domingo, 21 de agosto de 2016

O que você sabe sobre Alzheimer?
Qual a idade da maioria das pessoas com doença de Alzheimer?
R: Na maioria das pessoas os sintomas iniciam depois dos 60 anos de idade.A proporção de pessoas com a doença dobra a cada 5 anos a partir dos 65 anos de idade.Cerca de 5 % das pessoas com idade entre 65 e 74 anos tem a doença, mas quase a metade das que tem 85 ou mais são acometidas.



Normalmente o diagnóstico é feito pelo menos um ano depois dos primeiros sintomas que costumam ser leves e confundidos como “normais” no envelhecimento.



O que causa a doença do Alzheimer?


R: Não se conhece exatamente qual é a causa da doença de Alzheimer. O que se sabe é que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro. A idade é o maior fator de risco para a doença. Quanto mais idade maior o risco.

Se uma pessoa da minha família tem Alzheimer eu tenho maior risco de ter a doença?

R: Ter um familiar com Alzheimer aumenta o risco duas ou três vezes na forma esporádica, mas não há como prever se a doença irá ocorrer.

Fora a genética, que outros fatores contribuem para que a doença se desenvolva?

R: Se bem que a causa da doença de Alzheimer ainda não esteja completamente esclarecida, alguns pesquisadores sugerem que traumas cranianos repetidos, especialmente os com perda da consciência no passado, processos inflamatórios cerebrais e o chamado “stress oxidativo” podem estar envolvidos na causa da doença.

Fazer palavras cruzadas previne a doença?

R: Alguns estudos sugerem que manter uma atividade intelectual como fazer palavras cruzadas, por exemplo, pode reduzir a probabilidade de se adquirir a doença de Alzheimer enquanto outros afirmam que ser mais escolarizado confere ao paciente maiores recursos intelectuais para contornar as limitações cognitivas típicas da enfermidade.

A alimentação pode proteger contra a doença?

R: Não há consenso sobre essa forma de proteção. Alguns estudos sugerem que a chamada “Dieta do Mediterrâneo” teria essa propriedade. Uma dieta saudável é fator de proteção comprovado em várias doenças, especialmente as cardiovasculares relacionadas com a aterosclerose.

Quais as outras doenças que têm sintomas parecidos com a doença de Alzheimer?
R: Tumores cerebrais, AVCs ( derrames ) , hidrocefalia de pressão normal etc.

Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
R: Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores serão as chances de tratar os sintomas corretamente, retardando a evolução da doença.

Alzheimer é causada por problemas circulatórios?
R: Não! Erroneamente conhecida pela população como “esclerose” ou como o “velhinho gagá” não está relacionada com problemas circulatórios.

Referência: Associação Brasileira de Alzheimer.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Quais fatores de risco para o Alzheimer?

  • A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento de demência da Doença de Alzheimer (DA). Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos.
  • As mulheres parecem ter risco maior para o desenvolvimento da doença, mas talvez isso aconteça pelo fato de elas viverem mais do que os homens.
  • Os familiares de pacientes com DA têm risco maior de desenvolver essa doença no futuro, comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. No entanto, isso não quer dizer que a doença seja hereditária.
  • Embora a doença não seja considerada hereditária, há casos, principalmente quando a doença tem início antes dos 65 anos, em que a herança genética é importante. Esses casos correspondem a 10% dos pacientes com Doença de Alzheimer.
  • Pessoas com histórico de complexa atividade intelectual e alta escolaridade tendem a desenvolver os sintomas da doença em um estágio mais avançado da atrofia cerebral, pois é necessária uma maior perda de neurônios para que os sintomas de demência comecem a aparecer.
  • Outros fatores importantes são os que referem ao estilo de vida. Alguns destes: hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.


Referência: Associação Brasileira de Alzheimer.http://www.abraz.org.br/sobre-alzheimer/fatores-de-risco

domingo, 17 de julho de 2016

Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade


Sabemos que uma parte dos problemas de saúde que podemos ter na velhice tem origem genética, outra depende das exposições ambientais que nosso organismo venha a sofrer e uma terceira parte depende do nosso estilo de vida, isto é, das nossas escolhas. E é justamente nesta última que nos cabe intervir.
De forma geral, a prevenção se faz em três níveis:
1. A prevenção primária, que é tudo que fazemos no intuito de remover causas e fatores de risco de um problema de saúde antes que a doença ocorra. Inclui a promoção da saúde e a proteção específica contra certas doenças (ex.: imunização, exercícios físicos).
2. A prevenção secundária, que são as ações que visam detectar um problema de saúde em seu estágio inicial, muitas vezes subclínico, facilitando o diagnóstico definitivo e o seu tratamento, desta forma reduzindo ou prevenindo sua disseminação ou suas consequências no longo prazo (ex.: rastreamento de câncer de mama, estratificação do risco cardiovascular).
3. A prevenção terciária, que são as ações que visam reduzir os prejuízos funcionais consequentes a um problema agudo ou crônico, incluindo as medidas de reabilitação (ex.: reabilitar um paciente após um infarto ou após um acidente vascular cerebral).
As principais condições passíveis de prevenção em um ou mais níveis são as doenças infecciosas, as cardiovasculares (sobretudo o infarto e o derrame), o câncer, as doenças respiratórias (como a doença pulmonar obstrutiva crônica) e as causas externas, como os acidentes de trânsito. A imunização, o rastreamento (visando o diagnóstico precoce), o aconselhamento e as mudanças de estilo de vida são, juntamente com os medicamentos, as principais intervenções que o geriatra irá propor.

De forma geral, não há grandes segredos em relação ao que deve ser de fato feito para prevenir doenças:
1. Ter hábitos alimentares saudáveis,
2. Praticar atividades físicas regularmente,
3. Fazer acompanhamento médico periódico para o diagnóstico precoce e o            tratamento adequado dos eventuais agravos à saúde,
4. Ter descanso e lazer apropriados,
5. Cultivar bons pensamentos e manter a mente estimulada, ativa e produtiva.
Envelhecer é a simples consequência de não morrer antes do tempo. Envelhecer bem, esse sim, é nosso grande objetivo.


 

Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Leonam Martins. Prevenção de doenças e promoção da saúde na terceira idade. Disponível em: http://sbgg.org.br/prevencao-de-doencas-e-promocao-da-saude-na-terceira-idade/



domingo, 19 de junho de 2016


Toda Demência é Alzheimer?

As falhas na memória constituem as queixas mais comuns em idosos. Aproximadamente 50% destes, queixam-se de dificuldades em lembrar nomes, palavras e número de telefones.
No entanto, a grande maioria, não apresenta uma doença primária da memória, ou seja, uma demência.
Vários fatores podem influenciar na memória, como a visão, a audição, a atenção, a concentração, a motivação, o humor, a cultura e as aptidões natas como a facilidade que cada um tem para lembrar-se de rostos, nomes, etc.
As queixas mais comuns de perda de memória em idosos podem ser explicadas pelo:
a)Envelhecimento normal, onde a memória não ocasiona prejuízo importante para o paciente, sem interferir com uma vida independente e autônoma.
b)Uso de medicamentos, particularmente aqueles que atuam no sistema nervoso central como os tranquilizantes, os soníferos, antidepressivos, drogas para vertigem, entre outros.
c)Doenças clinicas como os distúrbios da tireoide, da paratireoide, diminuição da vitamina B12, diminuição do sódio, etc.
d)Doenças neurológicas como a doença de Parkinson, o acidente vascular cerebral.
e)Doenças psiquiátricas como a depressão e o transtorno crônico da ansiedade.

Portanto,  é necessário que se faça uma entrevista detalhada com o paciente e a família e solicite exames complementares incluindo exames de imagem cerebral (tomografia ou ressonância) e de sangue na investigação da possível causa dos esquecimentos, porque nem todo paciente que esquece é portador de demência e nem toda demência é Alzheimer.




Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.Ulisses Gabriel de Vasconcelos Cunha. Toda demência é Alzheimer?. Minas Gerais. Disponível em:http://sbgg.org.br/toda-demencia-e-alzheimer/

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Projeto de Lei do Senado n°284, de 2011

Esse projeto de lei que encontra-se no Senado Federal dispõe sobre o exercício do cuidador de idoso. De acordo com este documento o cuidador é a pessoa que no ambiente domiciliar do  idoso ou na instituição de longa permanência, desempenha funções de companhamento de idoso, englobando as seguintes questões:

a) prestação de apoio emocional e na convivência social do idoso;
b) auxílio e acompanhamento na realização de rotinas de higiene pessoal e
ambiental e de nutrição;
c) cuidados de saúde preventivos, administração de medicamentos de rotina
e outros procedimentos de saúde;
d) auxílio e acompanhamento no deslocamento de idoso. 

Para se tornar cuidador é preciso ter mais de 18 anos e possuir o ensino fundamental completo além de ter concluído o curso de cuidador em determinada instituição de ensino. É importante lembrar que ele deve desempenhar tarefas apenas de sua competência.
Esse projeto propõe as condições mínimas para o exercício da profissão.

Fonte: BRASIL. Senado Federal. Projeto de lei do senado n°284 de 2011. Brasília (DF). Disponível em: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=91154&tp=1 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Úlcera por Pressão

A úlcera por pressão é uma ferida localizada na pele e em seus tecidos abaixo dela, ocasionada por "falhas'' na circulação sanguínea, desta forma os nutrientes necessários não são suficientes para irrigação de sangue na região.
Um fator importante que contribui para a sua ocorrência é a pressão exercida sobre as proeminências ósseas, através da manipulação do paciente durante troca de roupa e na acomodação na cama. Nos idosos com demência se torna muito comum pelo fato da imobilidade. 
Outros fatores que contribuem são idade avançada, alteração no nível de consciência, incontinência urinaria e fecal, alteração na sensibilidade da pele, higiene inadequada, desnutrição ou sobrepeso
Como prevenir?
  • Avaliação frequente da cabeça aos pés: uma boa hora é durante o banho ou na troca de roupas,
  • Boas condições de higiene: Manter a pele limpa, seca e hidratada. Banho com água morna e sabonete neutro. Secar a pele sem friccionar. 
  • Alimentação adequada: Oferecer alimentos naturais e frescos. Oferecer a alimentação com mais frequência ao dia, do que quantidade. Oferecer 2 litros de água por dia.
Além dessas medidas, devem ser adotados outros cuidados, como: Mudar a posição de 3 em 3 horas, não arrastar a pessoa quando for movê-la, evitar exposição a umidade, fricção ou cisalhamento, preferir roupas de cama sem rugas. 

A úlcera por pressão é um sério problema de saúde e por isso necessita de atenção e intervenção diária. 

Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Prevenção de Úlcera por Pressão em ILPIs – Guia para Cuidadores de Idosos. Fundação de Apoio e Valorização do Idoso. Disponível em: http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2015/11/Guia_UPP-MIOLO.pdf

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dicas para um envelhecimento saudável

Com o aumento da expectativa de vida, temos melhorias na qualidade de vida através de estratégias para um envelhecimento saudável.
 A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia divulgou diversas dicas, listamos algumas a seguir:
  1. Cuide da pressão arterial (a hipertensão pode ocasionar várias doenças cardiovasculares graves);
  2. Evite a obesidade;
  3. Não fumar (relaciona-se com ocorrência de doenças pulmonares e cardiovasculares);
  4. Faça exercícios regularmente (melhora do condicionamento físico, da saúde mental, da memória...);
  5. Procure eliminar tensões e "stress";
  6. Controle as gorduras sanguíneas (leva a diversas doenças devido a arteriosclerose);
  7. Ingestão adequada de vitaminas (sempre sob orientação, buscando meios através da alimentação);
  8. Medicamentos somente com orientação;
  9. Controle a glicemia (o aumento da taxa de açúcar sanguíneo leva a diabetes, doença com sérias complicações);
  10. Tenha um "hobby" (algo que satisfaça mentalmente faz bem para a saúde de todos).
Essas são algumas das dicas, segue a fonte para conferir o conteúdo completo: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Dicas. Rio de Janeiro. Disponível em: http://sbgg.org.br/dicas/

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Segurança Alimentar

Nada como uma alimentação adequada, não é? Pois é exatamente isso que significa o termo "segurança alimentar", que é a dieta que atende as necessidades de cada pessoa para se manter saudável. 

No caso dos idosos, há vários fatores que podem interferir na questão alimentar, tais como:
  • problema de visão (dificulta a leitura e identificação dos alimentos);
  • redução do olfato e paladar (incapacidade de "sentir" o cheiro e o gosto do alimento);
  • redução da capacidade de mastigação e deglutição;
  • redução da sensibilidade à sede 

Portanto, deve-se adotar meios que facilitem a segurança alimentar dos idosos como:
  • organização na cozinha (utensílios de fácil acesso);
  • uso de talheres adequados;
  • modificação da consistência;
  • variedade das receitas;


É importante lembrar que uma boa alimentação interfere no estado de saúde e da qualidade de vida.

Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Annie Bello.  A segurança alimentar. Rio de Janeiro.  Disponível em: http://www.sbggrj.org.br/wp-content/uploads/2013/11/Seguran%C3%A7a-alimentar.pdf

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Envelhecimento e suas Repercussões

Na publicação de hoje, iremos abordar o tema do envelhecimento neste mês em que comemoramos o dia do idoso. O artigo chamado "Como envelhecemos e quais as principais repercussões" retrata essa temática.
O envelhecimento é sem dúvida uma grande conquista recente na história da humanidade, pois há poucos anos atrás a nossa expectativa de vida era bem mais baixa. A partir do século XX, no período pós guerra, os países desenvolvidos passaram a ter melhor controle das condições (sanitárias, educação, moradia...), em países subdesenvolvidos (ou em desenvolvimento), como no Brasil, essa mudança demográfica demorou mais um pouco a ocorrer. 
Com a melhora no controle de doenças transmissíveis, surgem as doenças crônicas-degenerativas, características da saúde do idoso, em especial.
O envelhecimento é um processo heterogêneo, isto é, possui diferentes formas de vivenciar, de acordo com as características socioambientais.
A qualidade de vida, termo tão falado atualmente está muito mais relacionado com os hábitos de vida e do comportamento, do que com a carga genética. Isso quer dizer, que é possível agir sob o meio em que vivemos, interferindo para a qualidade de vida.
A autora do artigo conclui afirmando que o envelhecimento é sim uma das maiores conquistas da humanidade, mas que para ser bem sucedido é necessário que ocorra maior organização e planejamento em todos os sentidos (biológico, econômico, político, sociocultural e psicológico).

Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Tarso Lameri Mosci. Como envelhecemos e quais as principais repercussões. Rio de Janeiro.  Disponível em: http://sbgg.org.br/sobre-como-envelhecemos-e-quais-as-principais-repercussoes/ 

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dia do Idoso

Hoje, dia 1º de Outubro é comemorado o Dia Internacional do Idoso. É fato comprovado que a população está envelhecendo cada vez mais, devido a melhorias na qualidade de vida, alimentação, saúde e condições socioambientais. 


Prevendo esse avanço no envelhecimento, em 1990 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Internacional do Idoso. Aqui no Brasil, pela lei nº 11.433 de 2006 foi estabelecido 1º de outubro como o Dia Nacional do Idoso.



Mais uma prova da valorização do envelhecimento é que o Brasil realizará em 2016 a 4ª Conferência Nacional dos Direitos do Idoso, que terá como tema “Protagonismo e Empoderamento da Pessoa Idosa - Por um Brasil de Todas as Idades”.

Parabéns a todos os idosos, pessoas que são fundamentais no nosso cotidiano!! Vamos valorizá-los!

Fonte: Blog da Saúde. Ministério da Saúde. Promoção da Saúde. Brasil, 2015. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/txr018

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A rotina dos cuidadores

No Brasil, os cuidadores fazem parte do Código Brasileiro de Ocupações, desempenhando importante função no cuidado para com as pessoas dependentes. 
De acordo com o Ministério da Saúde o cuidar de alguém não é fazer pelo outro mas ajudar o outro quando ele necessita, estimulando a sua  autonomia.
Abaixo, algumas tarefas que fazem parte da rotina dos cuidadores:
  •  Atuar como elo entre a pessoa cuidada, a família e a equipe de saúde,
  • Escutar, estar atento e ser solidário com a pessoa cuidada.
  •  Ajudar nos cuidados de higiene.
  • Estimular e ajudar na alimentação.
  • Ajudar na locomoção e atividades físicas, tais como: andar, tomar sol e exercícios
    físicos.
  • Estimular atividades de lazer e ocupacionais.
  • Realizar mudanças de posição na cama e na cadeira, e massagens de conforto.
  • Administrar as medicações, conforme a prescrição e orientação da equipe de
    saúde.
  • Comunicar à equipe de saúde sobre mudanças no estado de saúde da pessoa
    cuidada.
Os cuidadores são pessoas fundamentais na recuperação do idoso com limitações fisicas e cognitivas.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Guia prático do cuidador, 2008. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/164cuidadores_idosos.html  

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Como anda a saúde do idoso no Brasil atualmente?

De acordo com dados do IBGE, o número de idosos no Brasil vem crescendo significativamente nos últimos anos. 

Um fato que nos interessa é a análise da limitação funcional, através da realização das Atividades de Vida Diária (AVDs),como usar o banheiro, se alimentar, tomar banho, vestir-se, mover-se de um cômodo para outro e deitar-se. De acordo com esta pesquisa foi identificado que 6,8% dos idosos apresentam limitações para realizar tais atividades. A tendência é maior conforme a idade e o menor grau de instrução.

http://www.portalterceiraidade.org.br/
Neste mesmo sentido foi também avaliado a limitação funcional nas Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs) como fazer compras, preparar as refeições, trabalhos manuais, usar o telefone, arrumar a casa, lavar/passar roupa e controle de finanças e de remédios. Nesta amostra, cerca de 17% têm limitações, mais prevalente em mulheres.

Esta pesquisa foi realizada em ambientes domiciliares de todo o país entre os anos de 2013 e 2014. Interessante os dados atuais da saúde de nosso país!! 



Fonte: BRASIL. Pesquisa Nacional de Saúde. Ministério da Saúde. 2015. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/19290-pesquisa-traz-retrato-inedito-da-saude-do-idoso-no-brasil 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Conhecendo os cuidadores

Os cuidadores são pessoas fundamentais no convívio com o idoso, estes desempenham papel fundamental na vida dos idosos. Diante de todas as dificuldades que a demência acarreta e por ser uma doença progressiva os cuidadores enfrentam a rotina cansativa e acompanhada de muitos sentimentos, nos quais destacam-se os seguintes:

  • Culpa: Surge a partir de possíveis casos de negligência. Recomenda-se sempre procurar ajuda de outros profissionais, buscando esclarecer todas as dúvidas e solucionar o problema;
  • Medo: Como a doença progride com o tempo, esse sentimento surge diante da incerteza do futuro, por isso é fundamental conhecer a doença e a sua evolução;
  • Vergonha: Muitas vezes os cuidadores passam por situações embaraçosas no cuidado ao idoso com demência devido ao seu comportamento. É fundamental o cuidador ter ciência do comportamento do idoso;
  • Raiva: Esse sentimento surge a partir dos problemas financeiros, do cansaço físico e mental e da falta de tempo. É necessário adotar uma postura positiva, buscando hábitos saudáveis, atividade física, ou seja, procurar um tempo para si mesmo, conforme as possibilidades.
Fonte: AlzheimerMed - Suporte Familiar e Cuidadores - [online] [aprox.3 telas]. Disponível em:   http://www.alzheimermed.com.br/convivendo-com-o-paciente/suporte-familiar-e-cuidadores 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Incontinência Urinária no Idoso

Muitos idosos com o avanço da demência apresentam perda de controle das funções fisiológicas, podendo ser destacada a Incontinência Urinária. Então vamos expôr aqui algumas informações para o melhor entendimento do caso.

A incontinência urinária pode ser definida como qualquer perda involuntária da urina, sendo classificada em 2 tipos de acordo com a causa:
- Incontinência Mista: ocorre em associação à urgência e esforços;
- Incontinência Funcional: relacionada à limitações fisicas, déficit cognitivo e/ou limitações ambientais.

É importante avaliar:
- Cheiro;
- Urgência para usar o banheiro;
- Preocupações com o posicionamento;
- Limitações no vestuário;
- Frequência das perdas / volume/ horário / circunstâncias

O que fazer nesses casos?
Sinalizar o banheiro, usar barras no banheiro, cadeiras higiênicas, usar roupas de velcro ou elástico, melhoras a comunicação e manter a privacidade são algumas maneiras de lidar com os idosos que sofrem da incontinência. 

Esse quadro muitas vezes não é identificado precocemente, por isso é importante avaliar as manifestações que os idosos apresentam, uma vez que a incontinência está relacionada com a modificação na qualidade de vida.

Fonte: Luciana Moreno Marques. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Comissão de Educação Continuada. Incontinência Urinária no Idoso. 2009. Disponível no link: http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/10/incontinencia-urinaria.pdf 

domingo, 2 de agosto de 2015

Sistemas Funcionais do Idoso

O envelhecimento está associado a alterações funcionais e estruturais dos principais sistemas componentes. Portanto faz-se necessário avaliar as modificações para que se possa ser elaborado um plano de cuidados de acordo com as necessidades reais do idoso diante do seu contexto.
  1. Cognição: É a capacidade da pessoa compreender e resolver os problemas do dia-a-dia. É formada pela memória (armazenar informações), função executiva (realizar tarefas), linguagem (compreensão e expressão), praxia (execução de um ato motor), percepção (reconhecer diferentes estímulos) e função visoespacial (localização no espaço).  A cognição é fundamental para a manutenção da autonomia do idoso, quando está prejudicada é possível perceber através da avaliação das atividades de vida diária;
  2. Humor: É fundamental para o idoso realizar as atividades de vida diária. Sabe-se que muitos idosos apresentam transtornos depressivos. A depressão não é uma consequência natural do envelhecimento, por isso precisa ser muito bem avaliada, o mais precocemente possível;
  3. Mobilidade: É responsável pelo deslocamento e manipulação do meio. Pode ser avaliada através da postura, marcha, transferência, pela capacidade dos membros superiores, pela capacidade aeróbica e pelo controle do esfincter;
  4. Comunicação: Faz parte do relacionamento com o meio, através da troca de informações. A dificuldade na comunicação está relacionada com a perda da capacidade de tomada de decisão
É importante que todos os envolvidos com o idoso estejam atentos para as modificações nos sistemas funcionais do idoso. Esse conteúdo está disponível no seguinte link de acesso: http://apsredes.org/site2012/wp-content/uploads/2012/05/Saude-do-Idoso-WEB1.pdf

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Software para diagnóstico de distúrbios demenciais

A Universidade Federal Fluminense através do Instituto de Comunicação está desenvolvendo um software de apoio ao diagnóstico médico da demência, do Alzheimer e do Transtorno Cognitivo Leve.
O projeto se chama "Pesquisas em Sistemas de Apoio á Decisão e ao Diagnóstico de Doenças Associadas ao Adoecimento" (SiADE), este está em fase de aperfeiçoamento e permite diagnosticar estágios iniciais ou pré-clínicos das doenças, a ferramenta avalia vários dados do paciente, como sinais, sintomas, resultados de testes neuropsicológicos, fatores predisponentes e dados demográficos, após essa avaliação o sistema analisa a probabilidade do desenvolvimento das doenças.

O sistema tem como principal vantagem a facilidade de acesso, pois os profissionais de saúde poderão acessar essa ferramenta através de dispositivos móveis, como celulares e tablets.
Mais um avanço da união entre a tecnologia e a saúde!!!
O conteúdo completo publicado no site da Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro está disponível no link: http://www.faperj.br/?id=2960.2.0

sábado, 11 de julho de 2015

Instituições de Longa Permanência para Idosos

Em 2005 foi aprovado o regulamento definindo as normas de funcionamento para as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). 
As ILPs são instituições governamentais ou não governamentais, destinadas à moradia coletiva de idosos com ou sem suporte familiar, em condições de liberdade, dignidade e cidadania.
A equipe do local deverá contar com 1 Responsável Técnico, Cuidadores seguindo o número de idosos dependentes de cuidados, 1 profissional de nível superior para atividades de lazer, Serviço de limpeza de acordo com o espaço, 1 profissional do serviço de alimentação para cada 20 idosos, Serviço de Lavanderia e Profissionais de Saúde
Outra característica importante é o fato de que a Instituição deve realizar atividades de Educação Permanente para aprimorar a equipe. 
As atividades a serem realizadas nas ILPs devem ser planejadas em parceria com os idosos, respeitando as características culturais e regionais.
Quanto à alimentação, devem ser garantidas no mínimo 6 refeições
Preocupando-se com à segurança dos idosos, em casos de Quedas com Lesões e Tentativa de Suicídio as ILPIs devem notificar à autoridade sanitária local. 
Essas foram algumas das informações disponíveis na resolução. É válido, se possível ler o conteúdo na íntegra, assim é possível entender mais como deve funcionar uma ILPI.

Fonte: BRASIL. Resolução RDC nº283, de 26 de setembro de 2005. Diário Oficial da União ; Poder Executivo, de 27 de setembro de 2005. Disponível em: http://sbgg.org.br/wp-content/uploads/2014/10/rdc-283-2005.pdf