sexta-feira, 27 de setembro de 2019

QUEDAS: UMA QUESTÃO DE PREVENÇÃO


Uma queda não é apenas um evento que pode gerar consequências físicas, pois a partir disso, o idoso acaba perdendo um pouco da sua autonomia e se tornando mais dependente do outro. As consequências psíquicas e sociais estão fortemente relacionadas ao evento da queda.

Ao contrário do que muitos pensam, para prevenir uma queda, não basta apenas proporcionar um ambiente seguro, amplo, iluminado e com barras de apoio, pois na presença de obstáculos simples, os  jovens não caem devido aos seus recursos (musculatura, equilíbrio, reflexos) que os protegem e esses recursos podem ser buscados/trabalhado pelos mais velhos para que seja evitado uma possível queda.


Normalmente, idosos possuem uma chance maior de cair uma vez que acumulam uma série de fatores de risco classificados como intrínsecos (que são as dificuldades individuais de cada um) ou extrínsecos (que são as dificuldades encontrados no próprio meio ambiente). São eles:



FATORES EXTRÍNSECOS
FATORES INTRÍNSECOS
      1)  Piso escorregadio
1-    Doenças
            2) Calçado inapropriado
2-    Medicações
             3) Tapete dobrado
3-    Alterações Sensoriais (perda da visão/audição)

4-    Força muscular



           
Dessa forma, compreendendo melhor o motivo das quedas, pode-se adotar intervenções mais eficazes para então prevenir as quedas.


Cabe ao profissional especialista na área da geriatria/gerontologia, abordar o problema de forma ampla, realizando uma extensa revisão da história clínica, exame físico e mental, inventário medicamentoso e eventualmente avaliação do ambiente domiciliar, onde as quedas são mais frequentes.

 Desse modo, o profissional especialista será capaz de identificar candidatos a correção de catarata, indicar atividades que estimulem o equilíbrio e/ou aumentem a força muscular, suspender medicamentos que potencialmente aumentam o risco de quedas, sugerir mudanças estruturais que tornem o ambiente domiciliar menos perigoso, e fazer outras recomendações de forma individualizada.

           



REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Quedas: Uma questão de prevenção. Disponível em: https://sbgg.org.br/quedas-uma-questao-de-prevencao/. Acesso em 18 de agosto de 2019.

sábado, 21 de setembro de 2019

TRISTEZA E DEPRESSÃO NO IDOSO: COMO DIFERENCIAR ?





Tristeza é um sentimento, afeto. A tristeza diante de uma perda significativa (que tanto pode ser de alguém amado quanto de natureza ideal), pode sinalizar que estamos em trabalho de luto. O luto é saudável, normal e permite que possamos, ao final do mesmo, realizar novos investimentos e projetos de vida.

            
Em contrapartida, a Depressão é doença que necessita de um tratamento qualificado, pois uma de suas consequências é o suicídio. Nesse caso, trata-se de uma doença muito complexa que afeta a pessoas em todas as suas instâncias de forma permanente caso não for devidamente tratada, pois afeta na alimentação, higiene, relação com outras pessoas, pois impede a interação social. Na depressão há um vazio que persiste. Há falta de vontade de fazer coisas que antes nos davam prazer. Há uma alteração no sono: dorme-se pouco ou muito. O apetite se modifica: podemos ter falta de apetite e emagrecer, bem como aumento do apetite. Podemos ainda ter a sensação de inutilidade e culpa e pode-se pensar, com frequência, na morte, além da dificuldade de concentração pode levar a um certo esquecimento e lentificação do pensamento.

           
 Portanto, a depressão tem uma alta prevalência entre idosos, e deve ser diagnosticada e abordada, de forma correta.

            
O  tratamento envolve terapia e/ou o uso de medicamentos. É importante a aderência ao tratamento já que este é longo a fim de se obter cura e melhora da qualidade de vida.





REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Diferenças entre tristeza e depressão. Disponível em: https://sbgg.org.br/diferencas-entre-tristeza-e-depressao/. Acesso em 17 de agosto de 2019.

sábado, 7 de setembro de 2019

O CUIDADO COM O IDOSO EM RELAÇÃO A PREVENÇÃO DA FEBRE AMARELA



De acordo com o guia de vacinação elaborado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunização, a Febre Amarela (em suas formas mais severas), tem uma letalidade que alcança um percentual de aproximadamente 50%, sendo ainda mais grave em idosos, devido a diminuição natural da resposta do sistema imunológico aos agentes agressores ao organismo humano.


 Por se tratar de uma vacina que contém um vírus atenuado, isto é, um vírus vivo, torna-se necessário uma avaliação clínica dos idosos, antes de irem aos postos de vacinação para receberem o imunobiológico (vacina).

            
Como dito anteriormente, após os 60 anos de idade, algumas pessoas apresentam queda das defesas do sistema imune, um processo denominado imunossenescência, que por sua vez é um processo natural do organismo.

           
 Além disso, há aquelas pessoas  que usam medicações imunossupressoras, ou seja, medicações que suprimem a resposta do sistema imunológico ou apresentam debilidades graves da saúde, o que reforça a importância de se haver uma avaliação médica antes de se vacinar.

            
De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), os especialistas (profissionais com espacialização em geriatria/ gerontologia),  esclarecem que caso se trate de um idoso que fica mais em casa ou mora em locais sem ocorrência da febre amarela, a melhor opção PODE ser não vacinar. Nesses casos, como medida de proteção, devem ser usados repelentes, roupas compridas e telas nas janelas para evitar o acesso do mosquito.

           
 Se o idoso mora em uma das regiões em que há casos relatados da doença, é trabalhador rural ou viajará para área endêmica de febre amarela, a vacina poderá ser indicada após consulta médica, pois nesse caso o risco de contágio é muito alto e supera os riscos da vacinação.



REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Febre amarela: orientações de vacinação para pessoas idosas. Disponível em: https://sbgg.org.br/febre-amarela-orientacoes-de-vacinacao-para-pessoas-idosas/. Acesso em: 17 de agosto de 2019.








terça-feira, 27 de agosto de 2019

ORIENTAÇÕES A CUIDADORES: DIREITOS DOS PACIENTES



Em 12 de abril de 2002, o Ministério da Saúde assinou a Portaria 703, que institui o "Programa de Assistência aos Portadores da Doença de Alzheimer" onde define que o programa instituído será desenvolvido de forma articulada pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios em cooperação com as respectivas Redes Estaduais de Assistência à Saúde do Idoso e seus Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso. Segue abaixo alguns dos direitos de acordo com a portaria:

Ø  Consultas para diagnóstico.

Ø  Atendimento na rede púbica.

Ø  Atendimento hospitalar.

Ø  Visita domiciliar de profissional da saúde.

Ø  Medicação gratuita.



Medicação gratuita

De acordo com a mesma Portaria, os medicamentos para tratamento da Doença de Alzheimer fornecidos gratuitamente aos pacientes são os seguintes: rivastigmina, donepezil e galantamina. O medicamento memantina não está na lista do governo e precisa ser comprado.    O atendimento à pessoa com doença de Alzheimer inicia-se com o atendimento do generalista na atenção básica, que encaminha o paciente ao especialista (geriatra, neurologista ou psiquiatra). Para que o paciente tenha direito à medicação, ele deve ser analisado clinicamente pelo médico e realizar os exames laboratoriais e de imagem que, provavelmente, serão solicitados. 



Isenção de Imposto de Renda

É um benefício previsto em lei (Instrução Normativa 15/01 da Secretaria da Receita Federal) pelo qual a pessoa portadora de doença grave fica dispensada do pagamento do Imposto de Renda sobre o valor recebido em forma de aposentadoria, reforma ou pensão. Outros rendimentos, inclusive complementações recebidas de entidades privadas, não são isentos.  A Doença de Alzheimer não foi citada nominalmente na lista das doenças graves, mas pode ser incluída no grande grupo das alienações mentais.

Para solicitar a isenção, o paciente, ou seu representante legal, deve procurar o órgão que paga sua aposentadoria (INSS, IPESP etc.) portando um requerimento simples em duas vias e a documentação exigida, que detalharemos adiante.

O pedido será protocolado e o paciente, ou seu representante legal, receberá um comprovante com o número do protocolo. Caso o pedido seja aceito, a isenção é automática, e o órgão pagador do benefício deixa de efetuar o desconto relativo à incidência do Imposto de Renda. Em caso de indeferimento, o paciente, ou seu representante legal, será notificado.     


REFERÊNCIA

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Direitos do paciente. Disponível em: http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/direitos-do-paciente/assistencia-medica-e-medicamentos-gratuitos/. Acesso em 25 de julho de 2019.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

O IDOSO, A MOBILIDADE URBANA E O PAPEL DA ENFERMAGEM


A urbanização e a crescente população idosa vem exigindo cada vez mais de melhores condições de vida, mesmo que existam lacunas assistenciais e físicas que desafiam as políticas públicas e os serviços de saúde.

No que diz respeito à fisiologia do idoso, sabe-se que no envelhecimento, muitos idosos estão propensos a se acidentarem, seja em casa, com os próprios obstáculos ‘‘conhecidos’’, e mais aos obstáculos por eles ‘‘desconhecidos’’ impostos na rua e transportes. Desta maneira, o envelhecimento acarreta uma maior vulnerabilidade a situações que podem levar à perda da independência ou da saúde do idoso.

            
Os casos mais graves de fraturas podem levar à morte, principalmente do fêmur. Para reduzir a mortalidade de idosos após quedas, o Ministério da Saúde criou o Comitê Assessor de Políticas de Prevenção e Promoção dos Cuidados da Osteoporose e de Quedas na População Idosa. O Comitê, formado por representantes de várias instituições médicas, realiza oficinas sobre o assunto.

            
Tendo em vista o acelerado aumento populacional, urbanização e índice elevado de queda entre os idosos e suas complicações incapacitantes, excludentes e fatais, são de responsabilidade de toda a população e governantes promover um ambiente seguro também fora de suas casas.

         
Em relação à legislação, pode-se destacar que no Brasil há instrumentos legais como a Lei Ordinária Federal 10.098/2000, a qual estabelece normas e critérios para promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Parte da população idosa está inclusa no grupo de pessoas com mobilidade reduzida.

            
Portanto cabe ao enfermeiro, principalmente o enfermeiro da atenção primária (localizado em postos de saúde, clínica e/ou estratégia de saúde da família) realizar orientações voltadas às necessidades reais do idoso assistido fazendo uma busca ativa, avaliando riscos ambientais e fatores predisponentes para quedas. A assistência deverá ser realizada considerando o idoso em sua totalidade, hábitos, ambiente domiciliar, ambiente da comunidade, família ou cuidadores.

            
Além disso, a família também pode unir forças com a enfermagem tornando-se uma grande apoiadora dos cuidados, uma vez que fortalece as orientações dadas pelo enfermeiro fazendo com que haja a continuidade das intervenções realizadas na consulta de enfermagem.


REFERÊNCIA

CAMACHO, A.C.L.F.; GOMES, F.A. O IDOSO E A MOBILIDADE URBANA: UMA ABORDAGEM REFLEXIVA PARA A ENFERMAGEM. Revista de Enfermagem UFPE on line. Recife. v.11, n.12, p.5066-5073, dez-2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/23068/25344. Acesso em 25 de julho de 2019.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

OBESIDADE E ENVELHECIMENTO


A obesidade é caracterizada pelo excesso de peso ou acúmulo de gordura corporal. Para se diagnosticar a Obesidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a forma mais simples é pelo cálculo do IMC (índice de massa corporal). O IMC é feito da seguinte maneira: divide-se o peso da pessoa em quilogramas, pela altura elevado ao quadrado. Caso o resultado for uma medida maior/igual a 30kg/m², sabe-se que é sinal de obesidade.

Trata-se de uma condição clínica crônica, mas que também é considerada problema de saúde pública. A obesidade é fator de risco para muitas outras doenças, principalmente nos idosos, como por exemplo a Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes Mellitus, aumento do colesterol.


Além das dos agravos citados acima, a Obesidade muda o estilo de vida das pessoas, e nos idosos não é diferente. Isso ocorre porque o acúmulo de gordura corporal ou do excesso de peso, gera cansaço e sedentarismo, dificultando a prática de atividade física ou de outras atividades que realizava normalmente.

Além das doenças crônicas, a obesidade está relacionada a distúrbios psicoemocionais como a Depressão, portanto quando se fala em obesidade, não se trata apenas de questões estéticas ou de aparência, mas sim de bem-estar físico e emocional


Com o envelhecimento, o ganho de peso é comum para homens e mulheres, principalmente depois dos 50 anos. Mesmo que se mantenha o peso corporal, a tendência é acumular gordura ao longo dos anos. Isso acontece porque todas as pessoas perdem massa muscular com o envelhecimento, mesmo aquelas ativas fisicamente.

A prática de atividade física supervisionada e uma dieta saudável são as maneiras mais simples e eficazes para se prevenir o ganho excessivo de peso. Também ajudam a tratar a obesidade e suas consequências, pois mesmo as pessoas idosas podem perder peso e controlar as doenças associadas à obesidade.



REFERÊNCIA

BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Obesidade e Envelhecimento. Disponível em: https://sbgg.org.br/obesidade-e-envelhecimento/. Acesso em 25 de julho de 2019.



quinta-feira, 25 de julho de 2019

CUIDADO PROFISSIONAL E INSTITUCIONALIZAÇÃO

Muitas famílias optam pela institucionalização do idoso com doença de Alzheimer, e essa é uma decisão que deve ser respeitada e pode ser uma alternativa que garanta a qualidade na assistência da pessoa com o diagnóstico, principalmente quando os familiares não têm tempo para exercer tais compromissos. 

Para isso, alguns cuidados devem ser tomados ao querer institucionalizar o idoso com DA (Doença de Alzheimer), como: 

    - Verificar se a instituição está devidamente registrada nos órgãos competentes e as referências quanto aos seus credenciamentos;
  
         -Certificar sobre os recursos humanos que estão disponíveis na instituição, se o quadro de profissionais é suficiente para atender adequadamente a quantidade de pacientes institucionalizados e quais os serviços especializados que oferece;

- Confirmar se o pessoal é treinado para a assistência de pessoas com demência e se a instituição já atende outros pacientes com doença de Alzheimer;

-
Observar como é o tratamento dos funcionários dispensado às pessoas que estão institucionalizadas. Visite a instituição;

  
   -  É importante visitar a instituição em horários do almoço e lanche para observar como a refeição é oferecida ao doente bem como a qualidade nutricional e higiene da cozinha;

- Visite todas as dependências da instituição (especialmente a cozinha, banheiros e dormitórios) e certifique-se sobre os cuidados com a limpeza, como é feita a distribuição dos quartos, das áreas comuns, das condições de ventilação, iluminação e sanitárias em geral;

- Consulte os responsáveis sobre quais são os cuidados com a segurança do paciente (corrimão nas escadas, barras de segurança nos banheiros, tipo de pisos), instalações elétricas;


-  Antes de optar por alguma instituição a família deve fazer visitas nos horários em que outros familiares estiverem presentes para pesquisar satisfação.



BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Orientações a cuidadores: Segurança. Disponível em : http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/cuidado-profissional-e-institucionalizacao/institucionalizacao/. Acesso em 29 de junho de 2019. 



terça-feira, 16 de julho de 2019

ACOMPANHAMENTO COTIDIANO: ALIMENTAÇÃO




Ao contrário do que ocorre com outras doenças crônicas como: Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, que exigem uma dieta mais rigorosa, na Doença de Alzheimer, não há uma restrição de um ou mais alimentos que irá se aplicar a todos os pacientes. A dieta poderá ser feita por um profissional da saúde capacitado, com o olhar individualizado para cada paciente, ou seja, a dieta de um paciente com Doença de Alzheimer pode não ser a mesma que de um outro paciente, pois irá depender do que os pacientes irão apresentar como consequência da doença.

A boa nutrição é muito importante para a saúde geral e também para o funcionamento cerebral e, além disso, o idoso também precisa de uma dieta balanceada para que não haja excesso ou carência de algum tipo de nutriente.

São comuns queixas que envolvem alterações no apetite do idoso com doença de Alzheimer, como perda de peso ou fome exagerada. Em ambos os casos o monitoramento da família e/ou do cuidador, deve ser realizado para favorecer uma alimentação adequada.

Deve-se sempre conferir a temperatura dos alimentos, pois alimentos muito quentes podem provocar queimaduras na boca e na língua do paciente. Uma alternativa para isso, é a utilização de prato térmico, para evitar que a comida esfrie enquanto ele se alimenta. A perda de peso geralmente está associada a alterações no apetite, dificuldades cognitivas ou questões físicas, portanto deve-se controlar essa perda de peso em casa ou em uma farmácia, pois é mais fácil prevenir a perda de peso que reverter um quadro de desnutrição. Segue abaixo alguns cuidados a serem tomados ao idoso com doença de Alzheimer acerca da perda de peso e das questões físicas.









PERDA DE PESO
1)Estimular alimentação com uso de utensílios coloridos e alimentos de cores diferentes;
2)Optar por alimentos que possam ser manipulados com as mãos, para aumentar o interesse pelo contato;
3)Servir pequenas porções por vez;




QUESTÕES FÍSICAS
(queimaduras, lesões, dor)
1)Cortar os alimentos em pequenos pedações;
2)Se necessário, triture os alimentos;
3) Examinar a boca do paciente para ver se tem alguma lesão;
4) Perguntar se sente dor ao deglutir tal alimento e/ou liquído;




Referência

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Orientações a cuidadores: alimentação. Disponível em :http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/acompanhamento-cotidiano/alimentacao/.  Acesso em 25 de junho de 2019.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

LIDANDO COM OS SINTOMAS: ALTERAÇÕES DO COMPORTAMENTO


Pessoas com Doença de Alzheimer podem passar a se comportar de maneira incomum, porém essas mudanças não costumam acontecer de imediato e por isso até mesmo o diagnóstico da doença tende a ser um pouco mais tardio. A pessoa com Doença de Alzheimer perde uma série de funções que interferem em sua percepção e, devido a isso, deve-se ficar atento para comunicações harmoniosas e evitar conflitos, para poupar desgaste emocional tanto do paciente como do cuidador (BRASIL, 2019).

        É comum que o paciente portador de Alzheimer tenha insônia, invertendo o dia pela noite e isso causa um desgaste no cuidador, principalmente porque o paciente precisará da atenção do seu cuidador. Delírio também é um sintoma presente nesta patologia, e o mesmo baseia-se no fato de que o portador faz uma interpretação irreal da realidade, tendendo a buscar explicações ou a desconfiar do que lhe dizem.

         Na fase avançada da doença, o portador pode passar a ter alucinações (visuais, auditivas, táteis e coisas que não existem). Além disso, a sexualidade pode ficar exacerbada, e isso põe tanto o cuidador como o paciente em situações extremamente constrangedoras. Abaixo segue uma tabela das alterações mais comuns e seus respectivos cuidados.
Alterações
Cuidados


Insônia
1)Motivá-lo a caminhar e fazer outras atividades físicas durante o dia;
2)Certificar-se de que a cama e as roupas para dormir são confortáveis;
3)Evitar que durma durante o dia, promovendo atividades agradáveis
Delírios
1)Explicar o que está acontecendo e que ninguém quer fazer mal ao paciente;
2)Dar parâmetros de realidade explicitando fatos;
3)Manter a postura calma e a voz tranquila e, se nada parecer funcionar, tente distrair o paciente com assunto ou atividade agradável e de seu interesse.
Alucinações
1)Não discutir com o paciente sobre a veracidade do que ele está vendo ou ouvindo;
2)Quando o paciente mostrar medo, conforte-o com voz calma e segure sua mão para transmitir-lhe segurança;


Sexualização Exacerbada
1)Evitar ocasiões que possam favorecer a estimulação sexual, com especial cuidado nas situações que envolvem a higiene do paciente;
2)Colocar limite claro diante do exagero

Perambulação
1)Verifique se a casa está segura (tapetes, escadas, piscina) e se o paciente está usando calçados adequados, visando a evitar quedas;
2)Dificulte a saída do paciente sozinho da casa;
3)Coloque no vestuário do paciente etiquetas internas ou cartões com sua identificação: nome, endereço e número de telefone;


Ansiedade
1)Estimule a autonomia com segurança;
2)Mantenha um ambiente calmo, agradável, seguro e com rotina organizada;
3)Cuide do tom de voz e do ambiente, evitando agitações desnecessárias.

Depressão
1)Proporcione maior acolhimento ao paciente;
2)Fique atento à alimentação, sono e hidratação do paciente;

Agressividade
1)Propor atividades como caminhar ou ver fotos antigas;
2)Procurar descobrir o motivo da reação agressiva e evite repetir a situação;
3)Chame a atenção do paciente para algo que possa ajudar a acalmá-lo.

Referência

BRASIL. Associação Brasileira de Alzheimer: Alterações do comportamento. Disponível em: http://abraz.org.br/web/orientacao-a-cuidadores/lidando-com-os-sintomas/alteracoes-de-comportamento/. Acesso em 24 de junho de 2019.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

O ENVELHECIMENTO E A MANUTENÇÃO DAS ATIVIDADES DIÁRIAS


Ainda que, seja de conhecimento que o envelhecimento traz consigo uma gama de dificuldades para aquele que está passando por esse processo, é possível viver uma vida com manutenção da autonomia e independência. O envelhecimento traz consigo as alterações físicas, psíquicas e emocionais a que estamos sujeitos ao envelhecer acabam por limitar a nossa capacidade de executar, desde as mais elaboradas até as pequenas e simples tarefas do nosso cotidiano. 

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer, são fases da vida biológico do ser humano, portanto, é preciso encarar o envelhecimento não como algo que se deve evitar, mas como um processo que deve ser planejado com critérios.
Para se manter ativo e com autonomia devemos:

 - ACEITAR E ENTENDER QUE ENVELHECER É ALGO NATURAL;
-MUDAR NOSSOS HÁBITOS DE VIDA PARA PROMOVER A NOSSA SAÚDE;
-REALIZAR PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA REGULARMENTE;
-FAZER PARTE DE ATIVIDADES SOCIAIS;
- REALIZAR AVALIAÇÕES DE SAÚDE PERIODICAMENTE;
-EXERCITAR A MEMÓRIA;
-TRABALAHAR A ESPIRITUALIDADE;


“viver a vida de forma ativa, participativa e produtiva, aproveitando-a com serenidade, consciência e plenitude, mas sempre com a certeza de que somos seres frágeis e incompletos” (BRASIL, 2019).


REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Como o idoso pode manter a capacidade de realizar as atividades do dia a dia? Disponível em: https://sbgg.org.br/como-o-idoso-pode-manter-a-capacidade-de-realizar-as-atividades-do-dia-a-dia/. Acesso em 28 de maio de 2019.



sexta-feira, 14 de junho de 2019

CUIDADOR DE IDOSO: COMO ESCOLHER?


Em setembro de 2012, o Senado aprovou o projeto de lei 284/11 que havia sido encaminhado para a Câmara dos Deputados. O projeto sugere que o cuidador seja:

 -MAIOR DE 18 ANOS;

- COM ENSINO FUNDAMENTAL COMPLETO;

-COM CERTIFICADO DE CURSO DE CUIDADOR DE IDOSO CONTENDO NO MÍNIMO 160 HORAS DE AULA EM INSTITUIÇÕES CREDENCIADAS PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.


Ou seja, não é todo mundo que pode ser cuidador de idoso, há critério para isso, pois durante o curso de cuidador de idoso é passado todo o conhecimento necessário para que o cuidador ao concluir o curso pode ter adquirido competências necessárias para assumir tal cargo.


 Além desses requisitos, é interessante ter uma entrevista com os pretendentes antes de assumirem o cargo. Pois na entrevista, pode-se colher informações como o histórico de trabalho daquele profissional e ter referência de outras famílias onde tenha trabalhado.

Deve-se atentar se o candidato possui um certificado de curso, em instituição qualificada, cuja grade tenha sido composta por conteúdos que abordem importantes questões sobre como cuidar de uma pessoa idosa.


Questionar sobre os motivos que levaram aquela pessoa a tornar-se um cuidador de idosos. Esclarecer sobre o grau de dependência do idoso, observando se a pessoa está apta para executar tarefas como banho, alimentação, companhia entre outras coisas. 


Após o início das atividades, é muito importante observar o comportamento do idoso, pois mesmo os acamados, com dificuldade de expressão, se comunicam por gestos e olhares. Mudanças repentinas de comportamento devem ser avaliadas.

Importante também conversar com esse cuidador buscando, sempre, informações sobre o dia de trabalho e sobre o comportamento do idoso.


Para que todo esse processo seja algo efetivo, é fundamental que se realizem acordos prévios como: carga horária do cuidador com o idoso, realização de atividades, respeito aos direitos trabalhista como: folga, salário justo, férias. 

REFERÊNCIA
BRASIL. Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: cuidador de idoso: como escolher? Disponível em: https://sbgg.org.br/cuidadores-de-idosos-como-escolher/. Acesso em 27 de maio de 2019.