quarta-feira, 31 de julho de 2024

Cuidados com o idoso acamado

 


Cuidar de uma pessoa acamada envolve uma série de precauções, principalmente no que se refere ao idoso. São necessários uma série de cuidados e é de extrema importância que a atenção seja redobrada em certos aspectos (Ministério da saúde, 2010).


Listamos, portanto, pontos importantes que devem ser levados a sério no que se refere ao idoso acamado. (Ministério da saúde, 2010) (Novo cuidar, 2021) 


  • Higiene: a higiene da pessoa idosa deve ser feita diariamente.


  • Deve ser realizado o banho no leito, caso o idoso não consiga se deslocar ou firmar seu corpo em uma cadeira de banho;

  • Higiene bucal através da escovação e de enxaguante bucal;

  • Cuidados com a pele como hidratante corporal para evitar o ressecamento e possíveis lesões por pressão.


  • Prevenção de lesão por pressão: idosos acamados que por alguma razão ficam muito tempo na mesma posição, correm sério risco de adquirir lesão por pressão.


  • Mudança de decúbito/posição, dessa forma a pressão não fica em apenas uma área específica;

  • Usar colchões específicos também auxiliam na prevenção;


  • Nutrição: uma dieta equilibrada é fundamental para um idoso que encontra-se acamado. Além disso, a hidratação dessa pessoa deve ser monitorada.


  • Medicamentos: a administração de medicamentos deve ser seguida conforme os horários estipulados e deve haver monitoramento desse idoso em caso de alguma piora no quadro.


  • Lazer: muitos idosos, por mais que estejam acamados, estão lúcidos e orientados. Por esta razão, é importante manter a mente ativa através da interação social e de atividades cognitivas.


Deve-se portanto, estar sempre atento a sinais de piora no quadro e procurar ajuda específica de fisioterapeutas, enfermeiros ou médicos quando necessário.


Referências


BRASIL. Guia do cuidador de pacientes acamados. Ministério da saúde, 2010. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/guia-do-cuidador-de-pacientes-acamados-2010.pdf


Dicas para cuidar de um idoso acamado em casa. Novo cuidar, 2021. Disponível em: https://novocuidar.pt/cuidados-com-o-idoso-acamado-dicas


quinta-feira, 25 de julho de 2024

Quando os esquecimentos devem se tornar motivo de preocupação?


 O que pode causar perda de memória? 


Os esquecimentos se tornam cada vez mais frequentes após os 60 anos de idade e isso ocorre devido ao processo natural de envelhecimento. Por conta disso é importante saber avaliar quando os esquecimentos deixam de ser naturais e se tornam preocupantes (Personale Saúde, 2024?). 

Principais causas da perda de memória em idosos (Personale Saúde, 2024?)


  • Demência;

  • Alzheimer; 

  • TDAH (apesar de ser muito associado a jovens, muitas pessoas acabam descobrindo que possuem apenas na terceira idade);

  • Privação de sono crônica;

  • Medicamentos (diversas classes de medicamentos podem interferir com a memória como ansiolíticos, antidepressivos, etc).


Sinais de alerta para algum distúrbio (ARAÚJO, 2019)

 

Lapsos de memória são comuns, porém quando começam a ser frequentes devemos nos atentar: 


  • Esquecer-se de parte ou totalidade de algum acontecimento;

  • Ter dificuldade de manter uma conversa e não seguir um raciocínio e/ou lembrar-se das palavras;

  • Perder a capacidade de realizar atividades do dia a dia de forma autônoma;

  • Progressivamente perder a capacidade de gerir o orçamento.

Formas de estimular a memória do idoso  (Personale Saúde, 2024?)

  • Prática regular de atividades físicas (além de estimular o corpo, estimula a mente);

  • Aprender algo novo como: um instrumento musical, falar uma nova língua, receitas novas, etc;

  • Atividades em grupo;

  • Jogos de tabuleiro como: sudoku, jogo da memória xadrez, palavras cruzadas, etc. 


Em caso de alguma suspeita é muito importante consultar um profissional qualificado. E lembrar de sempre tirar todas as dúvidas possíveis com esse profissional para que possamos compreender melhor o processo de envelhecimento (ARAÚJO, 2019). 


Referências


Pessoas de memória em Pessoas Idosas: causas e cuidados. Personale Saúde, [2024?]. Disponível em:https://personalesaude.com.br/perda-de-memoria-em-pessoas-idosas-causas-e-cuidados#:~:text=O%20que%20causa%20perda%20de,parte%20do%20processo%20de%20envelhecimento.


Idoso com esquecimento: nem sempre é Alzheimer! Araújo & Fazzito, 2019. Disponível em: https://araujoefazzito.com.br/arquivos/1618


quarta-feira, 17 de julho de 2024

A aprendizagem de uma nova língua na terceira idade

 


O Estatuto do Idoso, Lei 10.741/03, no Capítulo 5, nos artigos 20 a 25, regulamenta que os idosos têm direito à educação, respeitando as peculiaridades desta fase da vida. A educação contribui para o envelhecimento ativo, que pode ser considerado um processo de otimização de oportunidades de saúde, participação e seguridade para melhorar a qualidade de vida (PIZZATTO, 2018).

Os benefícios do estudo e aprendizagem de uma nova língua são: (PEREIRA, 2005).

  • Manter-se informado, o que significa estar conectado ao mundo atual, cada vez mais globalizado;

  • Compreender melhor o ambiente sob diversos ângulos, aumentando a curiosidade intelectual, aguçando o sentido crítico e permitindo compreender o real, mediante a aquisição de autonomia na capacidade de discernir;

  • Possibilita o resgate do sentido de pertencimento e diminuição da sensação de isolamento; 

  • O estudo também estimula o raciocínio e auxilia no envelhecimento saudável prevenindo doenças. 

A comunidade que se forma a partir das turmas para o aprendizado de línguas é capaz de irradiar mudanças, pois forma uma rede de sociabilidade baseada na cooperação e solidariedade, tornando-se um lugar de encontro de parceiros para interação social em que a maior importância é dada à satisfação emocional (PEREIRA, 2005). 

Referências:

PIZZATTO, S. G. M. et al. O empoderamento na terceira idade por meio da educação a distância: o ensino de língua inglesa. Travessias, Cascavel, v. 12, n. 4, p. 191-207, 2018. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/21238

PEREIRA, E. T. O idoso e o aprendizado de uma nova língua: o descortinar de trocas sociais e afetivas. Dissertação (Mestrado em Gerontologia) — Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em: https://repositorio.pucsp.br/bitstream/handle/12480/3/Elizabeth%20Thomaz%20Pereira.pdf


quarta-feira, 10 de julho de 2024

Mal de Parkinson, o que é?

 


O mal de Parkinson é considerado uma doença neurológica crônica que leva a uma morte lenta e progressiva de neurônios no sistema nervoso central, acometendo principalmente o sistema motor, pois leva indiretamente a uma diminuição de dopamina, um neurotransmissor, responsável pelo controle dos movimentos (SILVA, 2020).

 

Principais sinais e sintomas: (SILVA, 2020)


  • Tremores, principalmente em repouso e com começo nas extremidades do corpo;

  • Sensação de fraqueza, incoordenação e cansaço;

  • Lentidão e dificuldade para realizar movimentos como: amarrar sapatos, abotoar roupas, etc;

  • Dificuldade na marcha: passos mais curtos, sensação de instabilidade, etc;

  • Dificuldade em manter a postura;

  • Dificuldade para engolir alimentos.

 

Outros sintomas não motores também podem estar correlacionados como: depressão, ansiedade, distúrbios do sono, demência e disfunção cognitiva.



Principais fatores de risco: (BEZERRA, 2024)


  • Idade ≥ 60 anos, sendo o principal fator de risco para a doença;

  • Fatores genéticos estão associados, porém não estão presentes em todos os casos;

  • Exposição a produtos químicos e poluentes industriais. 


Referências


SILVA, A. B. G. et al. Doença de Parkinson: revisão de literatura. Brazilian Journal of Development. v. 7, n. 5, p. 47677- 47698, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/29678/23399

BEZERRA, L. M. R. et al. Fatores de risco ligados à Doença de Parkinson: uma revisão bibliográfica. RECIMA21. v. 5, n. 2, p. 1-7, 2024. Disponível em: https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/4906/3404


quarta-feira, 3 de julho de 2024

AVC no idoso: fatores de risco e prevenção

 


O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea (Ministério da saúde, 2024).


Os principais sinais de alerta para o AVC são: fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo, confusão mental, alteração da fala ou compreensão, alteração na visão (em um ou ambos os olhos), alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente (Ministério da saúde, 2024).


São fatores de risco para o AVC: (Sociedade brasileira de AVC, 2024)


  • Hipertensão arterial;

  • Diabetes;

  • Colesterol elevado: níveis elevados de LDL e níveis baixos de HDL;

  • Doença cardíaca;

  • Presença de histórico familiar de AVC;

  • Tabagismo, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool e alimentação não saudável.


Portanto, para prevenir o AVC, é necessário: (Ministério da saúde, 2024)


  • Controlar a pressão arterial e a diabetes;

  • Gerenciar o colesterol, através de dieta saudável, por exemplo;

  • Parar de fumar;

  • Fazer exercícios físicos regularmente conforme o médico indicar;

  • Limitar o consumo de álcool;

  • Se alimentar de forma saudável;

  • Saber reconhecer os sinais de alerta para o AVC.


O dia mundial do AVC é 29 de outubro e possui o slogan “Minutos podem salvar vidas”, visto que minutos podem salvar as memórias da pessoa, a fala, a mobilidade e a sua a vida. Portanto, em caso de sinais de alerta para o AVC, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou o Corpo de bombeiros (193) pois quanto mais rápido for o atendimento, maiores serão as chances de sobrevivência e recuperação total. 


Referências


BRASIL, Acidente vascular cerebral. Ministério da saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/avc


Fatores de risco para o AVC. Sociedade Brasileira de AVC, 2024. Disponível em: avc.org.br/pacientes/fatores-de-risco-para-o-avc/


“Minutos podem salvar vidas”: 29/10 - Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral). Biblioteca virtual em saúde, 2023. Disponível em: “Minutos podem salvar vidas”: 29/10 – Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral) | Biblioteca Virtual em Saúde MS (saude.gov.br)


quarta-feira, 26 de junho de 2024

A violência institucional contra o idoso

 


A violência institucional ocorre dentro das instituições, públicas ou privadas, destinadas a cuidar e amparar o idoso. Inclui a falta de acesso e má qualidade dos serviços, abusos cometidos pelas relações de poder desiguais entre usuários e profissionais dentro das instituições e até mesmo a violência física (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2002).


Este tipo de violência ocorre de formas bem variadas e muitas vezes são consideradas “normais” pela população, como: (BERZINS, 2009)


  • Peregrinação por diversos serviços até receber atendimento;


  • Falta de escuta e tempo para a clientela;


  • Frieza, rispidez, falta de atenção, negligência;


  • Maus-tratos dos profissionais para com os usuários, motivados por discriminação, abrangendo questões de raça, idade, orientação sexual, gênero, deficiência física, doença mental;


  • Violência física (por exemplo, negar acesso à anestesia como forma de punição, uso de medicamentos para adequar o paciente à necessidade do serviço ou do profissional, entre outros);


  • Detrimento das necessidades e direitos dos idosos;


  • Críticas ou agressões dirigidas a quem grita ou expressa dor e desespero;


  • Proibições de acompanhamentos ou visitas com horários rígidos e restritos;


  • Desqualificação do saber prático, da experiência de vida, diante do saber científico.



As instituições de saúde, da assistência social e da previdência social são as campeãs de queixas de descaso, omissão, ineficiência e reclamações nas delegacias e órgãos de proteção aos idosos (BERZINS, 2009). 

É fundamental para as famílias, que possuem idosos dentro destas instituições, sempre ouvir qualquer reclamação ou queixa do idoso e em caso de alguma suspeita, denuncie! 


Referências 


Ministério da Saúde. Política nacional de redução da morbimortalidade por acidentes e violências. Brasília; 2002. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_reducao_morbimortalidade_acidentes_2ed.pdf


BERZINS, M. A. V. S. Violência institucional contra a pessoa idosa: a contradição de quem cuida. TCC (Pós-Graduação lato sensu). Faculdade de saúde pública, Universidade de São Paulo, 2009. Disponível em:

https://pdfs.semanticscholar.org/f690/647f9b4ca1fdb2afdb323cd3fea7fc13bbd0.pdf


quarta-feira, 19 de junho de 2024

Violência contra o idoso como reconhecer e combater

 


Quais são os principais tipos de violência contra idosos? (CAMACHO, 2024)


Abandono/ negligência: 


  • Omissões; 

  • Ausência de apoio que afetam a proteção social e emocional;

  • Privações de cuidados básicos;

  • Negligências com as necessidades básicas.


Violência psicológica: 


  • Agressões verbais ou gestuais com o intuito de: aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar o idoso do convívio social.


Abuso financeiro:

  • Consiste na exploração ilegal dos bens do idoso sem o consentimento do mesmo. 


Violência sexual:


  • Práticas eróticas ou sexuais, por meio de coação, violência física, ameaças ou chantagens.


Violência física/ uso da força física para:


  • Forçar ou impedir o idoso a fazer algo;

  • Situações de espancamento que promovam lesões ou traumas;

  • Pode levar à morte.


Violência patrimonial:

  • Assinatura indevida de documentos/ falsificação de assinatura;

  • Alterações em seu testamento;

  • Antecipação de herança ou venda de bens sem o consentimento espontâneo do idoso.

Discriminação: 


  • Comportamentos discriminatórios, ofensivos, desrespeitosos em relação à condição física;

  • Comprometimento dos direitos fundamentais do ser humano, prejudicando um indivíduo no seu contexto total.



Como reconhecer a violência contra o idoso?


Faz-se necessário a observação e atenção ao comportamento da pessoa idosa. Podem ser indicativos de violência contra idosos: (BRASIL, 2024)


  • Maus tratos no corpo de idoso, com a presença de hematomas, ferimentos e até mesmo infecções; 

  • Comportamentos de retraimento, de insegurança e medo na presença de algum indivíduo específico; 

  • Mudança no perfil do idoso, despersonalização. Como por exemplo: um idoso ativo que se tornou mais calado; 

  • A recusa por parte do idoso de realizar atividades que, antes, eram de seu interesse e de sua rotina; 

  • Se a residência onde o idoso se encontra é inadequada (suja, com acúmulo de lixo); 

  • Desânimo, tristeza e depressão.




Referências 


CAMACHO, A.C.L.F et al. Cartilha informativa sobre violência contra o idoso. 2024. Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/746177


BRASIL. Agência Brasil. Saiba como denunciar violações de direitos humanos. Brasília: Ministério das Comunicações (Empresa Brasileira de Comunicação), 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202401/saiba-como-denunciarviolacoes-de-direitos-humanos