domingo, 18 de setembro de 2016

Setembro é o Mês Mundial da Doença de Alzheimer, 21 de setembro dia mundial da doença de Alzheimer.


Depoimentos de cuidadores/família que convivem diretamente com o portador da doença, como foi receber a notícia do diagnóstico, entre outras dificuldades do dia a dia:
“O segundo semestre de 2005 teve um sentido singular na minha vida. Minha mãe recebeu o diagnóstico de Doença de Alzheimer. Isso gerou em mim um distanciamento dos sentimentos. Agia racionalmente, como um escudo, e acreditava reunir um batalhão de voluntários para garantir a melhoria de qualidade de vida da minha mãe. Possuir um ente com Doença de Alzheimer é um desafio para os familiares, devido à complexidade dos sintomas, e requer a participação de todos. Montamos uma estrutura de profissionais de acordo com evolução da doença. Inicialmente, eu e as cuidadoras diurna e noturna respondíamos pelo cuidado de minha mãe. Depois, contratamos um fisioterapeuta para garantir sua postura e caminhada, minimizando as dores no corpo. Jogar cartas, dominó, desenhar, colorir, ouvir músicas de época, visitar locais das várias fases da vida da minha mãe passaram a integrar o cotidiano, repleto de aventuras, surpresas, com respostas e ensinamentos verbalizados por ela.” V.H.R.Z. (filha de uma portadora da Doença de Alzheimer desde 2005).



“Há sete anos, meu marido apresentou mudanças em seu comportamento e, com o passar do tempo, os médicos chegaram à conclusão que ele estava com a Doença de Alzheimer. Para mim, estava sendo muito difícil aceitar a doença dele, vendo-o inerte, olhando para o vazio, cada dia mais dependente em tudo. Com o avanço da doença, ele não anda mais, não se alimenta sozinho, quase não fala, nem controla suas necessidades fisiológicas. Percebi e aceitei minha grande responsabilidade e assim vou cuidar do meu querido com mais amor agora. Somos casados há 45 anos e sempre tivemos uma união de muito amor e companheirismo. Aprendi inclusive que preciso cuidar de minha saúde, porque meu marido depende muito de mim. Preciso dormir o suficiente e ter uma alimentação saudável. Coloquei em pratica coisas que aprendi nas reuniões como jogar bola com ele, jogar dominó, baralho etc. Falo com ele o tempo todo e não aceito quando ele me responde com gestos, quero que ele fale. Estou vivendo um dia de cada vez. Consegui afastar de minha cabeça a ideia de como será a morte dele. Estou mais calma, mais alegre o que tornou mais fácil cuidar dele. Agora consigo olhar para ele sem chorar, ele está também mais calmo e como gosta quando lhe faço carinho, dou-lhe beijos, abraços e assistimos aos programas de TV de mãos dadas.” M.T.S.S.C. (casada com portador da Doença de Alzheimer).

“Para demonstrar minha experiência com minha mãe, com Doença de Alzheimer, faço o relato em três partes. Aceitação: No início, pensávamos que ela estava apenas descuidada, porque repetia as mesmas coisas, não encontrava o que ela própria guardava, esquecia as datas dos aniversários de familiares que ela sempre lembrava. Muito depressa, a situação se agravou.A primeira vez que defecou na roupa, ela tentou esconder e piorou tudo, sujando mais roupas. A calma que vínhamos tentando manter acabou. E o temor da doença aumentou, pois, além dos problemas físicos, surgiram os de ordem mental: ela ouvia vozes, músicas, via coisas inexistentes. Desesperados, procuramos um médico.Logo pensamos numa internação hospitalar, porque em “casas de repouso” havíamos tido terríveis experiências com outra pessoa da família. Depois de tentar sem sucesso a hospitalização, resolvemos mantê-la em casa, contratando uma cuidadora profissional experiente.Sentimos o tamanho do problema, nossa impotência e o despreparo para enfrentar essa situação. Admitimos o fato e o aceitamos. Tivemos de entrar em ação.
 Ação: Como já havíamos comprado a cadeira e rodas com o assento vazado, compramos a cama hospitalar com grade, a fim de aliviar as nossas costas e posicionar melhor nossa mãe doente.Distribuímos as funções: minha irmã cuidaria da alimentação e dos remédios, eu cuidaria da higiene, do vestuário e dos relatos à médica. Na medida em que fossem aparecendo os problemas, íamos aprendendo a lidar com eles. A cada dia ela estava de um jeito, com mudanças rápidas.
Às vezes, apresentava-se lúcida e alegre, até nos beijava, agradecia e dizia que nos amava. Outras vezes, fica nervosa, agredia-nos com tapas, beliscões, xingamentos e gestos. Por isso, mantínhamos suas unhas bem cortadas. Aprendemos a tratar das escaras, passamos a detectá-las no início, a dosar a alimentação, para regular a evacuação, a ficarmos atentos às reações dos medicamentos. Tentamos estabelecer horários para tudo, e continuamos a aprender com esses cuidados. Resultado: Passaram-se mais de dez anos desde que notamos os primeiros sintomas. Porém, faz dois anos que ela está dependente em todas as atividades. Tivemos de vencer nossos pudores para limpá-la, dar banho, tocar no seu corpo, já que fomos criados com tabus sobre as regiões íntimas do corpo. Agora podemos perceber que, ao cuidar de nossa mãe, estamos cuidando de nós mesmas; o contato físico que nunca tivemos, falar do que queremos e o ouvir o que não queremos faz sentir que estamos juntas, como nunca. Isso nos fez mudar o que dissemos no início, que tínhamos um problema. O medo ou problema continuam, quando fugimos deles, mas desaparecem quando os enfrentamos. Não pensamos quanto tempo vai durar essa situação, pouco importa. Pensamos e procuramos viver um dia de cada vez, pois cada novo dia traz situações diferentes para o aprendizado. Assim, quando as coisas não vão muito bem, pensamos que hoje é o tempo que temos para aproveitar. Agradecendo a Deus pela oportunidade, vamos curtindo a companhia de nossa mãe.” M.C.S.F. (filha de uma portadora da Doença de Alzheimer).


                                             
                                                                       


domingo, 21 de agosto de 2016

O que você sabe sobre Alzheimer?
Qual a idade da maioria das pessoas com doença de Alzheimer?
R: Na maioria das pessoas os sintomas iniciam depois dos 60 anos de idade.A proporção de pessoas com a doença dobra a cada 5 anos a partir dos 65 anos de idade.Cerca de 5 % das pessoas com idade entre 65 e 74 anos tem a doença, mas quase a metade das que tem 85 ou mais são acometidas.



Normalmente o diagnóstico é feito pelo menos um ano depois dos primeiros sintomas que costumam ser leves e confundidos como “normais” no envelhecimento.



O que causa a doença do Alzheimer?


R: Não se conhece exatamente qual é a causa da doença de Alzheimer. O que se sabe é que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro. A idade é o maior fator de risco para a doença. Quanto mais idade maior o risco.

Se uma pessoa da minha família tem Alzheimer eu tenho maior risco de ter a doença?

R: Ter um familiar com Alzheimer aumenta o risco duas ou três vezes na forma esporádica, mas não há como prever se a doença irá ocorrer.

Fora a genética, que outros fatores contribuem para que a doença se desenvolva?

R: Se bem que a causa da doença de Alzheimer ainda não esteja completamente esclarecida, alguns pesquisadores sugerem que traumas cranianos repetidos, especialmente os com perda da consciência no passado, processos inflamatórios cerebrais e o chamado “stress oxidativo” podem estar envolvidos na causa da doença.

Fazer palavras cruzadas previne a doença?

R: Alguns estudos sugerem que manter uma atividade intelectual como fazer palavras cruzadas, por exemplo, pode reduzir a probabilidade de se adquirir a doença de Alzheimer enquanto outros afirmam que ser mais escolarizado confere ao paciente maiores recursos intelectuais para contornar as limitações cognitivas típicas da enfermidade.

A alimentação pode proteger contra a doença?

R: Não há consenso sobre essa forma de proteção. Alguns estudos sugerem que a chamada “Dieta do Mediterrâneo” teria essa propriedade. Uma dieta saudável é fator de proteção comprovado em várias doenças, especialmente as cardiovasculares relacionadas com a aterosclerose.

Quais as outras doenças que têm sintomas parecidos com a doença de Alzheimer?
R: Tumores cerebrais, AVCs ( derrames ) , hidrocefalia de pressão normal etc.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
R: Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores serão as chances de tratar os sintomas corretamente, retardando a evolução da doença.

Alzheimer é causada por problemas circulatórios?
R: Não! Erroneamente conhecida pela população como “esclerose” ou como o “velhinho gagá” não está relacionada com problemas circulatórios.

Referência: Associação Brasileira de Alzheimer.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quais fatores de risco para o Alzheimer?

  • A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.
  • As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.
  • Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.
  • Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.
  • Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer.
  • Outros fatores importantes são os que referem ao estilo de vida. Alguns destes: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.


Referência: Associação Brasileira de Alzheimer.http://www.abraz.org.br/sobre-alzheimer/fatores-de-risco

domingo, 17 de julho de 2016

Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade


Sabemos que uma parte dos problemas de saúde que podemos ter na velhice tem origem genética, outra depende das exposições ambientais que nosso organismo venha a sofrer e uma terceira parte depende do nosso estilo de vida, isto é, das nossas escolhas. E é justamente nesta última que nos cabe intervir.
De forma geral, a prevenção se faz em três níveis:
1. A prevenção primária, que é tudo que fazemos no intuito de remover causas e fatores de risco de um problema de saúde antes que a doença ocorra. Inclui a promoção da saúde e a proteção específica contra certas doenças (ex.: imunização, exercícios físicos).
2. A prevenção secundária, que são as ações que visam detectar um problema de saúde em seu estágio inicial, muitas vezes subclínico, facilitando o diagnóstico definitivo e o seu tratamento, desta forma reduzindo ou prevenindo sua disseminação ou suas consequências no longo prazo (ex.: rastreamento de câncer de mama, estratificação do risco cardiovascular).
3. A prevenção terciária, que são as ações que visam reduzir os prejuízos funcionais consequentes a um problema agudo ou crônico, incluindo as medidas de reabilitação (ex.: reabilitar um paciente após um infarto ou após um acidente vascular cerebral).
As principais condições passíveis de prevenção em um ou mais níveis são as doenças infecciosas, as cardiovasculares (sobretudo o infarto e o derrame), o câncer, as doenças respiratórias (como a doença pulmonar obstrutiva crônica) e as causas externas, como os acidentes de trânsito. A imunização, o rastreamento (visando o diagnóstico precoce), o aconselhamento e as mudanças de estilo de vida são, juntamente com os medicamentos, as principais intervenções que o geriatra irá propor.

De forma geral, não há grandes segredos em relação ao que deve ser de fato feito para prevenir doenças:
1. Ter hábitos alimentares saudáveis,
2. Praticar atividades físicas regularmente,
3. Fazer acompanhamento médico periódico para o diagnóstico precoce e o            tratamento adequado dos eventuais agravos à saúde,
4. Ter descanso e lazer apropriados,
5. Cultivar bons pensamentos e manter a mente estimulada, ativa e produtiva.
Envelhecer é a simples consequência de não morrer antes do tempo. Envelhecer bem, esse sim, é nosso grande objetivo.


 

Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Leonam Martins. Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade. Disponível em: http://sbgg.org.br/prevencao-de-doencas-e-promocao-da-saude-na-terceira-idade/



domingo, 19 de junho de 2016


Toda Demência é Alzheimer?

As falhas na memória constituem as queixas mais comuns em idosos. Aproximadamente 50% destes, queixam-se de dificuldades em lembrar nomes, palavras e número de telefones.
No entanto, a grande maioria, não apresenta uma doença primária da memória, ou seja, uma demência.
Vários fatores podem influenciar na memória, como a visão, a audição, a atenção, a concentração, a motivação, o humor, a cultura e as aptidões natas como a facilidade que cada um tem para lembrar-se de rostos, nomes, etc.
As queixas mais comuns de perda de memória em idosos podem ser explicadas pelo:
a)Envelhecimento normal, onde a memória não ocasiona prejuízo importante para o paciente, sem interferir com uma vida independente e autônoma.
b)Uso de medicamentos, particularmente aqueles que atuam no sistema nervoso central como os tranquilizantes, os soníferos, antidepressivos, drogas para vertigem, entre outros.
c)Doenças clinicas como os distúrbios da tireoide, da paratireoide, diminuição da vitamina B12, diminuição do sódio, etc.
d)Doenças neurológicas como a doença de Parkinson, o acidente vascular cerebral.
e)Doenças psiquiátricas como a depressão e o transtorno crônico da ansiedade.

Portanto,  é necessário que se faça uma entrevista detalhada com o paciente e a família e solicite exames complementares incluindo exames de imagem cerebral (tomografia ou ressonância) e de sangue na investigação da possível causa dos esquecimentos, porque nem todo paciente que esquece é portador de demência e nem toda demência é Alzheimer.




Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.Ulisses Gabriel de Vasconcelos Cunha. Toda demência é Alzheimer?. Minas Gerais. Disponível em:http://sbgg.org.br/toda-demencia-e-alzheimer/

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Projeto de Lei do Senado n°284, de 2011

Esse projeto de lei que encontra-se no Senado Federal dispõe sobre o exercício do cuidador de idoso. De acordo com este documento o cuidador é a pessoa que no ambiente domiciliar do  idoso ou na instituição de longa permanência, desempenha funções de companhamento de idoso, englobando as seguintes questões:

a) prestação de apoio emocional e na convivência social do idoso;
b) auxílio e acompanhamento na realização de rotinas de higiene pessoal e
ambiental e de nutrição;
c) cuidados de saúde preventivos, administração de medicamentos de rotina
e outros procedimentos de saúde;
d) auxílio e acompanhamento no deslocamento de idoso. 

Para se tornar cuidador é preciso ter mais de 18 anos e possuir o ensino fundamental completo além de ter concluído o curso de cuidador em determinada instituição de ensino. É importante lembrar que ele deve desempenhar tarefas apenas de sua competência.
Esse projeto propõe as condições mínimas para o exercício da profissão.

Fonte: BRASIL. Senado Federal. Projeto de lei do senado n°284 de 2011. Brasília (DF). Disponível em: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=91154&tp=1 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Úlcera por Pressão

A úlcera por pressão é uma ferida localizada na pele e em seus tecidos abaixo dela, ocasionada por "falhas'' na circulação sanguínea, desta forma os nutrientes necessários não são suficientes para irrigação de sangue na região.
Um fator importante que contribui para a sua ocorrência é a pressão exercida sobre as proeminências ósseas, através da manipulação do paciente durante troca de roupa e na acomodação na cama. Nos idosos com demência se torna muito comum pelo fato da imobilidade. 
Outros fatores que contribuem são idade avançada, alteração no nível de consciência, incontinência urinaria e fecal, alteração na sensibilidade da pele, higiene inadequada, desnutrição ou sobrepeso
Como prevenir?
  • Avaliação frequente da cabeça aos pés: uma boa hora é durante o banho ou na troca de roupas,
  • Boas condições de higiene: Manter a pele limpa, seca e hidratada. Banho com água morna e sabonete neutro. Secar a pele sem friccionar. 
  • Alimentação adequada: Oferecer alimentos naturais e frescos. Oferecer a alimentação com mais frequência ao dia, do que quantidade. Oferecer 2 litros de água por dia.
Além dessas medidas, devem ser adotados outros cuidados, como: Mudar a posição de 3 em 3 horas, não arrastar a pessoa quando for movê-la, evitar exposição a umidade, fricção ou cisalhamento, preferir roupas de cama sem rugas. 

A úlcera por pressão é um sério problema de saúde e por isso necessita de atenção e intervenção diária. 

Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Prevenção de Úlcera por Pressão em ILPIs – Guia para Cuidadores de Idosos. Fundação de Apoio e Valorização do Idoso. Disponível em: http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2015/11/Guia_UPP-MIOLO.pdf

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dicas para um envelhecimento saudável

Com o aumento da expectativa de vida, temos melhorias na qualidade de vida através de estratégias para um envelhecimento saudável.
 A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia divulgou diversas dicas, listamos algumas a seguir:
  1. Cuide da pressão arterial (a hipertensão pode ocasionar várias doenças cardiovasculares graves);
  2. Evite a obesidade;
  3. Não fumar (relaciona-se com ocorrência de doenças pulmonares e cardiovasculares);
  4. Faça exercícios regularmente (melhora do condicionamento físico, da saúde mental, da memória...);
  5. Procure eliminar tensões e "stress";
  6. Controle as gorduras sanguíneas (leva a diversas doenças devido a arteriosclerose);
  7. Ingestão adequada de vitaminas (sempre sob orientação, buscando meios através da alimentação);
  8. Medicamentos somente com orientação;
  9. Controle a glicemia (o aumento da taxa de açúcar sanguíneo leva a diabetes, doença com sérias complicações);
  10. Tenha um "hobby" (algo que satisfaça mentalmente faz bem para a saúde de todos).
Essas são algumas das dicas, segue a fonte para conferir o conteúdo completo: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Dicas. Rio de Janeiro. Disponível em: http://sbgg.org.br/dicas/

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Segurança Alimentar

Nada como uma alimentação adequada, não é? Pois é exatamente isso que significa o termo "segurança alimentar", que é a dieta que atende as necessidades de cada pessoa para se manter saudável. 

No caso dos idosos, há vários fatores que podem interferir na questão alimentar, tais como:
  • problema de visão (dificulta a leitura e identificação dos alimentos);
  • redução do olfato e paladar (incapacidade de "sentir" o cheiro e o gosto do alimento);
  • redução da capacidade de mastigação e deglutição;
  • redução da sensibilidade à sede 

Portanto, deve-se adotar meios que facilitem a segurança alimentar dos idosos como:
  • organização na cozinha (utensílios de fácil acesso);
  • uso de talheres adequados;
  • modificação da consistência;
  • variedade das receitas;


É importante lembrar que uma boa alimentação interfere no estado de saúde e da qualidade de vida.

Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Annie Bello.  A segurança alimentar. Rio de Janeiro.  Disponível em: http://www.sbggrj.org.br/wp-content/uploads/2013/11/Seguran%C3%A7a-alimentar.pdf

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Envelhecimento e suas Repercussões

Na publicação de hoje, iremos abordar o tema do envelhecimento neste mês em que comemoramos o dia do idoso. O artigo chamado "Como envelhecemos e quais as principais repercussões" retrata essa temática.
O envelhecimento é sem dúvida uma grande conquista recente na história da humanidade, pois há poucos anos atrás a nossa expectativa de vida era bem mais baixa. A partir do século XX, no período pós guerra, os países desenvolvidos passaram a ter melhor controle das condições (sanitárias, educação, moradia...), em países subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento), como no Brasil, essa mudança demográfica demorou mais um pouco a ocorrer. 
Com a melhora no controle de doenças transmissíveis, surgem as doenças crônicas-degenerativas, características da saúde do idoso, em especial.
O envelhecimento é um processo heterogêneo, isto é, possui diferentes formas de vivenciar, de acordo com as características socioambientais.
A qualidade de vida, termo tão falado atualmente está muito mais relacionado com os hábitos de vida e do comportamento, do que com a carga genética. Isso quer dizer, que é possível agir sob o meio em que vivemos, interferindo para a qualidade de vida.
A autora do artigo conclui afirmando que o envelhecimento é sim uma das maiores conquistas da humanidade, mas que para ser bem sucedido é necessário que ocorra maior organização e planejamento em todos os sentidos (biológico, econômico, político, sociocultural e psicológico).

Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Tarso Lameri Mosci. Como envelhecemos e quais as principais repercussões. Rio de Janeiro.  Disponível em: http://sbgg.org.br/sobre-como-envelhecemos-e-quais-as-principais-repercussoes/ 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dia do Idoso

Hoje, dia 1º de Outubro é comemorado o Dia Internacional do Idoso. É fato comprovado que a população está envelhecendo cada vez mais, devido a melhorias na qualidade de vida, alimentação, saúde e condições socioambientais. 


Prevendo esse avanço no envelhecimento, em 1990 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Internacional do Idoso. Aqui no Brasil, pela lei nº 11.433 de 2006 foi estabelecido 1º de outubro como o Dia Nacional do Idoso.



Mais uma prova da valorização do envelhecimento é que o Brasil realizará em 2016 a 4ª Conferência Nacional dos Direitos do Idoso, que terá como tema “Protagonismo e Empoderamento da Pessoa Idosa - Por um Brasil de Todas as Idades”.

Parabéns a todos os idosos, pessoas que são fundamentais no nosso cotidiano!! Vamos valorizá-los!

Fonte: Blog da Saúde. Ministério da Saúde. Promoção da Saúde. Brasil, 2015. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/txr018

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A rotina dos cuidadores

No Brasil, os cuidadores fazem parte do Código Brasileiro de Ocupações, desempenhando importante função no cuidado para com as pessoas dependentes. 
De acordo com o Ministério da Saúde o cuidar de alguém não é fazer pelo outro mas ajudar o outro quando ele necessita, estimulando a sua  autonomia.
Abaixo, algumas tarefas que fazem parte da rotina dos cuidadores:
  •  Atuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipe de saúde,
  • Escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada.
  •  Ajudar nos cuidados de higiene.
  • Estimular e ajudar na alimentação.
  • Ajudar na locomoção e atividades físicas, tais como: andar, tomar sol e exercícios
    físicos.
  • Estimular atividades de lazer e ocupacionais.
  • Realizar mudanças de posição na cama e na cadeira, e massagens de conforto.
  • Administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipe de
    saúde.
  • Comunicar à equipe de saúde sobre mudanças no estado de saúde da pessoa
    cuidada.
Os cuidadores são pessoas fundamentais na recuperação do idoso com limitações fisicas e cognitivas.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Guia prático do cuidador, 2008. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/164cuidadores_idosos.html  

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Como anda a saúde do idoso no Brasil atualmente?

De acordo com dados do IBGE, o número de idosos no Brasil vem crescendo significativamente nos últimos anos. 

Um fato que nos interessa é a análise da limitação funcional, através da realização das Atividades de Vida Diária (AVDs),como usar o banheiro, se alimentar, tomar banho, vestir-se, mover-se de um cômodo para outro e deitar-se. De acordo com esta pesquisa foi identificado que 6,8% dos idosos apresentam limitações para realizar tais atividades. A tendência é maior conforme a idade e o menor grau de instrução.

http://www.portalterceiraidade.org.br/
Neste mesmo sentido foi também avaliado a limitação funcional nas Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) como fazer compras, preparar as refeições, trabalhos manuais, usar o telefone, arrumar a casa, lavar/passar roupa e controle de finanças e de remédios. Nesta amostra, cerca de 17% têm limitações, mais prevalente em mulheres.

Esta pesquisa foi realizada em ambientes domiciliares de todo o país entre os anos de 2013 e 2014. Interessante os dados atuais da saúde de nosso país!! 



Fonte: BRASIL. Pesquisa Nacional de Saúde. Ministério da Saúde. 2015. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/19290-pesquisa-traz-retrato-inedito-da-saude-do-idoso-no-brasil