividir a caixa em compartimentos, e colocar os respectivos medicamentos nos respectivos horários.
-  mantenha os medicamentos nas caixas/frascos originais para evitar misturas e realizar o controle da data de validade quando não houver uma embalagem adequada e com informações claras, na qual os remédios possam ser colocados;
- mantenha os medicamentos em local seco, arejado, longe do sol, de crianças e animais domésticos;
- deixe somente a última receita junto à caixa de medicamentos. Isto evita confusão quando há troca de medicamentos ou receitas, facilita a consulta em caso de dúvidas ou quando solicitado pelo profissional de saúde;
não acrescente, substitua ou retire medicamentos sem antes consultar um profissional de saúde;
evite dar medicações no escuro, para não correr o risco de trocas perigosas;
-  mantenha uma lista atualizada sobre todas as medicações em uso. Isso pode facilitar as informações na hora da reconsulta, além de fazê-lo entender melhor e manter um controle sobre os medicamentos que estão sendo usados;
- sempre esclareça suas dúvidas com a enfermeira ou o médico.

Referências: Manual do Cuidador da Pessoa Idosa. Cuidados com a administração de medicamentos. Disponível em: http://www.sdh.gov.br/assuntos/pessoa-idosa/legislacao/pdf/manual-do-cuidadora-da-pessoa-idosa


sábado, 26 de novembro de 2016

Memória: como funciona?

       O nosso cérebro tem a capacidade de armazenar as informações sob duas formas:
- Memória de procedimento: armazena os dados de atividades realizadas constantemente. Nela se incluem todas as habilidades motoras, sensitivas e intelectuais;

- Memória declarativa: armazena os dados por meio dos sentidos do cérebro como associação de dados, dedução e criação de idéias. Nela estão presentes os fatos vivenciados pela pessoa (memória episódica) e de informações adquiridas pela transmissão do saber de forma escrita, visual e sonora (memória semântica). 

*Amnésia x Esquecimento
  
    A amnésia é definida como uma condição patológica em que a pessoa perde a capacidade de armazenar informações novas ou de evocar as antigas. Esse quadro tem diversos tipos de causas, podendo ser transitória ou permanente.
   Já o esquecimento é caracterizado como uma falha na retenção ou evocação dos dados da memória. Trata-se de fenômeno muito comum que, em maior ou menos grau, ocorre com qualquer pessoa. Mas também deve ser investigada a sua causa.

   Sabe-se que o desuso é um fator condicionante destas situações, portanto é fundamental estimular a memória com atividades manuais e mentais.

Referências: Sociedade Brasileira de Neurociência. Disponível em: http://www.sbneurociencia.com.br/html/a10.htm 

domingo, 6 de novembro de 2016

Descoberta nova droga capaz de impedir formação da proteína causadora do Alzheimer 
Uma droga experimental se mostrou capaz de impedir a formação de uma proteína tóxica no cérebro humano, minimizando significativamente uma das principais causas do mal de Alzheimer.
O sucesso inicial, com um grupo de 32 pacientes que sofrem da doença degenerativa, levou os cientistas a testá-la em 2.000 pessoas. Se funcionar, a substância poderá chegar ao mercado.
Os resultados foram descritos na edição desta semana da revista "Science Translational Medicine" por uma equipe ligada ao Departamento de Neurociência da empresa farmacêutica Merck.
O estudo é importante porque ninguém ainda havia achado um meio seguro de interferir na formação da proteína beta-amiloide.
Ela forma grandes placas no cérebro de quem sofre de alzheimer e leva à mortandade em massa dos neurônios (o que explica a perda de memória e outros sintomas).
Acredita-se que um dos processos que desencadeiam o mal de Alzheimer seja a produção exagerada ou a falta de degradação (a "reciclagem" natural do organismo) da molécula.
Isso indicaria que, nas pessoas com a doença, acontece algo errado quando o organismo está produzindo a beta-amiloide a partir de uma molécula que funciona como matéria-prima dela –a APP (veja infográfico).
Uma ideia óbvia seria interferir numa das tesouras moleculares que cortam a APP e produzem a beta-amiloide. Se a tesoura não corta direito, a quantidade de beta-amiloide diminui.
Na prática, achar uma substância que realizasse esse papel com eficácia e poucos efeitos colaterais não foi brincadeira. Após achar uma molécula com essa capacidade, mas não muito eficiente, os cientistas passaram a modificá-la em laboratório, até chegar à nova droga que está em teste: a verubecestate.
É importante destacar que ainda está em fase de descoberta e testes mas que trás um novo olhar ao paciente portador de Alzheimer.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Envelhecimento Ativo
O que é “envelhecimento ativo”?
Envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas.
O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais. Permite que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida, e que essas pessoas participem da sociedade de acordo com suas necessidades, desejos e capacidades; ao mesmo tempo, propicia proteção, segurança e cuidados adequados, quando necessários.
A palavra “ativo” refere-se à participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. As pessoas mais velhas que se aposentam e aquelas que apresentam alguma doença ou vivem com alguma necessidade especial podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países. O objetivo do envelhecimento ativo é aumentar a expectativa de uma vida saudável e a qualidade de vida para todas as pessoas que estão envelhecendo, inclusive as que são frágeis, fisicamente incapacitadas e que requerem cuidados.

O termo “saúde” refere-se ao bem-estar físico, mental e social, como definido pela Organização Mundial da Saúde. Por isso, em um projeto de envelhecimento ativo, as políticas e programas que promovem saúde mental e relações sociais são tão importantes quanto aquelas que melhoram as condições físicas de saúde.

Referências: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Trechos do livro Envelhecimento ativo: uma política de saúde, publicado pela OMS – Organização Mundial de Saúde. Envelhecimento Ativo. http://sbgg.org.br/espaco-cuidador/envelhecimento-ativo/

domingo, 18 de setembro de 2016

Setembro é o Mês Mundial da Doença de Alzheimer, 21 de setembro dia mundial da doença de Alzheimer.


Depoimentos de cuidadores/família que convivem diretamente com o portador da doença, como foi receber a notícia do diagnóstico, entre outras dificuldades do dia a dia:
“O segundo semestre de 2005 teve um sentido singular na minha vida. Minha mãe recebeu o diagnóstico de Doença de Alzheimer. Isso gerou em mim um distanciamento dos sentimentos. Agia racionalmente, como um escudo, e acreditava reunir um batalhão de voluntários para garantir a melhoria de qualidade de vida da minha mãe. Possuir um ente com Doença de Alzheimer é um desafio para os familiares, devido à complexidade dos sintomas, e requer a participação de todos. Montamos uma estrutura de profissionais de acordo com evolução da doença. Inicialmente, eu e as cuidadoras diurna e noturna respondíamos pelo cuidado de minha mãe. Depois, contratamos um fisioterapeuta para garantir sua postura e caminhada, minimizando as dores no corpo. Jogar cartas, dominó, desenhar, colorir, ouvir músicas de época, visitar locais das várias fases da vida da minha mãe passaram a integrar o cotidiano, repleto de aventuras, surpresas, com respostas e ensinamentos verbalizados por ela.” V.H.R.Z. (filha de uma portadora da Doença de Alzheimer desde 2005).



“Há sete anos, meu marido apresentou mudanças em seu comportamento e, com o passar do tempo, os médicos chegaram à conclusão que ele estava com a Doença de Alzheimer. Para mim, estava sendo muito difícil aceitar a doença dele, vendo-o inerte, olhando para o vazio, cada dia mais dependente em tudo. Com o avanço da doença, ele não anda mais, não se alimenta sozinho, quase não fala, nem controla suas necessidades fisiológicas. Percebi e aceitei minha grande responsabilidade e assim vou cuidar do meu querido com mais amor agora. Somos casados há 45 anos e sempre tivemos uma união de muito amor e companheirismo. Aprendi inclusive que preciso cuidar de minha saúde, porque meu marido depende muito de mim. Preciso dormir o suficiente e ter uma alimentação saudável. Coloquei em pratica coisas que aprendi nas reuniões como jogar bola com ele, jogar dominó, baralho etc. Falo com ele o tempo todo e não aceito quando ele me responde com gestos, quero que ele fale. Estou vivendo um dia de cada vez. Consegui afastar de minha cabeça a ideia de como será a morte dele. Estou mais calma, mais alegre o que tornou mais fácil cuidar dele. Agora consigo olhar para ele sem chorar, ele está também mais calmo e como gosta quando lhe faço carinho, dou-lhe beijos, abraços e assistimos aos programas de TV de mãos dadas.” M.T.S.S.C. (casada com portador da Doença de Alzheimer).

“Para demonstrar minha experiência com minha mãe, com Doença de Alzheimer, faço o relato em três partes. Aceitação: No início, pensávamos que ela estava apenas descuidada, porque repetia as mesmas coisas, não encontrava o que ela própria guardava, esquecia as datas dos aniversários de familiares que ela sempre lembrava. Muito depressa, a situação se agravou.A primeira vez que defecou na roupa, ela tentou esconder e piorou tudo, sujando mais roupas. A calma que vínhamos tentando manter acabou. E o temor da doença aumentou, pois, além dos problemas físicos, surgiram os de ordem mental: ela ouvia vozes, músicas, via coisas inexistentes. Desesperados, procuramos um médico.Logo pensamos numa internação hospitalar, porque em “casas de repouso” havíamos tido terríveis experiências com outra pessoa da família. Depois de tentar sem sucesso a hospitalização, resolvemos mantê-la em casa, contratando uma cuidadora profissional experiente.Sentimos o tamanho do problema, nossa impotência e o despreparo para enfrentar essa situação. Admitimos o fato e o aceitamos. Tivemos de entrar em ação.
 Ação: Como já havíamos comprado a cadeira e rodas com o assento vazado, compramos a cama hospitalar com grade, a fim de aliviar as nossas costas e posicionar melhor nossa mãe doente.Distribuímos as funções: minha irmã cuidaria da alimentação e dos remédios, eu cuidaria da higiene, do vestuário e dos relatos à médica. Na medida em que fossem aparecendo os problemas, íamos aprendendo a lidar com eles. A cada dia ela estava de um jeito, com mudanças rápidas.
Às vezes, apresentava-se lúcida e alegre, até nos beijava, agradecia e dizia que nos amava. Outras vezes, fica nervosa, agredia-nos com tapas, beliscões, xingamentos e gestos. Por isso, mantínhamos suas unhas bem cortadas. Aprendemos a tratar das escaras, passamos a detectá-las no início, a dosar a alimentação, para regular a evacuação, a ficarmos atentos às reações dos medicamentos. Tentamos estabelecer horários para tudo, e continuamos a aprender com esses cuidados. Resultado: Passaram-se mais de dez anos desde que notamos os primeiros sintomas. Porém, faz dois anos que ela está dependente em todas as atividades. Tivemos de vencer nossos pudores para limpá-la, dar banho, tocar no seu corpo, já que fomos criados com tabus sobre as regiões íntimas do corpo. Agora podemos perceber que, ao cuidar de nossa mãe, estamos cuidando de nós mesmas; o contato físico que nunca tivemos, falar do que queremos e o ouvir o que não queremos faz sentir que estamos juntas, como nunca. Isso nos fez mudar o que dissemos no início, que tínhamos um problema. O medo ou problema continuam, quando fugimos deles, mas desaparecem quando os enfrentamos. Não pensamos quanto tempo vai durar essa situação, pouco importa. Pensamos e procuramos viver um dia de cada vez, pois cada novo dia traz situações diferentes para o aprendizado. Assim, quando as coisas não vão muito bem, pensamos que hoje é o tempo que temos para aproveitar. Agradecendo a Deus pela oportunidade, vamos curtindo a companhia de nossa mãe.” M.C.S.F. (filha de uma portadora da Doença de Alzheimer).


                                             
                                                                       


domingo, 21 de agosto de 2016

O que você sabe sobre Alzheimer?
Qual a idade da maioria das pessoas com doença de Alzheimer?
R: Na maioria das pessoas os sintomas iniciam depois dos 60 anos de idade.A proporção de pessoas com a doença dobra a cada 5 anos a partir dos 65 anos de idade.Cerca de 5 % das pessoas com idade entre 65 e 74 anos tem a doença, mas quase a metade das que tem 85 ou mais são acometidas.



Normalmente o diagnóstico é feito pelo menos um ano depois dos primeiros sintomas que costumam ser leves e confundidos como “normais” no envelhecimento.



O que causa a doença do Alzheimer?


R: Não se conhece exatamente qual é a causa da doença de Alzheimer. O que se sabe é que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro. A idade é o maior fator de risco para a doença. Quanto mais idade maior o risco.

Se uma pessoa da minha família tem Alzheimer eu tenho maior risco de ter a doença?

R: Ter um familiar com Alzheimer aumenta o risco duas ou três vezes na forma esporádica, mas não há como prever se a doença irá ocorrer.

Fora a genética, que outros fatores contribuem para que a doença se desenvolva?

R: Se bem que a causa da doença de Alzheimer ainda não esteja completamente esclarecida, alguns pesquisadores sugerem que traumas cranianos repetidos, especialmente os com perda da consciência no passado, processos inflamatórios cerebrais e o chamado “stress oxidativo” podem estar envolvidos na causa da doença.

Fazer palavras cruzadas previne a doença?

R: Alguns estudos sugerem que manter uma atividade intelectual como fazer palavras cruzadas, por exemplo, pode reduzir a probabilidade de se adquirir a doença de Alzheimer enquanto outros afirmam que ser mais escolarizado confere ao paciente maiores recursos intelectuais para contornar as limitações cognitivas típicas da enfermidade.

A alimentação pode proteger contra a doença?

R: Não há consenso sobre essa forma de proteção. Alguns estudos sugerem que a chamada “Dieta do Mediterrâneo” teria essa propriedade. Uma dieta saudável é fator de proteção comprovado em várias doenças, especialmente as cardiovasculares relacionadas com a aterosclerose.

Quais as outras doenças que têm sintomas parecidos com a doença de Alzheimer?
R: Tumores cerebrais, AVCs ( derrames ) , hidrocefalia de pressão normal etc.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
R: Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores serão as chances de tratar os sintomas corretamente, retardando a evolução da doença.

Alzheimer é causada por problemas circulatórios?
R: Não! Erroneamente conhecida pela população como “esclerose” ou como o “velhinho gagá” não está relacionada com problemas circulatórios.

Referência: Associação Brasileira de Alzheimer.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quais fatores de risco para o Alzheimer?

  • A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.
  • As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.
  • Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.
  • Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.
  • Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer.
  • Outros fatores importantes são os que referem ao estilo de vida. Alguns destes: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.


Referência: Associação Brasileira de Alzheimer.http://www.abraz.org.br/sobre-alzheimer/fatores-de-risco

domingo, 17 de julho de 2016

Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade


Sabemos que uma parte dos problemas de saúde que podemos ter na velhice tem origem genética, outra depende das exposições ambientais que nosso organismo venha a sofrer e uma terceira parte depende do nosso estilo de vida, isto é, das nossas escolhas. E é justamente nesta última que nos cabe intervir.
De forma geral, a prevenção se faz em três níveis:
1. A prevenção primária, que é tudo que fazemos no intuito de remover causas e fatores de risco de um problema de saúde antes que a doença ocorra. Inclui a promoção da saúde e a proteção específica contra certas doenças (ex.: imunização, exercícios físicos).
2. A prevenção secundária, que são as ações que visam detectar um problema de saúde em seu estágio inicial, muitas vezes subclínico, facilitando o diagnóstico definitivo e o seu tratamento, desta forma reduzindo ou prevenindo sua disseminação ou suas consequências no longo prazo (ex.: rastreamento de câncer de mama, estratificação do risco cardiovascular).
3. A prevenção terciária, que são as ações que visam reduzir os prejuízos funcionais consequentes a um problema agudo ou crônico, incluindo as medidas de reabilitação (ex.: reabilitar um paciente após um infarto ou após um acidente vascular cerebral).
As principais condições passíveis de prevenção em um ou mais níveis são as doenças infecciosas, as cardiovasculares (sobretudo o infarto e o derrame), o câncer, as doenças respiratórias (como a doença pulmonar obstrutiva crônica) e as causas externas, como os acidentes de trânsito. A imunização, o rastreamento (visando o diagnóstico precoce), o aconselhamento e as mudanças de estilo de vida são, juntamente com os medicamentos, as principais intervenções que o geriatra irá propor.

De forma geral, não há grandes segredos em relação ao que deve ser de fato feito para prevenir doenças:
1. Ter hábitos alimentares saudáveis,
2. Praticar atividades físicas regularmente,
3. Fazer acompanhamento médico periódico para o diagnóstico precoce e o            tratamento adequado dos eventuais agravos à saúde,
4. Ter descanso e lazer apropriados,
5. Cultivar bons pensamentos e manter a mente estimulada, ativa e produtiva.
Envelhecer é a simples consequência de não morrer antes do tempo. Envelhecer bem, esse sim, é nosso grande objetivo.


 

Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Leonam Martins. Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade. Disponível em: http://sbgg.org.br/prevencao-de-doencas-e-promocao-da-saude-na-terceira-idade/



domingo, 19 de junho de 2016


Toda Demência é Alzheimer?

As falhas na memória constituem as queixas mais comuns em idosos. Aproximadamente 50% destes, queixam-se de dificuldades em lembrar nomes, palavras e número de telefones.
No entanto, a grande maioria, não apresenta uma doença primária da memória, ou seja, uma demência.
Vários fatores podem influenciar na memória, como a visão, a audição, a atenção, a concentração, a motivação, o humor, a cultura e as aptidões natas como a facilidade que cada um tem para lembrar-se de rostos, nomes, etc.
As queixas mais comuns de perda de memória em idosos podem ser explicadas pelo:
a)Envelhecimento normal, onde a memória não ocasiona prejuízo importante para o paciente, sem interferir com uma vida independente e autônoma.
b)Uso de medicamentos, particularmente aqueles que atuam no sistema nervoso central como os tranquilizantes, os soníferos, antidepressivos, drogas para vertigem, entre outros.
c)Doenças clinicas como os distúrbios da tireoide, da paratireoide, diminuição da vitamina B12, diminuição do sódio, etc.
d)Doenças neurológicas como a doença de Parkinson, o acidente vascular cerebral.
e)Doenças psiquiátricas como a depressão e o transtorno crônico da ansiedade.

Portanto,  é necessário que se faça uma entrevista detalhada com o paciente e a família e solicite exames complementares incluindo exames de imagem cerebral (tomografia ou ressonância) e de sangue na investigação da possível causa dos esquecimentos, porque nem todo paciente que esquece é portador de demência e nem toda demência é Alzheimer.




Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.Ulisses Gabriel de Vasconcelos Cunha. Toda demência é Alzheimer?. Minas Gerais. Disponível em:http://sbgg.org.br/toda-demencia-e-alzheimer/